Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Três ciclistas. Três gerações. Três bicicletas.

Eram 06H30 quando o despertador me fez saltar da cama. Não, não é normal, nem num feriado, nem em dia nenhum. Mas era por uma boa causa. Tinha um passeio de bicicleta combinado. E em boa hora. Há quanto tempo não acontecia!
Um grupo pequeno é certo. Poucos mas bons, como se costuma dizer. Éramos três. Três gerações. Três bicicletas. Pontuais, dedicados e motivados. Dose tripla a caminho das Furnas via Sul/Norte.

 

companheiros_caldeiras_furnas.jpg

Os meus companheiros animados e prontos para a 2.ª parte do percurso.

 

Lá fomos, ora mais depressa ora mais devagar, ora mais divertidos ora mais concentrados, ora mais conversadores ou simplesmente calados.
A volta não era inédita apenas para mim, mas estava a ser cumprida de acordo com as expetativas. Surpreendentemente quase ao minuto!
Foi excelente a todos os níveis. Imperou o companheirismo e a boa disposição, tudo emoldurado por um tempo fantástico para a prática do ciclismo.

 

roubaix_caldeiras_furnas.jpg

Specialized Roubaix - A minha mais recente e bela companheira!

 

Para mim foi também o primeiro passeio a sério com a Roubaix. Não tenho grande coisa a acrescentar para além daquilo que é suposto… Bela bicicleta!
Cheguei a casa mesmo na hora prevista, até porque tinha um compromisso. E o ligeiro atraso com que acabei por chegar ao mesmo nada teve a ver com mais uma bela manhã de grande pedalada.
Ousando tomar a palavra pelos três, concluo dizendo que foi uma manhã de superação para uns, de confirmação para outros e de satisfação para todos!

Pedais vs. Vento. Sapatos vs. Chuva.

A minha pontaria para escolher os dias certos para fazer coisas é tanta que até chateia!
Experimentar os sapatos e os pedais novos? Debaixo de chuva, pois claro.
E como se não bastasse, tinha acabado de passar uma mangueirada na bicicleta quando o c@brão do vento atira-me com ela ao chão, pois claro.
Bom, na verdade não existem dias certos para fazer estas coisas. Tinha vontade e disponibilidade, fui. Calhou estar de chuva, paciência.
O pedal direito já se diferencia esteticamente do esquerdo? É lixado, logo no primeiro dia, mas que se lixe!
Quanto aos sapatos? Não são impermeáveis, é só o que tenho a dizer…

 

sport_road.jpg

Pedalar à chuva…

Este fim de semana, o dia de andar de bicicleta foi sábado. Para quebrar a rotina. Mentira, não foi nada por causa disso, foi apenas porque domingo estava de encomenda. Lá fui com o aliciante extra de testar a nova cassete (11-32).
15 minutos depois estava debaixo de uma forte chuvada. Completamente molhado ainda ponderei antecipar o meu regresso a casa, mas fui-me deixando embalar e passadas duas horas ainda estava na estrada. Com os pés frios e dormentes!
Queria então testar a cassete, por isso, defini um percurso que incluísse algumas subidas. Entretanto o carreto de 11 dentes já se tinha mostrado. E que bela parceria faz com o prato 52 à frente! O carreto de 32 também se mostrou, mas é daquelas coisas que parecem nunca ser suficientes (as pernas não ajudam, eu sei...)! Bom, tenho mesmo de fazer uma subida a sério, seja mais curta como o Pisão, ou mais longa como o Pico da Barrosa. Já agora pelo Sul e com os encaixes de estrada, para ser uma estreia em grande.
Começar uma volta logo debaixo de chuva é um pouco complicado. Não parando a roupa seca, mas, entretanto, podem ocorrer fricções desagradáveis em zonas mais delicadas. E as extremidades do corpo, principalmente os pés, permanecem molhados e dificilmente recuperam a temperatura ideal.
Bem diz o ditado, redundante, mas assertivamente - “Quem anda à chuva, molha-se.”


