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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Longe dos pedais, longe das teclas!

Um clássico.
Tive recentemente afastado dos pedais. Por variadas razões, sendo que a principal teve a ver com mais uma reclamação do meu joelho esquerdo. O facto é que o período que antecedeu esta abstinência foi bastante (demasiado!) produtivo ao nível das pedaladas, o que se veio a revelar contraproducente.
Entretanto regressei às minhas voltas, motivado por terceiros, que consciente ou inconscientemente, me ajudaram a vestir o equipamento, a pegar na bicicleta e sair para a rua.
As reclamações do joelho abrandaram o que fez subir a minha confiança para voltar a sair sem complexos. Mas com calma!
Aliás, basta-me ter uma atitude consentânea com meus princípios. Sair com calma, sem preocupações, deixando-me levar enquanto sentir vontade e as horas permitirem. Qualquer coisa como treinar passeando e usufruindo da bicicleta em todos os sentidos. Nada de exuberâncias, nada de “pastelar”, mas posicionando-me algures pelo meio, equilibrado. É a minha realidade.
Tudo fácil, compreensível e simples. Mas às vezes “quero” complicar…
Bom, e com isso o blogue ganhou algum pó, tal como as bicicletas!
Mas aqui estou de pano microfibras na mão…

Blogue de bicicletas

Sei, por experiência própria, que a relação com um blogue passa por diversas fases. Podendo ir do grande entusiasmo ao desencanto. Este meu regresso ainda é relativamente recente e vive momentos de inspiração e motivação. Também é verdade que a experiência e a maturidade deixaram de lado possíveis expetativas, o que me faz encarar todo o processo com mais tranquilidade.
As estatísticas são irrelevantes, até porque pela temática abordada este nunca será um blogue de massas. Mais do que o número de visitas, prefiro destacar a simpatia e a atenção das mesmas. Pessoalmente, tenho recebido felicitações e incentivos para continuar, o que me deixa agradado e grato.
Como já referi, embora não ande de bicicleta para ter matéria para o blogue, é inegável que tenha atualmente uma dinâmica e uma atenção diferentes, já que uma coisa leva à outra. Tanto a escrita é motivo para andar, como andar é motivo para escrever. E quem diz andar, diz estar mais informado e envolvido com o meio.
Cá na ilha as bicicletas vivem um bom momento. No que diz respeito à competição e ao lazer, no surgimento de espaços comerciais dedicados e na preferência de se ter uma bicicleta como companheira para a prática de exercício físico. Como meio de deslocação e transporte as coisas ainda estão muito aquém do esperado, com algumas tentativas pontuais a surgirem de forma envergonhada. Quanto à procura em geral, julgo que esta estabilizou, depois de ter atingido o seu pico num passado relativamente recente.
A minha posição perante as bicicletas e o meio ciclístico em que me insiro, não sendo única, é diferente da maioria. As prioridades são outras, tal como a descontração. É exatamente estas que defendo aqui fazendo uso de palavras e imagens. Julgo que se vive alguma pressão escusada, mal que não afeta só as bicicletas, mas que é transversal a todas as áreas da sociedade.
Estou satisfeito com este blogue. Tem a imagem que queria e trata daquilo que gosto, como gosto. Este é um blogue que, se não fosse meu, gostaria de acompanhar. É um blogue onde falo de bicicletas de forma simples e honesta, e onde mostro retalhos contextualizados da minha ilha - São Miguel - com muito orgulho!


O zabela e a besuga têm um blougue!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Só para vocês ficarim a sabê mió...
Quem é que a gente sã?
- O zabela é o zabela. E a besuga é uma bcecléte normal com duas rodas, volante, banco e pedales. Nã, a besuga é uma bcecléte especial de corridas! Ah, ela nã fala, mas ê falo por ela.
Como é que aparecê esse blougue?
- Entã tava bim dêtchado na minha cama quando senti uma dô forte nos pêtches, como se tivesse levado uma cotevelada nas aduelas, e lembrê-me:
- Ême, ma que vou fazê um blougue!
Já tã même a vê que fou de rebindita. E fou même!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Das motas às bicicletas - Fóruns, blogues e facebook

Comecei a escrever com mais frequência em fóruns online dedicados às motas, sendo a minha presença mais representativa no Fórum do Clube Motard de São Miguel. Foram muitos momentos de reflexão, argumentação e discussão, alguma acesa demais! Entretanto, com um grupo de amigos motociclistas fundamos o blogue Moto Açores, que mais tarde “internacionaliza-se” e passa a chamar-se Moto Azores. A blogosfera agradou-me sobremaneira e achei que era possível ter em simultâneo um blogue só meu. Foram vários até hoje, sempre com uma forte componente motociclista e musical, entre eles: Motas e Metal; As Minhas Motos; Motarte – Arte Sobre Rodas. Neste último, fiz a transição das motas para as bicicletas, para além de apresentar variadas situações que refletiam a minha vida na altura. As bicicletas passaram a concentrar muita da minha atenção ao contrário das motas. Foi o blogue com mais publicações e tráfego que já tive. Com a entrada no facebook e a quebra dos blogues em geral acabei por fechá-lo. Arrependi-me muitas vezes…
Depois de algum tempo sem uma plataforma fixa onde escrever criei um grupo no facebook dedicado às bicicletas – Eu Ando de Bicicleta em São Miguel, que marcou exatamente o dia em que tive a minha primeira experiência da bicicleta como meio de transporte, estávamos no primeiro trimestre de 2012. Pelo meio ainda tentei dinamizar o blogue "comunitário" Biklas com algumas publicações, entre outras avulsas aqui e acolá. Tudo isso deu-me um novo alento para escrever com regularidade, até que farto da utilização e do tempo que perdia no facebook, entrego a administração do grupo a um colega e abandono esta rede social. O problema é que tudo o que acontecia, acontecia no facebook... Voltei uns meses depois, aderi ao grupo e de pronto foi-me entregue a sua administração, que agora partilhava com outros colegas. A minha utilização desta rede social é muito pouco social, digamos assim. Dedico-me essencialmente ao grupo e acompanho as páginas relativas aos meus interesses. Pouco mais.
Bom, já com saudades da blogosfera, que passava agora por uma nova fase, e uma vez que prefiro de longe os blogues ao facebook, criei um blogue com o mesmo nome do grupo. Durou pouco. Mudei de plataforma, do Blogger para o Sapo. Criei outros, sendo que alguns nem chegaram a ver a luz do dia. Por fim, assentei num projeto com o nome Carreto Fixo. Era um blogue que espelhava as minhas várias experiências na escrita, e claro, a minha visão sobre as bicicletas. No entanto, tornou-se demasiado abrangente e com conteúdos muito divergentes. Assim surge este blogue – Bike Azores, exatamente para se dedicar essencialmente às bicicletas, já que estas continuam a representar uma das componentes mais fortes da minha vida. Desta feita, tudo o que tenho em arquivo relativo a estas será para aqui importado, inclusive diversos textos de outros tempos, dedicados às motas, recuperados de outros blogues e não só. Lá estou a alargar novamente o âmbito do blogue, mas pronto, são coisas mais antigas e acho que conseguem conviver, quando mais não seja para mostrar a transição que aconteceu, das motas para as bicicletas.
Resumindo, este blogue é uma forma de compilar praticamente tudo o que escrevi sobre a temática em causa e o que ainda tenho para escrever, assumindo assim a minha posição e partilhando-a com quem possa estar eventualmente interessado.

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