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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Revistas, a Motociclismo e as outras...

O título desta publicação pode levar a más interpretações, mas esclareço já que não se trata de estar a comparar qual a melhor do meio, simplesmente apeteceu-me escrever sobre revistas, as “minhas” revistas, uma vez que é algo de que gosto muito, sendo um vício que tenho.
Andava nos primeiros anos do liceu, quando juntava os trocos destinados ao lanche e ao autocarro para comprar as minhas primeiras revistas, na altura de carros, num quiosque que pertencia ao café Figueiredo, ali no Largo 2 de Março. Isso foi há tanto tempo que já nem me recordo do título das ditas.
Só mais tarde, comecei a prestar mais atenção às motas e a primeira revista do ramo que comecei a comprar mensalmente foi a MOTOCICLISMO, desde o seu primeiro número, lançado em 1991.
Com o gosto a crescer comprava (e compro) ocasionalmente a MOTO JORNAL. Numa das minhas incursões às bancas, descobri uma das revistas que mais me marcou, a MOTO VERDE espanhola.
Inexplicavelmente esta revista algum tempo depois deixou de ser vendida cá, mas em todas as minhas deslocações ao continente, aproveitava para trazer uma comigo. Muito sonhei sentado na minha escrivaninha a devorar os seus artigos ao som de Pearl Jam e Foo Fighters…
Mas a MOTOCICLISMO acompanhou-me sempre, até porque pouco depois de a conhecer fiz-me assinante e mesmo com alguns interregnos pelo meio, ainda hoje o sou. Já não tenho aquela “devoção” que tinha, guardando exemplarmente todos os seus números, até porque o meu filho já a conhece, gosta, e vai herdando os números mais antigos que tenho. Não dá para coleccionar, pois o seu destino nas mãos dele é invariavelmente o caixote do lixo, mas pelo menos passo o testemunho.
Neste momento, assino mais duas publicações completamente diferentes, a NEGÓCIOS & FRANCHISING e a FHM, mas já assinei igualmente a QUO e a MEN’S HEALTH.
Também leio ocasionalmente a SCOOTING MAGAZINE, desde que tive a Vespa, as francesas ENDURO, MOTO VERTE e a espectacular MOTO ET MOTARDS, a MOTO VERDE portuguesa, alguns anuários, catálogos, entre outras. Também diversos títulos, ligados à economia e negócios, ciência, actualidades, curiosidades, bem como “fitness” e musculação…
Relativamente às revistas de motas, as que mais me interessam, muitas vezes ouço falar negativamente, que os comparativos são assim e assado, que não têm credibilidade, que ganha quem faz mais publicidade e blábláblá, mas o facto é que isso a mim, nada me diz, pois nunca comprei uma revista para ver se o modelo X, ganhava ao modelo Y, no comparativo do segmento W. E não percebo como é que quem não quer saber das revistas e só quer andar de mota (segundo dizem), lhes dá tanta importância?!
Gosto de as ter como forma de distracção e ao mesmo tempo para me cultivar acerca das motas: as novidades, as características, as mecânicas, as inovações, os acessórios disponíveis, e ir conhecendo melhor os mais diversos “sectores” que vivem deste peculiar veículo, do lazer de uma simples concentração, ao profissional mundo da competição.
Entretanto surgiu a internet, ampliando largamente as fontes de informação, mas que pelas suas características, não substitui a tradicional versão em papel das revistas, apenas as complementa.

