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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Furnas + Volta ao concelho de PDL

Hora prevista de saída – 07H00. Hora efetiva de saída - 07H30.
Chegou o dia!
Mesmo com boa parte da logística assegurada no dia antes, por forma a não haver desculpas nem atrasos, atrasei-me. Existem sempre coisas que não conseguimos controlar. Mas também não era meia hora que me iria desviar do objetivo. A Roubaix estava a postos.
A ideia era ir nas calmas e tentar focar-me nas várias etapas intermédias que compunham o percurso, em vez de ir ansioso com o alcançar do destino. Ir rolando e aproveitando etapa por etapa.
09H15 estava nas Furnas. Sair cedo tinha 2 razões – tentar escapar às piores horas de sol e calor, e não chegar demasiado tarde a casa. Pareceu-me que não ia ter sorte com a primeira… De resto, tudo dentro da normalidade. Paragem para atestar a garrafa e comer uma barra de cereais.
O próximo destino era Ponta Delgada e lá cheguei 2 horas depois. Entretanto, o Pisão já tinha ficado para trás. Custou-me, tanto que até tive de recorrer ao “ar forçado”, que é como quem diz, fecho da camisa aberto até lá baixo. Estava bastante calor. Bom, no centro da cidade mais uma paragem. Novo atestar da garrafa, outra barra e xixi.
Decorridas estavam quase 4 horas, mas sentia-me bem. Confesso que estava porreiro para seguir direto para casa! Só que o programa das festas ditavam mais umas horas, quilómetros e pedaladas pela frente. Ia para casa, sim, mas pela via mais longa. Era esse o compromisso. E assim foi.
Com o passar do tempo começava a acusar o cansaço e as respostas às solicitações, além de mais lentas, deixavam marcas. O cansaço era também psicológico. Se calhar mais do que físico até. Menos a parte do rabo dorido…
Fazer uma jornada destas, sozinho, tem as suas vantagens, mas a companhia nestas horas é fundamental para aligeirar as coisas. Distração e força mútua. Aquele apoio que faz a diferença.
Alterei ligeiramente a estratégia e agora as etapas estavam mais divididas. Ir traçando pequenos objetivos para alcançar o grande objetivo. Lá ia com mais ou menos dificuldade, sendo que já na costa norte da ilha, as coisas intensificaram-se. Aqui faltou-me mais um abastecimento. Da vila de Capelas para a frente não via a hora de chegar e já não tinha posição na bicicleta de tão maçado que estava.
Já na reta final tentei aguentar-me o melhor que podia, mas foram quilómetros de sofrimento. O cansaço era ampliado pelo calor e pela falta de água que entretanto acabara.
Cheguei esgotado, confesso. Mas… Dever cumprido. Ou melhor, desafio superado!
E acertei em cheio no tempo total da volta, 7 horas.
Hora prevista de chegada - 14H00. Hora efetiva de chegada - 14H30.

A minha paixão pelas bicicletas

Acho que não consigo exprimir em palavras a dimensão da minha paixão pelas bicicletas.
Segui uma hierarquia sentimental semelhante à hierarquia da mobilidade que continua a imperar – Bicicleta/Mota/Carro. Mas, a certa altura, fi-la também em sentido contrário, felizmente.
Gostava muito de carros, mas com o interesse pelas motas em crescendo passei a encará-los como simples meios de transporte.
As motas assumiram posição de destaque até que a certa altura começam a perder o seu lugar para as bicicletas. Para momentos de satisfação semelhantes acusavam um peso constrangedor em várias frentes. Daí o salto acontecer de forma natural e efetiva.
Foi o regresso às bases. A volta à simplicidade. O celebrar daquele que é o meio de locomoção mais eficiente de sempre. O fechar de um ciclo!
A minha paixão pelas bicicletas está presente em várias vertentes e todos os dias. Nos momentos de ócio e lazer, no desporto e exercício físico, na mobilidade e transporte em ambiente urbano. Nestas especificamente e em todas as suas ramificações. É para onde vai o meu principal foco de atenção.
E a tendência é para me dedicar e embrenhar cada vez mais. Não no sentido mais sério e complexo dos termos, até porque, para já, não há qualquer intenção de especialização, mas fazendo com que as bicicletas estejam naturalmente mais presentes na minha vida!
Quando se fala de paixão é muito difícil quantificar, qualificar ou explicar. Por isso mesmo não consigo fazê-lo, independentemente daquilo que diga…
Quem sente, sente. Quem não sente, dificilmente irá sentir…

 

sombra_bike.jpg

Não se pode ter tudo!

Ainda o outro dia reclamava uma certa falta de identificação com a minha Specialized Roubaix.
Antes disso, destacava a maior margem de manobra que ela me proporcionou, e com isso, a nova forma de encarar as minhas voltas de bicicleta.
A questão da identificação não é mentira, mas também não é nada de grave. Grave seria não andar nela! E isso, não tem acontecido, até pelo contrário. Não aumentou a regularidade das voltas, até porque estamos no verão e o apelo do mar soa mais alto, mas a duração e o prazer das mesmas, certamente. E claro, não será preciso mencionar qual tem sido sempre a escolhida…
Não nego ainda poder estar sob o efeito da novidade e da descoberta, mas a Roubaix tem tanto de franca como de previsível, portanto, aquilo que sugere, dá!
A adaptação foi instantânea e as suas mais-valias vieram logo ao de cima. A minha não é exatamente uma bicicleta de última geração, mas para o que estava habituado é como se fosse. A diferença é substancial.
Se se destaca na prática e em comparação às (minhas) outras, pela imagem e carisma é apenas mais uma…
Lá está, não se pode ter tudo!

