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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Tão diferentes, mas tão iguais!

Nisso das bicicletas há inúmeras atitudes e formas de estar por parte de quem anda nelas, o que motiva diferenças enormes de andamento e de habilidade aos seus comandos.
Pensar na generalidade, onde existem apenas dois grupos diferentes, os profissionais e os entusiastas, diferentes entre si, mas internamente homogéneos, não é correto.
Aqui interessa-me falar essencialmente dos entusiastas, muitos deles verdadeiros atletas, onde a vastidão dentro do grupo é imensa.
Para quem está dentro do meio, isso nem sequer é assunto, por ser tão óbvio e indiscutível, mas sou muitas vezes interpelado por pessoas de "fora", que demonstram um grande desconhecimento neste sentido, não conseguindo alcançar o fosso que pode haver numa comparação entre praticantes aparentemente semelhantes.
A regularidade e a intensidade da prática, para não falar em métodos de treino, onde todo um modo de vida converge para o aumento da performance, fazem toda a diferença. Mesmo considerando unicamente o estatuto de amador e a possibilidade de não haver sequer uma grande intenção a montante.

Meti-me c'a besuga num camin que nã conhecia...
Aquilo era sempre a subi, mas era même a subi c'mó demónio!
Tava penande o gadêie, quase pronte pa Dês me levá...
Quande passa por mim um petchéne... C'ma nada!
- O senhô tá bem? - pergunta.
- Tá tude bem, sagrade! - respondi, tentande escondê a cara más páleda que um defunte.
- Sim senhô, té logue entã! - diz, acelarânde como se tevésse um motô na bcecléte!
Nisse, oia pa trás e apanha-me a fazê focins de dô. Nã dê tempe de desfarçá!
Ri-se, même c'aquela cara de gozanim, e dê-lhe semp'im quent...

E quem diz andar mais, diz ultrapassar obstáculos, saltar, fazer acrobacias e por aí a fora!

Isse há praí cada cabeça douda!
Esses demones fazim é cavalins, é burrins, é truques, é pules...
- Êh maldites, vocezes tamam devim de dá cada estacada, crêde!
E ê que pinsava que sabia andá de bcecléte e afenal nã sê fazê nada que se veja...
Sou même um zabela!

Claro que existem fatores importantes como a idade, a maneira de ser, o histórico desportivo e até a genética, mas a disposição, a entrega e a vontade de concretizar objetivos e de se superar são determinantes.
Óbvio é também o facto de que nem todos têm este propósito quando pedalam numa bicicleta. Eu sou um deles. Tenho uma visão mais abrangente e combinada das pedaladas, mas não deixo de reconhecer quem apresenta esta capacidade.

Às vezes, ouço alguns entusiastas criticar outros entusiastas, por supostamente pensarem ser profissionais, como também ouço estes outros entusiastas, supostamente profissionais segundo alguns entusiastas, que estes mesmos entusiastas não andam nada!

Todos entusiastas, tão diferentes, mas tão iguais!

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Mais um passeio de bicicleta sem grande história…

Nunca mais tinha ido às Furnas. Foi para lá que fui ontem. E é provável que vá lá novamente para a semana.
Mais um passeio sem grande história, com um ritmo a oscilar entre o calmo e o ligeiro. Optei pelo trajeto Norte/Sul, que não é o mais conveniente para mim, mas acho que é o que gosto mais.
Algures entre a Ribeirinha e o Miradouro de Santa Iria aconteceu uma situação curiosa e engraçada. Começo a avistar ao longe um companheiro de bicicleta. Aos poucos vou-me aproximando até que o alcanço e cumprimento-o à passagem, como é habitual. Já ia uns metros adiantado quando ouço algo do género:

"Bela máquina! Foi bem estimada!"

