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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

A minha "pior" bicicleta!

É curioso constatar que a minha bicicleta mais simples, barata e antiquada, pronto, teoricamente inferior a todos os níveis, é aquela que me dá mais jeito, que mais utilizo, que é mais fácil transportar e arrumar, no fundo, a que tem maior utilidade prática, servindo-me como meio de transporte diariamente.
É uma bicicleta que utilizo com orgulho, sem complexos, nem preocupações. Pode ser pesada, pode ter falhas notórias ao nível da ergonomia e os componentes que a constituem não serem os mais eficazes e robustos, mas está lá para mim! Permite-me transportar carga, estacionar-lhe em qualquer lado, não deixa que me molhe com piso molhado, dá-me alguma margem de manobra nas subidas e descidas, e até tenho o bónus de poder circular, legal e confortavelmente, quando o sol já se escondeu.
Sou inclusive pretensioso ao ponto de dizer que esta minha bicicleta é a que mais faz pelo ciclismo. Que mostra o outro lado do ciclismo, que pode contribuir para uma nova perspetiva de olhar a bicicleta. Mas esta minha pretensão não é apenas baseada num orgulho parolo e egocêntrico, assenta essencialmente no retorno que tenho diariamente. Felizmente são várias as pessoas que já me abordaram e felicitaram, seja por curiosidade, interesse, admiração, ou até saudosismo. Outras simplesmente olham, fazem sinal, sorriem.
As minhas deslocações diárias são curtas, mas até coincidem com algum tráfego automóvel e posso assegurar que até hoje nunca senti qualquer hostilidade na estrada. Até pelo contrário. Também não imponho à força a minha posição de utilizador vulnerável, com a cobertura das novas regras de trânsito, ainda desconhecidas para muitos. A minha postura é e será sempre a mesma, defensiva e cordial, com ou sem regras, e é isso que espero dos outros.
Com o passar dos meses, a minha bicicleta começa a apresentar alguns sinais de desgaste decorrentes de uma utilização intensa, de ser dobrada e desdobrada todos os dias, de estar sujeita às condições atmosféricas. Vou tentando contornar esta situação com alguma atenção pontual, mas ela foi feita para isso, para andar, para ser usada, para servir.
Sempre tive um carinho especial por esta minha bicicleta, mas a partir do momento que a comecei a utilizar efetivamente, ela ganhou ainda mais significado. E tem vindo a acentuar a forma como vivo o ciclismo e as bicicletas. Mas este significado não se traduz em preocupação, antes em à vontade e descontração de utilização, até porque prefiro mil vezes que ela tenha sérias marcas de uso no cumprimento dos meus propósitos, do que fique a acumular camadas de pó e ferrugem parada num canto da garagem!

Foco

Recentemente, numa das minhas óbvias conversas sobre bicicletas e BTT, um colega dizia:
- E quando vamos a descer um trilho cheio de valas e a bicicleta está sempre a querer ir lá para dentro. Parece que é atraída!
No que toca a esta situação específica, o que faz a bicicleta parecer ganhar vontade própria e levar-nos a entrar na vala é o facto de estarmos a olhar para ela, de lhe dirigirmos o nosso foco.
De facto, assim é. Mas em tudo na vida. Se focamos a nossa atenção nos problemas, em vez de os solucionar, só estamos a incorporá-los e a expandi-los. Como se os desejássemos!
O nosso foco traz resultados. E o poder de obter os resultados pretendidos está nas nossas mãos. Basta focar sempre aquilo que queremos e não o contrário.

Nova mente, novo corpo!

Quando se fala em exercício físico muita gente pensa logo em ginásios, em mensalidades com valores consideráveis, em compromissos, nos horários a conciliar com as restantes atividades da nossa vida, na necessidade de pontualidade para conseguir estacionar o carro e ter senha para as aulas, no equipamento a utilizar, em qual modalidade se inscrever…
Confesso que, até eu, que gosto de exercício físico e de ginásios, fico assim meio arrepiado só de pensar nisso! Curiosamente são as mesmas pessoas que dizem não gostar de fazer exercício, mas que têm de fazer alguma coisa por necessidade.
Perante este cenário as coisas ficam um bocado difíceis, mas não impossíveis. Claro que cada pessoa encara os factos como entende, mas podem-se por em prática algumas estratégias bastante mais simples do que se imagina. Basta querer!
Desde logo é preciso estar entusiasmado. É o entusiasmo que nos leva a agir, que nos dá aquela força que falta para avançar rumo ao objetivo. Que nos ajuda a ver as dificuldades de uma forma mais positiva. Daí a necessidade de mudar de atitude. Encarar constantemente o exercício físico como algo penoso não nos permite usufruir dele de uma forma plena, de tudo o que ele nos pode dar.
Deixar de lado o comodismo é imprescindível. É um bocado ridículo ir para o ginásio treinar e fazer tudo para deixar o carro o mais perto possível da porta para não ter de andar a pé! Mas existem muitas outras situações quotidianas onde podemos ser manifestamente mais ativos, em casa, na rua, no trabalho, e que alteram significativamente os nossos gastos calóricos diários.
Para ser minimamente ativo, numa primeira fase, não é preciso correr como se não houvesse amanhã, nem levantar pesos como numa competição do homem mais forte do mundo, nem é preciso passar 3 horas no ginásio, nem fazer várias aulas de seguida. Nada disso é preciso! Um dos segredos do exercício é saber dosear. Tal como adaptá-lo à nossa realidade física.
É escusado entrar em comparações com os outros. A não ser que seja com alguém que esteja exatamente ao nosso nível, o que é difícil acontecer, portanto o mais provável é que fiquemos sempre a perder. E o problema não é ganhar ou perder é o risco de se estar a baixar a autoestima desnecessariamente. Já criar e aceitar desafios pessoais, mesmo que pequenos, é uma forma de não estagnar, de estimular a ação e evoluir.
E que tal conjugar exercício e natureza? Por exemplo, com uma caminhada ou corrida à beira-mar seguida de um purificador banho de mar! É verdadeiramente prazeroso juntar estas duas vertentes. Para além de revigorar o corpo, dá-nos uma nova alma!
A prática de exercício físico carece de regularidade. É preferível dedicar 30 minutos três vezes por semana, do que 1 hora e meia num só dia desta mesma semana. Calma, bom senso e progressão também são bem-vindos. Cuidado com as mudanças drásticas de comportamento em busca de resultados imediatos. Passar de uma alimentação farta e desregrada para um acentuado corte na “ração” sem rigor e em simultâneo passar de sedentário a ativo num estalar de dedos, até pode trazer resultados imediatos na balança, mas não será a melhor opção em termos de saúde geral.
É fundamental dar tempo ao corpo e à mente. A implementação de um novo hábito não é fácil, requer esforço, disciplina, tempo. É preciso saber qual o nosso patamar de entrada, para irmos dando passos seguros no sentido da evolução. Ou seja, autoconhecimento e objetivos bem concretos. Depois de dominado o exercício começamos a ter retorno que se traduz em satisfação, prazer e energia.
Para conseguir ampliar ainda mais os seus benefícios há que encontrar um equilíbrio entre exercício, alimentação e descanso. São os três grandes vetores da nossa saúde física.
Já agora, não será demais lembrar que corpo e mente são duas realidades indissociáveis, intimamente ligadas, que se influenciam e beneficiam mutuamente.
A necessidade de ser exercitado não se restringe ao corpo, também temos uma mente que precisa tanto de exercício como ele.

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