«Merci»

Sucedem-se as situações que me acontecem na ciclovia que utilizo diariamente. Normalmente são mais as menos boas do que as boas. Entenda-se por menos boas apenas o facto de me deparar com várias pessoas (peões) a circular na mesma, o que retira fluidez à progressão e obriga a algumas manobras do tipo gincana, e a um uso regular da campainha.
Temos tendência para dar mais atenção às coisas negativas do que às positivas, independentemente da regularidade com que acontecem, quer umas, quer outras. Para contrariar esta tendência venho relatar uma situação que me aconteceu recentemente.
Mesmo com um tempo algo desagradável, bastante nublado e ventoso, o meio do dia nas Portas do Mar é sempre uma altura de bastante movimento pedonal. Portanto, atenção e capacidade de prever comportamentos comprometedores dos peões são essenciais.
Vinha de regresso ao trabalho, atrasado, mas a bom ritmo, embalado pelo vento leste que se fazia sentir, quando vejo que uma senhora, saindo de uma zona reservada, preparava-se para atravessar a ciclovia. Dei um toque na campainha enquanto me afastava ligeiramente para a direita, por forma a aumentar a margem de segurança, para o caso de haver alguma reação menos esperada.
Não houve. Ou melhor, houve. Uma reação que não estava de todo à espera e surpreendentemente positiva! A senhora, que depois percebi ser uma turista estrangeira, viu-me, parou e disse – «Merci».
Agradeceu-me pelo facto de ter sinalizado a minha presença, o que fez com que não atravessasse a ciclovia, evitando assim uma possível situação desagradável.
Levantei a mão devolvendo-lhe o agradecimento.

Uma questão de identificação

frente_a_frente.jpg

 

A partir de certa altura, depois do meu regresso às bicicletas em 2008, comecei a encarar as mesmas de uma forma muito própria. Longe de ser original, distancia-se consideravelmente daquela que manifestam as pessoas do meio onde me insiro.
Assumir uma postura tranquila perante o ciclismo, afastar-me deliberadamente da competição, empreender uma defesa da bicicleta como meio de transporte em vez de a ver apenas como objeto de desporto e lazer, são algumas das minhas bandeiras, tal como uma escolha de bicicletas próprias para lá do óbvio e do expetável, tendo em conta os desejos atuais, encapotados de necessidades, que habilidosamente se criaram.
O facto é que recentemente desviei-me do caminho que tenho vindo a trilhar, pelo menos no campo das minhas opções, concretizando a aquisição de uma bicicleta que se enquadra em parâmetros até agora negligenciados.
Esta bicicleta não tem nada de mal, até pelo contrário. Aliás, permite-me usufruir de uma série de atributos que possui, que se traduzem em mais conforto, comodidade, eficácia e tempo de alegres pedaladas.
Mas, há sempre um, mas… dois meses depois ainda não me identifiquei com ela da mesma forma com que me identifiquei com as outras, logo nos primeiros dias!
Estamos a falar de uma bicicleta mais atual e evoluída, e indiscutivelmente melhor quando comparada com as minhas outras bicicletas, mas que lhe falta algo tendo em conta aquilo que privilegio. Talvez carisma, modéstia, simplicidade ou a herança da imagem e caraterísticas de gerações antepassadas…

Grande volta, volta grande!

Na praia, em jeito de cumprimento um conhecido pergunta-me se tenho andado muito com a bicicleta nova. A minha resposta incluiu um vago, mas real «nem por isso», pois nessa altura andava em fase de abstinência forçada.
Daí iniciamos uma breve conversa, sobre bicicletas claro, onde ele, também com uma bicicleta nova, realçou o facto de querer fazer uma volta grande com ela, cobrindo todo o perímetro da nossa ilha (São Miguel). E que ainda não o tinha feito por manifesta falta de condições para o efeito.
Desde logo, esta troca de palavras motivou-me a pegar na bicicleta e tentar a minha sorte perante o meu problema físico, e depois…, a ideia da volta à ilha ficou!
Talvez um dia…
Numa das minhas idas às Furnas cruzei-me com alguém que tinha tirado o dia para fazer uma volta maior do que o normal, juntando a ida às Furnas com a volta ao concelho de Ponta Delgada.
Neste dia não estava para aí virado! Mas a ideia também ficou... Mais do que a volta à ilha, até porque numa primeira fase até servirá como indicador para a dita. Apesar de excluir o extremo leste da ilha, não deixa de ter uma dimensão considerável, que julgo rondar a centena e meia de quilómetros.
Ainda não tive vagar (nem coragem) para fazer isso, mas vai ter de ser!
Um dia falava com o meu colega de treino diário sobre um amigo que estava a mudar de hábitos alimentares e a ter resultados positivos, mas que preferia guardá-los para si, e ele disse-me que esta era uma forma de ele não se comprometer perante si e os outros.
Certíssimo!
Por isso mesmo é que estou aqui a falar destas ideias de voltas grandes, perante a minha vasta audiência (2 ou 3 pessoas!), que é da forma que me comprometo a levantar da cama num domingo às 06H30, para às 07H00 estar a saltar para cima da bicicleta, para aí ficar algumas (muitas) horas a esforçar-me fisicamente. Sujeito às inclemências das nossas instáveis condições meteorológicas e à irregularidade da nossa orologia. A chamar nomes feios a mim e à bicicleta. A pensar onde estaria com a cabeça quando me meti nisso. A sonhar acordado com comida, com destaque para as frutas e doces. A ver-me deitado no sofá!
Bem, ainda estou “longe” de me meter nesta empreitada (Furnas/Volta Concelho PDL)  e já estou arrependido de me estar aqui a “comprometer”!
Ou se calhar não…

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