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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Entre os pingos da chuva!

Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.
«Pronto, está tudo lixado!» - digo frustrado.
Já somava dois dias sem pegar na “pasteleira”. Pessimista, adivinhava o terceiro.
«Não, isso é um aguaceiro forte, mas vai passar!» - tento reagir positivamente.
A chuva não para, mas abranda. Fecho tudo, visto o casaco, pego no saco e dirijo-me à garagem. Abro o portão expetante… meto o saco na caixa e seguro a bicicleta pelos punhos, sempre atento ao céu.
Saio. Fecho o portão e ponho-me a cavalo. Subo o capuz e avanço determinado. Os pingos escasseiam e agora é a minha vez de ser empurrado. À boleia do vento, mas concentrado numa pedalada apressada.
«Agora é sempre para lá!» - digo entusiasmado e confiante.
Chego ao destino com uma aberta. O sol não é radioso, mas mostra-se. Estaciono a bicicleta e desfruto da minha pausa em boa companhia!
Já de regresso, manter-me seco não é uma preocupação. Agora tenho de vencer o vento que me trouxe…
Chego. Fui bem-sucedido, com mais ou menos esforço.
Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.

Um passeio de bicicleta

O vento que bloqueia e empurra,
É o mesmo vento.
O sol que aquece ou se esconde,
É o mesmo sol.
As estradas que percorro,
Acabam por serem sempre as mesmas estradas.

"Nada se compara ao simples prazer de um passeio de bicicleta."
John F. Kennedy

A liberdade que me proporciona,
É única.
O bem-estar que ganho,
É grande.
O prazer que sinto a cada pedalada,
É incomparável.

A Invicta, o Dragão, o FC Porto e as Bicicletas

Este fim de semana não ouve passeio de bicicleta por uma boa razão. Fui à Cidade Invicta. No departamento velocipédico, sempre que saio aproveito para ver algo que não consigo ver por cá. Não foi a primeira vez que lá fui, mas levei algumas referências e até a ideia de adquirir um guiador para a fixie. Acabei por não conseguir fazer nada do que tinha em mente.
Já o principal objetivo desta deslocação - Estádio do Dragão – foi concretizado. Promessa feita ao fervoroso adepto que temos cá em casa! Assistir ao jogo no sábado, e visitar o estádio e o museu do Futebol Clube do Porto no domingo. Mais uma vez confesso: eu que nunca fui grande adepto de futebol gostei muito de tudo o que tive oportunidade de ver. O jogo e todo o ambiente no grandioso estádio e a visita guiada ao mesmo, e ao museu. Valeu mesmo a pena!
Sempre me identifiquei mais com a cidade do Porto do que com outras e reconheço cada vez mais o FC Porto como equipa. A minha equipa! Continuo é a achar escusado estar a entrar em extremismos por causa de um jogo, mas já compreendo melhor o fascínio que o futebol consegue gerar à sua volta.
Bicicletas vi poucas e não consegui ir às lojas de bicicletas que contava (mas tive em mais do que uma loja do FC Porto!). Mesmo assim vi alguns ciclistas domingueiros e outros tantos citadinos... um deles sem bicicleta, mas o cadeado em U à cintura denunciou-lhe. E vi uma menina toda pipi que passeava serenamente com a sua bicicleta no Cais da Ribeira a usufruir da agradável tarde de domingo que se fazia sentir.
De resto, passeou-se bastante pela baixa da cidade e comeu-se a devida Francesinha. Até à próxima Porto!
Porto! Porto! Porto!

ponte_D.luisI.jpg

Porta de entrada!

fsrxc_porta.jpg

 

Não sou de estar a registar locais ou momentos. Sou mais de usufruir deles na altura sem estar preocupado com a sua captação. Sem estar a filtrar a minha visão com ecrãs.
Isso acontece no decurso dos meus passeios de bicicleta. Só de pensar na “trabalheira” e na quebra de ritmo de parar para tirar uma fotografia, desisto.
Um domingo destes, ia de BTT a subir um caminho quando me deparo com uma peculiar entrada e com o que restava da sua porta. Achei curiosa e pensei em tirar uma fotografia…
«… Não vou parar agora. Fica para depois.»
Segui caminho e não pensei mais nisso.
Já de regresso, lembrei-me. Faço um desvio pouco habitual e desço o caminho que há um par de horas tinha subido, para agora fazer o tal registo. Às vezes acontece...
Mais do que a lembrança, as imagens captadas servem de ilustração para o blogue. Aliás, são algumas vezes a base dos meus textos e publicações. São uma porta de entrada. Não é raro ir rascunhando mentalmente um texto enquanto pedalo depois da captura.
Esta publicação é um exemplo disso mesmo. Mas, o texto que imaginei inicialmente e o que pensei depois de ter subtraído a cor da imagem, nada têm em comum com o atual. Já se passaram algumas semanas e com o tempo mudam a visão e as circunstâncias. Ou simplesmente fui traído pela minha memória...

