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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

3 Horas BTT – Specialized Camber Comp 29

Uma vez que a minha bicicleta de btt estava parada devido a um problema no amortecedor e perante a minha vontade em participar nesta prova, a loja Carreiro & Comp. Lda. prontificou-se a ceder-me uma bicicleta para o efeito. Quando esperava uma bicicleta mais básica fui surpreendido pelo cuidado da escolha e pela atenção ao informar-me da mesma, já que me facultaram uma bicicleta do segmento da minha, mas de gama superior, obviamente mais evoluída e adaptada às atuais exigências. Os meus agradecimentos a toda a equipa!
A Specialized Camber Comp 29, como a própria designação indica, é uma Trail com rodas de 29 polegadas, quadro em alumínio e suspensões com 110mm de curso. Pelas suas caraterísticas é bastante capaz, polivalente e confortável, apresentando uma ampla margem de adaptação a diversos tipos de cenários e utilizadores.
Nunca tinha andado numa Camber, ou melhor, acho que dei uma voltinha numa certa vez, mas logo senti-me perfeitamente à vontade aos seus comandos. Para além dos meus pedais que foram previamente instalados, a única afinação feita, no momento, foi a altura do selim. De resto foi pegar e andar. Parecia que era a minha bicicleta de sempre. Mais para a frente, talvez tenha estranhado um pouco a ausência dos punhos com apoio que uso. Têm um aspeto muito utilitário e muito pouco competitivo, mas dão um conforto às mãos que me agrada particularmente.
De um modo geral, gostei muito do comportamento desta bicicleta, eficaz, suave e homogéneo. Habituado a uma bicicleta menos dotada ao nível técnico e com rodas pequenas, senti bastantes diferenças, tal como seria de esperar. Esta Camber, apesar de não ser uma XC, rola muito bem e apresenta um bom funcionamento ao nível do amortecimento, com um amortecedor com AUTOSAG, que funciona quando é preciso, não sendo intrusivo quando não é.
Esta Specialized Camber Comp 29 foi uma excelente companheira, que se portou sempre à altura dos acontecimentos, tendo marcado ainda mais a minha participação nesta prova, tanto pela diferença, como pela positiva.

 

camber_comp.jpg

3 Horas BTT / CC-Bike Rental - Sete Cidades

Este fim de semana houve prova de resistência em BTT. Já não fazia uma prova destas há alguns anos, aliás, até agora fiz apenas duas na promoção, como individual.
São provas mais descontraídas, amigáveis e até familiares, onde as atenções não se centram unicamente na competição, mas que se assim se quiser também podem ser encaradas como tal. É esta flexibilidade que continua a fazer deste um formato de sucesso e importante para a dinamização da modalidade, já que podem estar lado a lado à partida, o atleta batido que vai lutar para a vitória e o curioso que começou agora a andar de bicicleta e faz a sua estreia absoluta num evento do género, pelo convívio, pelo ambiente, ou só para ver como corre.
Normalmente têm como cenários de fundo as Lagoas (Furnas e Sete Cidades), mas as que fiz, foram exatamente quando não decorreram nestes locais. E não foi por acaso. A primeira foi no Pinhal da Paz e a segunda no Parque Urbano. Confesso que gostei especialmente da primeira, pelo local, pelo circuito. Mais desafiante é certo, mas indiscutivelmente mais interessante. A minha terceira participação foi este domingo nas 3 Horas BTT / CC-Bike Rental, no previsível local das Sete Cidades, que tal como alguém disse, deveria ser o único sítio da ilha onde fazia mau tempo ontem de manhã!
Prefiro de longe o traçado das Sete Cidades ao das Furnas, mais variado e menos monótono, e ontem ele estava especialmente pesado devido ao tempo chuvoso. Apesar das dificuldades e dos constrangimentos que isso acarreta, deu-lhe um toque extra de desafio que faz parte da modalidade.
Esta minha participação apresentava à partida algumas particularidades que prometia fazer desta uma prova especial e diferente. Diferente pela espetacular montada que me foi gentilmente cedida pela loja Carreiro & Comp. Lda., e especial por fazer equipa com o meu filho!
O entusiasmo, a apreensão e as expetativas motivadas por estas mesmas particularidades, a par do mau tempo e de todas as outras nuances próprias destes eventos serão obviamente alvo de escrutínio neste mesmo local.

