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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Pedalar à chuva…

Este fim de semana, o dia de andar de bicicleta foi sábado. Para quebrar a rotina. Mentira, não foi nada por causa disso, foi apenas porque domingo estava de encomenda. Lá fui com o aliciante extra de testar a nova cassete (11-32).
15 minutos depois estava debaixo de uma forte chuvada. Completamente molhado ainda ponderei antecipar o meu regresso a casa, mas fui-me deixando embalar e passadas duas horas ainda estava na estrada. Com os pés frios e dormentes!
Queria então testar a cassete, por isso, defini um percurso que incluísse algumas subidas. Entretanto o carreto de 11 dentes já se tinha mostrado. E que bela parceria faz com o prato 52 à frente! O carreto de 32 também se mostrou, mas é daquelas coisas que parecem nunca ser suficientes (as pernas não ajudam, eu sei...)! Bom, tenho mesmo de fazer uma subida a sério, seja mais curta como o Pisão, ou mais longa como o Pico da Barrosa. Já agora pelo Sul e com os encaixes de estrada, para ser uma estreia em grande.
Começar uma volta logo debaixo de chuva é um pouco complicado. Não parando a roupa seca, mas, entretanto, podem ocorrer fricções desagradáveis em zonas mais delicadas. E as extremidades do corpo, principalmente os pés, permanecem molhados e dificilmente recuperam a temperatura ideal.
Bem diz o ditado, redundante, mas assertivamente - “Quem anda à chuva, molha-se.”


E por falar em assertividade…


Vrilhas assadas!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Ande desencêvade...
Isse tem side o fim do munde im cuecas!
Houvessim más canadas e caminhes p'andá...
Resultade: A malditcha nã se cansa e ê tou a andá escanchade, tode assade das vrilhas!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

A tradição ainda é o que era!

LFogo Allez.jpg


Para alguns e algumas que andam de bicicleta, o primeiro dia do ano significa subir o Pico da Barrosa/Lagoa do Fogo.
Bom, para não ser apanhado em alguma incoerência digo já que, para mim, esta é uma tradição sem muita tradição, já que é a apenas a segunda vez que faço esta subida neste dia.
Não fazia muito sentido ir lá baixo ao encontro do grupo que vinha fazer a subida e arranquei diretamente de cá de cima, lá para cima!
Fazer a subida, sozinho, é ainda mais difícil psicologicamente, mas por outro lado temos muito tempo para pensar e falar connosco próprios. Aliás, muito do que estão a ler neste momento, advém do que idealizava escrever enquanto carregava forte nos pedais.
Para destabilizar um pouco, pelo caminho, lembrei-me que o corta-vento (útil para a descida) tinha ficado esquecido em casa e um olhar lá para o alto indicava nevoeiro. E eu de óculos escuros na cara! Passou-me pela cabeça que se calhar era melhor ir até à Gorreana…
Não, vamos é para cima!
Paragem para a foto que ilustra este texto, mudança mais leve engrenada e toca a subir.
É sempre difícil, mesmo em alturas que já estive em melhor forma, mas lá fui com calma, pedalada atrás de pedalada, enquanto superava os segmentos do percurso que marcava visualmente e geria os meus pensamentos e monólogos.
Cruzei-me com alguns colegas que já vinham a descer. Cercado pelo branco do nevoeiro, sentindo ocasionalmente o ar fresco do vento, já próximo do topo, mas com ainda bastante inclinação para vencer, ouvir coisas banais como «bom dia!», «está quase!», «bom ano!» e «força!» é como tomar uma espécie de gel energético para a determinação.
Metade estava feito, nem parei, ou melhor parei já a descer para meter os óculos (escuros e embaciados?!) na cara. Lagoa aqui vamos nós, sem ver a ponta de um corno!
Descida interminável esta…
Acho que preferi subir ou então estou a sofrer de memória curta!
Já a rolar cá em baixo tinha as pernas tão frias que era como se estivesse a sair de casa novamente, com a agravante de estar substancialmente mais frio, moído, molhado e sujo!
Bastante sujo para quem apenas percorreu estrada! Mas nada que um banho de mar não lavasse…
Está feito!