Livros e bicicletas

livros_bicicletas.jpg
Gosto de livros. Mas acho que gosto mais de livros do que de ler. É que não resisto comprá-los, mas resisto lê-los. Ando tão preguiçoso para ler. Mas gosto de fazê-lo. Quando me disponho fazê-lo arrependo-me de não o fazer mais vezes. Mas raramente estou disponível para o fazer… E não percebo que raio de dicotomia é essa?!

"Chocalho" Red Hook Crit

red_hook_crit_milano2.jpg

 

Aquando da minha visita à Barceloneta Bikes aconteceu uma situação curiosa.
Via as bicicletas e os acessórios expostos com a ideia de trazer algo que ficasse como recordação deste espaço.
Encontrei alguns modelos de uma espécie de chocalho, muito caraterísticos das conhecidas corridas de bicicletas de carreto fixo – Red Hook Crit.
Peguei num deles e dirigi-me ao empregado que estava atrás do balcão.

- Quanto é que custa?
- Oh, isso não está à venda!
- Ah, ok…
- É só para decoração.
- Ok, ok.

Dou meia volto e volto a colocar o chocalho no seu lugar, e continuo a ver os restantes artigos expostos.
Nisso reparo que o rapaz sai detrás do balcão e dirige-se à oficina, onde trabalhavam dois rapazes, cada um na sua bicicleta. Trocou algumas palavras com um deles.
Sai da oficina, passa por mim, vai ao expositor, apanha o chocalho, dirige-se a mim, e diz:

- Olha, é para ti!
- O quê? – Pergunto confuso.
- Sim, é para ti! – Reforça e sorri.

Agradecimentos e alguma conversa depois, saía da loja muito contente com o meu chocalho Red Hook Crit - Milano 5 na mão.
E a satisfação adveio mais da simpática ação do que propriamente do objeto. Aliás, sempre que o observo relembro o rapaz de braço esticado e sorriso na cara!

red_hook_crit_milano1.jpg

Música e Bicicletas

Tenho uma familiar próxima que diz que nunca cresci porque continuo a ouvir música pesada (Metal), já que segundo a própria, este é um género musical que se ouve apenas na adolescência… E essa é uma conversa carregada de preconceito que simplesmente ignoro!
Ao nível musical sou muito abrangente. Eclético! Por exemplo, tanto ouço temas do Cancioneiro Açoriano, como outros do mais puro Black Metal norueguês. Tanto ouço temas acabados de apresentar, como outros que foram apresentados ainda era eu uma criança. E faço-o com o mesmo gosto e entusiasmo porque, mais do que ser deste ou daquele género e ser desta ou daquela década, adoro Música!
A música faz parte da minha vida. É a minha melhor companhia na realização de simples tarefas domésticas, num momento de solidão voluntária e relaxamento, a desempenhar qualquer atividade lúdica ou profissional, ou a fazer aquilo que mais gosto.
Não são raras as vezes que saio de bicicleta com uma música na cabeça e que me acompanha em boa parte do percurso. Aliás, ouço-a antes de sair e já vou diferente, com mais vontade.
Gosto de música. Seja leve, média ou pesada, ou dos tipos e géneros todos que existem, que isso dos rótulos não me diz muito. Música é música. Logo que me faça vibrar e sentir emoções. Que me motive. Que me entretenha. Que me faça sentir bem!
Hoje é o Dia Mundial da Rádio. A rádio e a música são indissociáveis. Portanto, ouço bastante rádio. Mas às vezes, algumas rádios, ao sabor das tendências e das modas, tocam demasiadas vezes certas músicas. Esgotam-nas!
Já pratiquei Indoor Cycling. Não fui logo cativado, mas quando aconteceu nunca mais parei. O segredo desta modalidade, que não é segredo nenhum, é exatamente pedalar ao ritmo da música, onde cada faixa representa um desafio, uma aventura. Uma espécie de banda sonora para cada cenário e realidade simulada. Pelo menos era assim que encarava.
Uma palavra final para o Metal. O Metal Açoriano. E quem fala em Metal Açoriano fala em Morbid Death. Houve uma altura que os ouvia mais do que nenhuma outra banda, seguia-os para quase todo o lado onde tocavam. Numa altura em que tocavam bastante. Neste momento o Metal não é assim tão popular como isso, mas eles têm sabido manter-se, reinventando-se e sendo iguais a si mesmos…
Ainda domingo, antes de sair de bicicleta, alimentei o corpo com proteína, gorduras boas e cafeína. E estimulei a mente com uma dose generosa de Morbid Death, e forem eles que me acompanharam em boa parte das pedaladas dadas. Yeaaahhh! \m/

