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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

XCO no Pinhal da Paz

Identifico-me pouco com a competição, embora tudo o que diga respeito às bicicletas interessa-me. Bom, umas coisas mais do que outras. Domingo inicia-se a Taça de São Miguel de XCO 2017, com uma prova no Pinhal da Paz. Já que não participar é certo, entre ir assistir e ir andar de bicicleta, prefiro ir andar de bicicleta. Prioridades! Mas até gosto de assistir a estas provas. Se ao vivo é pouco frequente, pelo menos faço questão de acompanhar as reportagens televisivas sobre as mesmas.
Esta vertente do BTT é interessante. Provas curtas, mas física e tecnicamente exigentes. São apelativas para o público por estarem geograficamente limitadas e por terem zonas mais complicadas e espetaculares, exatamente onde costumam estar mais pessoas. Também é sempre interessante verificar como cada participante faz a gestão da prova e aplica a sua estratégia, se é que esta existe. As provas normalmente ocorrem em locais de elevada beleza natural e os circuitos são delineados com a devida atenção e o necessário cuidado, para que estejam dentro dos padrões exigidos pela modalidade e serem simultaneamente divertidos para os concorrentes.
Sendo esta a primeira prova da temporada, depois de vários meses oficialmente parados, certo é que todos andaram a treinar, por isso é sempre uma incógnita o nível de forma física de cada um dos participantes. Assim, esta prova ainda reúne mais este aliciante, para os protagonistas e para quem assiste.
Com certeza que será uma manhã neste parque com outro colorido, movimento e animação, numa altura do ano em que praticamente não acontecem eventos e os visitantes são poucos.

 

Prova de bceclétes
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu botá o olhe numa prova de bceclétes, mas daquelas importantes pa caramba!
Aqui fiquim as cousas quê boutê más sintide:
- Tinha belas femas, mas femas de andá qué fê (petchenas bim rápedas, crêde);
- Todes aqueles rapazins ciclistas tinhem pernas de fema (nim um pêle que seja);
- Aqueles rapazins ciclistas andavim de bcecléte chês de veneno (pareciam cãs de guerrá);
- Aqueles rapazins ciclistas tavim vestides com roupas tã cloridas e tam apertadas (acho que era por isse que tavim chês de veneno);
- Que mistério de bceclétes com rodas tã grandes (admira que nã tivessim uns baquins pa subi ali pra cimba);
- Aquile é bceclétes pa custá alguns 300 ou 400 oures! (tinhem même cara de serim caras, as malditas!)
- Tinha belas femas (ah, isse já tinha dite...).
De reste, sou sincere, nã percêbe nada de provas de bceclétes!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

De BTT no Pinhal da Paz

pinhalpaz_fsrxc1.jpg

 

Domingo foi dia de juntar o útil ao agradável. A possibilidade de testar uma bicicleta elétrica fez-me tirar a FSRxc do vão da escada e levar-lhe para a estrada. Para a terra, queria dizer, que é o ambiente onde está mais à vontade. Infelizmente tenho saído muito pouco com esta bicicleta porque não gosto de fazer btt sozinho...
O local escolhido para o teste foi a Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, portanto, melhor escolha seria difícil. Este parque é simplesmente magnífico e permite um contacto ímpar com a natureza. Tem muitas possibilidades de uso, estando dotado de todas as infraestruturas necessárias. Fazer caminhadas, correr, andar de bicicleta, fazer circuitos de treino físico, ou simplesmente passear. Tem um parque infantil, permite a contemplação de animais (aqui já tenho algumas reservas!) e fazer grelhados e merendas nas inúmeras zonas destinadas para o efeito. Como se não bastasse, está bem localizado e é muito acessível. Por incrível que pareça, é muitas vezes esquecido, e contra mim também falo.

 

pinhalpaz_fsrxc2.jpg

 

Para andar de bicicleta não faltam condições e opções. O piso é dominado pelo cascalho vermelho mais ou menos batido, mas existem outros tipos dependendo das zonas, sendo que algumas podem ser bastante escorregadias. São imensos caminhos para percorrer, nas mais variadas inclinações, e aqui e ali, ainda existem umas variantes mais técnicas. Um recreio, portanto.
A minha velhinha Specialized sempre igual a si própria, sempre disposta, sempre fiel, sempre suave com a sua suspensão total e sempre pronta para as curvas. Após mangueirada à pressa, lá ficou a aguardar novas solicitações. E parece-me que vai, ou melhor, vamos ter sorte.
Este domingo foi dia de voltar à terra e em boa hora!

