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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

24.11.23

O equilíbrio do desequilíbrio


Rui Pereira

gloriafixie_pordosol.jpg

 

O segredo está no equilíbrio.
Nas opiniões, nos desejos, nas atitudes e em cima da bicicleta.
Sou equilibrado. Pelo menos acredito que sim.
O que não quer dizer que não o perca e caia.
Responsabilidade de eventos internos e externos.
Acontece!

Em cima de uma bicicleta é onde estou mais equilibrado.
Por mais contraditório que possa parecer.
E mesmo que me desequilibre, arranho um cotovelo ou um joelho.
Sempre é melhor do que me afundar no sofá e nos meus pensamentos,
Desequilibrado,
Em frente à televisão.

21.11.23

Um nervoso miudinho...


Rui Pereira

pump_track.jpg

 ... E uma certa ansiedade começam quando início o ritual de equipar-me - joelheiras, sapatos de encaixe, cotoveleiras e capacete. Quando tiro a bicicleta do suporte. Monto-a frio e entorpecido, tanto que às vezes custa encaixar o segundo pé. Lá vou eu a caminho da minha terapia, que é como quem diz, da pump track. Lá chegado, afivelo o capacete e calço as luvas. Pronto. O nível de ansiedade eleva-se um pouco mais enquanto me lanço ao primeiro obstáculo. O certo deveria ser uma tranquila volta de reconhecimento e adaptação, mas a excitação leva-me a fazê-la com demasiado entusiasmo. Até hoje tem corrido bem. Saio ofegante algumas voltas depois. Se estou acompanhado, a troca de ideias acaba por ser inevitável. Muitas vezes estou sozinho. Aí, com a mesma satisfação, contemplo… recupero e repito.

15.11.23

SOEN


Rui Pereira

Custa-me sempre um pouco falar sobre música. Não que não goste, porque gosto muito, mas no sentido em que me falta a teoria e o lado prático de músico que não sou.
Daí normalmente enveredo pelo lado da emoção e do sentimento. E a música desperta-me bastante neste departamento.
Outra coisa que me faz alguma confusão é como certas bandas, canções e álbuns me passam completamente ao lado. E falo de géneros mais específicos, dos quais tenho algum conhecimento, mas não deixa de ser um disparate com a quantidade de música que se faz por aí.

 


O primeiro tema que ouvi. Que incrível balada!


Descobri recentemente os SOEN, numa lista aleatória sugerida pelo YouTube Music. Por falar nisso, fico assustado com a quantidade de horas de audição que tenho nesta aplicação. Mas pronto, é outra conversa. E já ando a preparar-me para o facto de vir a perder audição progressiva e precocemente. É que o Metal, o género que mais ouço, é para ser ouvido com o volume tendencialmente elevado!
Mas voltemos aos SOEN e, particularmente, ao seu mais recente álbum “Memorial”.
Então esta banda anda a fazer música desde 2012 e nunca sequer ouvi falar dela?!
Nunca é tarde. Que som. Que melodia. Cativante!

 


Um hino… outro!


Um consistente e poderoso instrumental, e uma excelente voz limpa. Este coletivo da Suécia é virtuoso quanto baste. São vários temas que se destacam, mas “Memorial” é um álbum inteiro, sem grandes altos e baixos.
Embora a minha audição se tenha concentrado bastante neste disco, o facto é que tenho ouvido transversalmente toda a sua discografia, tal é o interesse e curiosidade que esta banda despertou.


O competente tema de abertura do álbum “Imperial”


Normalmente são apresentados com a etiqueta de Metal Progressivo. Não sei, talvez. É irrelevante.
Certo é que fiquei, ainda estou, viciado no som dos SOEN. No equilíbrio entre agressividade e melodia, nas letras tocantes, nos solos de guitarra, na forma como os refrões ficam no ouvido, nos arrepios que sinto. E quando não estou a ouvir as canções, dou por mim a entoá-las baixinho, esteja onde estiver e a fazer o que for…

Que descoberta!

