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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Resumo da última semana…

 

Andar de bicicleta, nada! Constipação, mau tempo. Para pedalar qualquer coisa tive de recorrer ao rolo durante o fim de semana. Digamos que tenho tentado fazer as pazes, já que o rolo não é uma atividade que me entusiasme por aí além.

*“Tá fresquim!
Ma que o tempe já tá fresquim...
Isse já qué vesti uma suéra de manhã e à noutchinha.
Daqui pá frent é acátelá, senã um hôme num instante apanha um vent'incanade e fica constepade!"

Não necessariamente assim, mas aconteceu e tem persistido. E eu a ver os dias passar e o Azores Challenge Granfondo a chegar!

*“Dure c'mó açe
Às vezes gostava de sê de ferre c'má besuga.
Nã apanhá fri, nim ficá doente.
Péra aí, se calhá nã...
É que ódepous um hôme levava uma pancada d'água e ficava chê de ferruge!”

Se isso me tem afetado? Não, claro que não...
Tem e não é pouco. Tem, porque limita-me para além de todas as minhas outras normais limitações. E tudo o que implique limitação para andar de bicicleta e demais atividades físicas chateia-me um bocadinho!
E o Granfondo? O Granfondo vai ser um belo desafio. Belo? Se calhar não foi o melhor adjetivo, mas desafio será com certeza. Objetivo? Desfrutar e chegar ao fim em cima da bicicleta, com a capacidade de esboçar um sorriso, sinónimo de satisfação e superação. Estou a aguardar com a toda a serenidade possível.

*“A besuga tamam avareia
A besuga avareiou, grande corisca!
Ma tamam nã fou nada de maió.
Levou graxa pra dentre, um aperto e tá a andá com'uma linda.”

Também aconteceu e era bom que fosse assim tão fácil e económico!
Chão molhado debaixo da BTT. «Mas de onde veio esta água? Isso não é água! Isso é óleo!» Caramba, já é a segunda vez que o amortecedor me prega uma destas! Esta bicicleta é simultaneamente a que menos anda, a que dá mais despesa e a que mais chateia… Se calhar por ser a que menos anda! Não sei. Seja como for, tecnologias, bah…

*Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Pneu furado!

Hoje em dia tenho pneus e câmaras-de-ar sobresselentes em casa (nem sempre os que preciso, mas ok!) e é algo que monto e desmonto com alguma ligeireza e facilidade. Às vezes saem algumas asneiras, sendo que, não posicionar a corrente no carreto/prato mais pequenos (que dificulta sobremaneira a instalação da roda traseira) e montar o pneu no sentido inverso ao do rolamento, são as mais frequentes. Para além da falta de prática (não mudo assim tantas vezes de pneus), isso da bicicleta de rodas para o ar às vezes faz confusão! Mas também já aconteceu dar uma cavadela (fatal) na câmara-de-ar com o “desmonta” ou voltar a montar o pneu sem verificar se o objeto perfurante/cortante ainda lá estava… E estava!
Não deixam de ser situações pontuais, já que por norma as coisas até correm bem. Mas isso faz-me recuar uns anos atrás e lembrar-me do tempo em que era miúdo, quando um pneu furado era sinónimo de bicicleta encostada! Era uma realidade que associava o conhecimento empírico (limitado), as experiências (algumas desastrosas, mas que levavam a este conhecimento), as ferramentas desadequadas e de má qualidade, a dificuldade de acesso a peças sobresselentes e um pai que não estava para aí virado. Fazia-se o que se podia e o que se podia era pouco, mas o importante era manter a bicicleta a rolar o mais possível, mesmo que isso implicasse andar com ela cada vez mais escafiada!
Pior é pensar que ainda hoje isso acontece com algumas pessoas (adultas!), mesmo com tanta facilidade, acesso a serviços e informação disponível. Claro que nem todos gostam de bricolage e manutenção ou de andar a sujar as mãos de graxa na bicicleta, nem têm de ter jeito para o efeito, mas não faltam locais e gente experiente disponível para fazê-lo por nós, logo que estejamos dispostos a pagar por isso, e até há quem venha recolher a bicicleta avariada, evitando assim transtornos com a deslocação da mesma.
Voltando aos tempos de miúdo, outros havia, que para além de terem quem lhes mantivesse a bicicleta num brinco, ainda reciclavam as peças estragadas entretanto substituídas. No caso dos pneus, por exemplo, podiam dar uma brincadeira que consistia em conduzi-los. Uma variante do jogo do pneu com pneu de bicicleta. Um pneu usado, mais um pau ou dois, igual a algumas horas de entretenimento.
Hoje em dia, e bem, os pneus usados são reciclados e destinados a diversos fins que não este. Enquanto funcionais são-lhes exigido um nível de eficácia também diferente, até porque o seu rendimento e custo são outros, tal como os cuidados dos seus utilizadores. Ou pelo menos de alguns…

