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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Ano 2025

O ciclismo não evoluiu assim tanto nos últimos dez anos. Lembro-me que nessa altura a eletrónica já estava presente nas bicicletas, inclusive nas BTT, e os travões de disco surgiram em força na Estrada. A diferença é que agora tudo isso tornou-se banal. Fora uma ou outra marca que tentou umas misturas de materiais menos prováveis e apresentou pontualmente uma ou outra solução mais exuberante nos componentes, digamos que temos mais do mesmo. Eletrónica, leveza e aerodinâmica quanto baste. Surgiram alguns equipamentos pessoais curiosos, onde os tecidos e materiais inteligentes e adaptáveis vieram agitar um pouco o mercado, mas nada de transcendente.

Já eu continuo fiel ao aço e às soluções mais conservadoras a todos os níveis. Conservo as minhas bicicletas, inclusive a BTT de suspensão total e rodas 26. Já tem dezasseis anos, mas não está assim tão obsoleta como seria de prever! Inesperadamente, o meu filho, agora jovem adulto (estou a ficar velho!), começou a “pedalar” no mesmo sentido. É também um entusiasta das clássicas. E é com um misto de orgulho e entusiasmo que aos domingos de manhã e sempre que temos disponibilidade me vem chamar já meio equipado, pronto para mais uma volta na Allez Steel, que agora já não é só minha, é nossa. Na verdade, se calhar é mais dele!

De um par de anos para cá tive uma oportunidade de ficar com uma bicicleta inglesa que há muito que não me era indiferente. Uma Bobbin Scout. E é com ela que mais ando neste momento, até porque me assenta que nem uma luva. Tem dez anos, mas está como nova e tem muito para dar. De facto, a Bobbin encerra num único modelo tudo o que desejava numa bicicleta.

A Scout é uma confortável bicicleta de estrada/turística de estilo clássico. Tem um quadro em liga de aço, na cor cobre metalizado, manípulos de mudanças no quadro, travões cantilever e guarda-lama de metal martelados. Os pneus são de goma lateral na medida 700X28c. Fitas de punho perfuradas, em castanho, com selim de vinil a condizer. Tem um pedaleiro compacto e uma cassete 12-32, totalizando 16 velocidades.

Todas estas caraterísticas para além de abonarem muito a seu favor no que toca à estética e caráter, fazem dela uma bicicleta mais dócil e fácil de levar para mim, quando comparada com a mais agressiva Allez Steel, que no entanto, faz as delícias do meu filho.

Se há dez anos atrás andava praticamente sempre sozinho, neste momento somos dois a levar para a estrada bicicletas de outros tempos, mas com o mesmo prazer e charme de sempre. E quando falo de charme, falo do das bicicletas, obviamente!

Percursos a pedais

Decorria o mês de novembro de 2008 quando decidi voltar a ter uma bicicleta. Depois de um longo período de ponderação, diversos fatores apontavam esta como uma boa opção.


Bicicletas - Onda de entusiasmo contagiante!
Por cá, começava-se a ouvir falar muito de bicicletas, de exercício sobre bicicletas, de provas de bicicletas. A escolha da marca e do modelo não foi muito complicada. Não fazendo uso de um discurso demasiado comercial ou publicitário, nunca escondi nem o meu gosto por uma especial marca americana, nem a relação de amizade que mantenho com as pessoas que dão a cara pela empresa que representa a mesma. Eleito o segmento de BTT, pela sua abrangência ao nível da utilização e gama de entrada de baixo custo, tendo em conta a minha qualidade de iniciante, queria no entanto uma base minimamente capaz de corresponder aos propósitos desta experiência.

Bicicletas – Começar e evoluir com entusiasmo mesmo perante os obstáculos!
Estava na hora de enfrentar os trilhos. A coisa nem sempre foi pacífica. No meu pequeno e desinteressante currículo constam pelo menos duas quedas que me abalaram os pensamentos. Mas no geral, não contrariaram o crescente entusiasmo e gosto que nutria por estes simples veículos a pedais.