“Future Shock” – Dia 2

Ontem, ao final do dia, estava certo que hoje não iria às Furnas, apesar de querer testar a Roubaix na calçada. Haviam outras alternativas. Hoje de manhã, pelas nove horas, saía de casa para atravessar a ilha no sentido norte/sul e daí seguir exatamente para as Furnas!

 

roubaix_ilheu.jpg

 

Já somava algumas horas em cima desta bicicleta e ainda tinha mais umas quantas pela frente. Digamos que ao nível da intimidade já se tinha quebrado aquela barreira inicial e as coisas corriam literalmente sobre rodas. Até já estava familiarizado com o “cantar” do cepo da roda traseira, eu que até sou adepto do rolar em silêncio. Por falar em rodas, os pneus da marca mais gordinhos que o habitual (26) estão plenamente integrados no conceito. Rolam bem e são muito seguros, transmitindo a confiança necessária. Por outro lado, estava cada vez mais encantado com a posição de condução, onde o guiador elevado e demais periféricos não foram lá colocados ao acaso.
E descer o Pisão? Manter a posição. Dois dedos sobre os manípulos de travão. Afagá-los ocasionalmente... Está feito. Aqui volto a reforçar o que já tinha dito sobre os travões de disco hidráulicos – Fan-tás-ti-cos!
Até tenho algum à vontade a descer e gosto de fazê-lo de bicicleta de estrada, mas o que senti nesta Roubaix, mesmo com todas as limitações de estar sobre uma bicicleta emprestada e cara, chegou a ser desconcertante. Nunca pensei sentir-me tão seguro nestas circunstâncias. Fluidez, segurança e suavidade quanto baste. Nem foi preciso cerrar os dentes!

 

roubaix_furnas.jpg

 

E a calçada junto à Lagoa das Furnas? A famosa calçada! Entrei com vontade neste segmento de percurso verdadeiramente demolidor para uma bicicleta de estrada e respetivo ciclista. Bom, pelo menos até agora era, mas a nova Roubaix vem reclamar que o que era não tem necessariamente de continuar a ser! Ok, toda ela vibrava e chocalhava, mas e então eu? Continuava focado em pedalar forte em carga e em progredir no empedrado! É aqui que a tão falada suspensão de 20 mm integrada na coluna de direção e que a nova solução do quadro que faz do tubo de selim uma espécie de tubo flutuante mostram toda a sua eficácia. Acabei por baixar o ritmo, apenas por ter as pernas a arder, ao contrário do que costuma acontecer, tal é a “sova” geral que levo. É para avançar independentemente do piso apresentado? Então a Roubaix assume o prejuízo e haja pernas!
Mas tenho uma queixa. Rabo dorido! Estaria a mentir se dissesse que não fiquei com o rabo dorido. Teoria: Rabo de pobre, pouco habituado a longas distâncias, estranha selim de gama mais elevada! - Dava um belo título, não dava?
Comprava a Specialized Roubaix Expert? Se tivesse cinco mil euros (a atrapalhar!) pegava em 60% deste valor e comprava a gama abaixo – a Roubaix Comp. Com o restante comprava outra. Uma clássica. Para equilibrar! Seja como for, e agora mais a sério, é um valor seguro e vale com certeza aquilo que é pedido.

 

roubaix_fonte.jpg

 

Resumindo, nota-se que todo o conceito apresentado foi exemplarmente pensado e trabalhado pela marca, com as inovações tecnológicas a sustentar isso mesmo. Até porque a Roubaix já era uma referência e estava num patamar elevado, portanto, só fazia sentido apresentar algo substancialmente melhor e diferenciador. Digam o que disserem, esta Roubaix é a prova do arrojo e da competência. Existem conceitos perfeitos na teoria que não correspondem na prática. Não é o caso. A Roubaix 2017 funciona mesmo!
Grande experiência! Obrigado a quem a tornou possível.