E por falar em assertividade…


Vrilhas assadas!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Ande desencêvade...
Isse tem side o fim do munde im cuecas!
Houvessim más canadas e caminhes p'andá...
Resultade: A malditcha nã se cansa e ê tou a andá escanchade, tode assade das vrilhas!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Da realidade às Sete Cidades

De regresso à realidade. Depois de um fim de semana em grande, com muitas horas em cima de uma bicicleta que se propõe a isso, este último feriado foi dia de voltar aos comandos da Allez Steel para a reedição de uma volta que fiz em tempos com dois companheiros - norte/norte com descida à freguesia de Sete Cidades - desta feita a solo.

 

allez_7cidades1.jpg


Com o fantasma da lesão e o constrangimento da falta de regularidade presentes, inibo-me de certas aventuras, às vezes erradamente, como se veio a verificar. Sem queixas, apesar do considerável vento de sudoeste que se fazia sentir, num dia típico na ilha, onde circulei sob céu azul e céu muito nublado, sol e até nevoeiro, à maneira que progredia no percurso.
Na descida de cimento para as Sete Cidades estranhei o conforto e a segurança sentidos há uma semana atrás, mas pronto, é o que há… e é bom!

 

allez_7cidades2.jpg


Nestes dois pares de horas equacionei várias situações, normal quando se rola sozinho tanto tempo, e no que toca especificamente à minha montada decidi que iria fazer pequenas alterações dentro em breve. Nada de especial, apenas adaptações para a tornar mais “amiga”, em vez de manter uma postura entre a teimosia, o masoquismo e o deixa estar, mantendo-a inalterada para o bem e para o mal. Na verdade, é mais para o mal!
Mais um dia em que cheguei a casa cansado, mas satisfeito e grato por viver onde vivo, por ter a bicicleta e a disponibilidade que tenho e por ter a capacidade de pedalar até onde desejo.

Rasantes!

A subir uma conhecida avenida da cidade de Ponta Delgada, circulo, instintivamente, próximo do passeio do lado direito desta via. Sou claramente mais lento do que os automóveis, que nestas circunstâncias, me ultrapassam facilmente...
Rasante – Uma! Duas!
Porquê?
Vejamos: Manhã de domingo, pouco movimento, duas faixas para quem sobe e uma para quem desce, linha descontínua entre as faixas ascendentes.
Mesmo assim há quem me ultrapasse como quem tem preguiça de olhar ao retrovisor, acionar o pisca e virar o volante para levar o carro à faixa da esquerda e fazer uma corriqueira manobra de ultrapassagem ou que pelo menos deixe a distância mínima de segurança*. Preferem pelo contrário, e quero acreditar que inconscientemente, fazer-me sentir a capacidade de deslocar ar dos seus estimados automóveis. No mínimo!
Obrigado, mas dispenso!
Chega! Posiciono-me próximo do centro da faixa de rodagem da direita, conservando a distância do passeio que acho conveniente para a minha segurança**, tal como deveria ter feito desde início. Culpa minha!
E não, não é birra, nem querer armar-me em ciclista com direitos, é apenas porque acabar deitado num passeio, com uma bicicleta ao lado, não é de todo algo que queira para uma manhã de domingo. Nem em nenhuma altura de outro dia qualquer!


*Artigo 18.º do Código da Estrada
3 - O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.

**Artigo 90.º do Código da Estrada
3 - Os condutores de velocípedes devem transitar pelo lado direito da via de trânsito, conservando das bermas ou passeios uma distância suficiente que permita evitar acidentes.

