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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

A tradição ainda é o que era!

LFogo Allez.jpg


Para alguns e algumas que andam de bicicleta, o primeiro dia do ano significa subir o Pico da Barrosa/Lagoa do Fogo.
Bom, para não ser apanhado em alguma incoerência digo já que, para mim, esta é uma tradição sem muita tradição, já que é a apenas a segunda vez que faço esta subida neste dia.
Não fazia muito sentido ir lá baixo ao encontro do grupo que vinha fazer a subida e arranquei diretamente de cá de cima, lá para cima!
Fazer a subida, sozinho, é ainda mais difícil psicologicamente, mas por outro lado temos muito tempo para pensar e falar connosco próprios. Aliás, muito do que estão a ler neste momento, advém do que idealizava escrever enquanto carregava forte nos pedais.
Para destabilizar um pouco, pelo caminho, lembrei-me que o corta-vento (útil para a descida) tinha ficado esquecido em casa e um olhar lá para o alto indicava nevoeiro. E eu de óculos escuros na cara! Passou-me pela cabeça que se calhar era melhor ir até à Gorreana…
Não, vamos é para cima!
Paragem para a foto que ilustra este texto, mudança mais leve engrenada e toca a subir.
É sempre difícil, mesmo em alturas que já estive em melhor forma, mas lá fui com calma, pedalada atrás de pedalada, enquanto superava os segmentos do percurso que marcava visualmente e geria os meus pensamentos e monólogos.
Cruzei-me com alguns colegas que já vinham a descer. Cercado pelo branco do nevoeiro, sentindo ocasionalmente o ar fresco do vento, já próximo do topo, mas com ainda bastante inclinação para vencer, ouvir coisas banais como «bom dia!», «está quase!», «bom ano!» e «força!» é como tomar uma espécie de gel energético para a determinação.
Metade estava feito, nem parei, ou melhor parei já a descer para meter os óculos (escuros e embaciados?!) na cara. Lagoa aqui vamos nós, sem ver a ponta de um corno!
Descida interminável esta…
Acho que preferi subir ou então estou a sofrer de memória curta!
Já a rolar cá em baixo tinha as pernas tão frias que era como se estivesse a sair de casa novamente, com a agravante de estar substancialmente mais frio, moído, molhado e sujo!
Bastante sujo para quem apenas percorreu estrada! Mas nada que um banho de mar não lavasse…
Está feito!

Fim-de-semana de estrada – Teste à Specialized Roubaix Expert SL

Nada melhor do que subir à Lagoa do Fogo num domingo e dar a volta ao concelho de Ponta Delgada numa segunda-feira feriado, logo pela manhã, para fazer a minha estreia numa bicicleta de estrada! Foi assim que dei as primeiras pedaladas na Roubaix de teste da empresa Carreiro & Comp. Lda.
Despertador no telemóvel programado para as 7H30 e aquele nervoso miudinho indicador da minha apreensão relativamente à bicicleta, mas principalmente ao que tinha pela frente. Na madrugada de domingo, eram cerca das 4H00 e estava acordado! O percurso da Lagoa do Fogo já me estava a intimidar e ainda nem tinha sentado o rabo no selim da SL.
Por falar em selim, o “Toupé” gel montado, revelou logo ser uma “pedra”, tal a sua dureza e a minha falta de “calo”! Mas este não é o selim de origem desta bicicleta de “Endurance”, mas sim o “Avatar”, igualmente em gel e consideravelmente mais confortável. Desde logo também acusei a posição de condução bastante mais radical do que estou habituado, as contidas dimensões, a extrema leveza e a rigidez da Roubaix.
Depois de seleccionar a melhor velocidade para o local onde rolava, mesmo à saída de casa, notória foi também a sua rapidez e agilidade. Pelas afirmações que já ouvi de ciclistas de estrada e pelas características que apresentam, tinha ideia que seriam rápidas, mas para ter a verdadeira noção do que estas máquinas são capazes, só mesmo experimentando!
Reactiva, é também uma das suas características, acusando logo, seja o nosso movimento sobre o selim, seja a mudança de posição das mãos sobre o guiador. Depois de alguns km e de agir de forma mais suave e intuitiva, este facto é minimizado. No entanto, qualquer solicitação que se faça no pedaleiro, a reacção não se faz esperar.
A rigidez e os pneus finos fazem-nos sentir todas as imperfeições da via e requer alguma atenção extra com objectos ou buracos de maior dimensão, de forma a evitar sustos, mas por outro lado, toda a energia gerada nos pedais é aproveitada e transformada em velocidade. Aqui avança-se efectivamente. Haja pernas!
De facto, em mau piso, mesmo tendo em conta que este modelo conta com inserções de Zertz para filtrar vibrações, quer na forqueta, quer nos tubos superiores do triângulo traseiro, sente-se muita coisa, conseguindo ser, este e com certeza todos os outros modelos de estrada, autênticos vibradores gigantes a circular no nosso conhecido empedrado (calçada)!
Os travões funcionam de acordo com as características da bicicleta, mas para quem está habituado a uns travões de disco hidráulicos, os Ultegra da Shimano não são mais do que uma espécie de travões, uns “abrandadores”, vá lá…
Percebi que como tudo é preciso menos tensão e maior à vontade que só a experiência traz, mas resumindo e concluindo, esta Roubaix Expert é uma máquina incrível que adorei experimentar. É decidida, contundente e motiva-nos para dar sempre mais, o que a torna uma excelente aliada tanto para treinos mais intensivos, como para passeios mais calmos e longos, já que a sua cuidada geometria, sem descurar a competitividade, permite um conforto que não é apresentado por outros modelos mais radicais.
O ciclismo de estrada tem muito que se lhe diga e nos últimos dois dias pude viver uma pequena parte disso mesmo, com a possibilidade de testar esta Specialized Roubaix Expert SL. Pela bicicleta, pelas pessoas, pelos percursos... Uma Grande Experiência!

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