Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

3 Horas BTT – Specialized Camber Comp 29

Uma vez que a minha bicicleta de btt estava parada devido a um problema no amortecedor e perante a minha vontade em participar nesta prova, a loja Carreiro & Comp. Lda. prontificou-se a ceder-me uma bicicleta para o efeito. Quando esperava uma bicicleta mais básica fui surpreendido pelo cuidado da escolha e pela atenção ao informar-me da mesma, já que me facultaram uma bicicleta do segmento da minha, mas de gama superior, obviamente mais evoluída e adaptada às atuais exigências. Os meus agradecimentos a toda a equipa!
A Specialized Camber Comp 29, como a própria designação indica, é uma Trail com rodas de 29 polegadas, quadro em alumínio e suspensões com 110mm de curso. Pelas suas caraterísticas é bastante capaz, polivalente e confortável, apresentando uma ampla margem de adaptação a diversos tipos de cenários e utilizadores.
Nunca tinha andado numa Camber, ou melhor, acho que dei uma voltinha numa certa vez, mas logo senti-me perfeitamente à vontade aos seus comandos. Para além dos meus pedais que foram previamente instalados, a única afinação feita, no momento, foi a altura do selim. De resto foi pegar e andar. Parecia que era a minha bicicleta de sempre. Mais para a frente, talvez tenha estranhado um pouco a ausência dos punhos com apoio que uso. Têm um aspeto muito utilitário e muito pouco competitivo, mas dão um conforto às mãos que me agrada particularmente.
De um modo geral, gostei muito do comportamento desta bicicleta, eficaz, suave e homogéneo. Habituado a uma bicicleta menos dotada ao nível técnico e com rodas pequenas, senti bastantes diferenças, tal como seria de esperar. Esta Camber, apesar de não ser uma XC, rola muito bem e apresenta um bom funcionamento ao nível do amortecimento, com um amortecedor com AUTOSAG, que funciona quando é preciso, não sendo intrusivo quando não é.
Esta Specialized Camber Comp 29 foi uma excelente companheira, que se portou sempre à altura dos acontecimentos, tendo marcado ainda mais a minha participação nesta prova, tanto pela diferença, como pela positiva.

 

camber_comp.jpg

3 Horas BTT / CC-Bike Rental - Sete Cidades

Este fim de semana houve prova de resistência em BTT. Já não fazia uma prova destas há alguns anos, aliás, até agora fiz apenas duas na promoção, como individual.
São provas mais descontraídas, amigáveis e até familiares, onde as atenções não se centram unicamente na competição, mas que se assim se quiser também podem ser encaradas como tal. É esta flexibilidade que continua a fazer deste um formato de sucesso e importante para a dinamização da modalidade, já que podem estar lado a lado à partida, o atleta batido que vai lutar para a vitória e o curioso que começou agora a andar de bicicleta e faz a sua estreia absoluta num evento do género, pelo convívio, pelo ambiente, ou só para ver como corre.
Normalmente têm como cenários de fundo as Lagoas (Furnas e Sete Cidades), mas as que fiz, foram exatamente quando não decorreram nestes locais. E não foi por acaso. A primeira foi no Pinhal da Paz e a segunda no Parque Urbano. Confesso que gostei especialmente da primeira, pelo local, pelo circuito. Mais desafiante é certo, mas indiscutivelmente mais interessante. A minha terceira participação foi este domingo nas 3 Horas BTT / CC-Bike Rental, no previsível local das Sete Cidades, que tal como alguém disse, deveria ser o único sítio da ilha onde fazia mau tempo ontem de manhã!
Prefiro de longe o traçado das Sete Cidades ao das Furnas, mais variado e menos monótono, e ontem ele estava especialmente pesado devido ao tempo chuvoso. Apesar das dificuldades e dos constrangimentos que isso acarreta, deu-lhe um toque extra de desafio que faz parte da modalidade.
Esta minha participação apresentava à partida algumas particularidades que prometia fazer desta uma prova especial e diferente. Diferente pela espetacular montada que me foi gentilmente cedida pela loja Carreiro & Comp. Lda., e especial por fazer equipa com o meu filho!
O entusiasmo, a apreensão e as expetativas motivadas por estas mesmas particularidades, a par do mau tempo e de todas as outras nuances próprias destes eventos serão obviamente alvo de escrutínio neste mesmo local.

Na companhia da velha guarda!