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Jogue do pnerim
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Eh pá, bele jogue.
Consolava jogá ao pnerim.
Pegavas num pnerim de bcecléte, num pázim e vira...
Era dáie semp pra lá!
Péra aí, ê acho que nunca joguê ao jogue do pnerim?!
Nã interessa, ma consolava na mêma.
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Número ideal de bicicletas

Há quem tenha uma e esteja satisfeito (Será? Hum, acho que sim…). Há quem tenha duas, três, seis… e queira sempre mais uma!
Não deixa de ser uma questão pessoal e relativa. E de disponibilidade de espaço, já agora.
Mas qual é o número ideal de bicicletas para se ter?
Dizem, e eu corroboro, que é o número de bicicletas que já temos mais uma!
É certo que não vamos poder andar com elas todas ao mesmo tempo, quando muito, vamos andar com uma ou outra sempre que houver vontade, disponibilidade ou necessidade para isso…
Não tem de haver grandes justificações, mas até há quem tenha. A prática de modalidades diferentes, exigem bicicletas diferentes e a utilização da bicicleta como meio de transporte exige uma bicicleta mais simples, mas específica. Só aqui e considerando por exemplo a prática de BTT, ciclismo estrada mais as deslocações em cidade e já estamos a falar de pelo menos três bicicletas.
Há quem tenha uma, às vezes meia manhosa até, e faça tudo e mais umas botas com a mesma. Ainda no outro dia vi uma publicação que relatava a história de um japonês que, meio entediado com a lentidão do seu modo de viajar (backpacking a pé), comprou uma bicicleta (chaço!) por 10 dólares e fez-se à estrada com ela. Já são mais de vinte mil quilómetros e continua! Outros há, que podendo e querendo, dão-se ao luxo de ter várias, algumas de topo, só porque sim. Por gosto, por vício, colecionismo, pelo que for…
Pronto, para quem quer estar em conformidade já sabe, o número ideal de bicicletas é sempre mais uma para além daquelas que já temos…
Tão conveniente!


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Besugas nunca sã demás!

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fiquê mê imbêçade por outra besuga que conheci...
Ela no iníce tava c'ma meia esquisita, ma que tava fazende as partes! 
Tante que agoura já sinte que me tá a dá classias!
Ela é tã requinha!
Em que besugas é que tã a pinsá?!
Nada disse! Nada de chichonas!
Essa tem tubes más grossins mas levins, com pnerins finins rápedes, bele velante, boas mudanças e é tã fácil d'andá!
Agoura vou-lhe botá o oie, outra vez... Té logue!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Pedalar à chuva…

Este fim de semana, o dia de andar de bicicleta foi sábado. Para quebrar a rotina. Mentira, não foi nada por causa disso, foi apenas porque domingo estava de encomenda. Lá fui com o aliciante extra de testar a nova cassete (11-32).
15 minutos depois estava debaixo de uma forte chuvada. Completamente molhado ainda ponderei antecipar o meu regresso a casa, mas fui-me deixando embalar e passadas duas horas ainda estava na estrada. Com os pés frios e dormentes!
Queria então testar a cassete, por isso, defini um percurso que incluísse algumas subidas. Entretanto o carreto de 11 dentes já se tinha mostrado. E que bela parceria faz com o prato 52 à frente! O carreto de 32 também se mostrou, mas é daquelas coisas que parecem nunca ser suficientes (as pernas não ajudam, eu sei...)! Bom, tenho mesmo de fazer uma subida a sério, seja mais curta como o Pisão, ou mais longa como o Pico da Barrosa. Já agora pelo Sul e com os encaixes de estrada, para ser uma estreia em grande.
Começar uma volta logo debaixo de chuva é um pouco complicado. Não parando a roupa seca, mas, entretanto, podem ocorrer fricções desagradáveis em zonas mais delicadas. E as extremidades do corpo, principalmente os pés, permanecem molhados e dificilmente recuperam a temperatura ideal.
Bem diz o ditado, redundante, mas assertivamente - “Quem anda à chuva, molha-se.”


