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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Motas, simplesmente as motas!

As motas hoje em dia são mais do que muitas, são muitas marcas, com inúmeros modelos, que se encaixam em diversos segmentos, reflectindo uma busca incessante das marcas a ir de encontro ao gosto de potenciais clientes.
A uns agrada-se com as generosas fichas técnicas, com motores a debitarem cada vez mais cavalos, a outros pela polivalência, pelo lado prático e economia, outros ainda pela exclusividade, estética, ou pormenores tecnológicos únicos.
De facto investem-se milhares com a ideia de despertar paixões, sonhos com o intuito que estes se tornem realidade, o que muitas vezes acontece, mesmo que se deixe as prioridades de lado e se cometa uma loucura, uma sã loucura!
Aí vive-se um momento único, fora do normal, até mesmo descabido para quem não vê nada de especial numa estrutura de ferro ou alumínio, com um motor ao meio e duas rodas forradas a borracha. Não percebem que para quem vive intensamente este mundo, qualquer pormenor é importante, até a cor de um parafuso pode fazer a diferença.
Mas como a nossa espécie é mesmo assim, não é preciso muito tempo para já estar a pedir mais e assim entra-se no campo dos acessórios, da personalização, dos equipamentos, com as marcas cada vez mais despertas e a apostar forte neste ramo. Pior mesmo é quando ainda nem “aquecemos” a que possuímos e já estamos a pensar na substituta que saiu com um retoque aqui e acolá e mais uns míseros cavalos no motor…
Não se percebe, nunca estamos satisfeitos, é irracional até, mas toca a todos, ou a quase todos, elas “mexem” connosco, o que havemos de fazer?
Daí todos os segmentos e as suas diferentes características, que cada vez mais se distanciam porque o grau de exigência é cada vez maior. A diferença é tanta que parece que já nasceram especificamente para cada meio, quando no fundo a base de todas as motas é a mesma.
Por vezes esta tão grande e diversificada oferta é um verdadeiro quebra-cabeças para quem pretende entrar no mundo das duas rodas e ainda não sabe bem aquilo que quer. Aqui é preciso jogar com a razão e com o coração e fazer comparações, muitas comparações.
Mas é engraçado constatar que, se por um lado as marcas lutam com toda a mais recente tecnologia e quebram todos os limites, por outro estão cada vez mais a inspirarem-se nos seus modelos que fizeram história, e dão-lhes novamente vida, devidamente actualizados a nível técnico.
Depois ainda há aqueles modelos que parecem não evoluir, que com alguns retoques se vão mantendo nas gamas das marcas por longos anos, o que não quer dizer que são inferiores às outras, são apenas alternativas, e válidas.
Até quem sabe se não são estas as “verdadeiras” motas, as que se mantêm fieis ao conceito, as clássicas de sempre, mas ainda actuais nos nossos dias, aquelas que não são derivações, que oferecem aquilo que uma pessoa “normal” deseja e procura, perfeitamente consciente que só uma mota lhe pode dar… São motas, são simplesmente motas!
Continuemos a nossa caminhada neste espantoso mundo das duas rodas, tirando todo o partido delas, tendo sempre presente os riscos inerentes a um veículo desta natureza, acompanhando a sua evolução e a inovação, cada vez mais a um ritmo alucinante, mas não esquecendo as raízes e a história deste objecto único que é a Mota.

Os meus devaneios de motociclista sonhador!