Normalmente só relato as minhas voltas de bicicleta mais relevantes, ou que pelo menos tenham alguma caraterística diferenciadora. A volta deste domingo estava para ser apenas mais uma ida às Furnas…
Com a Roubaix a “descansar” de sábado passado peguei na Allez Steel e fiz-me à estrada. Só depois de ter ultrapassado o obstáculo que tenho mesmo à porta de casa é que reparei que a garrafa tinha ficado atrás! Começo a ficar preocupado, já que é a segunda vez consecutiva que acontece e depois de quase ter acontecido uma outra! Seja como for avancei e havia de beber algures lá em cima, que água é o que não falta.
A caminho de Santa Iria começo a avistar dois ciclistas lá à frente e aos poucos fui-me aproximando, até que os alcancei. Eram dois ciclistas da velha guarda, pessoal do tempo dos pioneiros “Cicloturistas de São Miguel”. Respeito! Se um deles só conheci mais recentemente, o outro é-me bastante familiar, tanto que ainda era eu um miúdo e já ouvia falar das suas aventuras de bicicleta lá em casa! Só que na altura estas tinham um peso relativo, talvez por serem tão fora do comum.
Hoje, numa altura em que quem não está nas redes sociais e não partilha os seus feitos é como se não existisse ou não os fizesse, dou mérito a estas pessoas, que de uma forma bem-disposta e entusiasmada, mas simultaneamente discreta e serena, há décadas que percorrem de bicicleta as estradas e os trilhos da nossa ilha. Gabo-lhes a vontade, a atitude e a união descomprometida, que neste dia por exemplo, tinha dividido o grupo em quem foi de btt e quem foi de estrada.
Não é preciso dizer que mudei de planos, tendo a ida às Furnas ficado fora de questão, já que seguia deliciado na sua companhia, com a conversa, a boa-disposição e a cumplicidade existente, tudo envolto numa toada fluída. Da minha parte, inclusive, ainda deu para conhecer novos caminhos.
O meu regresso (definitivo) às bicicletas está a fazer agora nove anos, mas espero seguir o exemplo destes companheiros de pedal, que acumulam consideráveis números de anos, quilómetros, histórias e peripécias aos comandos das suas bicicletas, tudo da forma mais normal e genuína possível.

BTT + BTT = BTT

Há muito tempo que a BTT foi relegada para segundo plano. De facto, a sua utilização tem sido residual e espaçada no tempo. Os motivos, advindos das sequelas de uma lesão e da falta de companhia, são óbvios, o que me levou à prática regular do ciclismo de estrada. Não obstante, o BTT (XC) é uma vertente do ciclismo entusiasmante de que gosto bastante.
Ocasionalmente surgem oportunidades para tirar a FSRxc do suporte e levar-lhe a cumprir a função para a qual foi concebida. Dentro das possibilidades vou aproveitando, e recentemente aconteceu isso mesmo. Traduziu-se numa jornada dupla de BTT. Nada de transcendente, mas deu para voltar a sentir aquelas sensações boas que só uma bicicleta na terra transmite, mesmo com alguma apreensão à mistura na presença das dificuldades, devido à falta de prática.
Claro que podia ter aproveitado duas grandes oportunidades em dois fins de semana seguidos para ser uma verdadeira barrigada de BTT, primeiro com o Azores Challenge MTB e depois com a Azores MTB Marathon, mas não. O compromisso e demais exigências naturais dos eventos competitivos organizados e a minha indisponibilidade perante os mesmos deixaram-me mais uma vez de fora, com tudo o que isso implica (se calhar tenho de ponderar esta atitude?!). Todas as outras limitações pessoais e materiais que existem, caso houvesse real vontade, não constituíam um obstáculo decisivo só por si.
Seja como for, a bicicleta foi para a terra (e para a estrada) em duas circunstâncias distintas, mas igualmente satisfatórias. Uma na companhia de quem começa agora a aventurar-se a um superior nível de pedaladas, outra na companhia de quem já anda nas lides desportivas há muito tempo, não necessariamente BTT.
Diverti-me antes, durante e depois. Antes, porque estive a mudar uns componentes na bicicleta, entre pneus e selim. Durante, por voltar a sentir o desafio e o prazer associados ao controlo da bicicleta perante os obstáculos. Depois, com a lavagem e a manutenção necessárias, que normalmente é parte obrigatória do pacote de quem faz BTT (sim, eu gosto disso!). E continua, já que faltaram as etapas finais da manutenção, para que ela possa repousar em condições até à próxima solicitação, que idealmente se espera que esteja para breve.

