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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bicicleta no chão!

Chegamos, paramos as bicicletas. Tudo tranquilo, convívio, animação, de repente...
Catrapum!!!
Aquele som tem tanto de inconfundível como de revelador...
Caiu uma bicicleta!
Oxalá não seja a minha! - pensamos, enquanto nos dirigimos em agonia para o local do "crime".
A solidariedade é muito bonita e tal, mas antes a dos outros do que a nossa...
É mesmo assim!
- Foi a tua! - São as palavras proferidas pelo "mensageiro da desgraça"!
Merda! (ou pior) - É a palavra sugerida pelo nosso cérebro que não chega a sair por ter ficado entalada com a agonia!
Alguém já a levantou e dita a sentença do costume - Não tem nada!
A mensagem é ignorada, a nossa concentração já está toda na visão, que percorre o "corpo" acidentado como se fosse Raio-X!
Sai a lista dos estragos que se tenta minimizar em esforço.
Podia ter sido pior! - Diz interiormente o nosso lado conformado.
Mas podia não ser nada se não tivesse caído! - Surge de seguida o pensamento inconformado.
Tenta-se esquecer, tenta-se ignorar, só o tempo poderá ajudar, mas aqueles riscos vão ficar lá sempre para nos atormentar! (Até rima!)


Esta é uma descrição um tanto ou quanto exagerada. Pessoalmente, hoje em dia, tenho uma capacidade de aceitação bastante mais desenvolvida. As situações acontecem, às vezes podem ser evitadas pela prevenção, outras são tão insólitas que pouco se poderia ter feito.
O processo é: Cair, levantar, relativizar, seguir em frente, minimizar, ou simplesmente, ignorar.
Mesmo assim e dando uma de masoquista, mais uma vez recorro aos préstimos do Zabela, com uma descrição de um episódio bastante ilustrativo, datado de 19/10 e que dá pelo sugestivo nome de "As lágremas erim c'ma cagalhãs!"


As lágremas erim c'ma cagalhãs!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A minha crida besuga sofrê um acident!
Nã sê se fou dos ciúmes ou lá que fou, mas a corina pregou-me uma tesa de marreta!
Vou contá: Entã fu ao préde do Carlins Bogangue buscá batata doce qu'ele me dê. Parê a besuga incostada nos abrigues d'incense. Quande tavames a inchê a saca c'a batata ouvimes um trambolhã. Ê fu logue a corrê já pinsande no pió. Cheguê ao pé dos abrigues e...
- Eh Carlins, a besuga desaparecê!!!
- Eh hôme, c'mé isse?
- Tou-te a dizê...
- Calma, tá ali... Ali em bâxe o pé dos oraçalêres...
- Dos oraçalêres?
- Sem, paraste-la bim mal parada!
- Ela tava bim incostada nos abrigues!
- Tava cá nada! Se tivesse nã tinha caíde lá em bâxe!
- ... A minha rica bcecléte caí lá em bâxe!
Quande cheguê o pé dela e vi os estragues, nã aguentê...
As lágremas correrim-me c'ma cagalhãs p'la cara abâxo!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

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