Lado negro...

Mais uma vez cedo.
Quebro e não acompanho a pedalada.
Vou-me abaixo.
Não consigo reagir e desespero.
Fico ansioso.
Perco-me.
Arrasto-me sem sentido.
Duvido…

Reajo.
Endureço a postura.
Avanço.
Não olho às consequências.
Não tenho nada a perder.
Recupero os comandos.
Carrego os pedais com mais força do que nunca.
Mas nada será como antes…

Mais um domingo...

O que é que vou fazer? Qual é a que vou levar? Para onde é que vou?
São algumas das questões que me surgem quando penso nas manhãs de domingo. Manda a minha vontade, ajudada pelo sentido prático e pelo estado do tempo. Ontem tudo apontava para o BTT, até porque era esta bicicleta que estava mais à mão. Assim foi.
E como costumamos dizer por cá: Fui sozinhe mais Nôsse Senhô!

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Para cima é que é caminho!

A Gaffe de bicicleta

De vez em quando dizem-me que tenho jeito para escrever. Agradeço com um misto de orgulho e vergonha. Orgulho, porque gosto muito de escrever e gosto que reconheçam isso. Vergonha, porque o jeito é relativo e as limitações não. Por exemplo, nunca fui capaz de escrever nada como fez a Gaffe um dia destes. Não se trata de um texto sobre bicicletas, mas tão bem que as inclui e representa!

Saber escrever é como andar de bicicleta… nas avenidas!

Mais uma bicicleta, menos um carro!

Nas minhas incursões de bicicleta pela cidade raramente encontro pessoas a fazer o mesmo que eu. Mais facilmente me cruzo com alguém de licra e bicicleta a condizer, treinando ou simplesmente dando uma volta, do que alguém com uma bicicleta banal, com roupa “normal”, vindo ou indo para o emprego ou outro qualquer local associado à sua rotina diária.
Claro que não sou o único, mas de facto somos poucos, muito poucos…
Hoje, a minha Órbita Classic teve companhia no sítio do costume.
Mais uma bicicleta, mais uma Órbita. E mais saúde, exercício e boa disposição.
Menos um carro na estrada. E menos poluição, espaço ocupado e comodismo!

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Waveboards

Como a grande maioria dos rapazes, sempre tive uma tendência para coisas com rodas. Carros, motas, bicicletas, skates...
Mas nisso dos bens materiais acho que temos de ser seletivos e não dispersar demasiado. Já passei por várias fases, mas concentrei-me nas bicicletas, pois é delas que realmente gosto e neste momento é o que faz mais sentido para mim.

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Waveboards - O meu (parece que encolheu!), o nosso e o dele!


Recentemente abri uma exceção. Descobri os waveboards, por acaso. Uma espécie de skate com apenas duas rodas, que se movem com um movimento ondular, daí o nome. Uma espécie de surf a seco, digo eu.
Tudo começou com o miúdo na Decathlon. Todas as vezes experimentava um, tanto que lhe tomou o gosto e o jeito. Compramos um.
Certo dia decidi experimentar. À primeira impressão parece daquelas coisas que nunca vamos conseguir fazer, mas correu muito bem. Exige equilíbrio. Depois de interiorizar o movimento e a mecânica da coisa é fácil. Compramos mais um. E outro.

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O Razor RipSurf - Muito bonito, mas traiçoeiro!