E por falar em assertividade…


Vrilhas assadas!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Ande desencêvade...
Isse tem side o fim do munde im cuecas!
Houvessim más canadas e caminhes p'andá...
Resultade: A malditcha nã se cansa e ê tou a andá escanchade, tode assade das vrilhas!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Sempre a Allez…

A corrente saltava ocasionalmente. Trouxe-a à oficina. Uma pequena afinação resolveu a questão...
A Allez de aço é a bicicleta que mais uso neste momento. Desde que o BTT foi colocado de parte por força das circunstâncias, esta “estradeira” é a minha companheira preferida de pedaladas. Digamos que é a mais funcional e prática, mesmo apresentando soluções e condições de uso muito específicas, pelo menos para os padrões atuais. Mas não fica por aqui.
Há quem lhe chame carinhosamente de “clássica”, de “vintage”…
O facto é que se trata de uma simples bicicleta de estrada recente (2011), mas inspirada em bicicletas de outros tempos, que lhe permite ter uma imagem única e um posicionamento diferente.
Tanto destoa como que se integra, tanto passa despercebida como se destaca!
É aquela bicicleta que na prática não consegue (nem quer) competir diretamente com as suas “primas” de estrada supermodernas, evoluídas, competitivas e eficientes, mas que tem o seu espaço, não por ser o patinho feio, mas porque tem uma imagem genuína, simples, intemporal e minimalista, que alguns valorizam.
E sim, claro que fico satisfeito quando alguém faz questão de o demonstrar.

Ah, hoje é o Dia Mundial da Bicicleta!

 

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Boca santa!

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Onte uma binçoada disse uma cousa quê fiquê chê de mania.
- Êh hôme, a tua bcecléte é uma cousa linda!
Boca santa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Persistência nos pedais!

Insistência combate-se com persistência!


Iscomunhã de gadelha!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Encontrê o Florimunde no camin.
- Ême, noutre dia vi-te falá c'uma bela féma ali ao pé da tua casa!
- Bela féma? Devias de tá bêbede, Florimunde! Aquile é um iscomunhã de gadelha!
- Eh hôme, nã sê... parecia, se calhá nã vi bem!
- Nã haveras de tê viste entã, é tã fêa! É a minha vezinha. Tou penande c’aquele demóne de saias!
- Mas o que fou?
- Ême, embirrou c'a besuga...
- Nã se faz case!
- Nã se faz case? A laparosa tá-me sempre cegande a cabeça pa comprá um carre!
- Tás lexade entã!
- Pous já se sabe que tou! Paloê se lhe passasse cartã!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Anda de bicicleta quem quer!

Anda de carro quem pode, anda de bicicleta quem quer!


Marcolina Labardêra
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Tenhe uma vezinha que é même uma labardêra...
- Eh hôme, tás bom? Nã me dizes nada?
- (Nã...) Olá vezinha!
- Sempre quéssa bcecléte?
- (Outa vez papá!) Tem de sê!
- Ême, faz um esforcim e compra um carrim...
- Porquié?
- Êh hôme, nã vês que a andá de bcecléte pareces um pelintra?
- Pelintra?
- Sim senhô, e ainda por cimba apanhas água qué fê!
- Mas ê nã compre um carre porque nã quére!
- Ê hôme, toma juíze e larga de sê isganade. Morres e isse fica tude praí!
- Ouh vezinha, mas eu goste de andá de bcecléte!
- Nã digas isse! Entã nã ficavas munte mió a andá num carrim?
- Nã... Até logue vezinha... (Vou-te sofrê!)
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Bicicletas no seu melhor

Então ontem foi dia de pedalar, mas também lavar, limpar e lubrificar. Sim, porque existe uma diferença entre só andar de bicicleta e gostar delas. Gostar é mais do que simplesmente andar de bicicleta. E eu gosto de andar ali a mimá-las. Curiosamente não gosto especialmente desta expressão, muito fofinha, não é?
Bom, até podem mostrar marcas e o desgaste natural do uso ou de algum momento menos bafejado pela sorte, mas gosto de andar com uma bicicleta bem aparentada, minimamente limpa e lubrificada. Ter só por ter não me diz muito, outra conversa muito diferente é fazer por tê-las no seu melhor.


Lagariça
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A besuga tava toda cagada de lamêre. É o que faz andá à douda por aí a fora!
Que lagariça naquele quintar. Pió ainda quande o espiche da manguêra saí, parecia uma árredouça, crêde!
Fiquê tode lavade e a besuga também. O reste há de secá...
Bêjes e abraces.


