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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

12.12.19

Nome: Gloria Magenta


Rui Pereira

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Specialized, Órbita, Globe e Gloria são as marcas das minhas bicicletas. Não são nomes. Aliás, nenhuma tem nome, porque não gosto de dar nomes às bicicletas. A marca – Gloria, da minha mais recente aquisição, pode sugerir que fui eu que a batizei. Não o faria, até porque nem acho este nome especialmente bonito, embora sugira, lá está, grande feito ou virtude. Confesso que mal a conheço, ainda nem sequer andei nela, mas não me parece que tenha grandes virtudes. Chega-me que seja tão honesta como é modesta. Um dia dei um nome a uma mota que tinha. Uma espécie de diminutivo fofinho da marca – Suzuki. Hoje lembro-me disso e acho ridículo, daí nunca mais ter dado nomes ao que quer que seja que tenha rodas. E mesmo que não tenha. Têm marca, têm modelo, e chega. Gloria Magenta… Já de si é meio esquisito, não é?

11.12.19

Sete!


Rui Pereira

Não, não estava a precisar de mais bicicletas.
Não sou muito dado a impulsos consumistas e normalmente pondero muito bem as minhas compras, mas quando se trata de bicicletas equilibro um pouco mais a razão com o coração.
O facto é que sou muito ponderado e cinjo-me realmente ao que necessito. Trocando por miúdos e de um modo geral, não sou um grande cliente!
A compra de mais uma bicicleta (a sétima!), para muitos um exagero sem sentido, teve mais a ver com desejo e oportunidade do que com necessidade, como é óbvio. E para mim, faz sentido. No sentido em que, de vez em quando, também tenho direito a um gosto, a uma extravagância. Não foi um impulso. Ainda tive uma hesitação à última da hora, mas apoiado, decidi avançar. Julgo que haverão vícios piores…
Tratar-se de uma “fixie” também não foi mera coincidência. Pelo contrário, foi a realidade decisiva. Tal como os valores envolvidos. Até porque se trata de um dos segmentos que atualmente mais me cativam, independentemente da nobreza da sua construção e respetivos componentes. Com ela, e basicamente com o que tenho, julgo que conseguirei algo simples, agradável e, acima de tudo, à minha imagem e gosto.
Como já disse anteriormente, quero aproveitar com calma todo o processo para lá chegar, uma vez que me dá muito gozo fazê-lo, em vez de me concentrar na sua conclusão e no resultado final.
Sim, são sete. Tenho sete bicicletas!
E não gosto de números ímpares…

11.12.19

"Projeto"!

Gloria Magenta


Rui Pereira

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Ao contrário do que é normal, já que fico logo em pulgas para ter a coisa concluída, não estou com pressa para terminar este “projeto”.
Para já, a Gloria está desmontada. E vai levar uma limpeza. Os seus componentes também. Depois, de entre estes e os que tenho arrumados de outras bicicletas, vou escolher aqueles que serão montados e os que terei eventualmente de comprar.
Mais do que querer uma bicicleta para começar logo a andar, queria uma base para fazer uma montagem minimamente personalizada. Não existem quaisquer condicionalismos práticos. Não terá de ser confortável ou fácil de utilizar. Será apenas aquilo que tiver de ser, até porque não me vem preencher nenhuma lacuna ou necessidade. A única premissa existente passa por aproveitar o máximo existente e comprar/gastar o menos possível.
É muito provável que seja essencialmente uma "carreto fixo" e não uma "roda livre", mas ainda não está decidido (o facto é que ambos os componentes estão montados no cubo, basta rodar a roda). Tal como ainda vou ver se lhe monto pedais de encaixe ou com “gaiola”, guiador reto ou com elevação, largo ou estreito, punhos ou fitas, travão único ou travões e respetivas manetes, etc.
Uma coisa é certa, vai perder aquele aspeto utilitário. Aquele farol, aqueles punhos castanhos enormes e aquele selim de “pasteleira” com molas e tudo…

10.12.19

Nova “fixie”!

Gloria Magenta


Rui Pereira

Um amigo disse-me que tinha visto uma “fixie”, numa loja onde raramente vou. Não liguei muito. Mais tarde, vi uma que correspondia à sua descrição, numa outra loja.
Chamou-me atenção, mas achei estranha. Uma espécie de cruzamento entre uma carreto fixo e uma pasteleira!
Pensa, não pensa. Vê, analisa. Tira fotografia. Pesquisa…
Tem alguns pormenores “engraçados”. É um investimento relativamente baixo. É uma boa base para personalizar, até porque tenho algum material sem uso que posso utilizar. É Natal...
Fui buscá-la!

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09.12.19

À porta de casa!


Rui Pereira

No sábado à noite, o meu vizinho veio pedir-me a bomba para encher os pneus da sua bicicleta. Ia andar cedo, no dia seguinte.
Enquanto o via dar à bomba, questionava-lhe sobre o passeio. Um pequeno grupo de entusiastas descontraídos que se juntam às oito da manhã de domingo, com as suas bicicletas de BTT, para pedalar. Ponto de encontro, mesmo aqui ao lado!
«Olha, se calhar vou com vocês!»
Fui.
Convívio, pedaladas, novos percursos, divertimento.
A última vez que ia sair em grupo tive um furo e fui mordido de boleia para casa. Desta vez, não. E fui preparado para o efeito.
É mais uma alternativa para os meus passeios de domingo. Quase à porta de casa!

06.12.19

10 anos!


Rui Pereira

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Há 10 anos atrás troquei de bicicleta!
Grande diferença. Alegria.
Estava muito próxima, até porque não havia alternativas.
Depois, outras apareceram...
Relegando-a para segundo e terceiro plano.
Mudaram as circunstâncias, mudaram os objetivos.
De vez em quando, aparecia. Ocasionalmente, aparece.
Tem 10 anos e muita coisa mudou.
Mas isso não me faz impressão!
Continuo a usá-la. Continuo a gostar muito dela.
Sem complexos!
O gozo que me dá mantém-se praticamente intocável.
Cá está.
Para durar...
E durar!

 

06.12.19

Levo-a...


Rui Pereira

Olho para ela.
Nos olhos, para o seu corpo.
Ela fala…
Ouço-a. Sinto-a.
Observo os seus pormenores.
Ela explica-se…
Gesticula.
Sou bom ouvinte.
Ela sabe…
E desabafa.

Ela tem caráter.
O seu feitio.
Adapto-me…
Às vezes, em esforço.
Ela tanto dá luta,
Como se deixa levar.
Sou gentil,
Mas imponho a minha vontade.
Sou cuidadoso…
E levo-a.

Levo a minha bicicleta.
A minha bicicleta leva-me.