Já dei as minhas quedas e andei a “lamber” feridas (inclusive no ego) durante algum tempo, que isso da recuperação já não é tão ligeira como noutros tempos, mas o prazer que sinto sobre eles compensa o risco inerente.
Atualmente é daquelas coisas que gosto muito de fazer. E quando não estou a pensar em andar de bicicleta, estou a pensar em andar de waveboard…

Uns sapatos de BTT e as tartarugas "ninja"!

Deve ser porreiro ter o nosso animal de estimação a acompanhar-nos naquilo que mais gostamos de fazer. É com uma certa inveja (positiva) que visualizo vídeos de ciclistas a fazer grandes descidas com as suas bicicletas e com os seus cães atrás... ou à frente.
Não temos cães, mas temos duas tartarugas!
Não estou a vê-las correrem atrás (muito menos à frente) das nossas bicicletas, até porque não são os animais mais rápidos e interativos…
Estão lá na sua vida e têm o seu ritmo próprio, e nós gostamos delas assim…
Mas, atenção, trepam e andam sobre os meus sapatos de BTT.

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BTT a dois

Mais uma excelente manhã de domingo. Mais uma volta de bicicleta. Desta vez tive companhia. O meu companheiro de sempre, não necessariamente nas bicicletas, já que pedalar não é uma das suas prioridades no momento. Contudo, saiu animado e por vontade própria. Saímos.

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Não fomos muito longe, mas também o que é que isso interessa? Deu para usufruir do sol, das canadas, das bicicletas. Nas calmas… Deu para fazer alguns vídeos, já que ele anda muito entusiasmado com a sua câmara nova. E ainda deu para recuperar a habilidade sobre a bicicleta que a falta de prática faz sobressair a cada regresso. E deu para fazer trabalhar as suspensões…

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O BTT é sempre consensual. Espetacular, cativante e divertido. E um excelente pretexto para passarmos bons momentos juntos.

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A banhos!

Começo a pedalar de pé. Dou o arranque para mais uma pausa de almoço. Debaixo de mim tenho a companheira do costume.
Contra o vento, pressiono os pedais, como se tentasse esmagá-los, para a impulsionar rápido para a frente. Ela responde como pode, não foi feita para estes stresses. A sua onda é mais sem pressas… Nas calmas…
O vento salgado de sueste fustiga-lhe o metal. A água salgada e fria enregela-me a pele. Faço movimentos rápidos e agasalho-me. Alimento o corpo com uma refeição que não está quente, infelizmente.
Arranco de regresso. Faço um desvio. Sinto uma ligeira dormência na extremidade dos membros inferiores. Ignoro e pedalo vigorosamente. O tempo escasseia e condiciona a ação.
Já me banhei nas águas deste nosso mar. Não tarda “banhar-me-ei” em tradição, em melodia, em música açoriana!

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A minha bicicleta de culto - Specialized Allez Steel

A minha Specialized Allez Steel está a fazer 8 anos. Durante o seu tempo de vida tem recebido sempre alguma atenção da minha parte, mas chegou a hora de levar as coisas um pouco mais além e atribuir-lhe outro estatuto. Houve uma altura, quando era a única bicicleta de estrada que tinha, que foi bastante solicitada. Com a entrada de outra opção passou a ser encarada como a bicicleta do rolo que apenas saía pontualmente. A partir de hoje as coisas mudaram. Nova abordagem. Novo posicionamento. Ela já merecia. Digamos que alcançou o estatuto de bicicleta de culto. É aquela bicicleta para apreciar, seja estaticamente, seja para dar uns passeios descontraídos, sempre que quiser e o tempo permitir.

allez_steel_bandeiras.jpg


Não lhe fiz grandes alterações nem intervenções, apenas coisas básicas (limpeza, lubrificação e afinação) para lhe manter o bom aspeto e a “saúde” geral. Mas houve um assumido regresso às origens. Desde logo o guiador voltou a estar coberto por fitas brancas, umas clássicas em pele sintética perfurada, e o selim e a cassete 12-26 originais voltaram às suas posições. Foram trocados os parafusos que apertam o guiador e o aperto rápido dianteiro devido à corrosão. Para finalizar troquei as câmaras-de-ar e montei uns pneus novos – Vittoria Zaffiro. Recentemente tinha-lhe trocado os calços dos travões e o tubo de selim.
Não é nem está perfeita, mas está mais perto!

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