“Future Shock” – Dia 1

Pois é, não gosto de ter bicicletas emprestadas, nem sou grande adepto de muita tecnologia e ontem fui buscar a Specialized Roubaix 2017 para testá-la!
Desde logo, não entendia a escolha da Expert, modelo que está a meio da gama e tem um preço considerável. Na minha ideia, podia trazer o constrangimento ou a frustração de saber-se, previamente, que se vai experimentar uma bicicleta que não se pode ter. Depois foi-me explicado que a escolha teve por base poder proporcionar o contacto com várias tecnologias (todo o novo conceito da Roubaix com destaque para o Future Shock; travões de disco; sistema de transmissão eletrónica; equipamento SWAT exclusivo) aos possíveis interessados, numa só bicicleta. Como se de uma montra tecnológica se tratasse. Faz sentido.
Aliás, o mais correto será atribuir o foco à experiência em si, recolher informações, referências e definir prioridades, independentemente de termos ou não capacidade financeira para comprar a bicicleta em causa. Até porque o futuro é incerto e a experiência fica. E existem modelos mais acessíveis dentro da gama. E depois é sempre um gosto poder testar uma bicicleta diferente, não é?
Mas vamos ao que realmente interessa… a Roubaix.

 

roubaix_estrada.jpg

 

O selim foi ajustado e arranquei para o lado oeste da ilha junto à costa. O sistema Di2 (mudanças eletrónicas) é aquele que me suscitava (e ainda suscita) mais reservas (não me agrada a dependência de carga na bateria), mas não posso negar que depois de alguma prática começa-se a tirar partido e a beneficiar do mesmo, com passagens rápidas, precisas, suaves e silenciosas, à distância de um toque. Mesmo sendo intuitivo, não quer dizer que ocasionalmente não tenha feito subir mudanças em vez de as descer. Em minha defesa, posso dizer que já são alguns anos a levar as mãos ao tubo inferior do quadro para “meter” mudanças. Se fiquei convencido? Digamos que parcialmente.

 

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A Roubaix Expert tem um excelente quadro em carbono. Discreta e bonita, com uma pintura a preto e cinza, a única disponível para este modelo. Claro que é muito mais leve do que estou habituado, apesar de ser um quadro mais volumoso. Aliás, é um quadro que se faz sentir e ouvir de uma forma muito particular.

 

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Ah, queria falar daquela “caixinha” ali no fundo do quadro. Para ser sincero e esteticamente falando prefiro um quadro limpo, com os cantos livres. Mas este acessório exclusivo, que faz parte de uma linha de utilitários a que a marca apelidou pomposamente de SWAT, é muito prático. Camara de ar, botija de CO2 e adaptador, desmontas, multifunções e até um grampo para notas (€), há lugar para arrumar tudo e ao abrigo da água por ser estanque. Curiosidade: Fui abordado por um turista estrangeiro que me perguntou se aquela “caixa” era o motor!

 

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Bom, acabei esta primeira volta com a Roubaix muito satisfeito. É uma bela bicicleta. Como não haveria de ser? Não sou muito exigente, mas gostei de tudo, embora tenha faltado um segmento de percurso mais “agressivo” para fazer sobressair ainda mais as suas capacidades. De qualquer forma, nesta volta estava mais interessado em testar até que ponto a sua suavidade se traduzia efetivamente em menos cansaço e em mais tempo em cima do selim.
Cumpriu e mais não fez porque faltaram-me as pernas para lhe acompanhar (era o tal motor do turista!). Mesmo assim foi um longo teste que passou com distinção.

 

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A derradeira prova? Bem, sem certezas relativamente ao que vou fazer amanhã, é quase certo que incluirá um segmento de calçada, não sei é se será O segmento de calçada!

“Future Shock” – Dia 0

E depois de amanhã também!

