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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

10.01.20

Eu pedalei, pedalo, pedalarei…


Rui Pereira

Continuo. Não consigo deixar. Não quero parar.
Sinto as dificuldades. Acuso o esforço. Os constrangimentos.
Mas também falo, rio, grito. Consolo-me.
Sozinho. Às vezes, acompanhado.
Descubro novos lugares. Os mesmos, de forma diferente.
Traço novos objetivos. Arrisco desafios. Vou.
Outras vezes, não.

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Às vezes custa sair. Depois não quero parar.
Nem sempre com as condições ideais. Não faz mal.
Não existem condições ideais.
Tenho frio, depois tenho calor. Depois volto a ter frio.
Estou molhado. Arrepiado.
Susto. Safo-me por um triz. Arrepio-me.
Esqueço. Faz parte.
Tudo tem um lado bom. Outro menos bom.
O lado bom domina.

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As experiências são incríveis. Umas mais, outras menos.
Mas todas únicas. Diferentes. Deixam-me sorridente.
Vou continuar. Não quero deixar. Nunca vou parar.
Custe o que custar.
Mesmo quando já não o puder fazer.
As minhas bicicletas foram, são e serão sempre pedaladas.
Nem que seja em pensamento!

08.01.20

De bicicleta, à janela!


Rui Pereira

- O senhor hoje veio de bicicleta.
- Já não vinha de bicicleta há bastante tempo. Consola!
- Pois é.
- Ainda ontem, no facebook, alguém dizia que no seu tempo ia namorar de bicicleta… Eu ia sempre de bicicleta para namorar, à janela!
- Era?
- Durante muito tempo. Lá ia eu, sempre de bicicleta!
- Muito bem.
- … Ela já não saía há bastante tempo!

Uma troca de palavras que assisti, à hora do costume, no melhor local, com a temática certa!

08.01.20

Ausente, presente!


Rui Pereira

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Começou muito cedo. De forma natural, segura e autónoma. A facilidade com que lida e se adapta é desconcertante. Sejam grandes ou pequenas, leves ou pesadas, de estrada, cidade ou todo-o-terreno, com ou sem mudanças, de carreto fixo ou roda livre.
Atualmente, não está para aí virado. Mas faz questão de estar presente para elogiar, experimentar e viver um pouco do meu entusiasmo.

07.01.20

“I Love My Bike”


Rui Pereira

Uma campainha de bicicleta é um acessório com uma função bem definida. Pode ser particularmente útil, para quem faz da bicicleta o seu meio de transporte preferencial, como forma de assinalar a sua passagem. Ou mesmo para quem apenas utiliza as ciclovias em lazer, pois não é raro, em algumas, cruzarmo-nos com mais peões e corredores do que bicicletas.
Tinha uma campainha especial a decorar a minha secretária. Quando estava a terminar a montagem da Gloria lembrei-me dela. Se calhar…
Mais do que a função prática, aqui o objetivo centrou-se no efeito estético e decorativo. Em ter aquele pormenor, aquele toque de diferença. E decorar por decorar, uma campainha de bicicleta é para estar montada numa bicicleta e não sobre um prateleiro superior de uma secretária de escritório.
E a mensagem não podia ser mais verdadeira. Adequada a esta ou a qualquer outra das minhas bicicletas!

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07.01.20

Em 2019


Rui Pereira

Não sou muito de balanços nem resoluções. O ano velho já era e o novo é apenas mais um ano. O resto é calendário.
No entanto, o ano que passou ficou marcado por dois eventos importantes, no contexto, que gostaria de destacar. O primeiro - Nova imagem! - a meio do ano, o segundo - Nova “fixie”! - no fim.
A minha amiga Gaffe deu a este blogue a imagem que sempre quis, mesmo sem saber bem que imagem queria. Às vezes ainda me pergunto como, tal o nível de acerto e precisão, mas o facto é que conseguiu. Ficará marcado para sempre!
Uma nova bicicleta é sempre um evento relevante. A nova “fixie”, segmento de bicicletas pelo qual nutro um carinho especial, trouxe outro brilho a este dezembro marcado pelo mau tempo, pelas festas, pela família, pelos exageros e pelos habituais constrangimentos inerentes.

06.01.20

O teste!

Gloria Magenta


Rui Pereira

Baixas expetativas e a normal apreensão inicial. Foi assim que levei a Gloria Magenta à estrada pela primeira vez. E ainda bem que assim foi, porque acabei surpreendido positivamente.

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Ok, é uma bicicleta pesada, não prima pela nobreza dos componentes nem dos acabamentos, mas revelou um rolar fluido e suave. Pelo menos na ausência de inclinações mais acentuadas, quer ascendentes, quer descendentes. Não há milagres!
Considerando os valores despendidos por cada uma das minhas “fixies”, o da Globe Roll dava para comprar três Glorias. A Roll é indiscutivelmente melhor, mas na prática, a andar, é preciso ter algum conhecimento específico para justificar a diferença.
Acima de tudo, e tal como esperava que fosse, é honesta. E depois é bonita, simples, minimalista e desafiante, como a maioria das “fixed gear” são. No caso, com umas rodas de perfil alto num laranja vibrante e uma corrente vermelha a darem suficientemente nas vistas.

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E pronto, lá está mais uma… Às vezes chateia-me não conseguir dar-lhes o devido uso. E quantas mais são menos uso lhes dou, mas o facto é que é sempre um prazer ter mais uma bicicleta!