Era o anterior proprietário da minha Roubaix, que obviamente a reconheceu e fez questão de se manifestar. Não o reconheci. Já lá vai um ano e meio e nunca tinha acontecido cruzarmo-nos. Trocamos algumas palavras e lá segui caminho.
Há voltas em que me cruzo com pouca gente e apenas desconhecidos, esta foi ao contrário. Já tinha acontecido logo antes desta situação, voltou a acontecer depois, e novamente a sair das Furnas pela sua… (escolher o adjetivo mais apropriado) calçada! E ainda na cidade de Lagoa, com repetição na última grande dificuldade.
Esta volta, para mim, tem quatro grandes dificuldades! A subida para a Mata Dr. Fraga, a calçada da Lagoa das Furnas, o Pisão e, finalmente, a Duarte Borges. As restantes sofrem-se… Mas também existem alguns pontos de interesse, Pedras do Galego e a descida Furnas/Vila Franca.
Na cidade de Lagoa, mais uma situação, desta feita não muito agradável. Numa zona a descer em que vinha a rolar bem, um rapaz com uma scooter preparava-se para arrancar, saindo de cima do passeio para a faixa de rodagem, exatamente no momento em que passava. Dou um grito, desvio-me ligeiramente para a esquerda e aperto os travões, tanto que senti a roda traseira a deslizar lateralmente, mas felizmente o rapaz ouviu-me (foi um grande grito!) e parou de imediato. Soltei um valente palavrão (ou vários) e prossegui aliviado. Foi apenas um cagaço!
Mais um domingo, mais um passeio de bicicleta sem grande história…

Regras para utilizar a bicicleta como meio de transporte!

1 – Determinação. E nem é preciso muita, basta não estar sempre a pensar nos inconvenientes e nas desvantagens, porque desta forma, todo e qualquer argumento, mesmo os mais insignificantes, vão servir de desculpa para não começar a pedalar. É começar já!

2 – Bicicleta. Qualquer bicicleta serve, mas claro que as citadinas e utilitárias serão mais adequadas. Acessórios como guarda-lamas e suportes de carga serão muito bem-vindos. Numa fase inicial não se justifica estar a fazer um grande investimento, pois poderá vir a revelar-se desadequado ou desnecessário mais tarde.

3 – Vestuário. Não são necessárias roupas específicas para ciclismo, basta algum critério na seleção das mesmas de acordo com a estação do ano e com as condições atmosféricas. Roupas frescas e respiráveis no verão, e casacos e calçado com caraterísticas impermeáveis no inverno serão sempre uma mais valia.

4 – Percurso. Depois de identificado o trajeto a percorrer é importante verificar as opções de percurso disponíveis para o fazer. Devem ser ponderados fatores como a inclinação e o tipo de piso das vias, entre outras caraterísticas. O trânsito. A existência de vias próprias para bicicletas. Um percurso mais longo, mas com caraterísticas mais amigáveis para a utilização da bicicleta, será sempre melhor opção.

5 – Adaptação. Aqui está uma palavra-chave! A involuntária por parte do nosso corpo, que com certeza vai reagir positivamente ao exercício motivado pela pedalada, ficando natural e progressivamente mais capaz. A voluntária, quando tratamos de toda a logística por forma a simplificar e facilitar a nossa vida sobre a bicicleta.

6 – Bom-senso. Andar no meio do tráfego automóvel com uma bicicleta pode ser algo intimidatório para muita gente. Não acho que seja excecionalmente perigoso, mas não deixa de ter alguns riscos. Não podemos controlar os comportamentos dos outros, mas podemos estar atentos e tentar prevê-los. Quanto aos nossos, calma, cuidado, bom-senso e assertividade!

7 – Motivação. Essencial mantê-la, principalmente no início, quando ainda estamos desconfortáveis com a mudança. Publicitar a nova prática perante amigos, familiares e colegas de trabalho e focar os pontos positivos da mesma, ajuda. Então “recrutar” alguém que partilhe este estilo de vida connosco! A partir do momento em que o novo hábito se estabelece e começamos a sentir todos os benefícios do mesmo, muito dificilmente voltaremos ao nosso anterior hábito correspondente à mobilidade.