… Allez Capelas

Mudou a hora, mas não mudou a rotina de ir dar uma volta de bicicleta. Nem diminuiu a vontade de pedalar. A manhã de domingo, salvo raras exceções, é minha, com mais ou menos uma hora. Dormi menos o que não é problema. Despachei-me sem pressas, até porque para horas já me chegam os dias úteis da semana. A Allez ficou pronta na hora, nem retoquei a pressão dos pneus, bastou instalar a bolsa de selim (pouco estética, mas útil) e a garrafa de água no suporte. Tinha uma ideia relativamente ao destino, mas ao contrário das horas, o estado do tempo trocou-me a volta. Deixei-me levar e fui improvisando ao longo do percurso. Passou uma hora. Estava inclinado para as subidas. Passaram-se duas horas. Estava longe disso, mas quando dei por mim estava nas Capelas. Passaram-se quase 3 horas e nem dei pelo seu passar. Estava em casa. Agora que mudou a hora os dias são maiores…

 

allez_capelas1.jpg

allez_capelas2.jpg

allez_capelas3.jpg

allez_capelas4.jpg

Outra vez Gorreana!

Domingo, dia do pai, véspera de primavera, bicicleta de estrada, Gorreana.
Um dos problemas de ter uma temática tão específica num blogue, ainda para mais vivendo numa região geograficamente limitada, é a finitude ao nível da diversidade do que se faz e posteriormente publica. Este facto pode ser pouco apelativo para quem segue, mas não necessariamente para quem faz. Ou seja, nunca me canso de percorrer e pedalar nas mesmas estradas e caminhos que me levam aos mesmos sítios de sempre. Por inerência das circunstâncias faço-o muito no mesmo concelho - Ribeira Grande, no mesmo dia da semana – domingo, e com o mesmo destino – Gorreana.
É aquela volta média e aprazível, que ronda as duas horas de duração, que exercita e não chega a maçar, que pelo meio se passa numa estrada calma e única ao nível do traçado, da natureza que nos cerca e da qualidade do ar que se respira… E quando já em estrada mais aberta se rola, ora rápido ora mais lento, ao sabor do seu moderado sobre e desce, avistam-se umas peculiares plantações geometricamente alinhadas que sobem monte acima e que indicam a chegada ao destino – a Fábrica de Chá da Gorreana.
Aqui os atrativos são vários. Toda a envolvência e ambiente, a beleza, as cores, os trilhos, os cheiros, o chá, entre outros sabores tradicionais. E nos dias úteis da semana, a manufatura de outros tempos que se mantém. Confesso que quando vou de bicicleta limito-me esticar as pernas e à contemplação visual do que me rodeia, podendo esporadicamente saborear um chá. Mas vou lá muitas vezes. Ainda sábado tinha lá estado, noutras circunstâncias, e usufruindo de forma mais tranquila e efetiva ao nível das sensações. Logo à chegada fiquei fascinado com o rosa vivo das azáleas.

 

gorreana_azaleas1.jpg

gorreana_azaleas2.jpg

gorreana_azaleas3.jpg

Vila Franca do Campo

Este domingo foi dia de mudar de ares. Rumei ao lado sul da ilha e fui com a Allez até Vila Franca do Campo. O tempo estava excelente para andar de bicicleta, não obstante algum vento de sudoeste que se fazia sentir. Com variações entre a calma e o maior ritmo, e até as paragens para captar algumas imagens, quando dei por mim já estava no meu destino. É incrível como hoje em dia as distâncias são tão relativas... aqui há uns anos atrás ir à Vila Franca ou até mesmo a locais mais próximos, só de carro ou de mota. Mas ainda bem que essa realidade mudou!
O ponto de retorno acabou por ser a Praia da Vinha da Areia. E foi a sair da mesma que avistei lá mais à frente uma colega ciclista. Acabei por me juntar a ela algures a sair de Vila Franca. Este facto tornou o regresso mais agradável e a temível subida do Pisão menos sofrida. Até gosto de andar sozinho, sendo que o faço quase sempre nesta condição, mas admito que é uma mais-valia ter companhia nas voltas de bicicleta. Despedimo-nos em Ponta Delgada.
Antes de ir para casa, ainda tive um bocado à conversa numa zonal balnear da cidade, onde a Allez foi alvo de apreciação, com teste incluído. Para além dos elogios, recebeu pela primeira vez uma explícita proposta de compra...
- Não, não está à venda, mas obrigado na mesma.

