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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

29.06.15

Risco de (não) andar de bicicleta!


Rui Pereira

São algumas as vozes que elevam a palavra perigo, quando sabem da minha ligação às bicicletas.

Claro que seria parvo da minha parte ignorar a questão do risco, falando em veículos de duas rodas, já que envolvem equilíbrio, velocidade, partilha das estradas com os outros veículos e um grande número de obstáculos do ambiente que nos rodeia. Mas também não aceito argumentações vãs, baseadas em mitos e preconceitos, só porque sim!

O facto é que estou neste momento a recuperar de uma lesão grave num joelho. Lesão que me condicionou (e ainda condiciona) fisicamente. Lesão que nem sempre foi (é) fácil de gerir psicologicamente. Lesão que interrompeu e limitou (e ainda limita) as minhas pedaladas de bicicleta.

Neste momento, os defensores da associação entre perigo e bicicletas ficariam satisfeitos por julgarem a sua tese confirmada… O facto é que a lesão em causa nada teve a ver com pedais, nem bicicletas. Aliás, já são alguns anos em cima de um selim e nunca me lesionei a sério, felizmente. Algumas (poucas) quedas, nódoas negras, arranhões também e uma dor ou outra, ocasionalmente. Sorte? Talvez…

Mas o certo é que a minha lesão resultou de um convívio de futebol em família, e sinceramente, preferia mil vezes que tivesse sido de bicicleta. Primeiro, porque não estou minimamente preocupado em provar se as bicicletas são ou não perigosas, segundo, porque servia-me de consolo psicológico saber que lesionei-me a fazer algo de que gosto muito, em vez de acontecer na prática de um desporto que detesto, mesmo salvaguardando a questão da prática ter sido em família!

Mais do que o risco de andar de bicicleta, o que me preocupava (e ainda preocupa) era o risco de não poder andar de bicicleta. Embora a recuperação seja mais complexa do que desejaria, ao que parece esta preocupação não terá razão de ser, mesmo com as limitações inerentes a esta minha nova realidade.

Até porque andar de bicicleta faz muito mais pelo meu bem-estar físico e psicológico do que não andar, pelo menos é isso que sinto, mesmo consciente dos riscos a que estou sujeito!