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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

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Triumph Scrambler 900 - Paixão de 2 rodas

Nunca fui daqueles saudosistas que gostam de coisas clássicas e/ou antigas, sempre fui muito mais virado para as últimas novidades, para a mais recente tecnologia, para a alta performance e modernidade.
Mas há certas coisas que mudam, talvez pela maior maturidade, por uma qualquer circunstância ou acontecimento da nossa vida, ou pelo simples evoluir da idade.
Obviamente que estou a falar de motas, e recentemente comecei a dar mais importância a pontos que até agora desprezava um pouco. Desta forma “apaixonei-me” por uma mota que muito dificilmente à uns tempos atrás estaria no lote das minhas preferidas, até podia apreciar um ponto ou outro, mas no geral, nunca seria uma mota que gostasse de ter.
A Triumph Scrambler 900 é uma clássica moderna, baseada no conceito “scrambler” que muito sucesso teve nos anos 60 e 70, principalmente nos EUA. Há muito que a Triumph tem feito renascer motas baseadas em modelos de outros tempos (Thunderbird; Bonneville; Thruxton) e com as quais tem conseguido agradar a muitos motociclistas e entusiastas da marca.
O conceito “scrambler” foi aquele que esteve na base das trail e no fundo consiste em adaptar minimamente uma mota de estrada para meios mais diversificados e assim equipá-la com pneus mistos, escapes elevados e guiador largo, entre outros aspectos.
Na minha opinião o resultado é encantador! A mota emana um estilo clássico intemporal, cheio de personalidade, ao qual, me rendo completamente.
Que dizer da sua pintura, do logo da marca de grandes dimensões com acabamento cromado, que dizer dos seus dois belos escapes igualmente cromados, de excelente sonoridade, a atravessar a mota numa posição elevada, que dizer do volumoso bloco de 865 cc com o seu aspecto “retro” parecendo uma peça de outros tempos sublimemente restaurada, que dizer do seu painel de instrumentos, dos seus faróis dianteiro e traseiro… até mesmo do pormenor da ignição estar posicionada lateralmente na coluna de direcção...
Como se não bastasse a Triumph disponibiliza uma linha de acessórios que ainda lhe proporcionam um acentuar do conceito, entre outros acessórios mais vocacionados às prestações ou ao conforto. Tal como existe igualmente uma linha de equipamento específico para o condutor e passageiro.
A nível técnico a Scrambler está equipada com um bicilíndrico paralelo com 865 cc, refrigerado por ar e alimentado por dois carburadores, e na transmissão uma caixa de 5 velocidades. Quadro simples em aço, jantes de raios de 17 e 19 polegadas atrás e à frente respectivamente, nas suspensões, forquilha convencional de 41 mm de diâmetro e duplo amortecedor traseiro com ajuste na pré-carga, na travagem, um disco de 310 mm na dianteira e um de 255 mm na traseira, ambos mordidos por pinças de 2 pistões. Declarados para valores de peso, estão os 205 kg a seco e para potência e binário máximos, os 55 cv às 7.000 rpm e os 69 Nm às 5.000 rpm, respectivamente.
De facto, não espanta pela sua ficha técnica, aliás, nem quer, o seu andamento é regular, tal como a sua travagem e é normal que o comportamento das suas suspensões não seja um primor, principalmente quando se circula com passageiro. As suas prestações também não “brilham”, mas aí é que está, os seus argumentos estão longe disso.
A Scrambler é uma máquina com encanto e charme suficiente para se valer por isso, de resto apenas proporciona uma utilização normal e polivalente, mas polivalência com muito estilo, não passando despercebida onde quer que passe.
É perfeitamente aceitável que para alguns, uma máquina destas, nada traga de novo, e diga muito pouco, sendo apenas encarada como mais uma mota de aspecto clássico, que se inspirou em produções de outros tempos. Não se pode agradar a todos!
Para outros é o culminar de um amor à primeira vista, é ser diferente, é encarar o mundo do motociclismo de forma peculiar e intensa, é um regressar às origens, é o fazer parte de um grupo restrito e da história de uma marca mítica, com muita tradição, onde classe e exclusividade sempre foram as palavras de ordem.
Eu sou um destes e adoraria ter uma!

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