 8 – Dificuldades. Vão existir sempre e é preciso estar preparado para as encarar da melhor forma possível. Algumas poderão vir a ser contornadas com o acumular dos quilómetros e da experiência, outras… bem, melhores dias virão!

Tudo por causa de uma câmara-de-ar!

Há quem não seja muito prevenido e ache que os furos só acontecem aos outros, portanto, ter na sua posse material necessário para fazer face a esta situação não é uma preocupação (às vezes faço parte deste grupo). E há quem não seja prevenido porque mesmo que tivesse o respetivo material não saberia como proceder.
Na generalidade, estamos a falar apenas de câmara-de-ar (adequada), desmonta-pneus, botija de CO2 e adaptador ou bomba de enchimento.
Há quem pare a bicicleta simplesmente porque tem um pneu furado! E isso faz-me uma certa impressão, já que é algo bastante simples de solucionar. Mas lá está, quem nunca assistiu ou procedeu a esta operação não tem esta opinião.
Ainda um dia destes soube de alguém que teve a bicicleta encostada por várias semanas porque tinha o pneu da frente furado!
Para além do passeio estragado e da longa abstinência forçada, soma-se ainda o transtorno de transportar a bicicleta no automóvel e a espera entre levar e trazer da oficina… tudo por causa de uma simples câmara-de-ar!
Quando já me estava a disponibilizar para oferta e troca da câmara...
Ops! Só tenho câmaras para rodas 26, não 27,5…

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fiquê a pé cum pnê fúrade!
Passou um rapazim de bcecléte e perguntê a ele:
- Ouh brassad, tens aí uma cambrandal?
O atlêmad nim olhou pra mim e dê-lhe sempre prá lá!
Naiam!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Sombra

A sombra revela a mesma dupla de sempre. A paragem. O descanso. A contemplação. O registo.
A sombra revela, sem cor, mais um momento de ligação. Dela com ela. Uma mulher e a sua bicicleta.
A sombra revela as rodas que lhe fazem rolar e as pernas que lhe propulsionam num movimento constante.
A sombra revela aquela peculiar cumplicidade que só quem anda de bicicleta consegue compreender…

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As estradas são sempre as mesmas. As canadas não!

As estradas são sempre as mesmas. As canadas, embora também sejam as mesmas já que normalmente circulo naquelas que me são mais familiares por razões de comodidade e segurança, dependendo da época do ano podem apresentar-se bastante diferentes. Outra mais valia do BTT.

As canadas podem estar secas, duras e poeirentas ou húmidas, encharcadas e enlameadas. Podem ter mais ou menos pedras soltas, mais ou menos regos e valas, mais ou menos galhos e folhagens. Como podem estar mais ou menos fechadas pela vegetação. E até podem estar diferentes entre si numa mesma estação, tendo em conta as suas caraterísticas e grau de resistência às intempéries, e o facto de terem sido ou não alvo de manutenção/intervenção.

Ah, e dependendo de estarem ladeadas por pastagens podem ter mais ou menos vacas!

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Parque Urbano PDL

Em tempos foi anunciada a execução de um circuito permanente para BTT no Parque Urbano em Ponta Delgada. Achei uma excelente ideia, claro, por todas as razões e mais alguma…

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Até hoje, nada!

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Não há circuito, mas há quem, à margem disso, no topo deste parque, continue a arregaçar mangas criando novas linhas e obstáculos para percorrer e ultrapassar de bicicleta!

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Domingo fui lá experimentar alguns destes trabalhos.