Clássicas-Modernas

No seguimento da minha actual linha de pensamento no que toca a motas e depois de ter lido mais do que uma vez o comparativo entre quatro “clássicas-modernas” na revista Motociclismo de Setembro, a saber, Ducati GT 1000, Harley-Davidson XR1200, Moto Guzzi V7 Classic e Triumph Bonneville T100, não é difícil constatar que qualquer uma destas motas tem o perfil que há muito procuro.
Há outros, mas estes quatro modelos interpretam na perfeição a filosofia que pretendo, cheias de personalidade, trazem aos nossos dias, a imagem clássica e carismática de outros tempos, mas numa base ciclistica minimamente actual, o que aumenta consideravelmente o leque de possíveis utilizações, mesmo que o objectivo principal seja simplesmente passear.
Neste aspecto e embora comparáveis, existem diferentes abordagens ao conceito, tantas como o número de modelos em causa, umas mais “genuínas”, outras mais “adulteradas”, podendo estas, ajudar a definir com maior precisão, qual a mais adaptada, não fosse haver a paixão, que tanto neste segmento, como em tantos outros, sobrepõe-se a todas as razões facilmente.
Estão aqui dignamente representadas, quatro das minhas marcas preferidas, sem dúvida, qualquer uma delas a apelar fortemente à imagem, ao carisma e à paixão.
Qual escolher, é a questão que se impõe, sabendo desde logo que um apreciador do género, ficará bem servido com qualquer uma delas!
Por uma questão de empatia, desde logo destaco a Ducati e a Triumph, não desmerecendo as restantes. A Triumph é uma das minhas marcas preferidas e comecei a vê-la com outros olhos, não tanto pelos espectaculares e competitivos modelos de carácter actual que produz, mas sim pelas suas “clássicas”.
Já cheguei inclusive a contactar o importador nacional para saber até que ponto seria possível trazer uma destas máquinas aqui para a ilha. Mas fui, ou melhor, fomos mais longe, eu e o meu irmão, pois chegamos inclusive a explorar a hipótese de trazer a representação da marca para os Açores. Depois de alguns contactos, a concretização da ideia ficou em “stand-by”, mas ficaram as intenções.
Com a Ducati o “namoro” já é longo, simplesmente não lhes consigo resistir, sou apaixonado pela sua história, pela sua imagem, pelos seus modelos e estou-me nas tintas para os constantes elogios negativos, que saem da boca dos mais preconceituosos e fundamentalistas. E quem diz GT 1000, diz Sport 1000 e restante gama, com os genes desportivos e com a forte imagem da marca sempre presentes, seja qual for o segmento que representem.
A Harley-Davidson não precisará de grandes apresentações no universo das motas, principalmente no universo das choppers, ou não fosse a marca a criadora do conceito, mas também tem uma história desportiva por detrás das “massive and low” de “popone” único e não teve receios em produzir a rude e marcante XR 1200, inspirada neste passado de sucessos na competição.
A Moto Guzzi, não tão badalada como a anterior, também tem o seu espaço bem demarcado, dona de um característico motor bicilíndrico transversal em V e de todo o charme que nos chega de Itália, quando se fala em motas.
Mas a questão ainda está por responder, qual escolher?
Repito, um apreciador do género, ficará bem servido com qualquer uma delas, mas...
Misturando muita paixão, alguma razão e outros pormenores práticos (por exemplo a escassez de representações de marcas de motas cá), talvez… Ducati GT 1000.
Porquê?
Mesmo sendo uma das menos “genuínas” do lote, uma vez que partilha motor, quadro, suspensões e travões, com diversas outras produções actuais da marca, impõe-se no que toca às performances e permite uma condução a outro nível, muito mais competente e eficaz. Tudo isto sob uma capa encantadoramente clássica, fazendo jus ao nome que orgulhosamente ostenta, em fonte a condizer, no depósito de combustível...