A estremecê de limpe!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses fou dia de vazá o telhêre!
Tudo pra foura, pa limpá e inderêtá aquile tude.
Ficou bim requim!
Ma nã querim crê, que no dia a segui,  o chã debâxe da besuga já tava tode pingade de óleo?!
Aquela às vezes tamam nã tem consciência nenhuma e um home teve um trabaie desgraçade...
Même de veras! Tude a estremecê de limpe e ela prega-me essa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Andar de bicicleta vs. treinar

As minhas saídas de bicicleta para além da parte lúdica têm também uma componente física importante, que só dispenso por algum motivo relevante. É mais um dia que aproveito para exercitar o corpo, sendo que neste caso junto o útil ao agradável, já que pedalar é algo que gosto muito de fazer. Ok, já devo ter dito isso 500 vezes, mas pronto.
No entanto, não gosto de classificar estas minhas saídas como treinos. Na minha opinião, uma classificação simultaneamente pretensiosa e descabida. Porque não são isso que são. Tirava-lhes parte do encanto. Então, vou simplesmente andar de bicicleta. É assim que gosto de encarar as minhas voltas.
Gosto de sair de cabeça limpa, ou seja, sem grandes objetivos, prazos ou expetativas. Às vezes, nem destino certo tenho. É-me absolutamente indiferente quantos quilómetros faço, até porque nem tenho forma de os contabilizar. É um momento meu, uma forma de desanuviar, pensar na vida e nas coisas, sentir o ambiente que me rodeia com proximidade, uma relação restrita com a minha bicicleta.
Mas há quem saia para treinar e faça disso a sua bandeira. E acho que fazem muito bem, tal como também acho que faço.


O Florimunde treinou c'mó diabo!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu andá de bcecléte com o Florimunde e nã é qu'esse demóne pregou-me umas cuecas tesas de marreta?
- É maldite, o que é que comeste hoje de manhã?
- Fou pã com quêje e uma tejéla de chá prete.
- Nã sabia que o pã e o chá davim essa força toda?
- Tal atlêmad, não vês que isse é de treiná c´mó diabo?!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Blogue de bicicletas

Sei, por experiência própria, que a relação com um blogue passa por diversas fases. Podendo ir do grande entusiasmo ao desencanto. Este meu regresso ainda é relativamente recente e vive momentos de inspiração e motivação. Também é verdade que a experiência e a maturidade deixaram de lado possíveis expetativas, o que me faz encarar todo o processo com mais tranquilidade.
As estatísticas são irrelevantes, até porque pela temática abordada este nunca será um blogue de massas. Mais do que o número de visitas, prefiro destacar a simpatia e a atenção das mesmas. Pessoalmente, tenho recebido felicitações e incentivos para continuar, o que me deixa agradado e grato.
Como já referi, embora não ande de bicicleta para ter matéria para o blogue, é inegável que tenha atualmente uma dinâmica e uma atenção diferentes, já que uma coisa leva à outra. Tanto a escrita é motivo para andar, como andar é motivo para escrever. E quem diz andar, diz estar mais informado e envolvido com o meio.
Cá na ilha as bicicletas vivem um bom momento. No que diz respeito à competição e ao lazer, no surgimento de espaços comerciais dedicados e na preferência de se ter uma bicicleta como companheira para a prática de exercício físico. Como meio de deslocação e transporte as coisas ainda estão muito aquém do esperado, com algumas tentativas pontuais a surgirem de forma envergonhada. Quanto à procura em geral, julgo que esta estabilizou, depois de ter atingido o seu pico num passado relativamente recente.
A minha posição perante as bicicletas e o meio ciclístico em que me insiro, não sendo única, é diferente da maioria. As prioridades são outras, tal como a descontração. É exatamente estas que defendo aqui fazendo uso de palavras e imagens. Julgo que se vive alguma pressão escusada, mal que não afeta só as bicicletas, mas que é transversal a todas as áreas da sociedade.
Estou satisfeito com este blogue. Tem a imagem que queria e trata daquilo que gosto, como gosto. Este é um blogue que, se não fosse meu, gostaria de acompanhar. É um blogue onde falo de bicicletas de forma simples e honesta, e onde mostro retalhos contextualizados da minha ilha - São Miguel - com muito orgulho!