As duas Roubaix juntas na estrada

roubaix_comp_expert.jpg


Era hoje, era amanhã, era depois, e, nunca calhou. Foi ontem. A minha Comp e a irmã Expert do meu colega juntaram-se para uma volta ao concelho de PDL. Da volta em si, zero novidade, da companhia, aí sim.
Comprei a minha Roubaix e isso motivou o meu colega a voltar a ter uma bicicleta de estrada. Eu tentei ajudar, e por sorte e acaso, depois de um telefonema, cheguei ao pé dele e disse – Já tenho a bicicleta certa para ti! E assim foi.
Bom, quanto à volta, sem grande história para contar, lá fomos. Encontro ainda antes da hora combinada, ritmo calmo e tranquilo, até porque o meu colega acusou alguma falta de ritmo devido ao défice de pedaladas que regista desde que deixou de ter bicicleta de estrada. Por isso mesmo, separamo-nos antes do previsto. Enquanto fui a pedalar para casa, ele arranjou um transporte alternativo.
Mas não faltou tempo para colocar alguma conversa em dia, fazer comparações entre as bicicletas e respetivos componentes, e trocar impressões relativas às nossas sensações sobre os selins das mesmas.

roubaix_comp_expert_1.jpg

Roubaix – Melhorar; renovar; personalizar.

Uma bicicleta nova, ainda por cima usada (faz sentido?), “obriga” sempre a algumas alterações e consequente investimento. Pois bem, a Roubaix não foi exceção, tal como temia.

A saga de abertura dos cordões à bolsa começou pelos pneus. Por baixo, portanto. Contrastando com o valor despendido, que os pneus de estrada são finos, mas caros que se fartam. Há duas semanas notei uma deformação considerável no pneu dianteiro da bicicleta. Ainda pensei numa solução de recurso, considerando o seu estado aparente e o meu reduzido stock de pneus, mas numa bicicleta de estrada os pneus devem receber um respeito especial… Venham de lá dois Specialized Turbo Pro e câmaras-de-ar novas.

turbo_pro.jpg

 

Nunca gostei das fitas do guiador da Roubaix. Ou melhor, as fitas eram boas, mas a forma como estavam enroladas não. Demasiado curtas na zona superior do guiador e com uns “enchimentos” desnecessários num guiador já de si bastante grosso para o meu gosto. Parecia que tinha umas bolas debaixo das mãos… Que se tire os “enchimentos” superiores e venham de lá umas fitas da Pro devidamente enroladas.

fita_pro.jpg

 

Um colega deu-me dois suportes de garrafa quando comprei a bicicleta. Tinha-os em casa sem uso, mal sabendo que pouco tempo depois e por minha influência estaria também ele a comprar uma Roubaix! Ainda perguntei se queria que lhe devolvesse os ditos, ao que prontamente negou. Mas aconteceu. Devolvi-lhe porque não eram bem aquilo que queria... Venham de lá dois Cascade Cage II da marca, tecnicamente inferiores, mas com a forma e a cor certas. Sem dúvida que os suportes dele ficam muito melhor na sua bicicleta do que na minha. Mas obrigado na mesma.

cascade_cage.jpg

Pedais vs. Vento. Sapatos vs. Chuva.

A minha pontaria para escolher os dias certos para fazer coisas é tanta que até chateia!
Experimentar os sapatos e os pedais novos? Debaixo de chuva, pois claro.
E como se não bastasse, tinha acabado de passar uma mangueirada na bicicleta quando o c@brão do vento atira-me com ela ao chão, pois claro.
Bom, na verdade não existem dias certos para fazer estas coisas. Tinha vontade e disponibilidade, fui. Calhou estar de chuva, paciência.
O pedal direito já se diferencia esteticamente do esquerdo? É lixado, logo no primeiro dia, mas que se lixe!
Quanto aos sapatos? Não são impermeáveis, é só o que tenho a dizer…

 

sport_road.jpg

De bicicleta, claro!

