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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Da realidade às Sete Cidades

De regresso à realidade. Depois de um fim de semana em grande, com muitas horas em cima de uma bicicleta que se propõe a isso, este último feriado foi dia de voltar aos comandos da Allez Steel para a reedição de uma volta que fiz em tempos com dois companheiros - norte/norte com descida à freguesia de Sete Cidades - desta feita a solo.

 

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Com o fantasma da lesão e o constrangimento da falta de regularidade presentes, inibo-me de certas aventuras, às vezes erradamente, como se veio a verificar. Sem queixas, apesar do considerável vento de sudoeste que se fazia sentir, num dia típico na ilha, onde circulei sob céu azul e céu muito nublado, sol e até nevoeiro, à maneira que progredia no percurso.
Na descida de cimento para as Sete Cidades estranhei o conforto e a segurança sentidos há uma semana atrás, mas pronto, é o que há… e é bom!

 

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Nestes dois pares de horas equacionei várias situações, normal quando se rola sozinho tanto tempo, e no que toca especificamente à minha montada decidi que iria fazer pequenas alterações dentro em breve. Nada de especial, apenas adaptações para a tornar mais “amiga”, em vez de manter uma postura entre a teimosia, o masoquismo e o deixa estar, mantendo-a inalterada para o bem e para o mal. Na verdade, é mais para o mal!
Mais um dia em que cheguei a casa cansado, mas satisfeito e grato por viver onde vivo, por ter a bicicleta e a disponibilidade que tenho e por ter a capacidade de pedalar até onde desejo.

“Future Shock” – Dia 2

Ontem, ao final do dia, estava certo que hoje não iria às Furnas, apesar de querer testar a Roubaix na calçada. Haviam outras alternativas. Hoje de manhã, pelas nove horas, saía de casa para atravessar a ilha no sentido norte/sul e daí seguir exatamente para as Furnas!

 

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Já somava algumas horas em cima desta bicicleta e ainda tinha mais umas quantas pela frente. Digamos que ao nível da intimidade já se tinha quebrado aquela barreira inicial e as coisas corriam literalmente sobre rodas. Até já estava familiarizado com o “cantar” do cepo da roda traseira, eu que até sou adepto do rolar em silêncio. Por falar em rodas, os pneus da marca mais gordinhos que o habitual (26) estão plenamente integrados no conceito. Rolam bem e são muito seguros, transmitindo a confiança necessária. Por outro lado, estava cada vez mais encantado com a posição de condução, onde o guiador elevado e demais periféricos não foram lá colocados ao acaso.
E descer o Pisão? Manter a posição. Dois dedos sobre os manípulos de travão. Afagá-los ocasionalmente... Está feito. Aqui volto a reforçar o que já tinha dito sobre os travões de disco hidráulicos – Fan-tás-ti-cos!
Até tenho algum à vontade a descer e gosto de fazê-lo de bicicleta de estrada, mas o que senti nesta Roubaix, mesmo com todas as limitações de estar sobre uma bicicleta emprestada e cara, chegou a ser desconcertante. Nunca pensei sentir-me tão seguro nestas circunstâncias. Fluidez, segurança e suavidade quanto baste. Nem foi preciso cerrar os dentes!

 

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E a calçada junto à Lagoa das Furnas? A famosa calçada! Entrei com vontade neste segmento de percurso verdadeiramente demolidor para uma bicicleta de estrada e respetivo ciclista. Bom, pelo menos até agora era, mas a nova Roubaix vem reclamar que o que era não tem necessariamente de continuar a ser! Ok, toda ela vibrava e chocalhava, mas e então eu? Continuava focado em pedalar forte em carga e em progredir no empedrado! É aqui que a tão falada suspensão de 20 mm integrada na coluna de direção e que a nova solução do quadro que faz do tubo de selim uma espécie de tubo flutuante mostram toda a sua eficácia. Acabei por baixar o ritmo, apenas por ter as pernas a arder, ao contrário do que costuma acontecer, tal é a “sova” geral que levo. É para avançar independentemente do piso apresentado? Então a Roubaix assume o prejuízo e haja pernas!
Mas tenho uma queixa. Rabo dorido! Estaria a mentir se dissesse que não fiquei com o rabo dorido. Teoria: Rabo de pobre, pouco habituado a longas distâncias, estranha selim de gama mais elevada! - Dava um belo título, não dava?
Comprava a Specialized Roubaix Expert? Se tivesse cinco mil euros (a atrapalhar!) pegava em 60% deste valor e comprava a gama abaixo – a Roubaix Comp. Com o restante comprava outra. Uma clássica. Para equilibrar! Seja como for, e agora mais a sério, é um valor seguro e vale com certeza aquilo que é pedido.

