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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

23.09.19

Nós não somos feitos de açúcar!


Rui Pereira

Quando se dá bons exemplos da utilização da bicicleta como meio de transporte em ambiente urbano, fala-se (e bem) de cidades como Copenhaga, Amsterdão, entre outras.

Alguns argumentam (desculpando-se):
- Ah, são planas;
- Ah, têm imensas ciclovias;
- Ah, têm facilidades e apoios;
- Ah, …
- Ah, …

São e têm isso tudo, mas também têm invernos bastante rigorosos, com dias pequenos, frio e chuva com fartura, e neve e gelo!
E grande parte dos utilizadores de bicicletas nas outras estações do ano, crianças incluídas, continuam a sê-lo no inverno!

- Ah e tal, a chuva…

Sim senhor, é chato e requer alguma adaptação, mas que eu saiba, nós não somos feitos de açúcar!

23.09.19

Pode sempre ficar pior!


Rui Pereira

Saí tarde e a más horas. O orvalho caía ao sabor do vento. Comecei a subir para aquecer mais rapidamente. Apanhei vento de frente que me arrefeceu ainda mais. As rodas levavam a água ao seu moinho. Pedalava molhado, mas determinado. Media o pulso ao joelho. Como eu, o orvalho ora acelerava ora abrandava. Atirei a toalha ao chão. De regresso a casa. Subi. Passei o cruzamento e segui em frente. Estiquei o percurso. Voltei na rotunda. Voltei a esticar. Desci. Estiquei um pouco mais…

Já descalço posicionei a bicicleta suja no suporte. O vento fazia-se sentir. Ajustei a pressão da água. Mesmo assim, esta fez disparar a pistola da mangueira. Tinha agora uma cobra doida a cuspir água. Tentei correr pela garagem, descalço, numa sessão de equilibrismo sobre o mosaico encharcado. Fechei a torneira. Virei costas. Tremi... vi, impotente, a bicicleta… tombar! Caiu com estrondo...

20.09.19

Andando e pedalando por aí…


Rui Pereira

Ando e pedalo por aí. Por estas estradas, por estas avenidas. Cruzo-me com pessoas. Pessoas que me seguem, acarinham, divertem, motivam. Cada uma à sua maneira.
Algumas surpreendem-me e fazem-me sorrir envergonhadamente. Eu, que sempre fui introvertido e contido nas manifestações de afetos e sentimentos.

Expresso-me muito melhor através da escrita. Quero acreditar que é aqui que surge o meu verdadeiro eu, quem realmente sou. A falar engasgo-me, como as palavras. A vergonha estorva-me o pensamento e concluo sempre que não fui assertivo, que tanto ficou por dizer.
Primo por uma postura calma, correta e sensata. Como cinzento que adora rir, às vezes também quero ter graça. Já ser irreverente não é uma aspiração e sou alérgico ao chico-espertismo.

Gosto que me reconheçam isso, claro!

Cheguei com aquela atitude de escrever para mim, mas agora acontece esperar por algum tipo de retorno, indevidamente. Nada posso cobrar, quando nada me devem!

Ainda no outro dia, o meu filho falava à tia do seu e do meu blogue, concluindo resignado:
“As pessoas que seguem o meu blogue são as que seguem o do meu pai. Quem segue o blogue do meu pai são só mulheres!”
Não seria expetável. Um blogue de um homem lá das ilhas que passa a vida a falar de bicicletas. Mas é a realidade!

A mim só me interessa o facto de serem pessoas, boas pessoas, que me tratam com deferência e simpatia. Pessoas que ainda me surpreendem quando mostram verdadeiro interesse naquilo que escrevo. Pessoas que não se coíbem de me elogiar.

São estas pessoas que fazem do meu percurso nesta plataforma blogosférica um prazeroso passeio de bicicleta. E elas sabem bem a importância que isso tem para mim.

Bem hajam!

18.09.19

Luz ao fundo do túnel


Rui Pereira

Antes de começar a utilizar efetivamente a bicicleta, não estava exatamente num túnel sem saída, nem necessariamente às escuras, mas era, sem dúvida, mais limitado, comodista e preconceituoso.
Assim, posso concluir que a bicicleta, para mim, ao nível da mobilidade, foi uma espécie de luz ao fundo do túnel.
Sem ela, muito provavelmente ainda andaria agarrado aos mesmos (maus) hábitos e pretextos de sempre!

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17.09.19

Destaques – Bom, mau e assim-assim!


Rui Pereira

A equipa do SAPO Blogs destacou-me mais um texto – Do comodismo ao "luxo"!
É sempre bom receber algum reconhecimento. É sinal de alguma relevância. É motivador. E dá-nos aquele conforto de pertencer a uma comunidade onde, mais ou menos presente, há sempre alguém a olhar por nós. Obrigado!

destaque_sapo.jpg
O meu joelho esquerdo tem andado a fazer “birras”. Já devia estar habituado, mas acho que se há coisa a que nunca me vou habituar é a isto. Tento disfarçar, mas vem-me sempre ao pensamento a tenebrosa ideia de que um dia não poderei andar de bicicleta… Sim, é estúpido!

Com uma amiga…
- Sabes andar de bicicleta?
- Sei.
- Com ou sem rodas?
- …
Fez-me um gesto pouco simpático!
(Rimos)

16.09.19

“Not Falling”


Rui Pereira

bike_walk.JPG
São pequenos, queremos que cresçam.
São dependentes, queremos que sejam autónomos.
Começam a ficar grandes, a pedir autonomia e a reclamar do controlo.
Arrependemo-nos do que desejamos. Queremos que o tempo volte para trás.
Não!
Que pedale. Que vá. Que siga o seu caminho!
Que se “suje”, mas não caia. Pelo menos não de muito alto.
É o que esperamos sempre, mesmo sabendo que...
Que se saiba levantar!