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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Mais um passeio de bicicleta!

Vinte e um de Junho do ano vinte zero nove, domingo, manhã cinzenta. Pela primeira vez atraso-me, mas em menos de vinte minutos estava a montar o espécime com rodas, Specialized Hardrock, de seu nome. Na estreia dos meus óculos de 7€ (grande dica do Gandarinho), de lentes amarelas, afinal a manhã até não estava assim tão cinzenta.
Arrastei-me rumo ao Pico da Pedra, ponto fulcral para o encontro dos participantes deste e de outros passeios. Desta vez, para além dos habituais (João Medeiros – Rockrider; Paulo Sousa – Cube; Sérgio Sampaio – Specialized e eu), iríamos ter a presença de outros companheiros, que quiseram juntar-se a nós, para o bem e para o mal…
Lá estavam junto à Igreja da freguesia, tal como combinado, enquanto os outros já temiam o pior: - “o Rui nunca se atrasa!”
Pois, atrasei-me, mas os quatro ciclistas que levava comigo (Luís Chaves – KTM; Marcos Carreiro – Specialized; Paulo Silva – GT; Rui Santo – TREK) em parte ilibavam-me. Tudo a postos, faltava um, quem? O meu irmão, claro! A ele aconteceu mesmo o pior, o pesadelo de qualquer ciclista domingueiro, não se conseguir levantar da cama!
Estes rapazes que foram connosco mostraram estar bem preparados, tanto fisicamente, como tecnicamente, até um deles montava um espécime de duas rodas tão bom, que alguém falava em colocar-lhe num museu! Acho que era uma GT de 1836! Outra particularidade, era estarem constantemente a proferir sites de internet, era ouvi-los: www.blábláblá.com, mas cada um com o seu…
Já viram alguém dar a partida de qualquer coisa abrindo uma torneira?! Foi o que aconteceu, acabando de sair fomos de imediato brindados com água! Veste, não veste impermeável, troça-se de quem não o tem para vestir e toca a pedalar.
A um ritmo ligeiro fomos percorrendo o percurso que não era novidade para ninguém, a não ser a parte de o fazer debaixo de chuva, sem dúvida uma variante muito mais refrescante! As trocas de impressões, com as normais “piadolas” e risota à mistura aconteciam naturalmente.
Mas circular à chuva tem os seus contras, como a água e a lama que salta por todo o lado, inclusive para os olhos (os óculos a esta hora já estavam no bolso do impermeável por não terem “limpa-pingas”, logo vi que por 7€ faltava alguma coisa) e se concentra no quadro e restantes componentes da montada. Por falar nisso, aqui está a razão pela qual, a partir de metade do percurso já não podia com a minha!
Já de regresso e a pensar no almoço, ainda se ouvia proferir os tais sites relacionados com as marcas das 2 rodas a pedais, embora com menor frequência. Para além do almoço, pensava igualmente na banheira, no sofá, na cama, já nem sei, enquanto alguns “malucos” falavam em lavagens de bicicletas! Bom, também já fui assim, mas felizmente ou infelizmente já não sou (ficou um dia a apurar, lavei-a ontem).
Para terminar, não podia deixar de referir que a certa altura, encontramos um ser engraçado a dar a sua voltinha domingueira, talvez para distrair a cabeça. Sabem que animal era?! - Talvez um cãozinho? - perguntam vocês. Não, nada disso, nem gatinho, nem esquilo! Era um mamífero bunodonte, artiodáctilo não ruminante, que é como quem diz porco doméstico! E era dos grandes, que seguia encostado à berma para nos deixar passar sem problemas. Se este nosso colega bunodonte estivesse a andar de bicicleta não seria nada de original, mas sinceramente, a passear num domingo de manhã e não ter um Açoriano Oriental e a revista Açores debaixo do braço, por favor?!
Pronto, cada um para as suas casas, lavar bicicletas, ou lavar-se a si, comer tudo o que apareceu pela frente… Sei lá!

Dados estatísticos:
- 8 gajos montados em espécimes de duas rodas a pedais cada vez mais abundantes, diga-se.
- Percorridos entre 30 e tal e 40 e tal km de estradas, trilhos e caminhos, dependendo do local de saída de cada um dos gajos.
- Essencialmente na cidade nortenha - Ribeira Grande, cruzando diversas freguesias e alguns cursos de água, sempre na maior das “ikegalidades”.

PS – Não, não há fotos (temos pena), por motivo de incompatibilidade entre a minha câmara digital e a chuva!

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