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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

De bicicleta, claro!

Fez recentemente cinco anos que tive a minha primeira experiência com a bicicleta como meio de transporte na cidade. Sem licras, sem encaixes, sem luvas e capacete. Simplesmente a roupa do dia-a-dia, eu e a bicicleta.
Tinha a minha Allez Steel há menos de um ano, quando aproveitei o facto do carro ir à revisão, para a integrar na minha rotina deste dia. E que belo dia fez, lembro-me perfeitamente.
Tal como me lembro das minhas primeiras pedaladas, onde o único peso que sentia era o da pasta que levava ao tiracolo. De facto, satisfação, leveza e até algum orgulho foi o que senti na altura!
Apesar dos sentimentos positivos, com as rotinas muito marcadas, a normal resistência à mudança e o comodismo, não passou de uma experiência única.
Alguns meses depois volto à carga e compro uma bicicleta dobrável para substituir o carro nas deslocações ridículas que fazia do trabalho para o ginásio e vice-versa, no intervalo para almoço. Entre outras. Não foi fácil. O estado do tempo pouco colaborativo e os processos por mecanizar faziam-me perder algum tempo e stressar um bocado, o que juntando à temperatura corporal por normalizar advinda do exercício (Cycling) fazia com que chegasse ao trabalho invariavelmente transpirado. Mas muito transpirado, mesmo. Outras vezes, cheguei molhado também por causa da chuva. Para rematar, com uma semana de utilização, a bicicleta acusa um problema técnico no quadro que comprometia a continuação do seu uso.
Entretanto o problema da bicicleta foi resolvido ao abrigo da garantia. Mas… desisti!
Passado mais de um ano e considerando uma situação que me era alheia - fecho do ginásio, tive de adaptar-me a uma nova realidade. Bem diz a sabedoria popular – “Há males que vêm por bem”. E assim foi. A minha Órbita dobrável sai do vão da escada para a mala do carro, onde passou a ser presença assídua. Não voltei a cometer os erros do passado, já que desta feita, preparei-me melhor para o efeito. Constrangimentos existem sempre e há que saber minimizá-los. Hábito implementado!
O carro continuava a fazer parte da rotina diária, por inerência das circunstâncias, mas deixei-me de deslocações ridículas com ele e a bicicleta marcava agora e definitivamente a sua presença.
Cerca de dois anos depois, a Órbita dobrável cede o seu lugar ao modelo Classic da mesma marca, mais adaptada que estava às necessidades. Mais espaço de carga, melhor ergonomia, maior capacidade de rolamento.
Ainda hoje preciso do carro, até porque vivo fora da cidade onde trabalho e para além de mim desloca mais duas pessoas diariamente, mas no geral a sua utilização fica-se por aí. As vantagens práticas de utilizar a bicicleta no dia-a-dia são largamente superiores aos constrangimentos. E acima de tudo, os níveis de prazer, liberdade e satisfação não têm qualquer comparação.

 

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