É tarde. Já devia estar deitado. Amanhã é um dia diferente… É um dia especial!
Noite. Um clique no interruptor e faz-se luz. Observo-a. Contemplo-a. É linda!
Está a ocupar um lugar que não é seu, mas que tão competente ocupação. Merece!
A companheira de descanso cede-lhe o cavalete, mas de nada serve porque as suas rodas estão presas por eixos passantes ao invés de apertos rápidos tradicionais.
Improviso um local para a registar digitalmente. Demasiada sombra. Carrego-a pela casa e regresso à rua para a sua primeira imagem minimamente aceitável. É mais fotogénica do que pensava.
Usufruí pouco! Livro-me dos meus equipamentos e deambulo à procura do melhor local para a deixar repousar. Tenho-a debaixo de olho.
Chego. Ainda algo apreensivo e tenso. O selim está demasiado horizontal. Gosto de sentir mais apoio na sua parte posterior.
Venho a rolar rápido por força das circunstâncias. Estou a chegar a casa. Não era isso que esperava para o primeiro contacto. Não foi isso que imaginei. Demasiado fugaz…
O asfalto irregular faz chocalhar bem alguns componentes, mas não perco a compostura sobre os comandos, exemplar que é a forma como filtra toda aquela vibração!
Percorro o mesmo caminho de sempre. Não, vou virar à direita e descer no Pico da Pedra.
Passaram alguns quilómetros, já lhe começo a sentir o pulso…
Para além da novidade, dos ruídos e da diferença (e do valor elevado entre as pernas!) foco-me demasiado nas passagens de mudanças (ia dizer de caixa… manias antigas!), uma vez que estou literalmente às apalpadelas!
Quem é que não gosta de travões de disco (hidráulicos, já agora!) em bicicletas de estrada? Bem, é experimentar e depois falamos.
Fiz a primeira travagem mais a sério. Wow! O que é isso? Isso é conforto, segurança e confiança!
Estou apreensivo e tenso. Demasiado focado na novidade, nos ruídos, nas diferenças. E no valor elevado que tenho entre as pernas!
Que posição é esta? Que conforto é este? Que apoio é este? Que fitas ergonómicas são estas?
Trânsito. Monto-a apressado e agradeço a amabilidade da automobilista que me deixa arrancar.
Entro equipado na loja. Explicações e verificações finais. Cumprimentos e desejos de muitos quilómetros. Bom fim de semana.
Reserva para teste – Specialized Roubaix Expert UDi2 (2017).

 

roubaix_calcada.jpg

A Roubaix sobre calçada, claro!

 

(Sim, o texto está invertido, cronologicamente falando. Deu-me para isso. Culpa da Roubaix que me trocou as voltas. Para facilitar a sua leitura e compreensão é ler-lhe de baixo para cima. Já devia ter avisado? Pois.)

4 Horas BTT CC/Specialized – A minha participação!

Faltavam poucas horas para o fecho das inscrições quando me fui inscrever. Depois de ter dado como certa a minha não participação nesta prova, devido aos trabalhos universitários, com algum esforço, lá consegui.
Já tinha participado numa prova da Taça de XC o ano passado, mas esta foi a minha estreia numa prova de Resistência. Pelo seu carácter mais lúdico e promocional, este último modelo tem mais a ver comigo e com os meus objectivos no que toca ao ciclismo.
Mesmo com a perfeita noção que poderia ser uma prova de exigência acrescida, tanto pela sua duração, como pelo local onde iria decorrer – Pinhal da Paz, já que tinha sido tudo decidido à última da hora, resolvi entrar sozinho, ou seja, como Individual.
Os meus objectivos eram básicos e pouco ambiciosos, fazer as 4 horas e usufruir do traçado e do ambiente que se vive nestas provas. O desafio seria tentar gerir o esforço, sem cair na tentação de ser levado em ritmos para os quais não estou preparado, podendo sofrer uma quebra que me levasse a fazer voltas em sofrimento, mas também não adormecer em cima da bicicleta!
Com algumas dicas de quem sabe mais do que eu, munido de líquido para hidratação e alguns produtos energéticos para as alturas de maior aperto, fiz uma prova regular, sempre nas calmas, rolando ao meu ritmo, ora esticando, ora abrandando, sem nunca entrar no limite, tal como pretendido.
O percurso era muito engraçado, sendo a secção final a minha preferida. Por sua vez, foi nesta mesma secção que apanhei um valente susto na zona de descida, quando levei com um atleta da CC/Specialized em cima! Fora isso, nenhuma queda a registar, apenas dois “engates” em zonas de ganchos, um deles mesmo junto à zona da meta.
No decorrer da prova fiz três paragens para trocar de garrafa, numa das quais, aproveitei para comer algo mais sólido e tirar umas pedras do sapato, no verdadeiro sentido da palavra.
Inicialmente prevista para ter lugar nas margens da Lagoa das Furnas, por falta de condições do local, o Pinhal da Paz surgiu como a alternativa possível, mas em boa hora na minha opinião. Com inúmeras opções de trajecto, mesmo com algumas condicionantes apresentadas, a equipa do Clube NC, teve a imaginação suficiente para traçar um percurso muito interessante e adequado para o que se propunha.
Ah… no final tive direito a prémio! Não, não foi uma taça, nem uma medalha, porque os resultados não chegaram para isso, mas sim uma “recuperação activa” completamente gratuita, até a casa em cima da bicicleta!
Depois de quatro grandes horas… Não presta?!