Bicicletas: 4 em 1

Passeio de bicicleta Lagoa ComVida
Sábado, participamos num passeio de bicicleta em família promovido pela Câmara Municipal de Lagoa. As condições climatéricas pouco amigáveis quase o ponham em risco e afastaram muitos dos possíveis participantes, mas por outro lado, tornou esta atividade bastante simpática e intimista. Pouco ritmo e poucos quilómetros, por algumas vias litorais e centrais deste município. Fomos brindados com uma t-shirt alusiva e um substancial lanche. De tal maneira, que acabou mesmo por ser o nosso almoço, depois de despedir-nos do grupo e esticarmos o passeio para os lados das praias do Pópulo.


Partilhar a via
Quero acreditar que os automobilistas estão cada vez mais conscientes e sensibilizados para a presença das bicicletas e dos ciclistas na estrada, mas ainda recentemente, fiquei com a impressão que uma boa parte dos automobilistas que se cruzaram comigo/connosco, agiram motivados pela insensibilidade, impaciência e intolerância!


Bicicleta + Cidade = Oportunidade
As bicicletas continuam a ser consideradas como empecilhos, geradoras de atrasos e congestionamento na circulação, em vez de serem encaradas como parte da solução, para a redução do tráfego automóvel e da poluição em ambiente urbano. Que por sua vez levam à maior fluidez de circulação e ao aumento da qualidade de vida e saúde. Mais uma bicicleta, menos um carro. As bicicletas são uma oportunidade a vários níveis, de fazermos mais por nós, pelos outros e pelos locais onde vivemos.


Selins
Nos últimos dias andei às voltas com selins. Pesquisei, comparei, olhei, apalpei, pensei, hesitei e até experimentei… Várias voltas e optei por um “velho” conhecido. Já são dois lá em casa. O mais simples e acessível, e pouco confortável à primeira vista, mas que quando em cima dele é o que menos faz notar a sua presença. E quanto menos dermos pelo selim melhor. É bom sinal.

A (minha) II Maratona (meia) BTT Monbike

Tenho tido vontade de escrever algo sobre bicicletas, mas infelizmente falta-me matéria, já que tenho pedalado menos do que queria (devia). No entanto, no final de maio participei num evento de ciclismo que se revelou uma excelente experiência a vários níveis, falo da Maratona BTT Monbike.
Assim que tive conhecimento da realização da segunda edição deste evento desportivo decidi que iria participar, tanto porque tinha falhado a primeira, tal como eram apresentados alguns atrativos. Ser um evento sem um caráter predominantemente competitivo, ser um modelo que me despertava curiosidade pela novidade e acima de tudo pelo seu cariz familiar.
Paralelamente ao evento principal e em conjugação com a Expolab, onde se centrava toda a logística da prova, realizou-se uma série de atividades para os mais novos, com destaque para a Mini-Maratona Expolab.
Após a decisão a primeira dúvida foi: meia ou maratona? Optei pelos mais acessíveis 30km anunciados, mesmo consciente que não teria acesso à beleza de uma boa parte dos trilhos, contudo poupava-me a esforços exagerados, já que o objetivo principal era mesmo divertir-me.
A minha companheira de sempre, a velhinha e fiel FSRxc (se é que se pode chamar velhinha a uma bicicleta com 5 anos!) estreava um guiador reto de 700mm de comprimento e calçava os pneus mais rolantes que tenho à disposição (Fast Trak versão antiga).
Depois de uma vista de olhos ao percurso via Google Earth, as expetativas eram as melhores.
Instantes antes da partida, para além da apreensão habitual, estava preocupado em encontrar companhia pois não me estava a apetecer fazer o percurso sozinho. Logo na primeira subida em terra e depois de uma volta pela Lagoa que serviu de aquecimento, fiquei junto daqueles que seriam os meus (excelentes) companheiros de prova (Miguel Sousa, Miguel Oliveira e Jacinto Franco), até ao cortar da meta! Basicamente, estávamos em sintonia no que toca ao ritmo imposto e aos objetivos.
Em jeito de resumo a organização esteve em grande nível. O percurso, muito bem marcado, era variado e divertido.
Deu para matar saudades de uma jornada de BTT como deve ser…
De facto, se há palavra que carateriza verdadeiramente a minha participação neste evento, esta palavra é diversão!

Test-Ride Ducati

1000DS Multistrada, ST3 1000, Monster 620 Dark...
Já lá vão quase 5 anos, mas foi sem dúvida, um dos melhores momentos que já tive, aos comandos de motos.
Multistrada: Eficaz, divertida, capaz. Uma verdadeira "fun-bike". A minha preferida!
Monster: Carismática. Boa ciclística. A "porta de entrada" no universo Ducati.
ST3: Agradável. A turística com os genes desportivos característicos da marca.
999S: Superbike. Infelizmente, apreciação apenas estática. Sem palavras...
O que queria mesmo era ter uma... Quem sabe um dia...

