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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Cada bicicleta no seu galho!

Basta visitar qualquer sítio de uma marca de bicicletas para perceber que a oferta é vasta e multidisciplinar. Os segmentos são muitos, adaptados a quase todas as necessidades: Montanha, Estrada, Fitness, Multiuso, Aventura, Cidade, Dirt/Street/Park, e-Bike, etc. E adaptados aos tipos de utilizadores: homem, mulher, criança...

Tanta informação disponível, à distância de um clique e não só, e depois o que mais se vê são pessoas a passearem calmamente pelas ciclovias, montados em bicicletas de montanha, cujos pneus nunca tocaram e jamais tocarão na terra. Pessoas que sistematicamente rolam calmamente em bicicletas de estrada competitivas, onde as suas caraterísticas são sempre encaradas como defeitos. Crianças que apesar da sua flexibilidade e descontração, não conseguem esconder o quanto têm uma bicicleta desadequada à sua idade e dimensão. Pessoas que têm bicicletas desadequadas para si.

Se quero uma bicicleta para passear e fazer algum exercício físico, para rolar na estrada e em ciclovias, basicamente em plano, de certeza que nem uma bicicleta de montanha, nem uma de estrada sejam as melhores opções para as minhas necessidades!

Acho que existe um certo estigma com as bicicletas polivalentes/multiuso/fitness. Estas, em muitas das situações serão a melhor opção, tanto na forma como se adaptam a um leque de utilizações várias, tal como no seu custo de compra e manutenção. Mas contraditoriamente, são as menos procuradas, talvez pelas mesmas razões que apontei como as suas maiores qualidades. O facto é que acabam por ser bicicletas mais básicas e banais, não exatamente aquelas que vemos correr nos circuitos mundiais das várias vertentes ciclísticas, pilotadas pelos nossos ídolos. Não aquelas que expõem o último grito da tecnologia. E todas estas referências têm cada vez mais importância e um custo inerente que achamos normal pagar, e assim, tudo o que não vá por aí se calhar não é a melhor opção…

Por outro lado, para quem está afastado destas referências, também não tem de seguir o rebanho. Quando um leigo pensa numa bicicleta é quase certo que pense numa BTT. Mas lá porque o meu vizinho, colega ou amigo comprou uma BTT não tenho necessariamente de fazer igual. Primeiro, porque ele pode ter feito a sua compra com base nestes mesmos pressupostos. Segundo, porque os objetivos dele podem ser completamente diferentes dos meus.

De facto estes preconceitos que perduram no tempo acabam por ser inquestionáveis e portanto, traduzem comportamentos. E depois assistimos aos episódios que relatei no início, só porque sim!

A questão principal passa por fazer uma avaliação concreta das nossas caraterísticas, dos nossos objetivos e das nossas necessidades. E do nosso gosto, já agora. Caso haja!

Mais do que toda a informação disponível, em última instância, será a pedagogia da parte de quem vende, que pode fazer alargar e mudar pontos de vista, também em benefício próprio, mas acima de tudo em benefício dos futuros utilizadores da bicicleta, contribuindo para uma utilização adequada e plena da bicicleta por parte destes!

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