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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

21.10.19

Sabes?


Rui Pereira

Fiquei apaixonado por ti, desde o primeiro dia em que te vi.
Deste nas vistas e chamaste a atenção. Gostei, mas não te dei a devida importância.
O tempo passou. Arrefeci e distraí-me com outras.
Passaste despercebida, mas na verdade nunca te esqueci.
Voltei a pensar em ti. Eras difícil e isso retraía-me. Ainda és…
Mas tinhas de ser minha. Empenhei-me. Consegui.
Fui buscar-te. Trouxe-te com cuidado.
Feliz e apreensivo. Ainda meio incrédulo. Consegui!
Atribuí-te lugar de destaque, dei-te atenção, cuidei de ti.
Ainda o faço. Tu deixas. Acho que gostas. Quem não gosta?
És sempre desafiante. Má, às vezes. É a tua natureza. Já devia saber...
É também aí que reside o teu encanto. Para além de seres linda!
Gosto de poder andar contigo. É um prazer ter-te a meu lado.
Sabes que gosto cada vez mais de ti?

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18.10.19

Já foi...


Rui Pereira

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Tropecei na antiga imagem deste blogue quando vagueava pela pasta "bicicletas".
Ainda nem passaram quatro meses, mas a nova já a tinha feito esquecer...
Tal como esqueci o verdadeiro início, a primeira publicação efetiva, entre tantas, as novas e as importadas de outras plataformas.
Também não interessa. Já foi...

16.10.19

A maturidade da natureza!


Rui Pereira

Viver numa ilha era normal. Foi aqui que nasci e cresci. Era como viver noutro sítio qualquer.

Não era pequeno nem grande, era aquilo que era.
Não era mau nem bom, era aquilo que era.

A omnipresença do mar e das pastagens, num deambular entre o azul e o verde, e a instabilidade climática, que não poucas vezes faziam dele um deambular regado e agitado, eram simples factos...

Na realidade nem ligava às cores, eram-me indiferentes!
Não ligava a nada!

O que é isso da maturidade?
O que tem de tão especial para estarem sempre a invocá-la?

Maturidade é apreciar e valorizar aquilo que se ignorava. É perceber a nossa natureza, a nossa origem. É achar especial ter nascido numa ilha no meio de um imenso mar. É querer conhecer e estar no meio daquilo que nem se sabia existir. É sentir o apelo da natureza e da simplicidade. É deixar a vida seguir o seu curso normal sem interferências de maior, internas e externas. É contemplar um pôr-do-sol depois de uma tarde de praia. É sentir o poder revigorante da água fria. É sentir a força de uma paisagem. É nunca estar farto de mar. É querer caminhar num trilho em silêncio, ouvindo o agitar das árvores, a água da ribeira, os pássaros e a nossa respiração… Só!

16.10.19

Ficar Grande!


Rui Pereira


Motivação com... Calum Von Moger! - Grande é favor!

É uma afirmação muitas vezes feita lá no ginásio. Essencialmente em tom de brincadeira, sendo que dessa, uns fazem mais uso do que outros. Na verdade, acho que todos queriam… Gajos! Seja como for, rimos bastante à custa disso. Não é só treinar, também é preciso descomprimir um bocadinho.

Objetivo verão 2020: Ficar Grande!

É. Mais ou menos. De facto, e pessoalmente, quero ganhar mais algum peso nos próximos meses. A última vez que me pesei, no final da primavera, se não me falha a memória, estava entre os 72/73kg. Entretanto, já ganhei 4kg – já estou a Ficar Grande!. Não, ainda não... Ainda!
Tenho alguma facilidade em ganhar e perder peso, mas só até um certo ponto, já que quando se trata de ganhar tamanho – Ficar Grande! – lá está, as coisas mudam de figura.

Ficar gordo é uma coisa, Ficar Grande! é outra!

A ideia é o aumento de massa muscular. Claro que tenho treinado mais, e quero acreditar que melhor também, e tenho comido bastante. Mais proteína. O descanso é que ainda tem de ser ajustado, incrementando mais uma hora de sono, por exemplo.

Quero Ficar Grande! Porque sim.

O conceito Ficar Grande! é sempre relativo. Para mim, é ultrapassar os 80kg! Sim, para alguns é ridículo, com certeza.

Ficar Grande! não é Ficar Enorme!

Até porque para Ficar Grande À Séria! ou Ficar Enorme! não basta querer, é preciso fazer por isso.

E eu não consigo quero!

(Julgo que haverão próximos capítulos...)

15.10.19

Impávida e serena!


Rui Pereira

Sempre a mesma sequência, o mesmo método, o mesmo ritual. É o dia oficial de sair com ela!
Aperto as fitas de velcro dos sapatos, ajusto o capacete, ponho as luvas e os óculos. Fecho o portão da garagem. Estamos frios, estranhos. A familiarização é rápida, mas as pernas pedalam trôpegas. Alivio a transmissão. Acuso as irregularidades do terreno, mesmo que digeridas pelas suspensões…
Aumento o ritmo, a confiança. A gravilha levantada pelos pneus fustiga o quadro. Isso e o rolar dos pneus compõem aquela velha banda sonora de sempre. O movimento brusco da direção é um aviso para manter a concentração...
Serro os dentes e deixo correr, aliviando a sua frente do meu peso. Seguro-a de forma firme, mas não rígida e tento não pensar no pior. Corrijo a trajetória com um ligeiro de toque de travões...
Esforço, empenho, ritmo e controlo. O resto é estado de fluxo. O resto é prazer!
A minha velha e resistente companheira de “guerra”, muita pancada aguenta!
E quem a vê nunca diria… sempre tão impávida e serena!

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