Fez recentemente cinco anos que tive a minha primeira experiência com a bicicleta como meio de transporte na cidade. Sem licras, sem encaixes, sem luvas e capacete. Simplesmente a roupa do dia-a-dia, eu e a bicicleta.
Tinha a minha Allez Steel há menos de um ano, quando aproveitei o facto do carro ir à revisão, para a integrar na minha rotina deste dia. E que belo dia fez, lembro-me perfeitamente.
Tal como me lembro das minhas primeiras pedaladas, onde o único peso que sentia era o da pasta que levava ao tiracolo. De facto, satisfação, leveza e até algum orgulho foi o que senti na altura!
Apesar dos sentimentos positivos, com as rotinas muito marcadas, a normal resistência à mudança e o comodismo, não passou de uma experiência única.
Alguns meses depois volto à carga e compro uma bicicleta dobrável para substituir o carro nas deslocações ridículas que fazia do trabalho para o ginásio e vice-versa, no intervalo para almoço. Entre outras. Não foi fácil. O estado do tempo pouco colaborativo e os processos por mecanizar faziam-me perder algum tempo e stressar um bocado, o que juntando à temperatura corporal por normalizar advinda do exercício (Cycling) fazia com que chegasse ao trabalho invariavelmente transpirado. Mas muito transpirado, mesmo. Outras vezes, cheguei molhado também por causa da chuva. Para rematar, com uma semana de utilização, a bicicleta acusa um problema técnico no quadro que comprometia a continuação do seu uso.
Entretanto o problema da bicicleta foi resolvido ao abrigo da garantia. Mas… desisti!
Passado mais de um ano e considerando uma situação que me era alheia - fecho do ginásio, tive de adaptar-me a uma nova realidade. Bem diz a sabedoria popular – “Há males que vêm por bem”. E assim foi. A minha Órbita dobrável sai do vão da escada para a mala do carro, onde passou a ser presença assídua. Não voltei a cometer os erros do passado, já que desta feita, preparei-me melhor para o efeito. Constrangimentos existem sempre e há que saber minimizá-los. Hábito implementado!
O carro continuava a fazer parte da rotina diária, por inerência das circunstâncias, mas deixei-me de deslocações ridículas com ele e a bicicleta marcava agora e definitivamente a sua presença.
Cerca de dois anos depois, a Órbita dobrável cede o seu lugar ao modelo Classic da mesma marca, mais adaptada que estava às necessidades. Mais espaço de carga, melhor ergonomia, maior capacidade de rolamento.
Ainda hoje preciso do carro, até porque vivo fora da cidade onde trabalho e para além de mim desloca mais duas pessoas diariamente, mas no geral a sua utilização fica-se por aí. As vantagens práticas de utilizar a bicicleta no dia-a-dia são largamente superiores aos constrangimentos. E acima de tudo, os níveis de prazer, liberdade e satisfação não têm qualquer comparação.

 

Pró-Specialized?

- Tu também parece que nasceste com um S gravado na barriga! – disseram-me um dia.

Não é verdade. Nisso sou tão previsível como outra pessoa qualquer e na barriga tenho apenas um umbigo. E nem sou de estar a olhar muito para ele!
De facto, existe uma relação próxima com a referida marca. Existe com a marca depois de existir com a casa que a representa e com as pessoas que são o seu rosto, e isso já há uns bons anos, ainda estava longe de pensar que as bicicletas teriam uma dimensão tão relevante na minha vida, exatamente quando os motores assumiam o papel principal.
Quanto às pessoas em causa, sempre me identifiquei com a sua forma de estar e trabalhar e isso faz toda a diferença. Depois a marca é boa, é indiscutível.
Há uma relação de amizade, também assente numa relação comercial de longa data, mas acima de tudo baseada na identificação, no respeito e na cordialidade de ambas as partes. Essencial. Contudo não assinei contratos de exclusividade com ninguém e quando não se proporcionam as condições que considero desejáveis, procuro alternativas. Já aconteceu. É normal.

- Ah, falas, falas, mas depois vais sempre lá ter! – disseram-me uma vez em tom reprovador.

Digo sempre que gosto de todas as marcas, apenas umas mais do que outras. E é verdade. Mas se normalmente compro no sítio do costume é por tudo o que acabei de referir. E pelas oportunidades que me são apresentadas.
Dou-me bem no meio e sou bem-recebido aonde quer que vá, mas o conforto de ir à loja, às pessoas e à marca que tão bem conheço, não tem preço!

- Não gosto de rebanhos, todos de igual com a mesma marca! – também já me disseram.

 No que toca às bicicletas se há alguém que se demarca pela diferença, sou eu! Tanto ao nível das opções como da atitude. É verdade que não tenho uma bicicleta de cada marca, mas existe alguma variedade. E não tenho culpa que a casa à qual normalmente recorro, agregue algumas das minhas marcas preferidas. Aliás, mais uma vez, é-me cómodo e conveniente.
Digamos que a Specialized é a minha marca de referência, mas não ignoro as concorrentes, pelo contrário, saúdo a sua existência. Se existe espaço para todas num meio tão pequeno é uma avaliação que não me compete a mim fazer, apenas posso dizer que, como ciclista especialmente interessado e consumidor, acho muito positiva a existência de diversidade sustentável.
As minhas opções ciclísticas são as minhas opções ciclísticas. E as opiniões dos outros são as opiniões dos outros. Enquanto as primeiras dizem-me respeito diretamente, as segundas serviram para “ilustrar” este texto, o que já foi bastante…