14.11.23

Novo surfskate

Longboard Surfskate Cruising 32 Carve 540 Bird


Rui Pereira

Vendi um surfskate no início do ano. Agora, comprei outro.
Uma oportunidade que surgiu por um acaso foi o suficiente para não resistir e trazer comigo o surfskate que já queria há muito tempo.
Este longboard é a prova de que um produto de uma marca de grande superfície também pode ter qualidade e ser competente, por um valor substancialmente inferior à concorrência mais conceituada.

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Já mais entendido do seu funcionamento e com maior perceção do meu nível de skater, cheguei à conclusão que uma tábua maior e uns trucks mais “rígidos” acabam por criar um conjunto mais adequado para mim. Mesmo que tenha de ser muito mais empenhado no pump para o fazer avançar.
Claro que isso não belisca minimamente a posição cimeira do melhor surfskate que tenho, mesmo com características opostas. Não será a maior adequação o suficiente para o destronar.
Este meu novo skate é menos ágil e nervoso, o que o torna obviamente mais estável e previsível. Precisa de mais espaço para se movimentar, mas atinge uma boa velocidade de cruzeiro depois de lançado.

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Nenhum deles se substitui, complementam-se.

31.10.23

Mais um passeio de domingo


Rui Pereira

Trago a bicicleta para fora e começo por atestar os pneus com ar. Têm pouquíssima pressão, reflexo do tempo que não ando nela.
Observo-a. Não da forma cirúrgica e quase obsessiva como fazia noutros tempos. A sujidade acumulada é significativa, mesmo num olhar de relance.
Reparo na oxidação que se apoderou de alguns componentes. A oxidação para componentes metálicos mais sensíveis é como as ervas daninhas para um jardim. Por mais que se ande em cima aparece sempre.
Aqui atrás dizia que haviam coisas que nunca mudavam. Mas também há as que já não são a mesma coisa. Antes, dificilmente andaria numa bicicleta assim. O facto, é que não gosto de a ver e ter neste estado.

roubaix_mar.jpg


Bom, prosseguindo…
Puxo o meu banco de madeira e calço os sapatos de encaixe. Os encaixes acoplados estão tão estragados. Mas continuam funcionais, que é o principal. Das borrachas que ajudam na aderência a caminhar já só existem vestígios e ainda no outro dia caí na pump track à conta disso.
Na verdade, foi mais à conta de uma cabeça esperta que decide arrancar a meio da pista mesmo antes da lomba mais inclinada, achando que era uma boa ideia. E lá foi o suporte da cabeça esperta forrado a licra (vulgarmente conhecido como corpo) e o carbono da Roubaix experimentar a textura do asfalto.
Soltei um palavrão, levantei-me e rapidamente olhei em meu redor. Ninguém. Vá lá!
Só depois analisei os estragos em mim e nela. Nada de especial, para a dimensão da burrice.

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Lá fui pedalando. Ora por aqui ora por ali. Tempo fresco. Dei por mim a pensar - mesmo assim estou bem, para o tempo que não pedalo. É certo que pedalo praticamente todos os dias, mas distâncias substancialmente mais curtas.
Sem compromissos, só tive de me deixar levar. É que já nem o relógio dita regras. Ah, por falar em relógio, nem me apercebi que a hora tinha mudado!

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Já disse isso umas 50 vezes… custa-me sair, estou sempre a inventar coisas, mas depois de estar a pedalar já não quero parar. O que só acontece quando surgem pensamentos acerca de comida e por aí.
Tirei algumas fotografias. Fiz um Reel no Instagram.
Foi apenas mais um passeio de domingo.

25.10.23

Ainda estou vivo!


Rui Pereira

coroa_da_mata.jpg

 

Há coisas que nunca mudam, independentemente das circunstâncias.
Podem estar mais próximas ou afastadas, mas estão lá.
À minha espera, sempre prontas.
Sem alaridos. Nem preconceitos ou constrangimentos.
As minhas fiéis companheiras ajudam-me muito.
Na manutenção da mente e do corpo.
Na diversão e no desafio.
Na curiosidade e na apreciação.
No sentido estético e prático.
Na jovialidade do espírito.