O zabela e a besuga têm um blougue!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Só para vocês ficarim a sabê mió...
Quem é que a gente sã?
- O zabela é o zabela. E a besuga é uma bcecléte normal com duas rodas, volante, banco e pedales. Nã, a besuga é uma bcecléte especial de corridas! Ah, ela nã fala, mas ê falo por ela.
Como é que aparecê esse blougue?
- Entã tava bim dêtchado na minha cama quando senti uma dô forte nos pêtches, como se tivesse levado uma cotevelada nas aduelas, e lembrê-me:
- Ême, ma que vou fazê um blougue!
Já tã même a vê que fou de rebindita. E fou même!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Quedas

Cair de bicicleta é chato! É muito chato! Mas se ficarmos por aí, do mal o menos.
Aquela sensação de estarmos a perder o controlo é desagradável. Aquela iminência é aflitiva. Aquela aproximação do chão é medonha!
Mesmo que não cheguemos ao chão, é o suficiente para alterar a tensão e acelerar o coração!
Que se minimizem as consequências, materiais, mas essencialmente as físicas. Que se ponderem ou alterem comportamentos. Que nos sirvam de aprendizagem. Que nos tragam à realidade. Que nos apaguem a imagem de invencibilidade!
Mas que não nos demovam de um gosto. Não nos tragam constrangimentos nem lesões!
Às vezes até dão para rir de tão tolas que são. Que fossem todas assim.
O quê, uns arranhões? A pele renova-se, a pintura é que não!


Grande cafua
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Ia na mecha com a besuga, bim imbalade... A descê!
A curvá, sim senhô, e de repent... O chã tava chê de sarrisca!
Travê, a maldita dê de rabe, aboiou-me p'lo á e fu drêt pó chã... De role!
Só parê quande dê uma grande cafua num poste de luz!
Tou chê de dôs, mas de pincel na mã...
A retocá os risques na besuga!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Pedaladas seletivas

Com a idade vamos ficando mais seletivos. As saídas para pedalar já obedecem a uma pequena lista de critérios. Já há mais cuidado com alguns pormenores. Por exemplo, na consulta das previsões meteorológicas, que podem condicionar a escolha do local e da bicicleta a utilizar. Até porque normalmente pedalo sozinho e os imprevistos acontecem. Nada de grandes exigências, mas sim, sou mais criterioso. Por outro lado, se assumo um compromisso publicamente, baseado em determinados pressupostos e estes são alterados de forma imprevisível, a não ser que seja algo extremo, cumpro. Às vezes basta comprometer-me comigo mesmo. Outras vezes, cedo a contrariedades demasiado pequenas e não vou. Faço como que uma vingança a mim próprio, o que é parvo, até porque não é preciso dizer quem fica sempre a perder…


Amarrá o bode!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses ia andá de bcecléte, ma mal tirê a malditcha da garage pega a chovê!
Ême, fiquê pa Dês me levá... Sorte macaca!
Noutres tempes cagava e andava, agoura...
Agoura ma que tou cada vez más fraquim, dê meia volta e voltê pa trás!
Ême, fiquê bim esmorecide!
Ódepous até fez sol, ma de rebinditcha já nã quis saí...
Fiquê fechade ámarrá o bode!
Ême, ê sê... Só um grande atlêmad faz viganças contra si propre!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Roupa para andar de bicicleta

Não existe roupa para andar de bicicleta. Ou melhor, existe, mas para andar de bicicleta não é obrigatório vesti-la!
Depende muito do que se faz e como se faz. Gosto de andar da forma mais simples possível, o que para mim também é a mais confortável, embora este conceito seja subjetivo. E até podem existir peças obrigatórias dependendo das voltas e da bicicleta em uso, mas nada de muita exuberância e excessos.
Nas minhas deslocações diárias uso sempre e apenas roupa normal. Não uso capacete. Aliás, não há nada obrigatório, mas, curiosamente, costumo usar óculos de sol, mesmo que o sol não se faça sentir. Na altura do ano mais instável, um casaco prático que possua caraterísticas corta-vento e impermeáveis pode dar jeito. Como praticamente todos os que uso têm estas caraterísticas não tenho com que me preocupar. Prefiro estar sempre mais fresco, pois a pedalar é normal que a temperatura corporal suba.
Nas minhas voltas ao fim de semana, com bicicleta de estrada ou de BTT, o capacete, as luvas, os óculos, a roupa de licra e os sapatos de encaixe são obrigatórios. Mas fico-me por aqui. Mais uma vez a simplicidade e a leveza a imperar. Não gosto de peças como golas/lenços, corta-ventos, impermeáveis e coisas do género. Só uso em situações muito específicas ou extremas. Prefiro passar um pouco de frio e até apanhar chuva do que andar incomodado. Em voltas mais intensas, a temperatura sobe e surge a transpiração, o calor e as comichões. Eh pá não, antes frio! Para além disso, estas peças incomodam-me ao nível da liberdade de movimentos. Ainda a este nível, é muito raro usar as pernas completamente tapadas. Não vou negar que pontualmente, certos equipamentos poderiam ser úteis, mas tenho conseguido passar bem sem eles.
Nos meus passeios em família junto um pouco dos dois mundos. O ritmo e a atitude são diferentes e reina a descontração. Assim, combino roupa normal com roupa técnica, sem grande critério.
Como em tudo, cada um deve fazer aquilo que lhe for mais conveniente, seja vestir-se todo de licra, seja manter as calças de ganga. Triste é apontar o dedo aos outros por não estarem devidamente vestidos para andarem de bicicleta ou não pedalarem com a desculpa de não terem a roupa adequada!


