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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

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As Motas e as curvas

Pois, todos nós as fazemos, é certo, mas sabemos mesmo fazê-las?! Não as conseguiríamos fazer muito melhor?!
Não basta termos a melhor moto, o melhor piso de asfalto, os melhores pneus do mercado, nem mesmo muitos anos de experiência. É um facto que todos estes pontos vão ajudar, e muito, mas é preciso perceber um pouco como se processam as coisas, é preciso alguma teoria, técnica de condução, e obviamente, ir actualizando esta última.
Não existem grandes segredos, mas podem haver alguns pormenores que passam despercebidos, ou que nem nos damos conta que os utilizámos na condução na nossa mota, em geral, e na descrição das curvas, em particular. E por vezes são coisas tão lógicas, outras nem por isso.
A primeira coisa a fazer quando nos deparámos com uma curva é adequar a velocidade para a podermos descrever correctamente, ou seja, é necessário abrandar utilizando os travões e a caixa de velocidades. Já agora convém referir que ambos os travões devem ser actuados numa proporção que poderá ter algumas variações consoante as circunstâncias, mas numa força a aplicar dentro dos 75% no dianteiro e 25% no traseiro. Deverá também ser escolhida a mudança mais acertada para o grau da curva e antes da entrada da curva a mota deverá estar sempre desembraiada, conseguindo-se assim, capacidade de abrandamento, sem perda de equilíbrio.
A segunda é olhar para o ponto mais distante que se conseguir à entrada e no descrever da curva, é importante olhar em frente e não para o chão à nossa frente, a cabeça e os olhos deverão estar direccionados para o lado que se faz a curva, direita e esquerda respectivamente. Assim consegue-se uma visão mais ampla e maior controlo.
Como é óbvio o próximo passo será inclinar a mota. Para isso normalmente utiliza-se o peso do corpo para forçar a mota a “deitar-se”, pois, também é um factor importante, mas o que faz realmente uma mota em movimento inclinar-se é a técnica de “countersteering” (contra-brecagem)! É verdade, poucos se dão conta mas todos, mesmo que inconscientemente, utilizam esta técnica para inclinar a sua mota nas curvas. Como é que se faz isso?! - Não tem nada que saber. Para inclinar a mota para a direita, fazer pressão (empurrar) o punho direito para a frente, para inclinar para a esquerda é exactamente a mesma coisa, mas a pressão para a frente é feita no punho esquerdo. Tomando consciência desta técnica e praticando-a, é normal que a mota nos pareça muito mais ágil e leve, que as curvas pareçam mais fáceis e que aos poucos se consiga fazê-las de forma mais rápida, limpa e segura. Esta técnica poderá também ser muito útil mesmo quando se circula em linha recta, por exemplo, para fazer uma manobra de desvio de um qualquer obstáculo que se nos depare na via de circulação.
Finalmente e já durante o descrever da curva deve-se manter uma aceleração suave, constante e/ou progressiva, o que nos dará o equilíbrio de pesos entre os dois eixos e a estabilidade necessária, para traçar a trajectória correctamente. Nunca abrandar ou travar durante o descrever da curva, o que irá contra o acima descrito. É melhor entrar mais devagar e depois estabilizar a aceleração até à saída para depois poder acelerar livremente, do que entrar muito depressa na curva, ter de cortar acelerador, ou travar, desestabilizando todo o conjunto, perdendo velocidade e obrigando a manobras de improviso não pretendidas.
Boas curvas com segurança!

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