Fim-de-semana de estrada – Teste à Specialized Roubaix Expert SL

Nada melhor do que subir à Lagoa do Fogo num domingo e dar a volta ao concelho de Ponta Delgada numa segunda-feira feriado, logo pela manhã, para fazer a minha estreia numa bicicleta de estrada! Foi assim que dei as primeiras pedaladas na Roubaix de teste da empresa Carreiro & Comp. Lda.
Despertador no telemóvel programado para as 7H30 e aquele nervoso miudinho indicador da minha apreensão relativamente à bicicleta, mas principalmente ao que tinha pela frente. Na madrugada de domingo, eram cerca das 4H00 e estava acordado! O percurso da Lagoa do Fogo já me estava a intimidar e ainda nem tinha sentado o rabo no selim da SL.
Por falar em selim, o “Toupé” gel montado, revelou logo ser uma “pedra”, tal a sua dureza e a minha falta de “calo”! Mas este não é o selim de origem desta bicicleta de “Endurance”, mas sim o “Avatar”, igualmente em gel e consideravelmente mais confortável. Desde logo também acusei a posição de condução bastante mais radical do que estou habituado, as contidas dimensões, a extrema leveza e a rigidez da Roubaix.
Depois de seleccionar a melhor velocidade para o local onde rolava, mesmo à saída de casa, notória foi também a sua rapidez e agilidade. Pelas afirmações que já ouvi de ciclistas de estrada e pelas características que apresentam, tinha ideia que seriam rápidas, mas para ter a verdadeira noção do que estas máquinas são capazes, só mesmo experimentando!
Reactiva, é também uma das suas características, acusando logo, seja o nosso movimento sobre o selim, seja a mudança de posição das mãos sobre o guiador. Depois de alguns km e de agir de forma mais suave e intuitiva, este facto é minimizado. No entanto, qualquer solicitação que se faça no pedaleiro, a reacção não se faz esperar.
A rigidez e os pneus finos fazem-nos sentir todas as imperfeições da via e requer alguma atenção extra com objectos ou buracos de maior dimensão, de forma a evitar sustos, mas por outro lado, toda a energia gerada nos pedais é aproveitada e transformada em velocidade. Aqui avança-se efectivamente. Haja pernas!
De facto, em mau piso, mesmo tendo em conta que este modelo conta com inserções de Zertz para filtrar vibrações, quer na forqueta, quer nos tubos superiores do triângulo traseiro, sente-se muita coisa, conseguindo ser, este e com certeza todos os outros modelos de estrada, autênticos vibradores gigantes a circular no nosso conhecido empedrado (calçada)!
Os travões funcionam de acordo com as características da bicicleta, mas para quem está habituado a uns travões de disco hidráulicos, os Ultegra da Shimano não são mais do que uma espécie de travões, uns “abrandadores”, vá lá…
Percebi que como tudo é preciso menos tensão e maior à vontade que só a experiência traz, mas resumindo e concluindo, esta Roubaix Expert é uma máquina incrível que adorei experimentar. É decidida, contundente e motiva-nos para dar sempre mais, o que a torna uma excelente aliada tanto para treinos mais intensivos, como para passeios mais calmos e longos, já que a sua cuidada geometria, sem descurar a competitividade, permite um conforto que não é apresentado por outros modelos mais radicais.
O ciclismo de estrada tem muito que se lhe diga e nos últimos dois dias pude viver uma pequena parte disso mesmo, com a possibilidade de testar esta Specialized Roubaix Expert SL. Pela bicicleta, pelas pessoas, pelos percursos... Uma Grande Experiência!