Bicicletas – Necessidade ou desejo?!
Menos de um ano depois estava a negociar a troca da Hardrock. Curiosamente este momento foi decisivo também no que toca à forma como passei a encarar as bicicletas e o BTT. Entre uma HT vocacionada para a competição e uma FSR vocacionada para a polivalência e divertimento, ganhou a trail de suspensão total. Ganhou o lazer.

Bicicletas – Desafio sim, sacrifício não!
Nunca tive uma relação muito próxima da competição, aliás, depois de umas experiências esporádicas assumi definitivamente uma posição contrária à mesma, privilegiando a forma mais descontraída de encarar o ciclismo. A competição e a sua evolução implicam demasiado uma palavra que não se adequa a algo que me dá prazer fazer – sacrifício. E a diversos níveis. Esta é uma visão que poderá não agradar muito a quem faz da competição o seu cavalo de batalha, mas sinceramente não consigo ver as coisas de outra maneira.

Bicicletas – Privilegiar a simplicidade!
Se numa primeira fase a ideia era ter mais, ter melhor, como algo indispensável para poder fazer o que me propunha, atualmente tenho vindo a ajustar este comportamento, até porque cheguei à conclusão que muitas vezes, menos é mais!

Bicicletas – Estrada com estilo clássico!
Fundindo esta visão com um gosto especial que tenho por linhas clássicas e retro, em que as bicicletas não são exceção, adquiri a minha primeira bicicleta de estrada. Dispensei o alumínio e muito mais o carbono. O seu peso é-me indiferente, tal como o estatuto dos seus componentes e a eficácia da sua geometria e aerodinâmica. Simplesmente formulei mentalmente uma série de questões que teriam de ter resposta afirmativa:

- É adequada para as minhas necessidades e utilização?
- Tem um estilo clássico inconfundível?
- Tem um baixo custo de aquisição e manutenção?
- É robusta e fiável?
… É esta que eu quero!

Bicicletas – Desporto, mas também utilidade!
Depois desta aquisição tenho vindo a desbravar um mundo até agora pouco conhecido para mim, onde as bicicletas são veículos extremamente simples e são valorizadas pela sua essência, pelas suas raízes, pelo seu lado prático, pela sua utilidade. Em vez de uma visão unicamente associada ao desporto e à competição, onde as bicicletas acabam por ser encaradas como um “extra”, e em muitos casos como um “luxo”, pelos avultados valores que atingem.

Bicicletas - Há espaço para todas, falta é mentalidade para isso!
Mas todos os males fossem estes… Males são as nossas cidades estarem concebidas para os carros e não para as pessoas. É dar-se prioridade à circulação automóvel, o que não corresponde exatamente à real mobilidade das pessoas. É contribuir para a poluição do ar que respiramos. É esquecer os transportes públicos, os peões e claro, algo tão simples e básico, mas que pode fazer toda a diferença, a bicicleta.

Bicicletas – Falta de visão prática, utilitária e ambiental!
Pouco se faz e pouco se quer fazer, num meio onde os automóveis reinam, tal como reinam os espíritos comodistas dos seus proprietários. O que se faz nem sempre é bem feito. Os parques de bicicletas para além de escassos são obsoletos e as ciclovias que têm um piso vermelho bonito, continuam a relegar as bicicletas para um espaço que não lhes pertence, mas sim aos peões. As bicicletas precisam de circular, têm de ser úteis, têm de nos levar aonde for preciso. Ganhamos nós, ganham as cidades, ganha o ambiente.

Bicicletas – Elemento integrante para a qualidade do futuro!
No entanto, há países e cidades que são excelentes referências, há muita gente a dar exemplos fabulosos de atitude e comportamento. Basta irmo-nos inspirando e adaptando.

Basta querer…

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