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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Rasantes!

A subir uma conhecida avenida da cidade de Ponta Delgada, circulo, instintivamente, próximo do passeio do lado direito desta via. Sou claramente mais lento do que os automóveis, que nestas circunstâncias, me ultrapassam facilmente...
Rasante – Uma! Duas!
Porquê?
Vejamos: Manhã de domingo, pouco movimento, duas faixas para quem sobe e uma para quem desce, linha descontínua entre as faixas ascendentes.
Mesmo assim há quem me ultrapasse como quem tem preguiça de olhar ao retrovisor, acionar o pisca e virar o volante para levar o carro à faixa da esquerda e fazer uma corriqueira manobra de ultrapassagem ou que pelo menos deixe a distância mínima de segurança*. Preferem pelo contrário, e quero acreditar que inconscientemente, fazer-me sentir a capacidade de deslocar ar dos seus estimados automóveis. No mínimo!
Obrigado, mas dispenso!
Chega! Posiciono-me próximo do centro da faixa de rodagem da direita, conservando a distância do passeio que acho conveniente para a minha segurança**, tal como deveria ter feito desde início. Culpa minha!
E não, não é birra, nem querer armar-me em ciclista com direitos, é apenas porque acabar deitado num passeio, com uma bicicleta ao lado, não é de todo algo que queira para uma manhã de domingo. Nem em nenhuma altura de outro dia qualquer!


*Artigo 18.º do Código da Estrada
3 - O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.

**Artigo 90.º do Código da Estrada
3 - Os condutores de velocípedes devem transitar pelo lado direito da via de trânsito, conservando das bermas ou passeios uma distância suficiente que permita evitar acidentes.

Excesso de ruído!

Um dia destes li o editorial “Não falem de bicicletas!” no mais recente número da revista B. Este título tem tanto de peculiar como de assertivo.

De facto, o novo código de estrada e as supostas regalias dadas aos ciclistas tem gerado muita conversa, alguma dela mais acesa, onde se esgrimem argumentos de ambas as posições. Por um lado os automobilistas, que nunca se preocuparam tanto com as bicicletas e respetivos ciclistas, a sentirem-se ameaçados no seu domínio das estradas, e por outro os ciclistas, que por vezes excedem-se na forma como marcam a sua posição e como assumem as regras que os “protegem”.

Está-se a endurecer o discurso e a extremar posições, nada abonatórias para uma sã convivência na estrada. Pior, nada abonatórias para as bicicletas e ciclistas. Tem vindo a público muita desinformação. Veiculou-se a ideia que os ciclistas só cumprem as regras de trânsito que os convém. Surgiu a ideia da obrigatoriedade do seguro para bicicletas… Tudo escusadamente!

Como ciclistas devemos continuar serenos (e calados), independentemente das novas regras, tal como devemos assumir uma posição calma, consciente, cordial e defensiva. Até porque os elos mais fracos e os principais interessados somos nós!

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