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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

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A Terceira - Yamaha TT-R 600

Depois de algum tempo sem moto, tive aquela que era uma das minhas motos de sonho na altura. À falta da WR-F 400, a TT-R 600 ocupava o seu lugar dignamente.
Pelo menos pensava eu, no dia em que a comprei. É que este sonho, desfez-se algum tempo depois e veio-se a revelar um autêntico pesadelo. Mas já lá vamos.
Em 2002 tinha reunido uma verba que tinha como destino, ou o arranque de um negócio por conta própria, ou a compra de uma moto, tendo optado pela segunda hipótese (?!)
Estava meio indeciso sobre qual a mota comprar, se seria nova ou usada, estando apenas mais ou menos definido que seria algo que me permitisse utilizar no dia-a-dia, mas que ao fim-de-semana fosse possível andar fora de estrada.
Depois de alguma procura e várias motos em hipótese, surgiu uma Yamaha TT-R 600, usada, com 2 anos e em bom estado, vi a mota uma vez por alto, regressei ao stand uns dias depois e acabei por fechar negócio. Fiquei com a TT-R e pouco depois acabei por comprar vário equipamento a condizer. Curioso, esta compra deu-se na semana em que ia casar, digamos que foi um presente de casamento.
A moto era espectacular e nada tinha haver com a minha última (Honda Vision), era a concretização de um sonho, ter uma máquina deste calibre.
Não sendo uma Enduro a sério, a TT-R encaixava-se perfeitamente nos meus propósitos, deslocava-me ao trabalho diariamente e permitia levar pendura com um mínimo de conforto, se é que se pode falar em conforto, numa moto do género. Mesmo pesada, pouco ágil, com uma geometria de direcção menos adequada e com umas suspensões mais débeis no TT, dava para as brincadeiras na terra, pois não tinha aspirações a ser um grande piloto, nem entrar em competições. Sendo assim, conseguia um compromisso muito bom, sendo muito completa.
O motor também não sendo uma peça de tecnologia moderna, era muito fiável, relativamente económico e tinha um excelente empurrão, um comportamento muito bom, sempre disponível, só mesmo batendo um pouco quando acelerava desde baixas rotações, com a velocidade mais alta engrenada. Normal num monocilíndrico.
A posição de condução era muito agradável, com um guiador largo e baixo bem ao jeito das Enduro, a ergonomia geral para uma moto do género, até era de destaque e o assento só castigava quando as tiradas eram realmente longas.
Mas haveria algo que estragaria todo este deslumbramento, a falta de arranque eléctrico, aos poucos começou-se a revelar um problema. Inicialmente era a falta de hábito, ou de jeito, achava eu, mas o problema persistiu e mesmo já conhecendo as suas manhas, para ser sincero, nunca sabia se a ia conseguir colocar a trabalhar ou não!
Ainda tive uma fase em que estava mais confiante, andei uns tempos com ela e as coisas até corriam bem, mas parece que era cíclico, de vez em quando o processo mudava de método, e principalmente depois de se ter partido o cabo do descompressor automático, aquilo nunca mais ficou como antes.
Estava cada vez mais farto do seu pedal de arranque, que além de muito inconveniente, era igualmente perigoso, quando fazia retorno!
Daí a desgostar-me foi um passo e a vontade de trocar de moto, começou a crescer de dia para dia. Vindo a acontecer, tinha-a há menos de um ano. Esta moto foi um caso único, porque esta minha vontade, foi mais por obrigação do que por outra razão qualquer, aliás digo sempre, e volto a repetir, que se não fosse pela falta de um motor de arranque eléctrico, muito provavelmente ainda hoje a teria.
Apesar de tudo, deu-me muito gozo e foi um prazer ter tido esta moto.
Depois desta TT-R 600, que recordo sempre com um misto de pena e saudade, prometi a mim mesmo, que nunca mais teria nenhuma moto sem arranque eléctrico... Até agora, tenho cumprido!

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