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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Sem mudanças 1

Tenho as saídas rotinadas com a minha bicicleta sem mudanças. Que mesmo já não se apresentando no modo carreto fixo, não deixa de ser no mínimo curioso!
Das bicicletas que tenho disponíveis para os passeios semanais, esta seria a visada no que toca à maior limitação de utilização, no entanto, tem sido a eleita na hora de ir para a estrada.
Claro que a este facto não será alheio o tipo de volta que faço, mas mesmo assim, a bicicleta de estrada seria uma opção mais previsível.
Já falei várias vezes no desafio de andar numa bicicleta com estas caraterísticas e até dos seus constrangimentos, mas há um apelo que não consigo explicar, que não me faz hesitar na altura de a tirar do suporte.
Talvez o seu encanto passe mesmo por aí, por ser mais difícil e assim uma opção menos óbvia. Por todas as suas caraterísticas, destacando a sua imagem distinta e irreverente.
Aos seus comandos sinto-me bem, sinto-me diferente. E não estou a falar de caganças de quem faz questão de ter uma extravagância com o objetivo de impressionar os outros.
Esta bicicleta é simples na sua conceção, para alguns até um retrocesso desnecessário. Para mim, tem tudo o que é preciso, mesmo tendo menos que as outras, ao ponto de ser recorrentemente a escolhida.
De facto, menos pode ser mais ou simplesmente aquilo que é, exatamente o que me basta!

Quantos quilómetros?

- Fizeste quantos quilómetros?
- Não sei.
- Como não sabes?
- Não, não sei. Nem tenho conta-quilómetros!
- Não?!
- Não, não tenho.


Os números recebem uma atenção que no meu entender não merecem! Sejam os quilómetros a pedalar, sejam os quilos na balança ou nos halteres, e por aí a fora…
Neste momento é o que menos me interessa. As minhas saídas para pedalar numa das minhas bicicletas podem ter vários significados, agora referências numéricas é que não serão de certeza.
Não tenho tempo nem paciência para estar com estas coisas, no meu entender menores, quando absorvem a minha atenção, fazendo-me desviar da minha intenção basilar.
Quando ando de bicicleta busco satisfação e prazer instantâneos. É um momento de solidão e hedonismo. É um momento de reflexão e de introspeção. É um momento de desafio, superação, controlo e gestão. É um momento de descontração. É um momento só meu!
Para mim, é absolutamente irrelevante estar a obter referências futuras, para o que quer que seja, como por exemplo partilhar. Receber pancadinhas nas costas, reais ou virtuais, não faz sentido, quando a essência de tudo está no presente, no momento em que estou sobre o selim a pedalar, de forma calma a desfrutar da beleza de uma paisagem e do fresco da brisa, ou a debater-me com o meu cavalo de ferro perante aquele desafio que me propus ultrapassar.
Não quero estar a estragar algo tão significativo com intenções ou perspetivas futuras, quero vivê-lo intensamente, sem preocupações, no momento exato em que está a decorrer, sem correr o risco de tirar aquilo que tanto prezo nestes momentos, a sua espontaneidade! E que se houver alguma coisa digna de figurar no departamento das coisas para mais tarde recordar, a minha memória encarregar-se-á de fazê-lo.
Quero acabar a minha volta, onde apenas os números das horas interferiram levemente, com a sensação de prazer/dever cumprido, onde desanuviei a mente e exercitei o corpo, com uma única ideia no pensamento - Foi bom. Para a semana há mais!

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