Mascarade
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
No outre dia, e atençã tava um bele dia, vi alguém a andá de bcecléte...
E o que é qu'isse interessa? - perguntim vocezes!
E ê pergunte: Já tames no carnaval?
E vocezes perguntim: Porquié?
E ê responde: É porque esse alguém ia mascarade...
Ma tã mascarade que até fiquê tode arregalade!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

E com esta fui arrumado!

Como não será de estranhar, muitas das minhas conversas metem bicicletas pelo meio. Quando falo com pessoas minimamente entendidas, interessadas ou simplesmente curiosas, até dá gosto, mas existem outras para as quais tenho cada vez menos pedalada..., paciência, queria dizer. É uma clara perda de tempo e sou invariavelmente tomado por aquela sensação de estar a ser um grande parvo!
Mas por outro lado, é uma forma de ouvir tiradas únicas.
Certa vez, em que me era dirigido um discurso carregado de desculpas e preconceitos sobre andar de bicicleta, e enquanto pensava que pior do que tinha ouvido até então seria impossível, o meu interlocutor conclui com a espetacular frase - "Não gosto de me cansar!" 
Respondi-lhe com o meu profundo silêncio...
E com esta fui arrumado!


Desapega-te!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Isse sai-me cada sainhas!
- Ême, nã quere andá de bcecléte porque fique com dôs no rabim e nas perninas!
Ême, nã quere andá de bcecléte porque fique com dôs nos bracins e nas mãzinhas!
Ême, nã quere andá de bcecléte porque fique munte cansadim e nã goste de me cansá!
Ême, nã quere andá de bcecléte porque fique chê de fraqueza!
- Ouh, pára aí... Já acabaste?
Entã desapega-te daqui pra foura!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

“Motor” atestado para pedalar

Comida pa pedalá!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Entã é uma fatia grossa de massa sovada com mantêga e um cope de lête de vaca. Cru!
Vocezes sabim lá o que é isse? Vocezes metim é pózins de bouiã num copim com água... Bananas!
Por falá em bananas, que fruta pa dá força, crêde!
Tenhe de comprá bananas...
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.
Doutô Bcecléte: Alter-ego do Zabela, um especialista (não credenciado) em bicicletas.


Depois de ler esta “esclarecedora” publicação do Doutô Bcecléte tenho prestado mais atenção à alimentação, antes, durante e depois de pedalar, principalmente durante, a altura que mais descurava.
De facto, hidratação e alimentação durante as nossas pedaladas não é algo que se deva ignorar, sendo que a sua importância aumenta na mesma proporção da exigência, regularidade e distância, destas mesmas pedaladas.
Pedalar para mim é um prazer e mais uma oportunidade de me manter em forma. Nunca pedalei com propósitos de emagrecimento, mas entre quem o faz, e não querendo generalizar, há uma certa ideia de que quanto mais debilitarmos o corpo melhor, quando deveria ser precisamente o contrário, para se conseguir atingir os níveis ideais de rendimento e equilíbrio. Um corpo ativo, bem hidratado e alimentado vai responder melhor às solicitações físicas, o que levará a melhores e mais rápidos resultados.
O que não faltam são opções neste campo, mas para a hidratação a água será sempre a base e para a alimentação a conjugação certa de alimentos ricos em hidratos (simples e complexos), proteínas e gorduras.
A bicicleta anda com a nossa energia (trabalho de força e movimento exercido nos pedais), portanto, o nosso corpo assume a posição de motor. Assim, precisa de combustível de qualidade e em quantidade necessária para funcionar à altura do que lhe é exigido.
Se calhar esta analogia não é a mais consensual, já que nos remete para o ramo automóvel, mas aqui estamos a falar só de eficiência e ganhos: Gasto de calorias, tonificação muscular e zero emissões de gases poluentes.