 

allez_costa.jpg

allez_prainha1.jpg

allez_prainha2.jpg

allez_agua_dalto1.jpg

allez_agua_dalto2.jpg

allez_vinha_dareia.jpg

Carnaval a pedais

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

triban_gorreana.jpg

 

Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

allez_garagem.jpg

 

É o meu Carnaval…

Andar de bicicleta vs. treinar

As minhas saídas de bicicleta para além da parte lúdica têm também uma componente física importante, que só dispenso por algum motivo relevante. É mais um dia que aproveito para exercitar o corpo, sendo que neste caso junto o útil ao agradável, já que pedalar é algo que gosto muito de fazer. Ok, já devo ter dito isso 500 vezes, mas pronto.
No entanto, não gosto de classificar estas minhas saídas como treinos. Na minha opinião, uma classificação simultaneamente pretensiosa e descabida. Porque não são isso que são. Tirava-lhes parte do encanto. Então, vou simplesmente andar de bicicleta. É assim que gosto de encarar as minhas voltas.
Gosto de sair de cabeça limpa, ou seja, sem grandes objetivos, prazos ou expetativas. Às vezes, nem destino certo tenho. É-me absolutamente indiferente quantos quilómetros faço, até porque nem tenho forma de os contabilizar. É um momento meu, uma forma de desanuviar, pensar na vida e nas coisas, sentir o ambiente que me rodeia com proximidade, uma relação restrita com a minha bicicleta.
Mas há quem saia para treinar e faça disso a sua bandeira. E acho que fazem muito bem, tal como também acho que faço.


O Florimunde treinou c'mó diabo!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu andá de bcecléte com o Florimunde e nã é qu'esse demóne pregou-me umas cuecas tesas de marreta?
- É maldite, o que é que comeste hoje de manhã?
- Fou pã com quêje e uma tejéla de chá prete.
- Nã sabia que o pã e o chá davim essa força toda?
- Tal atlêmad, não vês que isse é de treiná c´mó diabo?!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Sábado BTT, domingo Estrada

Que o fim de semana tenha dois dias é normal, mas andar duas vezes de bicicleta não é.
Sábado foi dia de BTT. Óleo na corrente, garrafa no suporte, bolsa de selim e lá fui com a FSRxc para o passeio da Bicicletaria Azores. Esta loja tem feito alguns eventos desde a sua inauguração e tenho marcado sempre presença. São passeios descontraídos e muito agradáveis, onde não me canso de destacar a simpatia dos seus promotores. Desta vez foram introduzidas algumas alterações no percurso, que o tornou ainda mais divertido. Foi mais uma agradável manhã de BTT, que no meu caso culminou com um belo banho na praia.
Domingo foi dia de Estrada. O mesmo ritual mais a retificação do ar nos pneus e lá fui com a Allez para mais uma volta ao concelho de PDL. Fiquei gostando. A última vez que a fiz correu muito bem, com a particularidade de ter levado a minha bicicleta sem mudanças, por isso, com esta, seriam favas contadas. Não foram! Comecei bem, se calhar bem demais e vim a pagar por isso mais tarde. Ou simplesmente estava num dia não. Não sei, mas fiquei de rastos. A parte final foi um sacrifício, força anímica zero, pensamentos em comida e por aí a fora. Ainda deu para apanhar um susto considerável quando um trator se atravessou na minha frente numa curva a descer. Roda bloqueada, ligeira aceleração cardíaca… Há dias assim.
O passeio de sábado acabou na praia, de estômago vazio e muito bem-disposto. O de domingo acabou a dormir no sofá depois de ter comido tudo o que consegui, como há muito tempo não acontecia.