No silêncio...
Fazem sentir-me vivo!

 

23.10.23

“Coral”


Rui Pereira

Saí meio tarde. Com o aproximar da hora e a falta de lugar para estacionar comecei a stressar. Mas porque é que não fui de vez para o parque? - perguntava a mim mesmo enquanto me dirigia para lá.
Apressei o passo e ainda corri. Nem valia a pena, mas pronto. Que necessidade, não volta a acontecer. Até à próxima vez!
Estava sentado, já podia relaxar.
Os panos ainda não tinham aberto e já algo se revelava…
Vozes, coro, eletrónica!
Entretanto apercebi-me que o meu bilhete mais barato não era por acaso. Via um grande ecrã, a vocalista e pouco mais.
Enquanto à minha volta os outros espetadores falavam entre si e trocavam de lugar, mantive-me quieto. Não ia interromper a vibração em que alinhara.
Podia ter visibilidade limitada para o palco, mas deixei-me levar pela onda sonora magistralmente produzida. Imperturbável.
Até podiam tapar-me os olhos. Sim, podia estar de olhos fechados, muito provavelmente ainda ia sentir melhor.
Foi sábado. Foi… The Gift.

 

23.10.23

Pump Track - Maia RGR


Rui Pereira

Temos uma nova pump track na Ilha. Mais exatamente na freguesia da Maia, concelho de Ribeira Grande. A sua execução ficou a cargo da mesma empresa - Velo Solutions, o que só por si é garantia de qualidade. A localização poderá ser discutível, mas percebo a necessidade de descentralizar e levar equipamentos de qualidade para fomentar o exercício físico e os hábitos de vida saudáveis a outros meios.
As circunstâncias aquando da minha visita à pista não foram as melhores. Para além de vários miúdos que aproveitavam para rolar com as suas bicicletas nesta nova estrutura, também estava muito vento. Portanto, não deu para explorar e perceber esta pump track como esperava.
À partida, o seu traçado é substancialmente diferente da pista que temos em Ponta Delgada e é bastante mais curta. Talvez por isso, o mesmo tenha algumas alternativas curiosas. Mas lá está, não cheguei a fazê-las com a fluidez que pretendia. Pelo contrário, recorri ao travão mais vezes do que é normal, fiz partes da pista de forma atabalhoada e arrisquei sair da mesma algumas vezes.
Seja como for, neste curto contacto ficou percetível o seu potencial de diversão. Potencial que conto explorar em outras visitas com circunstâncias mais favoráveis para o efeito.

dirtbike_bmx.jpgNem houve "clima" para tirar uma fotografia à pista!

18.10.23

Realidades


Rui Pereira

Olhos semicerrados, cabeça e ombros caídos, olhos no chão, a arrastar os pés pesados… sou eu a tentar regressar à escrita!

Há um ano e três dias atrás estava aos comandos da minha Globe Roll 01, de carreto fixo, a percorrer as estradas da Ilha, numa volta solitária, inédita e desafiante. Foram dois dias incríveis que ficarão para sempre na minha memória. Não foi só a superação do desafio em si, foi o exemplo que isso representou para outros departamentos da minha vida. Afinal… era capaz!
Um ano e três dias depois, não tenho andado tão próximo das bicicletas como seria suposto. Embora com uma tatuada no braço, que ficará para sempre comigo, atravesso uma daquelas de fases de afastamento que espero termine em breve. Só depende de mim.
Com a chegada do outono, a bicicleta de carreto fixo e de rodas cor de laranja entrega o testemunho à citadina e ferrugenta Órbita Classic, com uma caixa de fruta a servir de bagageira.
Os “Nothing But Thieves” embalaram estas minhas palavras. Uma das suas canções tem um título revelador, “Real Love Song”...
Real é também o que sinto pelas (minhas) bicicletas.

orbita_bw.jpg