Como grande admirador de motos, e há quase 2 décadas como condutor, têm-me passado pelas mãos das mais diversas marcas e estilos…
Mas com o acumular de conhecimentos, experiências e um natural apuro de gosto e exigência, comecei a olhar para as produções europeias, no que toca às “duas rodas”, com outros olhos…
Mais do que ter uma moto com boa relação preço/qualidade, potência, fiabilidade e prestações, características como carisma, história, estilo e exclusividade, começaram a ganhar importância…
Partindo deste principio e tendo como sonho de sempre, abrir um stand de motos, com um olhar atento sobre o nosso peculiar mercado, não foi difícil chegar a uma marca que para além de não ter representação para os Açores, reúne de um modo geral, as características acima enunciadas, ou seja, o melhor dos dois mundos, a Triumph…
De facto, esta marca inglesa tem um historial incrível, mesmo nas situações mais delicadas por que atravessou, soube sempre dar a volta e actualmente apresenta-se num momento de forma invejável, pois ainda no ano fiscal de 2007 teve resultados brutos e vendas superiores em 10%, comparativamente ao ano anterior…
Para além destes números, há uns anos para cá a Triumph tem feito crescer a sua gama de motos, sempre com a habitual qualidade e cuidado, que são notórios nas suas produções, mas a preços competitivos. A gama divide-se em três grupos denominados de “Modern Classics”, “Urban Sports” e “Cruisers”, dos quais distingo os modelos Scrambler, Speed triple e Rocket III, de cada grupo respectivamente…
Isso para não falar no seu característico motor de três cilindros que nas suas últimas evoluções tem mostrado um elevado potencial, inclusive superior à concorrência japonesa com os tradicionais quatro em linha…
Relativamente ao negócio em si, o meu objectivo era numa fase inicial dedicar-me apenas à Triumph, fazendo todos os esforços para que o nome da marca ganha-se estatuto no meio por ser um produto diferente, num mercado algo preconceituoso e limitado em termos de dimensão, onde as marcas japonesas têm uma forte implantação…
De facto, considero a aposta na imagem e na diferença fundamentais, porque apesar das particularidades do nosso mercado, já começa a surgir, mesmo que de forma tímida, quem procure algo mais exclusivo, com maior estatuto e carisma…
O ideal em termos de espaço seria uma estrutura onde fosse possível ter todos os sectores do negócio (stand; stocks; oficina; serviços administrativos) concentrados, como forma de prestar um melhor serviço e reduzir custos, sendo um armazém num parque de negócios actual e moderno, com boa localização, o meu objectivo…
O local de venda e exposição, tal como todos os restantes espaços, teriam uma imagem simples, ampla e apelativa, onde as cores da marca dominariam a decoração, sob a adequada luminosidade…
Como forma de levar pessoas ao espaço, a ideia era criar hábito de local de encontro e proporcionar um ambiente de família aos futuros clientes, distinguindo-os com algumas lembranças (Triumph) em ocasiões especiais, como aniversários, etc., para além de se disponibilizar para a generalidade dos nossos visitantes alguns produtos como internet, revistas, “gadgets”, etc. ligados às motos, e claro, o habitual “merchandising” e linhas de vestuário e acessórios da marca. No fundo oferecer toda a distinção que um cliente Triumph merece…
Este seria essencialmente um negócio de cariz familiar e de paixão, uma vez que tem como base um dos maiores gostos da minha vida – as motos!
Claro que toda esta paixão e motivação são refreadas pela realidade dos negócios em si e o risco que comporta. Para além da indefinição do possível retorno, existem diversas dificuldades a ter em conta…

Principais dificuldades:
- Elevado investimento – O valor de aquisição da estrutura é bastante elevado, isso sem falar em toda a sua preparação e equipamentos de adequação ao negócio e todos os outros custos inerentes;
- Mercado – A pequena dimensão e os preconceitos relativos às marcas “não japonesas” no meio, caracterizam o nosso mercado;
- Mão-de-obra especializada (mecânica) – Normalmente é uma actividade praticada por pessoas com um menor grau de instrução e sem a sensibilidade necessária para lidar com máquinas cada vez mais precisas e minuciosas onde a electrónica impera. Para mais, releva-se escassa no que diz respeito às motos;
- Desconhecimento do negócio – Apesar de ligado às motos há muito tempo esta ligação sempre foi de comprador/possuidor, ou seja do outro lado.

Test-Ride Ducati

1000DS Multistrada, ST3 1000, Monster 620 Dark...
Já lá vão quase 5 anos, mas foi sem dúvida, um dos melhores momentos que já tive, aos comandos de motos.
Multistrada: Eficaz, divertida, capaz. Uma verdadeira "fun-bike". A minha preferida!
Monster: Carismática. Boa ciclística. A "porta de entrada" no universo Ducati.
ST3: Agradável. A turística com os genes desportivos característicos da marca.
999S: Superbike. Infelizmente, apreciação apenas estática. Sem palavras...
O que queria mesmo era ter uma... Quem sabe um dia...