 

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Resumindo, nota-se que todo o conceito apresentado foi exemplarmente pensado e trabalhado pela marca, com as inovações tecnológicas a sustentar isso mesmo. Até porque a Roubaix já era uma referência e estava num patamar elevado, portanto, só fazia sentido apresentar algo substancialmente melhor e diferenciador. Digam o que disserem, esta Roubaix é a prova do arrojo e da competência. Existem conceitos perfeitos na teoria que não correspondem na prática. Não é o caso. A Roubaix 2017 funciona mesmo!
Grande experiência! Obrigado a quem a tornou possível.

“Future Shock” – Dia 1

Pois é, não gosto de ter bicicletas emprestadas, nem sou grande adepto de muita tecnologia e ontem fui buscar a Specialized Roubaix 2017 para testá-la!
Desde logo, não entendia a escolha da Expert, modelo que está a meio da gama e tem um preço considerável. Na minha ideia, podia trazer o constrangimento ou a frustração de saber-se, previamente, que se vai experimentar uma bicicleta que não se pode ter. Depois foi-me explicado que a escolha teve por base poder proporcionar o contacto com várias tecnologias (todo o novo conceito da Roubaix com destaque para o Future Shock; travões de disco; sistema de transmissão eletrónica; equipamento SWAT exclusivo) aos possíveis interessados, numa só bicicleta. Como se de uma montra tecnológica se tratasse. Faz sentido.
Aliás, o mais correto será atribuir o foco à experiência em si, recolher informações, referências e definir prioridades, independentemente de termos ou não capacidade financeira para comprar a bicicleta em causa. Até porque o futuro é incerto e a experiência fica. E existem modelos mais acessíveis dentro da gama. E depois é sempre um gosto poder testar uma bicicleta diferente, não é?
Mas vamos ao que realmente interessa… a Roubaix.

 

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O selim foi ajustado e arranquei para o lado oeste da ilha junto à costa. O sistema Di2 (mudanças eletrónicas) é aquele que me suscitava (e ainda suscita) mais reservas (não me agrada a dependência de carga na bateria), mas não posso negar que depois de alguma prática começa-se a tirar partido e a beneficiar do mesmo, com passagens rápidas, precisas, suaves e silenciosas, à distância de um toque. Mesmo sendo intuitivo, não quer dizer que ocasionalmente não tenha feito subir mudanças em vez de as descer. Em minha defesa, posso dizer que já são alguns anos a levar as mãos ao tubo inferior do quadro para “meter” mudanças. Se fiquei convencido? Digamos que parcialmente.

 

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A Roubaix Expert tem um excelente quadro em carbono. Discreta e bonita, com uma pintura a preto e cinza, a única disponível para este modelo. Claro que é muito mais leve do que estou habituado, apesar de ser um quadro mais volumoso. Aliás, é um quadro que se faz sentir e ouvir de uma forma muito particular.

 

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Ah, queria falar daquela “caixinha” ali no fundo do quadro. Para ser sincero e esteticamente falando prefiro um quadro limpo, com os cantos livres. Mas este acessório exclusivo, que faz parte de uma linha de utilitários a que a marca apelidou pomposamente de SWAT, é muito prático. Camara de ar, botija de CO2 e adaptador, desmontas, multifunções e até um grampo para notas (€), há lugar para arrumar tudo e ao abrigo da água por ser estanque. Curiosidade: Fui abordado por um turista estrangeiro que me perguntou se aquela “caixa” era o motor!

 

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Bom, acabei esta primeira volta com a Roubaix muito satisfeito. É uma bela bicicleta. Como não haveria de ser? Não sou muito exigente, mas gostei de tudo, embora tenha faltado um segmento de percurso mais “agressivo” para fazer sobressair ainda mais as suas capacidades. De qualquer forma, nesta volta estava mais interessado em testar até que ponto a sua suavidade se traduzia efetivamente em menos cansaço e em mais tempo em cima do selim.
Cumpriu e mais não fez porque faltaram-me as pernas para lhe acompanhar (era o tal motor do turista!). Mesmo assim foi um longo teste que passou com distinção.

 

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A derradeira prova? Bem, sem certezas relativamente ao que vou fazer amanhã, é quase certo que incluirá um segmento de calçada, não sei é se será O segmento de calçada!

“Future Shock” – Dia 0

E depois de amanhã também!