Companheira de BTT

A Specialized FSRxc Pro de 2009 é a companheira de duas rodas a pedais que tenho há mais tempo. Depois de ter regressado às bicicletas com uma BTT, mais ou menos de entrada de gama, dou o salto um ano depois. Com esta suspensão total entusiasmei-me, arrefeci, arrependi-me, voltei a entusiasmar-me…
Hoje, e com a concorrência da Estrada, olho para ela com um misto de sentimentos. Negativos, essencialmente por não a usar condignamente e em consequência ter despesas escusadas. Positivos, apesar das suas limitações e inerente desatualização perante as BTT atuais, por saber que muito dificilmente terei condições para ter uma bicicleta equivalente e por reconhecer a sua capacidade de me deixar com um sorriso na cara de cada vez que saio aos seus comandos. Já são alguns anos, muitos quilómetros e outras tantas aventuras... Juntos!

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Já passou por diferentes configurações e “calçado”, de acordo com as minhas manias e estado de espírito, mas a sua sólida e bem concebida base está sempre lá presente. É uma Trail com alguma vocação para os trilhos mais acessíveis, disponibilizando 120mm de curso nas suspensões. Não se destaca especialmente em nenhum departamento, mas permite dar a cara em vários sem grandes constrangimentos, já que é dona de uma grande polivalência.
Mais limitado sou eu, já que se mantem firme e (quase) sempre pronta para (todas) as curvas. Ainda um dia destes me perguntaram: «É nova?»
Em tempos, com duas rodas não necessariamente a pedais, fiz trocas que antes tivesse batido com a cabeça na parede! Aprendi. Portanto, teorias, circunstâncias, desejos e funcionalidades à parte, o certo é que não fui, não sou, nem sei se alguma vez serei capaz de me desfazer desta minha companheira!

Sapo do Ano 2018 – Nomeado!

Este blogue foi recentemente nomeado para "Sapo do Ano 2018", na categoria de Desporto. Não foi o mais nomeado, pois não está entre os 5 finalistas que a partir de hoje estão a votações, mas considerando a temática abordada, a irregularidade das publicações e a pouca audiência, só podia estar muito satisfeito. Pelo menos fez-me olhar para ele de outra forma e ganhar algum alento para regressar à escrita e às publicações, coisa que ultimamente me estava a custar bastante fazer.
Os meus agradecimentos a quem organiza os Sapos do Ano, pela iniciativa, pelo trabalho e pela visibilidade que dá aos blogues. E a quem me nomeou. Parabéns a todos blogues nomeados e finalistas.

Cumplicidade!

As coisas valem e significam aquilo que queremos. Uma bicicleta, para alguns, não passará de um amontoado de metal, plástico e borracha. Para outros, independentemente da sua imagem e do seu valor de custo, poderá ser algo muito relevante. São as experiências, os desafios e o prazer que proporciona. E aquela cumplicidade…

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Pedaladas? Em dia. Manutenção? Não!

As últimas semanas, depois de mais um domingo que em optei por me resguardar, têm servido para meter as pedaladas em dia. Sozinho, mas também em duo, o que não deixa de ser uma novidade na minha habitual rotina.
Infelizmente as coisas nem sempre correm de acordo com as nossas expetativas neste último formato, mesmo não sendo estas especialmente elevadas, mas há que aceitar isso…
Por outro lado, não deixa de ser positivo rolar mais do que é normal, o que se traduz num melhor aproveitamento do tempo de lazer e demais benefícios que daí advêm.
A companheira eleita tem sido a minha bicicleta de estrada mais moderna (Specialized Roubaix), que é das poucas que não tem reclamado atenção ao nível da manutenção ultimamente... – “É o que faz teres muitas bicicletas!” – diz o meu colega. E com razão!

URBANfix em Santa Maria!

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Este equipamento da BICIWAY é uma estação de reparação de bicicletas de uso público.
Esta estação está instalada na freguesia de Almagreira, na Ilha de Santa Maria.

 

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E foi com um misto de agrado e surpresa que recebi esta novidade.
Excelente iniciativa! Parabéns aos seus responsáveis.