Aqui fica o relato deste teste, feito pouco tempo depois desta experiência.
Foi uma das experiências que mais me marcou, uma vez que tive hipótese de num só dia experimentar três modelos de uma das marcas mais emblemáticas do motociclismno mundial, mesmo que não os seus principais modelos.
Foi com grande ansiedade que aguardava pelo dia, em que iriam estar disponíveis para test-ride três modelos da Ducati, sendo eles a DS 1000 Multistrada, a ST3 1000 e a Monster 620 Dark.
Como não podia perder esta oportunidade, ainda faltavam alguns minutos para as 10 horas, hora prevista para o inicio da actividade e estava a chegar à porta do novo stand da marca na Lagoa, acompanhado pela minha mulher que fez questão de me acompanhar. Só de ver outras Ducati no interior do stand estava a ficar ansioso, mas as motas para teste deviam estar a chegar.
Nisto começa-se a sentir um “troar” forte e seco ao longe, que aumentava de intensidade gradualmente, ao fundo da estrada as suas silhuetas começam a surgir, eram elas!
Aproximei-me rapidamente para inteirar-me das impressões dos condutores que as traziam e para ver de mais perto as 3 magníficas. Palavra puxa palavra, documentos na mão, e já estava sentado aos comandos da Multistrada (a minha preferida das 3). Depois de constatar onde estava tudo “arrumado”, pendura, arranquei...
Para quem tinha uma Honda NX-4 como referência, foi difícil não ficar automaticamente apaixonado por esta máquina vermelha. Para começar o motor destaca-se pela sua força e vivacidade, até mais do que estava à espera. A posição de condução é espectacular, apesar do assento ser algo duro, o que poderá ser desconfortável se as distâncias forem maiores. A sua ciclistica é muito boa e eficaz, com excelentes suspensões e travagem, tornando-a muito ágil e divertida de conduzir, “brincalhona” mesmo. Adorei a mota, por tudo, inclusive pela sua discutível estética, que para mim não é nada díscutível é simplesmente apaixonante! Ainda não esqueci o acabamento final do escape com 2 generosas saídas e o seu espectacular som grave e seco!
Seguiu-se a ST3, uma turística/desportiva que também surpreendeu pela positiva. Inicialmente a sua estética não me chamou muito a atenção, talvez por ser demasiado sóbria, mas para radicalismos e agressividade a marcas dispõe de outros modelos. Esta mota é muito intuitiva, tem uma boa posição de condução, com um assento amplo, de boa consistência e excelente protecção aerodinâmica. Pode-se destacar também o seu motor, que puxa com convicção desde baixas rotações, tendo mais empurrão que o da Multistrada, o que não admira pois apesar de ter também 1000 cc tem uma concepção mais actual e é naturalmente mais potente. Assim é também a sua travagem, possui umas confortáveis suspensões, sendo um conjunto muito homogéneo.
Por último testei a Monster 620, e de imediato achei-me estranho aos seus comandos, pois dá a ideia de ser muito pequena, parece que falta alguma coisa na frente da mota e ficamos algo caídos sobre esta. O seu motor também é muito diferente das outras duas, bastante mais lento a subir de rotação e algo amorfo em altas. De qualquer maneira, se o comparar com o da minha NX-4, este 620 é um “míssil”. No geral até gostei da mota, anda bem, trava bem e as suas suspensões eficazes de tacto rijo, assimilam razoavelmente as irregularidades do piso. E apesar de ser “pequena”, reflecte uma grande imagem e carisma, pois tem uma estética inconfundível, e claro, não deixa de ser uma Ducati!
Concluindo, se tivesse que escolher uma, não teria dúvidas que seria a DS 1000 Multistrada, mota que mistura de forma espectacular as qualidades das desportivas, com as das Trail e das Supermoto, tornando-a numa Fun-Bike única, tanto a nível de aspecto como de condução. Curiosamente a escolha da minha pendura também recaiu neste modelo, não só por ir sentada numa posição mais natural, como mais elevada, o que lhe permitia controlar o painel de instrumentos, ou melhor, o velocímetro?!

