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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

14.03.19

Entreajuda


Rui Pereira

Duas situações, duas posições, diferentes disponibilidades. Mal meu!

Um ciclista que circulava à minha frente, aproveitando a manhã de domingo para rolar de bicicleta tal como eu, começou a abrandar e parou. Passei e dei bom dia. Pelo canto do olho, pareceu-me vê-lo apertar o pneu traseiro. Continuei. Mais à frente, a ideia de poder não ter ajudado um parceiro de pedalada fez-me encontrar um ponto de retorno seguro e ir ao seu encontro. Ele confirmou um furo. Eu pedi desculpa por não ter parado logo. Fiquei a acompanhar o processo de mudança da câmara-de-ar e simplesmente colaborei no empréstimo dos desmontas para colocar na roda o pequeno troço de pneu que faltava. Despedimo-nos e prossegui…

Finda a ciclovia, desmontei da bicicleta para atravessar a passadeira. De volta aos seus comandos, quando retomava a marcha, fico a pedalar no vazio. A corrente saiu do prato. Merd@! Desmontei novamente e encostei a bicicleta. Coloquei uma luva (prevenção de quem já sujou demasiado as mãos nestas lides) e iniciei o processo de regularização. Nisso aproximou-se um senhor, julgo que um condutor de um autocarro urbano que aguardava a sua hora de partida e assistia à situação, que aconselhando-me a agir de forma diferente, meteu logo a mão na massa, que é como quem diz, na graxa! Até fiquei constrangido pela disponibilidade. Agradeci a atenção e dei-lhe um lenço de papel para que pudesse limpar as mãos. Era o mínimo…