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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Da realidade às Sete Cidades

De regresso à realidade. Depois de um fim de semana em grande, com muitas horas em cima de uma bicicleta que se propõe a isso, este último feriado foi dia de voltar aos comandos da Allez Steel para a reedição de uma volta que fiz em tempos com dois companheiros - norte/norte com descida à freguesia de Sete Cidades - desta feita a solo.

 

allez_7cidades1.jpg


Com o fantasma da lesão e o constrangimento da falta de regularidade presentes, inibo-me de certas aventuras, às vezes erradamente, como se veio a verificar. Sem queixas, apesar do considerável vento de sudoeste que se fazia sentir, num dia típico na ilha, onde circulei sob céu azul e céu muito nublado, sol e até nevoeiro, à maneira que progredia no percurso.
Na descida de cimento para as Sete Cidades estranhei o conforto e a segurança sentidos há uma semana atrás, mas pronto, é o que há… e é bom!

 

allez_7cidades2.jpg


Nestes dois pares de horas equacionei várias situações, normal quando se rola sozinho tanto tempo, e no que toca especificamente à minha montada decidi que iria fazer pequenas alterações dentro em breve. Nada de especial, apenas adaptações para a tornar mais “amiga”, em vez de manter uma postura entre a teimosia, o masoquismo e o deixa estar, mantendo-a inalterada para o bem e para o mal. Na verdade, é mais para o mal!
Mais um dia em que cheguei a casa cansado, mas satisfeito e grato por viver onde vivo, por ter a bicicleta e a disponibilidade que tenho e por ter a capacidade de pedalar até onde desejo.

Passeio BTT com os “Rodas ao Domingo”

Depois de ter visto no Facebook um dos elementos (Albano Silva) do “O Rodas ao Domingo” a sugerir um trajecto do passeio de domingo para os lados das Sete Cidades, ou seja, ir até à Vista do Rei, fazer as Cumieiras para a Várzea e regressar a Ponta Delgada, decidi que iria com eles, até porque já tinha a ideia de fazer um percurso semelhante há algum tempo.
Éramos seis à partida, mas por indisposição de uma colega, perdemos as duas únicas presenças femininas (Sandra e Dina) na zona do Pico de Salomão. Lá seguimos (Albano, Pedro Pavão, Pedro Faria e eu) a bom ritmo a caminho da Vista do Rei. Algum vento e nevoeiro faziam-se sentir à maneira que subíamos, mas nada que atrapalha-se verdadeiramente.
Ainda tínhamos uma subida pela frente, mas com mais ou menos dificuldade, não tardou e já rolávamos sobre as Cumieiras a um ritmo bastante mais elevado do até agora verificado pois a inclinação era-nos favorável. Nunca tinha feito este percurso de bicicleta e já nem me lembrava das suas características, porque deve ter uns 7 ou 8 anos que o fiz de moto, mas é excelente!
Bom, descida de asfalto até à Várzea onde o vento mostrou-se ainda mais e seguimos o Albano numas canadas que nos levariam à Ferraria. Aproveitamos para ver a evolução das obras em curso naquele local e registar o momento. Foi aí que ficamos de boca aberta quando o Albano saca do seu “computador de bolso” (vulgo telemóvel) para tirar as fotos!
Agora era sair dos Ginetes e dar-lhe sempre pela Estrada Regional, onde aqui e ali, já se comentava sobre a hipotética dureza da parte final que iríamos percorrer até chegar à canada na Vigia das Feteiras que nos levaria à Relva. O Pedro Pavão que está em grande forma tomava a dianteira e imponha um ritmo bastante vivo. Saí atrás dele e vim sempre colado à sua roda, imitando qualquer movimento da sua parte, durante toda esta parte do percurso, que parecia nunca mais acabar. Não trocamos uma única palavra, nem sequer um olhar, tal era o nível de concentração (sofrimento?! lol), mas à chegada, ele estava satisfeito por ter dado o máximo e eu também, por ter conseguido acompanhar-lhe.
Depois de aguardarmos pela chegada do outro Pedro e do Albano, lá fomos pela canada de acesso ao Miradouro da Rocha da Relva, que nesta primeira secção apresenta-se bastante degradada e algo perigosa, com profundos regos e muita pedra, a requererem alguma atenção e cautela.
O Albano ficou em Sta. Clara, enquanto nós seguimos para a Marginal para tentar assistir aos momentos finais da prova de ciclismo que decorria, o que já não foi possível, porque entretanto acabara.
Depois de algumas palavras e cumprimentos no local da concentração, pus-me a caminho de casa, mas ainda em São Roque fui obrigado a parar definitivamente com um furo. A Maria veio-me buscar poupando-me de mais uns 10 km, numa altura em que o meu ciclómetro marcava 72!
Os meus agradecimentos aos elementos do “O Rodas ao Domingo” pela companhia e pelo passeio proporcionado, que foi grande em todos os sentidos!

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