A Sétima - Suzuki DR650 SE

Esta foi uma moto algo peculiar, pela relação que tive com ela.
Foi a moto que menos tempo tive e que menos andei, mas que mais “mexi”.
Não fiz nenhum passeio em estrada, que faça jus a este termo, basicamente sempre que saí com ela, eram voltas curtas e havia sempre a componente TT pelo meio.
A volta maior que dei aos seus comandos foi num passeio TT de domingo, que teve alguns incidentes pelo meio, mais exactamente uma queda, que mesmo não sendo aparatosa, fez-me repensar a forma como deveria encarar as motos daí para a frente.
Mais uma vez iludi-me, pensando que o TT seria a utilização que mais se adequava à minha realidade, não estando em causa o grande gosto que tenho por esta vertente das 2 rodas. O problema é que cada vez estou menos disposto a sujeitar-me aos riscos inerentes a uma utilização mais radical e isso sobrepõe-se a tudo!
Assim, depois de lhe ter preparado basicamente para fora de estrada, era altura de lhe dar um visual algo diferente, com a inclusão de certos componentes anteriormente retirados, para poder ter uma condução mais segura e legal em estrada, passando assim o TT para segundo plano, embora não ausente de todo.
É certo que perdi alguns milhares de euros nas trocas prematuras que andava a fazer, mas é inegável que de cada moto ficaram experiências únicas. Se da Vespa ficou o gosto por uma utilização descontraída com estilo, da DR650 ficou principalmente a confiança que transmite uma moto deste tipo, quer em utilização efectiva, quer em explorar em bricolage e manutenção, como nunca tinha feito até então e que muito prazer me deu obter os resultados pretendidos, com as minhas próprias mãos.
Relativamente à Suzuki DR650, não sendo uma máquina recente e de grande apuro tecnológico, apresenta um bom equilíbrio e grande polivalência, que a torna apta para uma efectiva utilização mista, não se ficando apenas pelas intenções. É modesta, sim, mas muito fiável e com performances, comportamento geral e economia, que poderão surpreender pela positiva.
Pessoalmente, apesar de gostar dos mais diversos tipos de motos, assumo que sou grande apreciador das características e acerto do segmento “Trail” e às vezes ando às voltas, acabando por cair sempre no mesmo, ainda para mais, vivendo numa ilha, com todas as particularidades geográficas e da rede viária.
Apesar de tudo isso, por razões práticas, uma vez que a utilização que fazia da DR era muito limitada, decidi vendê-la, afastando-me assim, pelo menos fisicamente, das motos.
Pouco tempo depois, a venda concretizou-se e neste momento não tenho moto, depois de diversos anos a andar diariamente em cima de uma.
É com alguma tristeza que escrevo este relato, pois tem uma certa conotação de despedida que não aprecio, mas é certo que não sei quando voltarei a ter moto, embora seja pouco provável não voltar a ter uma, até porque, quando realmente se gosta…