É tarde. Já devia estar deitado. Amanhã é um dia diferente… É um dia especial!
Noite. Um clique no interruptor e faz-se luz. Observo-a. Contemplo-a. É linda!
Está a ocupar um lugar que não é seu, mas que tão competente ocupação. Merece!
A companheira de descanso cede-lhe o cavalete, mas de nada serve porque as suas rodas estão presas por eixos passantes ao invés de apertos rápidos tradicionais.
Improviso um local para a registar digitalmente. Demasiada sombra. Carrego-a pela casa e regresso à rua para a sua primeira imagem minimamente aceitável. É mais fotogénica do que pensava.
Usufruí pouco! Livro-me dos meus equipamentos e deambulo à procura do melhor local para a deixar repousar. Tenho-a debaixo de olho.
Chego. Ainda algo apreensivo e tenso. O selim está demasiado horizontal. Gosto de sentir mais apoio na sua parte posterior.
Venho a rolar rápido por força das circunstâncias. Estou a chegar a casa. Não era isso que esperava para o primeiro contacto. Não foi isso que imaginei. Demasiado fugaz…
O asfalto irregular faz chocalhar bem alguns componentes, mas não perco a compostura sobre os comandos, exemplar que é a forma como filtra toda aquela vibração!
Percorro o mesmo caminho de sempre. Não, vou virar à direita e descer no Pico da Pedra.
Passaram alguns quilómetros, já lhe começo a sentir o pulso…
Para além da novidade, dos ruídos e da diferença (e do valor elevado entre as pernas!) foco-me demasiado nas passagens de mudanças (ia dizer de caixa… manias antigas!), uma vez que estou literalmente às apalpadelas!
Quem é que não gosta de travões de disco (hidráulicos, já agora!) em bicicletas de estrada? Bem, é experimentar e depois falamos.
Fiz a primeira travagem mais a sério. Wow! O que é isso? Isso é conforto, segurança e confiança!
Estou apreensivo e tenso. Demasiado focado na novidade, nos ruídos, nas diferenças. E no valor elevado que tenho entre as pernas!
Que posição é esta? Que conforto é este? Que apoio é este? Que fitas ergonómicas são estas?
Trânsito. Monto-a apressado e agradeço a amabilidade da automobilista que me deixa arrancar.
Entro equipado na loja. Explicações e verificações finais. Cumprimentos e desejos de muitos quilómetros. Bom fim de semana.
Reserva para teste – Specialized Roubaix Expert UDi2 (2017).

 

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A Roubaix sobre calçada, claro!

 

(Sim, o texto está invertido, cronologicamente falando. Deu-me para isso. Culpa da Roubaix que me trocou as voltas. Para facilitar a sua leitura e compreensão é ler-lhe de baixo para cima. Já devia ter avisado? Pois.)

Choque tecnológico!

Motivado por toda a azafama e animação que se vive por cá com mais uma edição do Azores Airlines Rallye lembrei-me de uma situação. Não têm grande (nenhuma) relação, mas pronto.
Um dia entrei num stand de automóveis. Enquanto o vendedor, para me cativar, ditava orgulhosamente uma extensa lista de extras que um modelo em especial trazia, com certeza estaria longe de pensar que eu, mentalmente, a cada extra atribuía uma classificação. Curiosamente, sempre a mesma para todos eles – Fonte de problemas!
A falta de paciência e interesse não me permitiu perguntar se não tinham apenas o carro? Sem as “mariquices”? Sim, básico, simples, sem nada!
Já deve ter dado para perceber que, no que toca a algumas inovações e à tecnologia aplicada em certos ramos sou um bocado avesso. Tradicionalista, antiquado, chamam-me o que quiserem, não me venham é impingir tecnologia da moda, embrulhada com a capa da utilidade, para fomentar desejos consumistas, como se a minha vida dependesse disso!
Vivo muito bem sem estas “mariquices”! Aliás, até prefiro não ter de pagar por elas, que é da maneira que não me vão distrair, nem chatear no futuro. E ainda poupo dinheiro.
As minhas bicicletas são todas recentes, a mais “antiga” é de 2009. É um bocado ridículo usar esta palavra para adjetivar uma bicicleta que vai fazer oito anos, mas atualmente é mais ou menos assim que as coisas funcionam. Nem rodas 29 tem! Paradoxalmente, é a única com uma estrutura em alumínio, travões de disco hidráulicos e suspensões a ar. Ui!
As outras têm todas quadros de aço e componentes básicos de entrada de gama. São simples e baratas. E, por incrível que pareça, funcionam!