 

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Agradeço ao meu colega a captação e o envio das fotografias.

Lama…

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Bom, na verdade não havia assim tanta lama, apesar da chuva que se fez sentir nos últimos e no próprio dia, mas deu para sujar a bicicleta e ficar sujo.
As previsões meteorológicas fizeram-me deixar a bicicleta de estrada parada e levar a BTT para a rua. Em boa hora o fiz, já que me divirto sempre bastante aos comandos desta bicicleta, principalmente nestas condições, as minhas preferidas para a prática da modalidade.
Pode ser um contrassenso, mas a BTT nunca é uma prioridade, por variadas razões. No entanto, se pesar as duas vertentes (BTT vs. Estrada) nos pratos de uma balança, esta penderá para o lado do BTT.
Não sou propriamente um aventureiro e, neste momento, motivado pela clara falta de prática, vou com pouco à vontade sobre a bicicleta, mas é um prazer embalar-lhe numa descida mais rápida, levar-lhe sobre pedras, galhos e gravilha, fazer uma curva rápida em apoio, ou até aquela subida de piso escorregadio. Estado de fluxo puro!
Por outro lado, os sustos estão mais ou menos presentes. Aquela escorregadela imprevista da roda da frente, uma pedra estrategicamente posicionada na linha escolhida, um rego mais pronunciado disfarçado pela vegetação, aquela vala que parece atrair a bicicleta como se de um íman se tratasse. Faz parte!
E aquela obrigatoriedade de lavar a bicicleta quando se chega, tarefa que nem sempre é agradável, mas que no fundo até nos faz sentir orgulhosos perante os detritos que conseguimos acoplar ao quadro e aos componentes da bicicleta. Até porque o nível de orgulho tem correspondência direta com a quantidade de sujidade verificada…

A escrita, as voltas e o método da escolha das bicicletas

Depois de um texto que me deu muito prazer escrever e que me valeu um destaque no SapoBlogs , já lá vão 11 dias, tive várias vezes de mãos sobre o teclado, a olhar para uma folha em branco e não consegui escrever nada! Aliás, neste momento que estou a tentar escrever alguma coisa esforço-me por alinhar ideias e dar um rumo a esta publicação.
O facto é que não tem acontecido nada de muito relevante, ou seja, tem andado tudo dentro da normalidade. E isso não é necessariamente mau, já que evito dar demasiada importância a situações negativas e assim estas também não seriam destacadas aqui. Faltariam os motivos à mesma com a agravante do mal-estar consequente.
Atenção, escrever é um gosto e não uma obrigação, mas às vezes é preciso forçar um bocadinho. Se me começo a abster da escrita entro numa espiral e vou por aí a fora… quanto menos escrevo, menos vontade tenho de escrever. E, já agora, quanto menos ando de bicicleta, menos vontade tenho de andar de bicicleta!

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A minha última volta de bicicleta foi muito proveitosa ao nível do pensamento (tanto que parece ter-me esgotado as ideias!) e serviu para reconhecer o bem que me fazem estas mesmas voltas e para definir a atitude que devo continuar a seguir, exatamente por ser aquela com que mais me identifico e que me é benéfica.
Ultimamente a bicicleta escolhida tem sido a Specialized Allez, com um desempenho que não desilude, mas está na altura de lhe dar algum “descanso”. Não sem antes ter de passar por uma rotina de limpeza e lubrificação, para então ser devidamente estacionada. Ah, tinha em mente uma intervenção maior ao nível estético nesta bicicleta, como que um regresso às origens, mas irá ficar para mais tarde.
Depois de um interregno voluntário, onde só a apreciava ocasionalmente e de forma estática, agora vou tirar o pó à Specialized Roubaix e levar-lhe para a estrada. Confesso que já tenho saudades de um outro nível de eficiência, performance e conforto. Que é como quem diz, tenho saudades do seu tato, do seu rolar e da sua suavidade.
Já que tenho por onde variar, vario. Gosto de todas, claro, mas a minha tendência metodológica leva-me a que não haja cá confusões e a andar por períodos rotativos com uma de cada vez. Vamos lá ver se a mudança de companheira também motiva alguma mudança de ambiente!
E pronto, é isso. Custou, mas saiu. Foi o que me saiu…