Bicicleta emprestada…

Não gosto de emprestar coisas, nem gosto de ter coisas emprestadas. O verdadeiro valor das coisas é aquele que lhes quisermos dar, mas é sempre complicado, pelo menos para mim, lidar com as coisas dos outros e não saber bem como os outros lidam com as minhas coisas.
Emprestar uma bicicleta é ainda mais complicado!
Não considerando aqueles empréstimos momentâneos para dar uma “voltinha”, já tive por duas vezes bicicletas emprestadas, exatamente bicicletas de teste de uma loja e só fiquei realmente descansado quando as entreguei tal e qual como me foram entregues dias antes. Até porque eram bicicletas, que pelos valores envolvidos, dificilmente poderia ter, e os azares acontecem!
Não foi o caso. Apesar da apreensão e do cuidado extra, não deixei de tirar partido e estas acabaram por ser experiências muito significativas, sendo que o relato da mais relevante pode ser lido aqui.
Foi exatamente este teste que me levou a comprar mais tarde a minha bicicleta de estrada, mesmo que fosse muito diferente daquela que tive possibilidade de experimentar. O facto é que fiquei adepto desta outra vertente do ciclismo, numa altura em que só conhecia BTT.
Mas houveram algumas outras situações em que me foram colocadas bicicletas à disposição e que por falta de à vontade preferi não aceder.
Com a disponibilidade para me emprestarem uma bicicleta até não é muito difícil lidar, basta agradecer de forma simpática, agora confrontado com um pedido de empréstimo, se calhar teria de usar a mesma estratégia que um “amigo” usou quando foi abordado neste sentido por um primo emigrado.

 

Imprestá a besuga?
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Tive cá mê prime Artur, um calafã que vê d'Ámerca.
- Eh cousin, tens uma bike bim nice! Imprestas p'ê dá uns rides p'la cedade?
- Nã percebi! Já sabes qu'ê nã fale amaricane!
- Ême, a tua bcecléte, imprestas?
- Ouh, tenhe qui m'imbora, té logue!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Bicicleta no chão!

Chegamos, paramos as bicicletas. Tudo tranquilo, convívio, animação, de repente...
Catrapum!!!
Aquele som tem tanto de inconfundível como de revelador...
Caiu uma bicicleta!
Oxalá não seja a minha! - pensamos, enquanto nos dirigimos em agonia para o local do "crime".
A solidariedade é muito bonita e tal, mas antes a dos outros do que a nossa...
É mesmo assim!
- Foi a tua! - São as palavras proferidas pelo "mensageiro da desgraça"!
Merda! (ou pior) - É a palavra sugerida pelo nosso cérebro que não chega a sair por ter ficado entalada com a agonia!
Alguém já a levantou e dita a sentença do costume - Não tem nada!
A mensagem é ignorada, a nossa concentração já está toda na visão, que percorre o "corpo" acidentado como se fosse Raio-X!
Sai a lista dos estragos que se tenta minimizar em esforço.
Podia ter sido pior! - Diz interiormente o nosso lado conformado.
Mas podia não ser nada se não tivesse caído! - Surge de seguida o pensamento inconformado.
Tenta-se esquecer, tenta-se ignorar, só o tempo poderá ajudar, mas aqueles riscos vão ficar lá sempre para nos atormentar! (Até rima!)


Esta é uma descrição um tanto ou quanto exagerada. Pessoalmente, hoje em dia, tenho uma capacidade de aceitação bastante mais desenvolvida. As situações acontecem, às vezes podem ser evitadas pela prevenção, outras são tão insólitas que pouco se poderia ter feito.
O processo é: Cair, levantar, relativizar, seguir em frente, minimizar, ou simplesmente, ignorar.
Mesmo assim e dando uma de masoquista, mais uma vez recorro aos préstimos do Zabela, com uma descrição de um episódio bastante ilustrativo, datado de 19/10 e que dá pelo sugestivo nome de "As lágremas erim c'ma cagalhãs!"