… Allez Capelas

Mudou a hora, mas não mudou a rotina de ir dar uma volta de bicicleta. Nem diminuiu a vontade de pedalar. A manhã de domingo, salvo raras exceções, é minha, com mais ou menos uma hora. Dormi menos o que não é problema. Despachei-me sem pressas, até porque para horas já me chegam os dias úteis da semana. A Allez ficou pronta na hora, nem retoquei a pressão dos pneus, bastou instalar a bolsa de selim (pouco estética, mas útil) e a garrafa de água no suporte. Tinha uma ideia relativamente ao destino, mas ao contrário das horas, o estado do tempo trocou-me a volta. Deixei-me levar e fui improvisando ao longo do percurso. Passou uma hora. Estava inclinado para as subidas. Passaram-se duas horas. Estava longe disso, mas quando dei por mim estava nas Capelas. Passaram-se quase 3 horas e nem dei pelo seu passar. Estava em casa. Agora que mudou a hora os dias são maiores…

 

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Persistência nos pedais!

Insistência combate-se com persistência!


Iscomunhã de gadelha!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Encontrê o Florimunde no camin.
- Ême, noutre dia vi-te falá c'uma bela féma ali ao pé da tua casa!
- Bela féma? Devias de tá bêbede, Florimunde! Aquile é um iscomunhã de gadelha!
- Eh hôme, nã sê... parecia, se calhá nã vi bem!
- Nã haveras de tê viste entã, é tã fêa! É a minha vezinha. Tou penande c’aquele demóne de saias!
- Mas o que fou?
- Ême, embirrou c'a besuga...
- Nã se faz case!
- Nã se faz case? A laparosa tá-me sempre cegande a cabeça pa comprá um carre!
- Tás lexade entã!
- Pous já se sabe que tou! Paloê se lhe passasse cartã!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Outra vez Gorreana!

Domingo, dia do pai, véspera de primavera, bicicleta de estrada, Gorreana.
Um dos problemas de ter uma temática tão específica num blogue, ainda para mais vivendo numa região geograficamente limitada, é a finitude ao nível da diversidade do que se faz e posteriormente publica. Este facto pode ser pouco apelativo para quem segue, mas não necessariamente para quem faz. Ou seja, nunca me canso de percorrer e pedalar nas mesmas estradas e caminhos que me levam aos mesmos sítios de sempre. Por inerência das circunstâncias faço-o muito no mesmo concelho - Ribeira Grande, no mesmo dia da semana – domingo, e com o mesmo destino – Gorreana.
É aquela volta média e aprazível, que ronda as duas horas de duração, que exercita e não chega a maçar, que pelo meio se passa numa estrada calma e única ao nível do traçado, da natureza que nos cerca e da qualidade do ar que se respira… E quando já em estrada mais aberta se rola, ora rápido ora mais lento, ao sabor do seu moderado sobre e desce, avistam-se umas peculiares plantações geometricamente alinhadas que sobem monte acima e que indicam a chegada ao destino – a Fábrica de Chá da Gorreana.
Aqui os atrativos são vários. Toda a envolvência e ambiente, a beleza, as cores, os trilhos, os cheiros, o chá, entre outros sabores tradicionais. E nos dias úteis da semana, a manufatura de outros tempos que se mantém. Confesso que quando vou de bicicleta limito-me esticar as pernas e à contemplação visual do que me rodeia, podendo esporadicamente saborear um chá. Mas vou lá muitas vezes. Ainda sábado tinha lá estado, noutras circunstâncias, e usufruindo de forma mais tranquila e efetiva ao nível das sensações. Logo à chegada fiquei fascinado com o rosa vivo das azáleas.

 

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Anda de bicicleta quem quer!

Anda de carro quem pode, anda de bicicleta quem quer!


Marcolina Labardêra
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Tenhe uma vezinha que é même uma labardêra...
- Eh hôme, tás bom? Nã me dizes nada?
- (Nã...) Olá vezinha!
- Sempre quéssa bcecléte?
- (Outa vez papá!) Tem de sê!
- Ême, faz um esforcim e compra um carrim...
- Porquié?
- Êh hôme, nã vês que a andá de bcecléte pareces um pelintra?
- Pelintra?
- Sim senhô, e ainda por cimba apanhas água qué fê!
- Mas ê nã compre um carre porque nã quére!
- Ê hôme, toma juíze e larga de sê isganade. Morres e isse fica tude praí!
- Ouh vezinha, mas eu goste de andá de bcecléte!
- Nã digas isse! Entã nã ficavas munte mió a andá num carrim?
- Nã... Até logue vezinha... (Vou-te sofrê!)
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