A Sexta - Vespa GTS 250ie

Verão de 2007, mais exactamente mês de Agosto, enquanto andava às voltas com a possibilidade de trocar a V-Strom por uma Husqvarna de Enduro, por uma série de circunstâncias, cheguei à conclusão que, apesar do “coração” dizer o contrário, não seria uma troca viável.
Pelo facto de estar tanto tempo com a ideia da troca na cabeça e pensando numa moto que servisse ainda mais os meus objectivos e se adaptasse às minhas novas condições de vida, depois de ter visto a apresentação televisiva da nova Piaggio MP3, fiquei com novas ideias.
A MP3, pelo seu conceito revolucionário, como sempre gostei de coisas diferentes, cativou-me bastante, mas apresentava um senão, o preço elevado. Dentro da marca, mais exactamente na Vespa, havia uma interessante proposta que mistura harmoniosamente modernidade, com uma imagem clássica e intemporal, característica das Vespa, a GTS 250ie.
Confesso que antes nunca me tinha passado pela cabeça esta hipótese, mas analisados os factores em causa, não era nada disparatado, senão vejamos:
- Seria a concretização de um objectivo de longa dada, ter uma moto produzida na Europa, ainda para mais italiana e digna sucessora de um ícone no motociclismo mundial. Imagem, estilo, carisma, classe e até requinte estavam assegurados.
- Já não dava a mesma utilização à V-Strom, basicamente fazia a minha rotina diária.
- Por outro lado, a forte vocação utilitária característica das Scooter, permitia-me fazer o meu dia-a-dia de forma mais prática, descontraída e económica, o que pesou bastante para a concretização desta hipótese.
Decisiva, foi a abertura que recebi por parte do concessionário das marcas em causa, onde acordamos um negócio equilibrado para ambas as partes e assim efectivei a troca da Suzuki V-Strom 650, pela Vespa GTS 250ie.
Sem dúvida que as diferenças de uma para a outra são muito grandes, mas rapidamente habituei-me à Vespa, tal é a facilidade de utilização que apresenta, onde a condução assenta em moldes diferentes, mas pode igualmente proporcionar muito prazer, permitindo desfrutar de outros elementos.
Não que me tenha interessado muito, mas esta minha troca, suscitou muita “conversa” e causou “estranheza” a muito boa gente, onde num caso, chegaram mesmo a perguntar-me se gostava de motas?!
Indiferente a estas situações, lá ia aproveitando o que a minha GTS tinha para me proporcionar… Muito divertida, sem dúvida!
Em andamento, a Vespa tinha um comportamento muito bom, mesmo sendo uma Scooter, o motor de injecção electrónica era suficientemente despachado e nunca me deixou mal. Era estável, tinha uma travagem adequada, ao contrário do que pensei inicialmente e era sempre muito económica. As maiores limitações advinham das dimensões das rodas e do acerto do mono-braço dianteiro, onde um buraco ou uma vala na estrada tomam outra dimensão.
A nível de construção, o acabamento de um ou outro componente podia ser melhorado, como alguns comandos, ou o escape, mas na generalidade, a GTS 250ie apresentava qualidade e até algum requinte de soluções.
Comecei a interessar-me e a explorar com mais atenção tudo o que dizia respeito às Scooter em geral e às Vespa em particular, e ao contrário do que estava à espera, deparei-me com um mundo à parte, tanto em dimensão, como em motivação e admiração, em torno destes peculiares veículos. Tornei-me membro de alguns sites e fóruns de Scooter’s e pelo menos num deles participava activamente, e ainda hoje o faço, mesmo que mais esporadicamente.
Nesta perspectiva, fazia intenções de adquirir também uma verdadeira clássica (Vespa PX 125) para fazer companhia à GTS, com a mais valia, no caso, de ser uma última edição limitada dos 30 anos, uma vez que a Vespa finalizou a produção deste modelo em final de 2007. Quando era o primeiro na lista dos possíveis interessados da única PX que vinha para os Açores, mais uma vez fui traído pelos imponderáveis da vida e tive de descartar esta oportunidade.
Falando em azares, acho que tive mais só na minha GTS, do que nas minhas outras motos todas juntas. Incrível como estes se sucediam, desde pedras a causar danos, a uma jante riscada pelo interior inexplicavelmente, entre outros. Também tive alguns percalços nas assistências e até nos acessórios que adquiri.
Admito que estas situações arrefeceram um pouco todo o entusiasmo com que sempre encarei esta minha nova aquisição e cheguei inclusive a por em causa todo o tempo e atenção que dispensava à Vespa.
A somar o facto de a partir de certa altura ter começado a andar de carro diariamente e voltar a sentir o bichinho do todo-o-terreno a “morder”, começar a sentir-me algo limitado, normal para quem gosta de motos e tinha tido uma moto “grande” e até com a possibilidade de fazer um negócio em conjunto com o meu irmão que me proporcionaria ficar com uma moto que permitisse o uso fora de estrada e arrecadar alguns euros, passados 6 meses, nova possibilidade de troca surgiu!
Hesitei, pensei e assim foi, troquei a Vespa GTS 250ie, como nova e com pouco mais de 3000 km feitos no tempo acima indicado, com a noção que estava a fazer um disparate, mas também não fazia muito sentido mantê-la, só por manter, uma vez que estava constantemente parada na garagem e ter 2 motos estava fora de questão.
Tive motos melhores é certo, mas com nenhuma fiquei tão entusiasmado como com esta Vespa, embora tenha durado pouco tempo nas minhas mãos. Mas tal como referi na publicação dedicada à minha segunda moto – Honda Vision 50, todo o carinho e respeito que tinha pelas Scooter, depois desta Vespa, ficaram ainda mais reforçados e não tenho qualquer dúvida que a qualquer momento possa vir a ter novamente uma Scooter, e porque não, uma Vespa?!

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