Allez - Atualização

Ficou assente no decorrer da minha volta às Sete Cidades que iria fazer algumas alterações na minha bicicleta de estrada. Aliás, durante esta volta, em vez da bolsa de selim usei pela primeira vez o “copo” para ferramentas alojado no segundo suporte de garrafa, suporte que esteve sempre guardado num armário desde que o comprei. Quanto ao “copo”, sem dúvida, muito prático!
Quanto às mais recentes alterações, até agora foram adiadas, tanto por falta de necessidade, como por princípio. – Para quê trocar peças que estão a funcionar mesmo que não sejam as mais adaptadas à minha realidade? – Era o meu pensamento.
Então a cassete de oito velocidades original (12-26) cedeu o seu lugar a uma com o mesmo número de carretos, onde o carreto mais pequeno tem 11 dentes e o maior uns expressivos 32! Já deu para perceber a diferença, embora ainda não tenha feito a subida certa.

 

k7_11-32.jpg


A outra alteração foram os pedais. Até agora usava pedais de encaixe de BTT, sendo que o modelo escolhido na altura teve em conta o facto de poder circular com esta bicicleta com sapatos do dia-a-dia, ou seja, encaixe de um lado, plataforma do outro. Por outro lado, sempre refreei a aquisição de pedais de encaixe para estrada porque me obrigava a investir noutros sapatos. Foi agora. Ainda não experimentei, aliás, nunca andei com encaixes de estrada, portanto será uma estreia absoluta. E não experimentei porque ainda não tenho os sapatos!

 

pd-r540.jpg

 
Neste momento já não faz sentido manter uma cassete com uma relação tão pouco amigável, até porque já nem tenho idade para isso (?!), tal como manter uns pedais vocacionados para BTT e uso descontraído, quando tenho outras bicicletas e respetivos pedais muito melhores para o efeito, em vez de ter uns verdadeiramente adequados para a bicicleta e para o uso que lhe dou.
São pequenas alterações, simples e óbvias, que farão da minha Allez uma bicicleta mais “amiga”, efetiva e adequada aos meus propósitos.

Da realidade às Sete Cidades

De regresso à realidade. Depois de um fim de semana em grande, com muitas horas em cima de uma bicicleta que se propõe a isso, este último feriado foi dia de voltar aos comandos da Allez Steel para a reedição de uma volta que fiz em tempos com dois companheiros - norte/norte com descida à freguesia de Sete Cidades - desta feita a solo.

 

allez_7cidades1.jpg


Com o fantasma da lesão e o constrangimento da falta de regularidade presentes, inibo-me de certas aventuras, às vezes erradamente, como se veio a verificar. Sem queixas, apesar do considerável vento de sudoeste que se fazia sentir, num dia típico na ilha, onde circulei sob céu azul e céu muito nublado, sol e até nevoeiro, à maneira que progredia no percurso.
Na descida de cimento para as Sete Cidades estranhei o conforto e a segurança sentidos há uma semana atrás, mas pronto, é o que há… e é bom!

 

allez_7cidades2.jpg


Nestes dois pares de horas equacionei várias situações, normal quando se rola sozinho tanto tempo, e no que toca especificamente à minha montada decidi que iria fazer pequenas alterações dentro em breve. Nada de especial, apenas adaptações para a tornar mais “amiga”, em vez de manter uma postura entre a teimosia, o masoquismo e o deixa estar, mantendo-a inalterada para o bem e para o mal. Na verdade, é mais para o mal!
Mais um dia em que cheguei a casa cansado, mas satisfeito e grato por viver onde vivo, por ter a bicicleta e a disponibilidade que tenho e por ter a capacidade de pedalar até onde desejo.

“Future Shock” – Dia 2

Ontem, ao final do dia, estava certo que hoje não iria às Furnas, apesar de querer testar a Roubaix na calçada. Haviam outras alternativas. Hoje de manhã, pelas nove horas, saía de casa para atravessar a ilha no sentido norte/sul e daí seguir exatamente para as Furnas!

