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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

26.02.20

Impopularidade


Rui Pereira

Sei-me impopular pela posição, atitude e preferências ciclisticas. Pelas reações ou ausência delas. Por me desviar demasiado daquilo que é suposto seguir. Por ter e andar em bicicletas pouco óbvias, algumas delas, nada consensuais. Pela indiferença à feroz busca da eficiência. Por não querer saber da competição. Por gostar de ser diferente. Por preferir a tradição à inovação. Por ver as bicicletas como mais do que um mero utensílio desportivo. Por achar que estas fazem parte da solução na melhoria da qualidade de vida nas cidades. Por saltar todos os dias para cima de uma em vez de continuar agarrado aos mesmos hábitos comodistas de sempre.
Sei-me impopular por ser repetitivo. Por estar a defender aquilo em que acredito. Por, por em prática aquilo que defendo. E se defendo repetitivamente aquilo em que acredito e ponho em prática aquilo que acredito e defendo, está tudo bem!
Mas sei-me impopular por escrever textos como este…

21.02.20

Até querer…


Rui Pereira

Pegava na minha bicicleta e ia por aí a fora. Sem horas, nem constrangimentos, sem limitações. Entre subidas e descidas. Por montes e vales. Sem dar atenção à cor, nem à irregularidade do piso. Tempo ameno. Eu e ela... e leves pensamentos. Dificuldades encaradas com tranquilidade. Desafios encarados com prazer. Pedalar sem destino, rumo ao desconhecido. Escolha intuitiva do trilho, para seguir numa pedalada certa e calma. Até querer…

19.02.20

“Dead Inside”


Rui Pereira

A cada novo tema apresentado uma agradável surpresa. Os açorianos Morbid Death estão imparáveis!
Peso, qualidade e inovação. Regularidade, rigor e equilíbrio, no lançamento dos temas.
Claro que sou um fã assumido e convicto desta banda de Metal (suspeito?), mas a idade é outra, tal como nível de exigência, e prefiro partir sempre com baixas expetativas.
Mesmo se as tivesse altas não teria ficado dececionado. Nem sequer apenas agradado.
- Ah, não é mau, mas o primeiro era melhor!
Não!
Pelo contrário. Já vamos no terceiro single e tenho sido constantemente surpreendido…
Quase que diria cada um é melhor do que o anterior!


"I feel Dead Inside
My scars want to hide
With shame, anger and despair
How would I survive?"


O Metal Açoriano está vivo!
O Metal Açoriano é poderoso!

Dos Açores para o Mundo com Morbid Death! \m/

16.02.20

"O que não mata, engorda e também te pode transformar num ciclista"


Rui Pereira

O João Silva convidou-me para escrever um texto sobre algo que me é muito caro - ciclismo e bicicletas. Perante o interesse e a simpatia, não poderia ter feito outra coisa senão aceitar. O resultado foi hoje publicado no seu blogue - O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista.
Obrigado, João!

13.02.20

Rotina de carreto fixo!


Rui Pereira

Um dia destes perguntaram-me se já estava rotinado a andar com a minha fixed-gear.
Tendo várias bicicletas é normal que vá variando entre elas. O facto é que não ando tantas vezes como isso, principalmente agora que os dias são mais curtos. Por um lado, é menos o mais do mesmo, por outro, nunca ganho aquele à vontade que teria se andasse quase sempre com uma ou duas delas.
Tratando-se de uma bicicleta de carreto fixo, que também não é nenhum bicho de sete cabeças, a exigência e o período de adaptação são ainda maiores. O uso continuado e a proximidade fazem toda a diferença. Por exemplo, e por força do hábito, não era raro esquecer-me de que não é possível parar de pedalar a meio da pedalada, nem é possível ajustar o pedaleiro para fazer aquela curva mais apertada a exigir alguma inclinação da bicicleta.
Os pedais não param! Não é possível desmultiplicar a transmissão! É preciso abrandar com as pernas! – São mensagens que convém assimilar.
Hoje, tenho duas fixies e já estou muito mais rotinado com elas e com as suas diferenças. A mudança da “ficha” acontece naturalmente assim que as monto e os esquecimentos, sempre lembrados da pior maneira, praticamente já não acontecem.
Mas já atirei a toalha ao chão e tive a minha primeira fixie na configuração singlespeed durante algum tempo…
Agora conheço bem as suas caraterísticas, manhas e manias, e automaticamente sou um ciclista diferente. Já não vou tão tenso e apreensivo, nem focado nas dificuldades. Elas são assim, exigentes e limitadas, mas também únicas, desafiantes e espetaculares. Aprendi a desfrutar disso!
Não escondo o orgulho e a satisfação que tenho de andar de fixed-gear. De ser diferente. De não ter reprimido o gosto e a vontade que tive de ter uma bicicleta deste segmento, apesar de todos os indicadores apontarem não ser boa ideia fazê-lo.