"Azores Gravel Bike Trip 2016"

O conteúdo das minhas publicações é sempre original. Mas existem exceções. Por isso mesmo faço questão de partilhar um vídeo que desvenda um pouco do que foi a "Azores Gravel Bike Trip 2016". Basicamente foram uns dias a andar pelas estradas, caminhos e trilhos da ilha de São Miguel, com as bicicletas certas, usufruindo do contacto com a natureza e testemunhando as melhores vistas e paisagens. E as bicicletas certas são as Gravel Bikes. Um segmento recente com potencialidade para crescer, já que apresenta bicicletas com grande polivalência, sempre prontas para a aventura e aptas a circular quer em estrada, quer fora dela.

 

Qualidade de vida! #2

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Estava como o tempo. Aborrecido. Tinha a minha rotina autolimitada. Num impulso reverti a situação. Tinha de sair. Tinha que pegar na minha bicicleta e ir. Fazer qualquer coisa. Não fazer coisa nenhuma. Mas ir. Fui tratar daquilo a que normalmente não atribuo prioridade. Tive no meio delas. Das bicicletas. Numa loja de bicicletas. A aviar um componente insignificante, mas que acusa a sua função. No caso, a falta dela. Tive no meio deles. Dos relógios. Numa relojoaria. A consertar um relógio. E que prazer ver um mestre relojoeiro trabalhar. À moda antiga. Tive no meio delas. Das revistas. Numa tabacaria. Comprei uma revista de bicicletas... O orvalho surgiu. Animou a minha pedalada. Animou o meu ritmo. Animou-me. Isso e tudo o resto. Cheguei outro!

 

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Vila Franca do Campo

Este domingo foi dia de mudar de ares. Rumei ao lado sul da ilha e fui com a Allez até Vila Franca do Campo. O tempo estava excelente para andar de bicicleta, não obstante algum vento de sudoeste que se fazia sentir. Com variações entre a calma e o maior ritmo, e até as paragens para captar algumas imagens, quando dei por mim já estava no meu destino. É incrível como hoje em dia as distâncias são tão relativas... aqui há uns anos atrás ir à Vila Franca ou até mesmo a locais mais próximos, só de carro ou de mota. Mas ainda bem que essa realidade mudou!
O ponto de retorno acabou por ser a Praia da Vinha da Areia. E foi a sair da mesma que avistei lá mais à frente uma colega ciclista. Acabei por me juntar a ela algures a sair de Vila Franca. Este facto tornou o regresso mais agradável e a temível subida do Pisão menos sofrida. Até gosto de andar sozinho, sendo que o faço quase sempre nesta condição, mas admito que é uma mais-valia ter companhia nas voltas de bicicleta. Despedimo-nos em Ponta Delgada.
Antes de ir para casa, ainda tive um bocado à conversa numa zonal balnear da cidade, onde a Allez foi alvo de apreciação, com teste incluído. Para além dos elogios, recebeu pela primeira vez uma explícita proposta de compra...
- Não, não está à venda, mas obrigado na mesma.

 

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Bicicletas no seu melhor

Então ontem foi dia de pedalar, mas também lavar, limpar e lubrificar. Sim, porque existe uma diferença entre só andar de bicicleta e gostar delas. Gostar é mais do que simplesmente andar de bicicleta. E eu gosto de andar ali a mimá-las. Curiosamente não gosto especialmente desta expressão, muito fofinha, não é?
Bom, até podem mostrar marcas e o desgaste natural do uso ou de algum momento menos bafejado pela sorte, mas gosto de andar com uma bicicleta bem aparentada, minimamente limpa e lubrificada. Ter só por ter não me diz muito, outra conversa muito diferente é fazer por tê-las no seu melhor.


Lagariça
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A besuga tava toda cagada de lamêre. É o que faz andá à douda por aí a fora!
Que lagariça naquele quintar. Pió ainda quande o espiche da manguêra saí, parecia uma árredouça, crêde!
Fiquê tode lavade e a besuga também. O reste há de secá...
Bêjes e abraces.


A estremecê de limpe!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses fou dia de vazá o telhêre!
Tudo pra foura, pa limpá e inderêtá aquile tude.
Ficou bim requim!
Ma nã querim crê, que no dia a segui,  o chã debâxe da besuga já tava tode pingade de óleo?!
Aquela às vezes tamam nã tem consciência nenhuma e um home teve um trabaie desgraçade...
Même de veras! Tude a estremecê de limpe e ela prega-me essa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Carnaval a pedais

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

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Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

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É o meu Carnaval…

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