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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

31.10.19

Foi a bicicleta que me ensinou…


Rui Pereira

Ao comparar as fotografias da minha participação na mesma prova de bicicletas, com uma diferença de 9 anos entre si, constatei que ter adquirido e voltado a andar de bicicleta foi uma influência muito positiva, para implementar novos hábitos e mudar a minha perspetiva numa série de realidades pessoais.

Se é incontornável que hoje estou mais velho 9 anos, também é certo que me sinto melhor e considero estar com melhor aspeto.

Aprendi a comer, a exercitar-me, a valorizar aquilo que não alcançava, a fazer o que não achava exequível, a saber o que posso e não posso fazer, a deslocar-me, a libertar-me de preconceitos, a conhecer o meu corpo, atributos e respetivas limitações.

Foi a bicicleta que me ensinou…

Foi a bicicleta que me levou a pedalar mais vezes por semana, para ter outro à vontade no domingo. Foi a bicicleta que me levou a variar nos exercícios, a conhecer novas modalidades e a voltar a outras, entretanto esquecidas. Foi a bicicleta que me levou ao mar e aonde foi preciso. Foi a bicicleta que me ensinou que é possível fazer exercício fora de 4 paredes, na rua, na natureza. Foi a bicicleta que me alertou para a importância da hidratação e da alimentação. Foi a bicicleta que me ensinou que os hábitos tiram-se e põem-se. Foi a bicicleta que me despertou para a importância da gestão do esforço, da presença do desafio, mas também para descartá-lo se a sua dimensão assim o impor. Foi a bicicleta que me levou a ser mais aberto, curioso e a experimentar.

Foi a bicicleta que me levou a fazer muito mais do que apenas pedalar.

Foi a bicicleta que me ensinou. É a bicicleta que me ensina!

31.10.19

No Pinhal da Paz em 2010 e 2019

Provas de Resistência em BTT


Rui Pereira

28.10.19

3 Horas BTT CC-Bike Rental – Pinhal da Paz


Rui Pereira

Assim que soube que a segunda prova de resistência em BTT deste ano seria no Pinhal da Paz, fiquei com vontade de participar. A primeira e única resistência realizada neste espetacular local aconteceu em 2010, onde participei na altura, ainda com 4 horas de duração.
Uma bela manhã de domingo, com algum sol a marcar presença, mas com um piso húmido advindo da chuva que caiu nos dias anteriores - tal como gosto. O percurso traçado neste parque florestal era simplesmente fantástico! Sinuoso, variado e divertido, a exigir pernas, alguma condução e trabalho com a transmissão. Gostei dos ganchos a subir, das passagens lado a lado, das duas descidas finais separadas por uma pequena lomba...

btt_PinhalPaz_DJSousa.jpg
Fotografia: DJ Sousa


O traçado era perfeito para alguém que, como eu, não liga à competição, não tem preparação, tem uma bicicleta da velha guarda, gosta muito de BTT e não tem disponibilidade para ser confrontado com demasiadas dificuldades, mas também não é adepto da monotonia associada à total ausência das mesmas.
Por mais que tenha rodado de forma descontraída, que tenha tentado hidratar-me e alimentar-me a cada hora que passava, com pausas incluídas, e que acima de tudo me estivesse a divertir bastante, existe sempre algum esforço e sofrimento inerentes, pouco habituado que estou a desafios do género. Não vou negar que o regresso a casa me custou um pouco, uma vez que fui e vim da prova pelos meus próprios meios.

btt_PinhalPaz_FCPhoto.jpg
Fotografia: Francisco Carreiro


Deu para recordar o tempo em que saía todos os domingos de BTT e em grupo. Voltas que eram cuidadosamente delineadas mentalmente durante a semana. Onde entusiasmo e boa disposição eram as palavras de ordem. Levar a bicicleta sobre terra, pedras e lama era sinónimo de prazer e divertimento garantidos.
Confesso que estive indecisivo até à última para me inscrever nesta prova. Num impulso final, fi-lo. Decisão certa!

24.10.19

Stop!


Rui Pereira

Somos poucos, os que utilizam a bicicleta como meio de transporte nas suas deslocações diárias. É uma realidade. Mesmo assim, já somos mais do que éramos até há pouco tempo atrás.

Ainda ontem, num cruzamento, gostei de ver uma jovem mulher na sua bicicleta, uma moderna citadina elétrica, a subir uma rua no centro da cidade, decidida e a um ritmo alegre! Para minha felicidade, de vez em quando, faço uns avistamentos destes…
E não me venham com a conversa de que de elétrica também faziam, quando nem de mota fazem! Uma bicicleta de assistência elétrica, como a própria designação indica, não anda sozinha, é preciso pedalar para que o motor entre em funcionamento, sendo que a partir dos 25 km/h cessa a sua assistência. Além disso, tem vários modos de assistência, mais ou menos interventivos. As scooters e as motas é que têm acelerador, não sendo preciso mexer as pernas para as por em movimento!

Passo há anos num local com uma faixa destinada às bicicletas e nunca estranhei o facto de estar interrompida, por alguns metros, com a indicação de Stop de cada um dos lados, para dar cedência à circulação automóvel. - Sei lá, achava normal. Cabeça formatada para a prioridade da circulação automóvel, como toda a gente! - O problema é que estamos a falar de um local lúdico, uma zona pedonal à beira mar, com uma esplanada mesmo ali ao lado, onde existe a possibilidade da passagem de veículos automóveis em casos excecionais. Como disse, passo ali há anos e foram pouquíssimas as vezes em que tive de parar para ceder passagem a alguma viatura automóvel. Assim, a existência dos Stop na ciclovia é muito discutível, até porque ninguém lhes liga, uma vez que “nunca” passa carros!

stop.jpg


A utilização da bicicleta como veículo de transporte é fraca, mas como veículo de lazer e para a prática de exercício físico, nem por isso, exatamente o público-alvo desta mesma ciclovia. São estes e os peões. (?!) Pelas suas características, tudo indica que aquela faixa para velocípedes não deve ter sido inicialmente pensada e, quando aconteceu, em clara contradição com o local onde está implantada, foi à luz dos velhos preconceitos estabelecidos relativos à mobilidade, que é como quem o diz, com o pensamento centrado unicamente no automóvel!

22.10.19

Este menino…


Rui Pereira

- Este menino começa a ficar preocupado… se calhar não vai conseguir Ficar Grande! como queria. Não sabe como, mas perdeu peso este fim de semana. Sempre em contraciclo, este menino!
- Este menino vai ter de passar a deitar-se o mais tardar às 23 horas, porque acha não estar a descansar o suficiente. "Dorme meu menino..."
- Este menino, fã do César Mourão e do seu programa Terra Nossa, elege o episódio dedicado à Nazaré como o melhor de sempre. E ficou absolutamente fã das nazarenas – 100% genuínas!
- Este menino está sem saber se participa na 2.ª Prova de Resistência em BTT, no Pinhal da Paz, já no próximo domingo?! O menino, por um lado, quer ir, por outro lado, não se quer comprometer!
- Este menino está com a perna esquerda dorida da volta em fixie de domingo. Skids e tal… Alguém tem um joelho em condições que lhe possa ceder? Nunca aprende, este menino!
- Este menino nunca meteu tanta ligação num texto só!

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