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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

28.02.17

Carnaval a pedais


Rui Pereira

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

triban_gorreana.jpg

 

Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

allez_garagem.jpg

 

É o meu Carnaval…

23.02.17

Rolo de treino


Rui Pereira

Eh pá, não!
Gosto muito de pedalar, sim senhor, mas uma bicicleta estática, presa a um rolo de treino, é das coisas mais entediantes que já tive oportunidade de experimentar!
Eu que até fiz aulas de Indoor Cycling e adorava, modalidade que faz o melhor uso possível de bicicletas estáticas. Se calhar tive sorte com os monitores, com a classe e com as músicas, mas sempre achei estas aulas altamente cativantes! Ao contrário do rolo...
Semelhanças entre as duas coisas? Uma bicicleta que por mais que se pedale não vai a lado nenhum. De resto, nada a ver!
Nem têm que ter, mas gostava que tivessem, que era da maneira que saltava todo entusiasmado para cima da minha bicicleta presa ao rolo de treino na cozinha!
Sim, tenho um rolo de treino! E não, não é nenhum fétiche ele estar na cozinha! A cozinha é grande e é um local onde normalmente tenho companhia, tudo estratégias para lhe dar o devido uso, mas mesmo assim, a sua principal função é a de peça de decoração. Mas nem para isso serve muito bem, que não sendo feio, não tem aquele impacto visual.
Comprei isso numa altura má da minha vida. Tanto porque me tinha lesionado e foi uma bela desculpa para o fazer, como podia ter ido fazer uma coisa melhor do que o ir buscar à loja!
Mas também não o vendo. Ainda tenho a esperança que me vai ser útil. Um dia... Escusado será perguntar quando!

21.02.17

Roda Gira Arrogante


Rui Pereira

Não tenho grandes sonhos ou ambições no que toca às bicicletas, mas desde que despertei para o mundo “singlespeed” e "fixed gear" que a Roda Gira passou a ser uma das minhas principais referências. Há várias bicicletas que gosto especialmente. Para além das minhas, claro. Uma delas é a Roda Gira Arrogante.
Para quem não sabe, a Roda Gira é uma marca portuguesa gerida por um dedicado entusiasta do carreto fixo, que a partir de um pequeno espaço, bem na baixa de Lisboa, leva a sua marca além-fronteiras, onde as suas bicicletas já são conhecidas e apreciadas um pouco por todo o mundo.
A Arrogante é um dos modelos disponíveis. Na realidade é um quadro, que depois de montado com os componentes escolhidos pelo proprietário formam a bicicleta. Os tubos de alumínio que o compõem são da Columbus e a forqueta da mesma proveniência é de carbono. Desde logo fiquei fã deste quadro/bicicleta, tanto pelo seu desenho como pela exuberância da sua pintura. Tem sido alvo de alguns refinamentos e surgiram novas combinações cromáticas, algumas muito bem conseguidas. Para mim, a Arrogante é em amarelo, rosa e azul, tal como a primeira. Mas a mais recente e espetacular "all black" veio baralhar um pouco as coisas. 
Os componentes escolhidos na montagem de apresentação (imagem) formam um conjunto que prima pelo equilíbrio estético e dinâmico. A toda esta harmonia não será alheia uma criteriosa escolha, tendo em conta a imagem e a qualidade destes mesmos componentes.
Considerando a minha realidade física e o local onde vivo seriam necessárias algumas alterações nesta Arrogante. Desde logo a instalação de um travão na dianteira. Depois, o ideal seria o carreto fixo dar o seu lugar a uma roda livre com travão de contrapedal. Os mais puristas diriam que estas alterações desvirtuariam totalmente esta bicicleta. E eu como não purista diria a mesma coisa, já que não podia estar mais de acordo.
Mesmo sabendo que esta não é uma bicicleta para mim, não quer dizer que não a aprecie e não possa figurar lá no topo do meu lote de bicicletas preferidas. O facto é que gosto de ver e pensar esta Arrogante tal e igual como foi idealizada. Assim!

 

rg_arrogante.jpg

Roda Gira

Roda Gira Loja

20.02.17

Andar de bicicleta vs. treinar


Rui Pereira

As minhas saídas de bicicleta para além da parte lúdica têm também uma componente física importante, que só dispenso por algum motivo relevante. É mais um dia que aproveito para exercitar o corpo, sendo que neste caso junto o útil ao agradável, já que pedalar é algo que gosto muito de fazer. Ok, já devo ter dito isso 500 vezes, mas pronto.
No entanto, não gosto de classificar estas minhas saídas como treinos. Na minha opinião, uma classificação simultaneamente pretensiosa e descabida. Porque não são isso que são. Tirava-lhes parte do encanto. Então, vou simplesmente andar de bicicleta. É assim que gosto de encarar as minhas voltas.
Gosto de sair de cabeça limpa, ou seja, sem grandes objetivos, prazos ou expetativas. Às vezes, nem destino certo tenho. É-me absolutamente indiferente quantos quilómetros faço, até porque nem tenho forma de os contabilizar. É um momento meu, uma forma de desanuviar, pensar na vida e nas coisas, sentir o ambiente que me rodeia com proximidade, uma relação restrita com a minha bicicleta.
Mas há quem saia para treinar e faça disso a sua bandeira. E acho que fazem muito bem, tal como também acho que faço.