Aqui fica o relato deste teste, feito pouco tempo depois desta experiência.
Foi uma das experiências que mais me marcou, uma vez que tive hipótese de num só dia experimentar três modelos de uma das marcas mais emblemáticas do motociclismno mundial, mesmo que não os seus principais modelos.
Foi com grande ansiedade que aguardava pelo dia, em que iriam estar disponíveis para test-ride três modelos da Ducati, sendo eles a DS 1000 Multistrada, a ST3 1000 e a Monster 620 Dark.
Como não podia perder esta oportunidade, ainda faltavam alguns minutos para as 10 horas, hora prevista para o inicio da actividade e estava a chegar à porta do novo stand da marca na Lagoa, acompanhado pela minha mulher que fez questão de me acompanhar. Só de ver outras Ducati no interior do stand estava a ficar ansioso, mas as motas para teste deviam estar a chegar.
Nisto começa-se a sentir um “troar” forte e seco ao longe, que aumentava de intensidade gradualmente, ao fundo da estrada as suas silhuetas começam a surgir, eram elas!
Aproximei-me rapidamente para inteirar-me das impressões dos condutores que as traziam e para ver de mais perto as 3 magníficas. Palavra puxa palavra, documentos na mão, e já estava sentado aos comandos da Multistrada (a minha preferida das 3). Depois de constatar onde estava tudo “arrumado”, pendura, arranquei...
Para quem tinha uma Honda NX-4 como referência, foi difícil não ficar automaticamente apaixonado por esta máquina vermelha. Para começar o motor destaca-se pela sua força e vivacidade, até mais do que estava à espera. A posição de condução é espectacular, apesar do assento ser algo duro, o que poderá ser desconfortável se as distâncias forem maiores. A sua ciclistica é muito boa e eficaz, com excelentes suspensões e travagem, tornando-a muito ágil e divertida de conduzir, “brincalhona” mesmo. Adorei a mota, por tudo, inclusive pela sua discutível estética, que para mim não é nada díscutível é simplesmente apaixonante! Ainda não esqueci o acabamento final do escape com 2 generosas saídas e o seu espectacular som grave e seco!
Seguiu-se a ST3, uma turística/desportiva que também surpreendeu pela positiva. Inicialmente a sua estética não me chamou muito a atenção, talvez por ser demasiado sóbria, mas para radicalismos e agressividade a marcas dispõe de outros modelos. Esta mota é muito intuitiva, tem uma boa posição de condução, com um assento amplo, de boa consistência e excelente protecção aerodinâmica. Pode-se destacar também o seu motor, que puxa com convicção desde baixas rotações, tendo mais empurrão que o da Multistrada, o que não admira pois apesar de ter também 1000 cc tem uma concepção mais actual e é naturalmente mais potente. Assim é também a sua travagem, possui umas confortáveis suspensões, sendo um conjunto muito homogéneo.
Por último testei a Monster 620, e de imediato achei-me estranho aos seus comandos, pois dá a ideia de ser muito pequena, parece que falta alguma coisa na frente da mota e ficamos algo caídos sobre esta. O seu motor também é muito diferente das outras duas, bastante mais lento a subir de rotação e algo amorfo em altas. De qualquer maneira, se o comparar com o da minha NX-4, este 620 é um “míssil”. No geral até gostei da mota, anda bem, trava bem e as suas suspensões eficazes de tacto rijo, assimilam razoavelmente as irregularidades do piso. E apesar de ser “pequena”, reflecte uma grande imagem e carisma, pois tem uma estética inconfundível, e claro, não deixa de ser uma Ducati!
Concluindo, se tivesse que escolher uma, não teria dúvidas que seria a DS 1000 Multistrada, mota que mistura de forma espectacular as qualidades das desportivas, com as das Trail e das Supermoto, tornando-a numa Fun-Bike única, tanto a nível de aspecto como de condução. Curiosamente a escolha da minha pendura também recaiu neste modelo, não só por ir sentada numa posição mais natural, como mais elevada, o que lhe permitia controlar o painel de instrumentos, ou melhor, o velocímetro?!

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