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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

30.01.09

A bicicleta à imagem do dono


Rui Pereira

Que nós não fomos feitos para andar de bicicleta não é novidade, mas também é sabido que o nosso corpo se adapta a novas situações com relativa facilidade.
Por outro lado, as bicicletas foram feitas para serem utilizadas por pessoas e cada vez mais, os fabricantes têm em conta este facto, aplicando toda a sua técnica e tecnologia para a sua adaptação e eficiência, cada uma no ambiente para que foram desenvolvidas.
De qualquer maneira, isto não faz de uma bicicleta um objecto pronto a usar por qualquer pessoa, já que a sua concepção foi baseada em características padrão, sendo impossível ter em conta as particularidades de cada um.
É aqui que entra a adaptação da máquina e do equipamento às nossas características, que passa por um elevado número de afinações que são necessárias para um bem-estar aos seus comandos e consequente eficácia.
Desde o tamanho do quadro, à altura, alinhamento e posição do selim, distância do mesmo para o guiador, altura e formato deste último, etc., e isso só no que se refere à bicicleta, não desprezando depois o equipamento pessoal, obviamente.
Claro que estou a referir-me a uma utilização meramente de lazer e para utilizadores entusiastas amadores, mas que mesmo assim, já são requeridos alguns cuidados e atenção.
Que o exercício físico é aconselhável e salutar, todos sabemos, e as bicicletas são um excelente meio para o efectivar, mas também é verdade que se passa a estar sujeito a alguns riscos, e não me refiro apenas às quedas, inerentes à prática da actividade.
Para minimizar estes riscos, evoluindo a nossa condição física, com a eficácia da pedalada, convém que se adapte, a bicicleta ao dono e não o dono à bicicleta!