12.02.20

Intemporal


Rui Pereira

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A música é moderna, mas a sua melodia recua aos anos 80. A bicicleta de carreto fixo é uma nova moda, mas recua aos seus antepassados. A ciclista já ultrapassou a fasquia das quatro décadas, mas posa como uma miúda de metade da idade...

A música e a bicicleta assentam-lhe tão bem!

06.02.20

Eu Ando de Bicicleta em São Miguel

Grupo [Facebook]


Rui Pereira

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A minha primeira experiência de bicicleta na cidade aconteceu quando um dia o carro teve de ir à revisão. Foi tão significativa e senti-me tão realizado que neste mesmo dia criei um grupo no facebook - Eu Ando de Bicicleta em São Miguel.
Daqui a um mês faz oito anos. E é o principal motivo para me manter nesta rede social.
Já fui muito e pouco ativo, já deixei o grupo e respetiva plataforma, e entreguei a administração a outro colega, depois voltei e foi-me novamente entregue. Neste momento a administração é composta por 4 elementos, mas o funcionamento geral do grupo é essencialmente assegurado por mim e pelo meu colega Pedro Almeida, o mais recente administrador do grupo.
Dos 3254 membros contabilizados hoje devem participar cerca de 0,5%. A maioria das participações resumem-se a novidades de marcas e empresas, alguns anúncios de vendas (embora exista um grupo anexo para o efeito) e partilhas gerais e externas. Não era bem o que tinha em mente quando o criei, mas é o que temos.
Não digo que seja uma referência no meio, até por isso, mas já conta com alguma idade e dimensão, sendo um agregador de simpatizantes e utilizadores da bicicleta de São Miguel, dos Açores ou de outro lado qualquer. Mais do que ser açoriano ou micaelense, identificamo-nos porque andamos de bicicleta e gostamos muito delas.
Pelo menos quero acreditar que assim é.
Boas pedaladas a todos!

05.02.20

Andar de bicicleta é...


Rui Pereira

O som caraterístico da roda traseira funde-se com o som da deslocação do ar impulsionado pela velocidade. A estes, acresce o da fricção dos pneus no asfalto, no caso, mais ténue, e o do roçar dos calços dos travões na pista das rodas para o efeito, sempre que são acionados.
- Andar de bicicleta é um brinde aos sentidos e às sensações!
Às vezes nem damos por isso, porque os pensamentos fluem como que a acompanhar o rolar da bicicleta.
- Andar de bicicleta é distrair-nos de tão concentrados e concentrar-nos de tão distraídos!
O corpo acusa a entrada brusca na fenda presente no asfalto impossível de evitar. Ai! Mas pronto, está tudo bem. Prossiga a marcha.
- Andar de bicicleta é testar o nosso poder de reação e improviso!
Uma via ligeiramente descendente leva-nos a meter carga na transmissão e a aumentar o ritmo e a força na pedalada. A velocidade aumenta exponencialmente, a par do batimento cardíaco e da temperatura corporal.
- Andar de bicicleta é ir ao limite físico, é experimentar o bom da dor e do cansaço!
Os sentidos despertos, a concentração elevada, a pronta resposta. A velocidade. O controlo. O gozo de a levar…
- Andar de bicicleta é um exercício pleno de liberdade, desafio, bem-estar e prazer!

04.02.20

Bola, música e pancadaria!


Rui Pereira

O último fim de semana foi atípico. Desde logo não andei de bicicleta. E andei cinzento, cabisbaixo e pensativo. Com dúvidas, indefinições e desilusões. Com o tempo ventoso e chuvoso a condizer. E como se não bastasse, constipado.
Mas nem tudo foi mau. Longe das rodas e dos pedais, perto do sofá e da televisão. Aproveitei para ver o filme que queria – RAMBO: A Última Batalha – lá está, um "filme de gajo"!

Numa breve passagem pelo Youtube, dois novos e surpreendentes temas/vídeos. Completamente diferentes e de áreas opostas, mas igualmente bons e com o mesmo carimbo de origem: Açores!

Balada Brassado – "Eu Aboio Tudo"

Morbid Death – "Away"

Também gostei dos resultados desportivos. No meio da chuva, lá fomos, eu e o rapaz, ver a equipa dele (não convocado para o jogo) ganhar. E no decurso, saber que o clube [azul e branco] do seu coração não deixou margem para dúvidas.
Fim de semana sem bicicletas, mas com bola, música e pancadaria!