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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

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A Sexta - Vespa GTS 250ie

Verão de 2007, mais exactamente mês de Agosto, enquanto andava às voltas com a possibilidade de trocar a V-Strom por uma Husqvarna de Enduro, por uma série de circunstâncias, cheguei à conclusão que, apesar do “coração” dizer o contrário, não seria uma troca viável.
Pelo facto de estar tanto tempo com a ideia da troca na cabeça e pensando numa moto que servisse ainda mais os meus objectivos e se adaptasse às minhas novas condições de vida, depois de ter visto a apresentação televisiva da nova Piaggio MP3, fiquei com novas ideias.
A MP3, pelo seu conceito revolucionário, como sempre gostei de coisas diferentes, cativou-me bastante, mas apresentava um senão, o preço elevado. Dentro da marca, mais exactamente na Vespa, havia uma interessante proposta que mistura harmoniosamente modernidade, com uma imagem clássica e intemporal, característica das Vespa, a GTS 250ie.
Confesso que antes nunca me tinha passado pela cabeça esta hipótese, mas analisados os factores em causa, não era nada disparatado, senão vejamos:
- Seria a concretização de um objectivo de longa dada, ter uma moto produzida na Europa, ainda para mais italiana e digna sucessora de um ícone no motociclismo mundial. Imagem, estilo, carisma, classe e até requinte estavam assegurados.
- Já não dava a mesma utilização à V-Strom, basicamente fazia a minha rotina diária.
- Por outro lado, a forte vocação utilitária característica das Scooter, permitia-me fazer o meu dia-a-dia de forma mais prática, descontraída e económica, o que pesou bastante para a concretização desta hipótese.
Decisiva, foi a abertura que recebi por parte do concessionário das marcas em causa, onde acordamos um negócio equilibrado para ambas as partes e assim efectivei a troca da Suzuki V-Strom 650, pela Vespa GTS 250ie.
Sem dúvida que as diferenças de uma para a outra são muito grandes, mas rapidamente habituei-me à Vespa, tal é a facilidade de utilização que apresenta, onde a condução assenta em moldes diferentes, mas pode igualmente proporcionar muito prazer, permitindo desfrutar de outros elementos.
Não que me tenha interessado muito, mas esta minha troca, suscitou muita “conversa” e causou “estranheza” a muito boa gente, onde num caso, chegaram mesmo a perguntar-me se gostava de motas?!
Indiferente a estas situações, lá ia aproveitando o que a minha GTS tinha para me proporcionar… Muito divertida, sem dúvida!
Em andamento, a Vespa tinha um comportamento muito bom, mesmo sendo uma Scooter, o motor de injecção electrónica era suficientemente despachado e nunca me deixou mal. Era estável, tinha uma travagem adequada, ao contrário do que pensei inicialmente e era sempre muito económica. As maiores limitações advinham das dimensões das rodas e do acerto do mono-braço dianteiro, onde um buraco ou uma vala na estrada tomam outra dimensão.
A nível de construção, o acabamento de um ou outro componente podia ser melhorado, como alguns comandos, ou o escape, mas na generalidade, a GTS 250ie apresentava qualidade e até algum requinte de soluções.
Comecei a interessar-me e a explorar com mais atenção tudo o que dizia respeito às Scooter em geral e às Vespa em particular, e ao contrário do que estava à espera, deparei-me com um mundo à parte, tanto em dimensão, como em motivação e admiração, em torno destes peculiares veículos. Tornei-me membro de alguns sites e fóruns de Scooter’s e pelo menos num deles participava activamente, e ainda hoje o faço, mesmo que mais esporadicamente.
Nesta perspectiva, fazia intenções de adquirir também uma verdadeira clássica (Vespa PX 125) para fazer companhia à GTS, com a mais valia, no caso, de ser uma última edição limitada dos 30 anos, uma vez que a Vespa finalizou a produção deste modelo em final de 2007. Quando era o primeiro na lista dos possíveis interessados da única PX que vinha para os Açores, mais uma vez fui traído pelos imponderáveis da vida e tive de descartar esta oportunidade.
Falando em azares, acho que tive mais só na minha GTS, do que nas minhas outras motos todas juntas. Incrível como estes se sucediam, desde pedras a causar danos, a uma jante riscada pelo interior inexplicavelmente, entre outros. Também tive alguns percalços nas assistências e até nos acessórios que adquiri.
Admito que estas situações arrefeceram um pouco todo o entusiasmo com que sempre encarei esta minha nova aquisição e cheguei inclusive a por em causa todo o tempo e atenção que dispensava à Vespa.
A somar o facto de a partir de certa altura ter começado a andar de carro diariamente e voltar a sentir o bichinho do todo-o-terreno a “morder”, começar a sentir-me algo limitado, normal para quem gosta de motos e tinha tido uma moto “grande” e até com a possibilidade de fazer um negócio em conjunto com o meu irmão que me proporcionaria ficar com uma moto que permitisse o uso fora de estrada e arrecadar alguns euros, passados 6 meses, nova possibilidade de troca surgiu!
Hesitei, pensei e assim foi, troquei a Vespa GTS 250ie, como nova e com pouco mais de 3000 km feitos no tempo acima indicado, com a noção que estava a fazer um disparate, mas também não fazia muito sentido mantê-la, só por manter, uma vez que estava constantemente parada na garagem e ter 2 motos estava fora de questão.
Tive motos melhores é certo, mas com nenhuma fiquei tão entusiasmado como com esta Vespa, embora tenha durado pouco tempo nas minhas mãos. Mas tal como referi na publicação dedicada à minha segunda moto – Honda Vision 50, todo o carinho e respeito que tinha pelas Scooter, depois desta Vespa, ficaram ainda mais reforçados e não tenho qualquer dúvida que a qualquer momento possa vir a ter novamente uma Scooter, e porque não, uma Vespa?!

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