Ia aos comandos da minha bicicleta…

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Ia aos comandos da minha bicicleta a pensar nas várias fases por que já passei em cima dela. Já me interessei mais pelas distâncias, já me foquei muito apenas no destino, já me preocupei com o tempo em que conseguia fazer determinado percurso.
Ia aos comandos da minha bicicleta a concluir que, neste momento, o meu foco está no meio, mas essencialmente na viagem. No percorrer do percurso que foi previamente definido ou que simplesmente vai evoluindo no momento.

“Mais importante do que o destino é a viagem.”
Gláucia Silva da Costa

Ia aos comandos da minha bicicleta a apreciar a estrada e o ambiente à minha volta. As retas e as curvas que a caraterizam. As sombras frescas criadas pela frondosa vegetação que a ladeia. Os cheiros. Os sons, ou simplesmente a ausência deles. A beleza da paisagem!
Ia aos comandos da minha bicicleta num ritmo tranquilo, tão só e ao mesmo tempo tão acompanhado, a pensar no significado de um simples passeio de bicicleta. Na sua elevada capacidade de me proporcionar satisfação e bem-estar!
Ia aos comandos da minha bicicleta a sentir-me um privilegiado. A pensar que tinha feito a aposta certa, no dia em que decidi a favor da bicicleta. Por ter conseguido ver todo o potencial de um objeto tão simples.
Ia aos comandos da minha bicicleta a querer que este momento nunca mais acabasse…

Setembro sobre rodas!

Depois das férias é tempo de voltar às rotinas. De assentar. Setembro é o mês do regresso à atividade profissional, escolar, desportiva… No meu caso, é inclusive um período de reflexão que irá definir o que farei como atividade física daqui em diante. Não queria ter de estar a decidir sobre isso, já que tinha tudo tão equilibrado nos últimos anos – convívio/exercício/natureza, mas infelizmente vejo-me obrigado a fazê-lo. Independentemente da decisão, uma coisa é certa, a bicicleta mantém a função de meio de transporte.

A minha companheira de duas rodas associada às minhas rotinas diárias regressa finalmente ao ativo, depois de uma paragem forçada e consequente intervenção mecânica. Entretanto recorri à outra Órbita, a dobrável, e senti uma grande diferença. Foram poucos dias de utilização, mas que saudades da Classic. A Eurobici é uma bela bicicleta, mas demasiado limitada para a minha utilização. Em ambiente urbano já não me vejo em cima desta que foi a bicicleta com que dei as minhas primeiras pedaladas utilitárias.

O carro é velhinho e lembrou-se de reclamar alguma atenção. Às vezes esqueço-me que a manutenção automóvel é uma coisa chata, dispendiosa e que tem de ser feita. Vá lá que foi amigo e esperou que as férias acabassem… Por mim fazia uma boa parte da minha vida de bicicleta, mas, tendo em conta as circunstâncias, não é possível. Tenho esperança que um dia lá chegarei…

Hoje já sujei as mãos de graxa. Mas sujar a valer. Estava a fazer umas experiências com a transmissão da Classic quando a corrente saiu de onde devia estar e ficou engatada onde não devia. Ainda tentei remediar… tarde demais. Deu luta. Valeu-me a ajuda de um companheiro das bicicletas que passava no local. Cheguei mais tarde, com as mãos mais sujas e mais transpirado do que era suposto, mas cheguei.

Ontem apanhei chuva. Hoje que precisava de água para lavar as mãos não choveu.

E assim se vivem os primeiros dias do mês de setembro. Tudo sobre rodas...

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