Burgman 650 Executive

Se fosse um bocadinho mais preconceituoso e menos mente aberta em relação às motas, se calhar era-me benéfico.
Senão vejamos:
- Se apenas gostasse de motas italianas, equipadas com motores 2 cilindros em L, distribuição desmodrómica, embraiagem a seco, e vermelhas já agora, não seria difícil – A minha mota teria de ser uma Ducati!
- Se apenas gostasse da marca e estilo de mota que conduziu Valentino Rossi nos últimos tempos, também não me chateava muito – A minha mota seria uma Yamaha!
- Se apenas gostasse de motas do maior construtor mundial, seria óbvio – A minha mota seria uma Honda!
- O mesmo se aplica aos segmentos e ia por aí a fora…
Mas não sou assim e se tentasse ser seria mau, por um lado, estaria a enganar-me a mim próprio, por outro, não iria apreciar o melhor que cada marca/segmento oferece, um verdadeiro desperdício, diga-se de passagem.
A simpatia que nutro pelas scooters surgiu a partir do momento que tive a minha Honda Vision, tendo sido reforçada de forma definitiva quando tive recentemente a Vespa GTS.
Outras das responsáveis pela minha aproximação a este segmento são duas máquinas que apresentam um conceito muito inovador, com as suas 2 rodas na dianteira, embora com diferentes posturas entre si. Falo da Piaggio MP3 e da Gilera Fuoco 500.
Destaco ainda os fabulosos valores apresentados (75 cavalos de potência e 200 km/h de velocidade máxima) da scooter mais potente e rápida de sempre, a Gilera GP800, que me impressionam.
Mas existiu um outro momento que me marcou. Foi quando tive o prazer de ver todos, ou quase todos os detalhes de uma Suzuki Burgman 650 Executive ABS (AN650A), que me deixaram literalmente de boca aberta!
Não só os detalhes em si, mas também o gosto como me foram mostrados pelo seu proprietário, o que pode fazer toda a diferença.
A pessoa em causa, um verdadeiro motard, é conhecido por tratar das suas motas de forma dedicada, tendo estas sempre, um aspecto irrepreensível, arriscaria mesmo dizer, melhor que (algumas) novas! De forma simpática também, utiliza nas suas intervenções online, uma assinatura à qual acho muita piada, mas que no fundo caracteriza a sua maxi scooter:
“Numa "Burgman", você vai (muitíssimoooooo) mais bem sentado do que nas ... "outras" !!!”
Normalmente intituladas depreciativamente de “sofá com rodas”, no fundo esta designação faz todo o sentido, tal é o conforto proporcionado aos seus comandos, tanto pelo seu assento, como pela sua ergonomia geral e protecção aerodinâmica, com um “vidrinho” frontal regulado em altura por um “botãozinho” no punho direito.
“Mota de velho”, é outra, pois deve ser, e eu a caminho dos 33 anos, devo estar a ficar, por isso mesmo aprecio um bicilíndrico de 638cc, com 55 cv, de injecção electrónica de combustível, acoplado a uma evoluída caixa de velocidades, que tanto pode apresentar-se totalmente automática, como sequencial de 5 velocidades seleccionadas no punho esquerdo.
E os “velhos”, caso pretendam, podem lançar-se a cerca de 190 km/h no “sofá com rodas”, com toda a segurança e estabilidade, mas que também curva, desengane-se quem ache que não!
E parar? Travões de disco, 2 na dianteira, com ABS servem?
E são compartimentos para arrumação, uma enorme e iluminada bagageira, tomada isqueiro, painel digital e…
Podia estar aqui a descrever as qualidades desta Burgman por muitas mais linhas, pois não são poucas.
Pode ser tanto um veículo de lazer, como utilitário, apenas há que contar com o seu porte e peso, que sempre são 243 kgs a seco, apesar de bem distribuídos e com um centro de gravidade baixo.
A Suzuki conseguiu um equilíbrio muito bom com esta maxi scooter, apresentando uma estética clássica e muito bem conseguida, que cobre diversa tecnologia de ponta, a um preço que não é baixo, mas certamente justo, para o que oferece (9.600€).
Há quem não goste, quem não se identifique também, e terão todo o direito para isso, mas falar só por falar, só porque é uma “acelera” é que é chato. E a atitude “bota abaixo” não fica bem a ninguém!
Paixão ou razão?! Sinceramente não sei, é relativo, mas acredito que exista quem compre uma scooter destas por paixão.
Não estou comprador de uma, mas gosto de apreciar e dar valor ao que realmente é bom e por isso mesmo aqui fica o meu testemunho. E não, não foi encomendado por ninguém!

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