2º Passeio Nocturno - Carreiro & Comp., Lda.

Estava com alguma expectativa para este passeio, tanto por ser a minha 1ª participação, como por ser a 1ª vez que faria trilhos de bicicleta à noite!
Para além da habitual lavagem, lubrificação e correcção da pressão dos pneus, desta vez tive de colocar luzes sinalizadoras na dianteira e à retaguarda da bike. Estas foram realmente necessárias, já que cheguei ao local onde tinha estacionado o carro às 22H40!
O passeio correu muito bem, o grupo de número razoável, tinha um espírito positivo e o percurso foi muito bem delineado. Não se ficou por passeio BTT só no nome, nem pelo tipo da maioria das bicicletas que participavam, já que fizemos muitos trilhos em terra, com vários tipos de piso, desde os mais moles, aos mais compactos, com muita pedra à mistura. As zonas de mata revelaram-se as mais interessantes, mas também as mais delicadas, até porque foram feitas numa altura em que a luz já era escassa. Como alguém disse e bem, não se viam as pedras, mas sentiam-se!
No fim, foi oferecido um pequeno lanche e foram distribuídos alguns brindes aos participantes que mais rapidamente confirmaram a sua participação.
Nada melhor para fazer o balanço deste 2º Passeio Nocturno do que a questão que muitos já colocavam - Para quando o 3º?

Bicicletas

Onde as motas dominavam sem excepções começam agora a aparecer bicicletas?!
É verdade. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, ah pois é!
Apesar das motas terem o seu lugar assegurado e intocável, é normal que uma vez que adquiri uma bicicleta comece a dedicar-me mais a esta, até porque tenho o defeito de criar demasiado entusiasmo à volta das coisas novas que tenho.
Sem mota, por questões práticas (não preciso dela para a minha rotina diária, não tenho tempo para uma utilização de lazer, custa-me ter custos fixos desnecessários e a garagem ocupada que obrigava o carro a “dormir” na rua) mais do que suficientes para esta minha opção.
A bicicleta já era uma ideia antiga, associada ao gosto pelas motas, com a mais valia de contribuir para uma boa forma física e o relacionamento interpessoal que se acaba sempre por criar nestas lides.
Depois de muito pensar, analisar e comparar opções, acabei por agir por impulso, o que já não é novidade para mim, uma vez que não tenho a frieza necessária nos negócios.
Também se não fosse assim, julgo que não tinha nada!
Para não fugir à regra, gastei mais do que aquilo que pretendia inicialmente, mas não tenho dúvidas que fiquei bem servido, pelo menos numa fase de iniciação e tendo em conta os meus propósitos.
A marca de eleição foi a Specialized, pela qual já nutro simpatia há muito tempo, por acaso, representada pela empresa onde já era cliente das motas, a Carreiro & Comp.Lda.
Para além de alguns acessórios originais para a bike, investi um pouco mais no equipamento pessoal, pelo menos no essencial, optando pela Specialized também para estes, o que pela qualidade apresentada se revelará um bom investimento a médio prazo.
Depois do constrangimento inicial de quem praticou exercício físico durante mais de uma década consecutivamente e já está parado há dois anos e meio, a ideia é, gradualmente, atingir a melhor forma física possível, dentro das minhas limitações, no que se refere ao tempo.
Vemo-nos aos domingos de manhã!

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