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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Pasteleira

Ela é incansável, não reclama, não cede. Pelo menos até hoje ainda não cedeu. Leva carga, carrega-me, desloca-me. Vai para onde a levo, vai para onde quero ir. É fiel, disciplinada, sossegada. Ajuda-me. Cumpre a sua função. É indiferente às condições meteorológicas. Quando estou com ela está lá para mim, quando a deixo sozinha fica lá à minha espera. A minha pasteleira é linda!

 

orbita classic.jpg

Zabela & Besuga - Doutô Bcecléte - GPS

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.
Doutô Bcecléte: Alter-ego do Zabela, um especialista (não credenciado) em bicicletas.

 

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Más uma dúveda que chegou a essas minhas mãzinhas hablidosas!
Vames lá entã.


Sr.Dr.Bcecléte,
Todes os mês amigues usim aparelhes GPS e tamam gostava de tê um. Acha que precise même disse?
Anacleto


Olá Anacleto,
E ê é que sê?
Pronte, gostava de ajudá, ma nã vá sê fácil.
- E porquié? - perguntas tu.
Porque ê nã use nada dessas mariquices eletrónecas!
Sem, desculpa, mas ache même que sã mariquices... eletrónecas!
Até podes sê daqueles que achim uma campainha (trim-trim) uma mariquice e munte pese pá bcecléte, e preferes andá distraíde a tocá im botazins!
É verdade que se nã tens isse nã vás metê as tuas voltas no faceboque e vã todes achá que nim sabes andá de bcecléte, ma tamam ninguém intnica contigue.
Vou sê diréte e sincere. Nã, nã precisas nada desses aparelhes, até porque sã cares, avareiam e atrofiem o tê sentide de orientaçã!
Bota sintide nessa palavra - atrofiem - porque tive o trabalhe de i o dicionáre pra tê a certeza do que queria dizê.
Se même assem, nã quisés sabê do que te digue, tivés ouros a más e quisés fazê mania pós tês amigues, compra lá isse, mas depous nã digas que nã avisê!
Nã ajudê nada, pous nã?
Orientaçã rapazim!


Bêjes e abraces.

Eu e as bicicletas… 8 anos depois!

Faz agora 8 anos o meu regresso às bicicletas. Depois de uma ligação bastante próxima em criança, seguida de uma superficial a meio caminho, agora as bicicletas tinham vindo para ficar, recuperando a relação de proximidade e intensidade de outros tempos.
Comecei com uma humilde btt, passei pela paranoia dos acessórios e dos equipamentos, onde encapotei os meus desejos de necessidades, e assim, não descansei enquanto não a troquei pela melhor que o meu orçamento conseguiu comprar.
Passados 3 anos, a aquisição da minha bicicleta de estrada marcou uma inversão de sentido. Uma nova visão e atitude perante as bicicletas. A partir desse momento, que acredito ser reflexo de maior maturidade, abrandei o sentimento de insatisfação que dominava e o meu foco foi dirigido para a simplicidade, a funcionalidade e algum saudosismo estético.
Como que a mergulhar nas suas origens, comecei a ver a bicicleta como meio de transporte que é, e que sempre foi, algo que até agora estava ofuscado por uma visão limitada, onde surgia apenas como utensílio de desporto e lazer. Esta dualidade encontrada é uma das suas caraterísticas que muito aprecio.
As minhas mais recentes bicicletas, apesar de atuais, baseavam-se em pressupostos onde as mais recentes tecnologias e materiais sofisticados não entram, sendo que a eficácia e a eficiência deixaram de ser prioridades, quando o que interessa é ajustar o objeto ao devido uso, com a presença constante de uma imagem e conceção clássica.
Foi esta abordagem, motivada pela vontade de encarar o trânsito em cima de uma bicicleta, que me levou a descobrir a indústria portuguesa neste departamento, onde a manutenção da tradição e os baixos custos associados oferecem produtos novos, peculiares e duráveis, que nos fazem recuar aos nossos tempos de infância.
Por outro lado, e mais uma vez impulsionado pelos seus primórdios, entrei no nicho, cada vez mais abrangente, das bicicletas sem mudanças e de carreto fixo. Aqui o desafio falou mais alto, garantidas que estavam as minhas prioridades, transversais a todas as minhas atuais aquisições. Esta bicicleta proporcionou-me uma experiência completamente diferente a pedalar, tanto pela exigência física implícita, como pela necessidade de ter os sentidos alerta.
6 bicicletas das quais mantenho 5, muitos passeios de btt e estrada, tanto organizados como não organizados, tanto em grupo como a solo, algumas experiências em competição com a qual nunca me identifiquei, muitas lavagens e manutenção, muitas trocas de pneus e câmaras, poucas quedas felizmente e uma frequência diária de uso como meio de transporte…
Hoje, 8 anos depois, só posso dizer que as bicicletas motivaram mudanças significativas na minha vida, aumentando consideravelmente os níveis de satisfação, saúde, bem-estar e comodidade. As bicicletas fazem parte da minha vida. Pedalar faz parte da minha vida. E tenho a plena convicção que nenhum outro objeto seria capaz de fazer tanto por mim como a Bicicleta!

Zabela & Besuga - Doutô Bcecléte - Louca de amores

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.
Doutô Bcecléte: Alter-ego do Zabela, um especialista (não credenciado) em bicicletas.

 

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Está aberta a pourta do mê nôve consultóre.
Venhim im paz!


Olá Doutô Bcecléte.
Tou même apaixonada por aquela bcecléte. Além de sê linda, pelo preço façe ideia que seja munte boa pr'andá. Queria começá a investi a andá más de bcecléte e até à minha casa é sempre a subi… O que acha?
Dália


Olá sagrada,
O amor é linde, sabias?
Primêra, pa começá - Qual é a becléte? Tá bem qu'ê percêbe munte disse, mas ainda nã consigue advenhá que bcecléte é que os outres tã a pensá!
Mas pronte, s'é requinha ê própre sou hôme pa m'apaxoná assem à primêra vista!
Segunda - Boas p'andá sã todas até que t'abouiem pó mê do chã a primêra vez! Ême pronte, nã tem d'acontecê, mas pode! Agoura isse do preçe, às vezes, nã qué dizê nada.
Tercêra - Óia, investi em andá de bcecléte é semp um investimente bonzim. É más segure e rende más que arrumá os ouros dentre d'um colchã de foia de mie.
Quartema - Tens é de vê s'ela é même o que tu qués. É que há bceclétes:
- Boas pa passeá n'Avenida e fazê mania;
- D'andá qué fê e de caí tamam;
- Que nã andim nada;
- Que levim sacas de batata que é uma maravia;
E por aí a foura...
Tás percebende, sagrada? Pous, ê tamam nã! O qu'ê quis dizê, p'além de fazê uma confusã tesa de marreta, fou que deves d'escolhê uma bcecléte requinha que gostes e o même tempe seja boa pó que qués fazê.
Quintema e últema - Nã penses nas subidas senã vás começá já a transperá e nã vale a pena. Nunca se deve sofrê antes das cousas acontecê! - Frase pa inspirá, guarda pra ti se quisés!
Óia, corre já pá loje, dizes qu'ê é que disse pa is lá e que sou tê amigue, e assem recebês logue um tratamente especial de corrida, ou de pedales, nesse case.
Vás saí de lá a pedalá c'uma linda. Depous conta como fou, tá bem sagrada?
Nã tens d'agradeçê!


Bêjes e abraces.

 

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