 

roubaix_ilheu.jpg

 

Já somava algumas horas em cima desta bicicleta e ainda tinha mais umas quantas pela frente. Digamos que ao nível da intimidade já se tinha quebrado aquela barreira inicial e as coisas corriam literalmente sobre rodas. Até já estava familiarizado com o “cantar” do cepo da roda traseira, eu que até sou adepto do rolar em silêncio. Por falar em rodas, os pneus da marca mais gordinhos que o habitual (26) estão plenamente integrados no conceito. Rolam bem e são muito seguros, transmitindo a confiança necessária. Por outro lado, estava cada vez mais encantado com a posição de condução, onde o guiador elevado e demais periféricos não foram lá colocados ao acaso.
E descer o Pisão? Manter a posição. Dois dedos sobre os manípulos de travão. Afagá-los ocasionalmente... Está feito. Aqui volto a reforçar o que já tinha dito sobre os travões de disco hidráulicos – Fan-tás-ti-cos!
Até tenho algum à vontade a descer e gosto de fazê-lo de bicicleta de estrada, mas o que senti nesta Roubaix, mesmo com todas as limitações de estar sobre uma bicicleta emprestada e cara, chegou a ser desconcertante. Nunca pensei sentir-me tão seguro nestas circunstâncias. Fluidez, segurança e suavidade quanto baste. Nem foi preciso cerrar os dentes!

 

roubaix_furnas.jpg

 

E a calçada junto à Lagoa das Furnas? A famosa calçada! Entrei com vontade neste segmento de percurso verdadeiramente demolidor para uma bicicleta de estrada e respetivo ciclista. Bom, pelo menos até agora era, mas a nova Roubaix vem reclamar que o que era não tem necessariamente de continuar a ser! Ok, toda ela vibrava e chocalhava, mas e então eu? Continuava focado em pedalar forte em carga e em progredir no empedrado! É aqui que a tão falada suspensão de 20 mm integrada na coluna de direção e que a nova solução do quadro que faz do tubo de selim uma espécie de tubo flutuante mostram toda a sua eficácia. Acabei por baixar o ritmo, apenas por ter as pernas a arder, ao contrário do que costuma acontecer, tal é a “sova” geral que levo. É para avançar independentemente do piso apresentado? Então a Roubaix assume o prejuízo e haja pernas!
Mas tenho uma queixa. Rabo dorido! Estaria a mentir se dissesse que não fiquei com o rabo dorido. Teoria: Rabo de pobre, pouco habituado a longas distâncias, estranha selim de gama mais elevada! - Dava um belo título, não dava?
Comprava a Specialized Roubaix Expert? Se tivesse cinco mil euros (a atrapalhar!) pegava em 60% deste valor e comprava a gama abaixo – a Roubaix Comp. Com o restante comprava outra. Uma clássica. Para equilibrar! Seja como for, e agora mais a sério, é um valor seguro e vale com certeza aquilo que é pedido.

 

roubaix_fonte.jpg

 

Resumindo, nota-se que todo o conceito apresentado foi exemplarmente pensado e trabalhado pela marca, com as inovações tecnológicas a sustentar isso mesmo. Até porque a Roubaix já era uma referência e estava num patamar elevado, portanto, só fazia sentido apresentar algo substancialmente melhor e diferenciador. Digam o que disserem, esta Roubaix é a prova do arrojo e da competência. Existem conceitos perfeitos na teoria que não correspondem na prática. Não é o caso. A Roubaix 2017 funciona mesmo!
Grande experiência! Obrigado a quem a tornou possível.

“Future Shock” – Dia 1

Pois é, não gosto de ter bicicletas emprestadas, nem sou grande adepto de muita tecnologia e ontem fui buscar a Specialized Roubaix 2017 para testá-la!
Desde logo, não entendia a escolha da Expert, modelo que está a meio da gama e tem um preço considerável. Na minha ideia, podia trazer o constrangimento ou a frustração de saber-se, previamente, que se vai experimentar uma bicicleta que não se pode ter. Depois foi-me explicado que a escolha teve por base poder proporcionar o contacto com várias tecnologias (todo o novo conceito da Roubaix com destaque para o Future Shock; travões de disco; sistema de transmissão eletrónica; equipamento SWAT exclusivo) aos possíveis interessados, numa só bicicleta. Como se de uma montra tecnológica se tratasse. Faz sentido.
Aliás, o mais correto será atribuir o foco à experiência em si, recolher informações, referências e definir prioridades, independentemente de termos ou não capacidade financeira para comprar a bicicleta em causa. Até porque o futuro é incerto e a experiência fica. E existem modelos mais acessíveis dentro da gama. E depois é sempre um gosto poder testar uma bicicleta diferente, não é?
Mas vamos ao que realmente interessa… a Roubaix.

 

roubaix_estrada.jpg

 

O selim foi ajustado e arranquei para o lado oeste da ilha junto à costa. O sistema Di2 (mudanças eletrónicas) é aquele que me suscitava (e ainda suscita) mais reservas (não me agrada a dependência de carga na bateria), mas não posso negar que depois de alguma prática começa-se a tirar partido e a beneficiar do mesmo, com passagens rápidas, precisas, suaves e silenciosas, à distância de um toque. Mesmo sendo intuitivo, não quer dizer que ocasionalmente não tenha feito subir mudanças em vez de as descer. Em minha defesa, posso dizer que já são alguns anos a levar as mãos ao tubo inferior do quadro para “meter” mudanças. Se fiquei convencido? Digamos que parcialmente.