As lágremas erim c'ma cagalhãs!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A minha crida besuga sofrê um acident!
Nã sê se fou dos ciúmes ou lá que fou, mas a corina pregou-me uma tesa de marreta!
Vou contá: Entã fu ao préde do Carlins Bogangue buscá batata doce qu'ele me dê. Parê a besuga incostada nos abrigues d'incense. Quande tavames a inchê a saca c'a batata ouvimes um trambolhã. Ê fu logue a corrê já pinsande no pió. Cheguê ao pé dos abrigues e...
- Eh Carlins, a besuga desaparecê!!!
- Eh hôme, c'mé isse?
- Tou-te a dizê...
- Calma, tá ali... Ali em bâxe o pé dos oraçalêres...
- Dos oraçalêres?
- Sem, paraste-la bim mal parada!
- Ela tava bim incostada nos abrigues!
- Tava cá nada! Se tivesse nã tinha caíde lá em bâxe!
- ... A minha rica bcecléte caí lá em bâxe!
Quande cheguê o pé dela e vi os estragues, nã aguentê...
As lágremas correrim-me c'ma cagalhãs p'la cara abâxo!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Zabela & Besuga - Doutô Bcecléte - GPS

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.
Doutô Bcecléte: Alter-ego do Zabela, um especialista (não credenciado) em bicicletas.

 

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Más uma dúveda que chegou a essas minhas mãzinhas hablidosas!
Vames lá entã.


Sr.Dr.Bcecléte,
Todes os mês amigues usim aparelhes GPS e tamam gostava de tê um. Acha que precise même disse?
Anacleto


Olá Anacleto,
E ê é que sê?
Pronte, gostava de ajudá, ma nã vá sê fácil.
- E porquié? - perguntas tu.
Porque ê nã use nada dessas mariquices eletrónecas!
Sem, desculpa, mas ache même que sã mariquices... eletrónecas!
Até podes sê daqueles que achim uma campainha (trim-trim) uma mariquice e munte pese pá bcecléte, e preferes andá distraíde a tocá im botazins!
É verdade que se nã tens isse nã vás metê as tuas voltas no faceboque e vã todes achá que nim sabes andá de bcecléte, ma tamam ninguém intnica contigue.
Vou sê diréte e sincere. Nã, nã precisas nada desses aparelhes, até porque sã cares, avareiam e atrofiem o tê sentide de orientaçã!
Bota sintide nessa palavra - atrofiem - porque tive o trabalhe de i o dicionáre pra tê a certeza do que queria dizê.
Se même assem, nã quisés sabê do que te digue, tivés ouros a más e quisés fazê mania pós tês amigues, compra lá isse, mas depous nã digas que nã avisê!
Nã ajudê nada, pous nã?
Orientaçã rapazim!


Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga - Doutô Bcecléte - Louca de amores

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.
Doutô Bcecléte: Alter-ego do Zabela, um especialista (não credenciado) em bicicletas.

 

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Está aberta a pourta do mê nôve consultóre.
Venhim im paz!


Olá Doutô Bcecléte.
Tou même apaixonada por aquela bcecléte. Além de sê linda, pelo preço façe ideia que seja munte boa pr'andá. Queria começá a investi a andá más de bcecléte e até à minha casa é sempre a subi… O que acha?
Dália


Olá sagrada,
O amor é linde, sabias?
Primêra, pa começá - Qual é a becléte? Tá bem qu'ê percêbe munte disse, mas ainda nã consigue advenhá que bcecléte é que os outres tã a pensá!
Mas pronte, s'é requinha ê própre sou hôme pa m'apaxoná assem à primêra vista!
Segunda - Boas p'andá sã todas até que t'abouiem pó mê do chã a primêra vez! Ême pronte, nã tem d'acontecê, mas pode! Agoura isse do preçe, às vezes, nã qué dizê nada.
Tercêra - Óia, investi em andá de bcecléte é semp um investimente bonzim. É más segure e rende más que arrumá os ouros dentre d'um colchã de foia de mie.
Quartema - Tens é de vê s'ela é même o que tu qués. É que há bceclétes:
- Boas pa passeá n'Avenida e fazê mania;
- D'andá qué fê e de caí tamam;
- Que nã andim nada;
- Que levim sacas de batata que é uma maravia;
E por aí a foura...
Tás percebende, sagrada? Pous, ê tamam nã! O qu'ê quis dizê, p'além de fazê uma confusã tesa de marreta, fou que deves d'escolhê uma bcecléte requinha que gostes e o même tempe seja boa pó que qués fazê.
Quintema e últema - Nã penses nas subidas senã vás começá já a transperá e nã vale a pena. Nunca se deve sofrê antes das cousas acontecê! - Frase pa inspirá, guarda pra ti se quisés!
Óia, corre já pá loje, dizes qu'ê é que disse pa is lá e que sou tê amigue, e assem recebês logue um tratamente especial de corrida, ou de pedales, nesse case.
Vás saí de lá a pedalá c'uma linda. Depous conta como fou, tá bem sagrada?
Nã tens d'agradeçê!


Bêjes e abraces.

 

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