Teste elétrico – Specialized Turbo Levo HT Comp 6Fattie

pinhalpaz_levo.jpg

 

Ontem tive oportunidade de experimentar uma bicicleta de BTT elétrica. Tal como indica o título deste texto, uma Specialized Turbo Levo Hardtail Comp 6Fattie.
Bom, para começar posso dizer que o que possa cansar dizer o seu extenso nome é largamente compensado aos seus comandos, perante aqueles obstáculos naturais do terreno que nos obrigam a um esforço adicional para os transpor - subidas!
Esta foi a terceira bicicleta com assistência elétrica que tive o prazer de experimentar e a segunda destinada ao fora de estrada. E de longe a melhor. É certo que também se faz pagar por isso, mas apresenta diversos atributos que fazem dela uma das referências neste segmento.
Não vou aqui entrar em pormenores técnicos, por achar não serem relevantes para o caso, mas o comportamento da bicicleta é muito natural e intuitivo. O acréscimo de peso da tecnologia não se faz sentir. O motor assiste assim que iniciamos a pedalada, o que permite uma progressão muito fluída. Considerando a sua ação e a margem de manobra ao nível das mudanças, é enorme a sua abrangência. Os pneus gordos (650bX3.0) dispensam uma suspensão total e o conforto que proporcionam tem correspondência na segurança que transmitem. O nível de assistência pode ser configurado de acordo com as necessidades.
Gosto e acredito no conceito das bicicletas elétricas, principalmente numa utilização diária como meio de locomoção e transporte, mas uma bicicleta como esta Turbo Levo pode fazer todo o sentido para quem quer usufruir dos trilhos e da natureza de uma forma muito mais cómoda e descontraída.
Agradeço à empresa Carreiro & Comp. Lda. pelo teste e por me ter proporcionado a sensação momentânea de estar fisicamente ao nível dos melhores!

4 Horas BTT CC/Specialized – A minha participação!

Faltavam poucas horas para o fecho das inscrições quando me fui inscrever. Depois de ter dado como certa a minha não participação nesta prova, devido aos trabalhos universitários, com algum esforço, lá consegui.
Já tinha participado numa prova da Taça de XC o ano passado, mas esta foi a minha estreia numa prova de Resistência. Pelo seu carácter mais lúdico e promocional, este último modelo tem mais a ver comigo e com os meus objectivos no que toca ao ciclismo.
Mesmo com a perfeita noção que poderia ser uma prova de exigência acrescida, tanto pela sua duração, como pelo local onde iria decorrer – Pinhal da Paz, já que tinha sido tudo decidido à última da hora, resolvi entrar sozinho, ou seja, como Individual.
Os meus objectivos eram básicos e pouco ambiciosos, fazer as 4 horas e usufruir do traçado e do ambiente que se vive nestas provas. O desafio seria tentar gerir o esforço, sem cair na tentação de ser levado em ritmos para os quais não estou preparado, podendo sofrer uma quebra que me levasse a fazer voltas em sofrimento, mas também não adormecer em cima da bicicleta!
Com algumas dicas de quem sabe mais do que eu, munido de líquido para hidratação e alguns produtos energéticos para as alturas de maior aperto, fiz uma prova regular, sempre nas calmas, rolando ao meu ritmo, ora esticando, ora abrandando, sem nunca entrar no limite, tal como pretendido.
O percurso era muito engraçado, sendo a secção final a minha preferida. Por sua vez, foi nesta mesma secção que apanhei um valente susto na zona de descida, quando levei com um atleta da CC/Specialized em cima! Fora isso, nenhuma queda a registar, apenas dois “engates” em zonas de ganchos, um deles mesmo junto à zona da meta.
No decorrer da prova fiz três paragens para trocar de garrafa, numa das quais, aproveitei para comer algo mais sólido e tirar umas pedras do sapato, no verdadeiro sentido da palavra.
Inicialmente prevista para ter lugar nas margens da Lagoa das Furnas, por motivos de falta de condições, o Pinhal da Paz surgiu como a alternativa possível, mas em boa hora na minha opinião. Com inúmeras opções de trajecto, mesmo com algumas condicionantes apresentadas, a equipa do Clube NC, teve a imaginação suficiente para traçar um percurso muito interessante e adequado para o que se propunha.
Ah… no final tive direito a prémio! Não, não foi uma taça, nem uma medalha, porque os resultados não chegaram para isso, mas sim uma “recuperação activa” completamente gratuita, até a casa em cima da bicicleta!
Depois de quatro grandes horas… Não presta?!

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