 

roubaix_ferraria.jpg

 

A Roubaix Expert tem um excelente quadro em carbono. Discreta e bonita, com uma pintura a preto e cinza, a única disponível para este modelo. Claro que é muito mais leve do que estou habituado, apesar de ser um quadro mais volumoso. Aliás, é um quadro que se faz sentir e ouvir de uma forma muito particular.

 

roubaix_mar.jpg

 

Ah, queria falar daquela “caixinha” ali no fundo do quadro. Para ser sincero e esteticamente falando prefiro um quadro limpo, com os cantos livres. Mas este acessório exclusivo, que faz parte de uma linha de utilitários a que a marca apelidou pomposamente de SWAT, é muito prático. Camara de ar, botija de CO2 e adaptador, desmontas, multifunções e até um grampo para notas (€), há lugar para arrumar tudo e ao abrigo da água por ser estanque. Curiosidade: Fui abordado por um turista estrangeiro que me perguntou se aquela “caixa” era o motor!

 

roubaix_mosteiros.jpg

 

Bom, acabei esta primeira volta com a Roubaix muito satisfeito. É uma bela bicicleta. Como não haveria de ser? Não sou muito exigente, mas gostei de tudo, embora tenha faltado um segmento de percurso mais “agressivo” para fazer sobressair ainda mais as suas capacidades. De qualquer forma, nesta volta estava mais interessado em testar até que ponto a sua suavidade se traduzia efetivamente em menos cansaço e em mais tempo em cima do selim.
Cumpriu e mais não fez porque faltaram-me as pernas para lhe acompanhar (era o tal motor do turista!). Mesmo assim foi um longo teste que passou com distinção.

 

roubaix_socorro.jpg

 

A derradeira prova? Bem, sem certezas relativamente ao que vou fazer amanhã, é quase certo que incluirá um segmento de calçada, não sei é se será O segmento de calçada!

“Future Shock” – Dia 0

E depois de amanhã também!

É tarde. Já devia estar deitado. Amanhã é um dia diferente… É um dia especial!
Noite. Um clique no interruptor e faz-se luz. Observo-a. Contemplo-a. É linda!
Está a ocupar um lugar que não é seu, mas que tão competente ocupação. Merece!
A companheira de descanso cede-lhe o cavalete, mas de nada serve porque as suas rodas estão presas por eixos passantes ao invés de apertos rápidos tradicionais.
Improviso um local para a registar digitalmente. Demasiada sombra. Carrego-a pela casa e regresso à rua para a sua primeira imagem minimamente aceitável. É mais fotogénica do que pensava.
Usufruí pouco! Livro-me dos meus equipamentos e deambulo à procura do melhor local para a deixar repousar. Tenho-a debaixo de olho.
Chego. Ainda algo apreensivo e tenso. O selim está demasiado horizontal. Gosto de sentir mais apoio na sua parte posterior.
Venho a rolar rápido por força das circunstâncias. Estou a chegar a casa. Não era isso que esperava para o primeiro contacto. Não foi isso que imaginei. Demasiado fugaz…
O asfalto irregular faz chocalhar bem alguns componentes, mas não perco a compostura sobre os comandos, exemplar que é a forma como filtra toda aquela vibração!
Percorro o mesmo caminho de sempre. Não, vou virar à direita e descer no Pico da Pedra.
Passaram alguns quilómetros, já lhe começo a sentir o pulso…
Para além da novidade, dos ruídos e da diferença (e do valor elevado entre as pernas!) foco-me demasiado nas passagens de mudanças (ia dizer de caixa… manias antigas!), uma vez que estou literalmente às apalpadelas!
Quem é que não gosta de travões de disco (hidráulicos, já agora!) em bicicletas de estrada? Bem, é experimentar e depois falamos.
Fiz a primeira travagem mais a sério. Wow! O que é isso? Isso é conforto, segurança e confiança!
Estou apreensivo e tenso. Demasiado focado na novidade, nos ruídos, nas diferenças. E no valor elevado que tenho entre as pernas!
Que posição é esta? Que conforto é este? Que apoio é este? Que fitas ergonómicas são estas?
Trânsito. Monto-a apressado e agradeço a amabilidade da automobilista que me deixa arrancar.
Entro equipado na loja. Explicações e verificações finais. Cumprimentos e desejos de muitos quilómetros. Bom fim de semana.
Reserva para teste – Specialized Roubaix Expert UDi2 (2017).