O Florimunde treinou c'mó diabo!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu andá de bcecléte com o Florimunde e nã é qu'esse demóne pregou-me umas cuecas tesas de marreta?
- É maldite, o que é que comeste hoje de manhã?
- Fou pã com quêje e uma tejéla de chá prete.
- Nã sabia que o pã e o chá davim essa força toda?
- Tal atlêmad, não vês que isse é de treiná c´mó diabo?!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

20.02.17

Sábado BTT, domingo Estrada


Rui Pereira

Que o fim de semana tenha dois dias é normal, mas andar duas vezes de bicicleta não é.
Sábado foi dia de BTT. Óleo na corrente, garrafa no suporte, bolsa de selim e lá fui com a FSRxc para o passeio da Bicicletaria Azores. Esta loja tem feito alguns eventos desde a sua inauguração e tenho marcado sempre presença. São passeios descontraídos e muito agradáveis, onde não me canso de destacar a simpatia dos seus promotores. Desta vez foram introduzidas algumas alterações no percurso, que o tornou ainda mais divertido. Foi mais uma agradável manhã de BTT, que no meu caso culminou com um belo banho na praia.
Domingo foi dia de Estrada. O mesmo ritual mais a retificação do ar nos pneus e lá fui com a Allez para mais uma volta ao concelho de PDL. Fiquei gostando. A última vez que a fiz correu muito bem, com a particularidade de ter levado a minha bicicleta sem mudanças, por isso, com esta, seriam favas contadas. Não foram! Comecei bem, se calhar bem demais e vim a pagar por isso mais tarde. Ou simplesmente estava num dia não. Não sei, mas fiquei de rastos. A parte final foi um sacrifício, força anímica zero, pensamentos em comida e por aí a fora. Ainda deu para apanhar um susto considerável quando um trator se atravessou na minha frente numa curva a descer. Roda bloqueada, ligeira aceleração cardíaca… Há dias assim.
O passeio de sábado acabou na praia, de estômago vazio e muito bem-disposto. O de domingo acabou a dormir no sofá depois de ter comido tudo o que consegui, como há muito tempo não acontecia.


No sábado, no regresso, ainda deu para captar umas imagens, depois de ter reparado nuns arcos que nunca tinha dado a devido atenção.

 

fsrxc_arco.jpg 

fsrxc_arcos.jpg

19.02.17

A Globe e as vacas


Rui Pereira

Toda a gente sabe que cá as vacas são mais do que muitas. Com tudo o que isso acarreta…
Mas não falemos de coisas menos positivas. As vacas fazem parte da nossa paisagem. São uma das nossas imagens de marca. Não que as caraterísticas das ilhas não se destaquem só por si, mas as vacas acentuam a nossa imagem rural e pitoresca.

 

roll_vacas.jpg

  Estas parecem ter gostado da Globe!

17.02.17

XCO no Pinhal da Paz


Rui Pereira

Identifico-me pouco com a competição, embora tudo o que diga respeito às bicicletas interessa-me. Bom, umas coisas mais do que outras. Domingo inicia-se a Taça de São Miguel de XCO 2017, com uma prova no Pinhal da Paz. Já que não participar é certo, entre ir assistir e ir andar de bicicleta, prefiro ir andar de bicicleta. Prioridades! Mas até gosto de assistir a estas provas. Se ao vivo é pouco frequente, pelo menos faço questão de acompanhar as reportagens televisivas sobre as mesmas.
Esta vertente do BTT é interessante. Provas curtas, mas física e tecnicamente exigentes. São apelativas para o público por estarem geograficamente limitadas e por terem zonas mais complicadas e espetaculares, exatamente onde costumam estar mais pessoas. Também é sempre interessante verificar como cada participante faz a gestão da prova e aplica a sua estratégia, se é que esta existe. As provas normalmente ocorrem em locais de elevada beleza natural e os circuitos são delineados com a devida atenção e o necessário cuidado, para que estejam dentro dos padrões exigidos pela modalidade e serem simultaneamente divertidos para os concorrentes.
Sendo esta a primeira prova da temporada, depois de vários meses oficialmente parados, certo é que todos andaram a treinar, por isso é sempre uma incógnita o nível de forma física de cada um dos participantes. Assim, esta prova ainda reúne mais este aliciante, para os protagonistas e para quem assiste.
Com certeza que será uma manhã neste parque com outro colorido, movimento e animação, numa altura do ano em que praticamente não acontecem eventos e os visitantes são poucos.

 

Prova de bceclétes
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu botá o olhe numa prova de bceclétes, mas daquelas importantes pa caramba!
Aqui fiquim as cousas quê boutê más sintide:
- Tinha belas femas, mas femas de andá qué fê (petchenas bim rápedas, crêde);
- Todes aqueles rapazins ciclistas tinhem pernas de fema (nim um pêle que seja);
- Aqueles rapazins ciclistas andavim de bcecléte chês de veneno (pareciam cãs de guerrá);
- Aqueles rapazins ciclistas tavim vestides com roupas tã cloridas e tam apertadas (acho que era por isse que tavim chês de veneno);
- Que mistério de bceclétes com rodas tã grandes (admira que nã tivessim uns baquins pa subi ali pra cimba);
- Aquile é bceclétes pa custá alguns 300 ou 400 oures! (tinhem même cara de serim caras, as malditas!)
- Tinha belas femas (ah, isse já tinha dite...).
De reste, sou sincere, nã percêbe nada de provas de bceclétes!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

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