No sábado, no regresso, ainda deu para captar umas imagens, depois de ter reparado nuns arcos que nunca tinha dado a devido atenção.

 

fsrxc_arco.jpg 

fsrxc_arcos.jpg

A Globe e as vacas

Toda a gente sabe que cá as vacas são mais do que muitas. Com tudo o que isso acarreta…
Mas não falemos de coisas menos positivas. As vacas fazem parte da nossa paisagem. São uma das nossas imagens de marca. Não que as caraterísticas das ilhas não se destaquem só por si, mas as vacas acentuam a nossa imagem rural e pitoresca.

 

roll_vacas.jpg

  Estas parecem ter gostado da Globe!

De BTT no Pinhal da Paz

pinhalpaz_fsrxc1.jpg

 

Domingo foi dia de juntar o útil ao agradável. A possibilidade de testar uma bicicleta elétrica fez-me tirar a FSRxc do vão da escada e levar-lhe para a estrada. Para a terra, queria dizer, que é o ambiente onde está mais à vontade. Infelizmente tenho saído muito pouco com esta bicicleta porque não gosto de fazer btt sozinho...
O local escolhido para o teste foi a Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, portanto, melhor escolha seria difícil. Este parque é simplesmente magnífico e permite um contacto ímpar com a natureza. Tem muitas possibilidades de uso, estando dotado de todas as infraestruturas necessárias. Fazer caminhadas, correr, andar de bicicleta, fazer circuitos de treino físico, ou simplesmente passear. Tem um parque infantil, permite a contemplação de animais (aqui já tenho algumas reservas!) e fazer grelhados e merendas nas inúmeras zonas destinadas para o efeito. Como se não bastasse, está bem localizado e é muito acessível. Por incrível que pareça, é muitas vezes esquecido, e contra mim também falo.

 

pinhalpaz_fsrxc2.jpg

 

Para andar de bicicleta não faltam condições e opções. O piso é dominado pelo cascalho vermelho mais ou menos batido, mas existem outros tipos dependendo das zonas, sendo que algumas podem ser bastante escorregadias. São imensos caminhos para percorrer, nas mais variadas inclinações, e aqui e ali, ainda existem umas variantes mais técnicas. Um recreio, portanto.
A minha velhinha Specialized sempre igual a si própria, sempre disposta, sempre fiel, sempre suave com a sua suspensão total e sempre pronta para as curvas. Após mangueirada à pressa, lá ficou a aguardar novas solicitações. E parece-me que vai, ou melhor, vamos ter sorte.
Este domingo foi dia de voltar à terra e em boa hora!

Pedaladas seletivas

Com a idade vamos ficando mais seletivos. As saídas para pedalar já obedecem a uma pequena lista de critérios. Já há mais cuidado com alguns pormenores. Por exemplo, na consulta das previsões meteorológicas, que podem condicionar a escolha do local e da bicicleta a utilizar. Até porque normalmente pedalo sozinho e os imprevistos acontecem. Nada de grandes exigências, mas sim, sou mais criterioso. Por outro lado, se assumo um compromisso publicamente, baseado em determinados pressupostos e estes são alterados de forma imprevisível, a não ser que seja algo extremo, cumpro. Às vezes basta comprometer-me comigo mesmo. Outras vezes, cedo a contrariedades demasiado pequenas e não vou. Faço como que uma vingança a mim próprio, o que é parvo, até porque não é preciso dizer quem fica sempre a perder…


Amarrá o bode!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses ia andá de bcecléte, ma mal tirê a malditcha da garage pega a chovê!
Ême, fiquê pa Dês me levá... Sorte macaca!
Noutres tempes cagava e andava, agoura...
Agoura ma que tou cada vez más fraquim, dê meia volta e voltê pa trás!
Ême, fiquê bim esmorecide!
Ódepous até fez sol, ma de rebinditcha já nã quis saí...
Fiquê fechade ámarrá o bode!
Ême, ê sê... Só um grande atlêmad faz viganças contra si propre!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D