 

roubaix_calcada.jpg

A Roubaix sobre calçada, claro!

 

(Sim, o texto está invertido, cronologicamente falando. Deu-me para isso. Culpa da Roubaix que me trocou as voltas. Para facilitar a sua leitura e compreensão é ler-lhe de baixo para cima. Já devia ter avisado? Pois.)

Sempre a Allez…

A corrente saltava ocasionalmente. Trouxe-a à oficina. Uma pequena afinação resolveu a questão...
A Allez de aço é a bicicleta que mais uso neste momento. Desde que o BTT foi colocado de parte por força das circunstâncias, esta “estradeira” é a minha companheira preferida de pedaladas. Digamos que é a mais funcional e prática, mesmo apresentando soluções e condições de uso muito específicas, pelo menos para os padrões atuais. Mas não fica por aqui.
Há quem lhe chame carinhosamente de “clássica”, de “vintage”…
O facto é que se trata de uma simples bicicleta de estrada recente (2011), mas inspirada em bicicletas de outros tempos, que lhe permite ter uma imagem única e um posicionamento diferente.
Tanto destoa como que se integra, tanto passa despercebida como se destaca!
É aquela bicicleta que na prática não consegue (nem quer) competir diretamente com as suas “primas” de estrada supermodernas, evoluídas, competitivas e eficientes, mas que tem o seu espaço, não por ser o patinho feio, mas porque tem uma imagem genuína, simples, intemporal e minimalista, que alguns valorizam.
E sim, claro que fico satisfeito quando alguém faz questão de o demonstrar.

Ah, hoje é o Dia Mundial da Bicicleta!

 

allez_lagoa_furnas.jpg

 

Boca santa!

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Onte uma binçoada disse uma cousa quê fiquê chê de mania.
- Êh hôme, a tua bcecléte é uma cousa linda!
Boca santa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

… Allez Capelas

Mudou a hora, mas não mudou a rotina de ir dar uma volta de bicicleta. Nem diminuiu a vontade de pedalar. A manhã de domingo, salvo raras exceções, é minha, com mais ou menos uma hora. Dormi menos o que não é problema. Despachei-me sem pressas, até porque para horas já me chegam os dias úteis da semana. A Allez ficou pronta na hora, nem retoquei a pressão dos pneus, bastou instalar a bolsa de selim (pouco estética, mas útil) e a garrafa de água no suporte. Tinha uma ideia relativamente ao destino, mas ao contrário das horas, o estado do tempo trocou-me a volta. Deixei-me levar e fui improvisando ao longo do percurso. Passou uma hora. Estava inclinado para as subidas. Passaram-se duas horas. Estava longe disso, mas quando dei por mim estava nas Capelas. Passaram-se quase 3 horas e nem dei pelo seu passar. Estava em casa. Agora que mudou a hora os dias são maiores…

 

allez_capelas1.jpg

allez_capelas2.jpg

allez_capelas3.jpg

allez_capelas4.jpg

Vila Franca do Campo

Este domingo foi dia de mudar de ares. Rumei ao lado sul da ilha e fui com a Allez até Vila Franca do Campo. O tempo estava excelente para andar de bicicleta, não obstante algum vento de sudoeste que se fazia sentir. Com variações entre a calma e o maior ritmo, e até as paragens para captar algumas imagens, quando dei por mim já estava no meu destino. É incrível como hoje em dia as distâncias são tão relativas... aqui há uns anos atrás ir à Vila Franca ou até mesmo a locais mais próximos, só de carro ou de mota. Mas ainda bem que essa realidade mudou!
O ponto de retorno acabou por ser a Praia da Vinha da Areia. E foi a sair da mesma que avistei lá mais à frente uma colega ciclista. Acabei por me juntar a ela algures a sair de Vila Franca. Este facto tornou o regresso mais agradável e a temível subida do Pisão menos sofrida. Até gosto de andar sozinho, sendo que o faço quase sempre nesta condição, mas admito que é uma mais-valia ter companhia nas voltas de bicicleta. Despedimo-nos em Ponta Delgada.
Antes de ir para casa, ainda tive um bocado à conversa numa zonal balnear da cidade, onde a Allez foi alvo de apreciação, com teste incluído. Para além dos elogios, recebeu pela primeira vez uma explícita proposta de compra...
- Não, não está à venda, mas obrigado na mesma.

 

allez_costa.jpg

allez_prainha1.jpg

allez_prainha2.jpg

allez_agua_dalto1.jpg

allez_agua_dalto2.jpg

allez_vinha_dareia.jpg

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D