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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

10.05.22

Trilho sombrio


Rui Pereira

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Sigo de cabeça baixa sem destino. Sinto o peso da inclinação nas pernas. Pesado é também o pensamento. Nem sempre a pedalada desanuvia logo o nublado que existe aqui em cima e, ao invés, torna-o ainda mais carregado. Por vezes é preciso ir até ao fundo para começar a subir.
Para começar de novo.
As pedaladas são catárticas. Onde se desbravam os piores cenários. Através das quais saímos da sombra, nos livramos da bruma.
Da escuridão para o esclarecimento.
Levanto a cabeça e é como se a neblina tivesse ficado para trás. Olho o céu e as árvores. A atenção divide-se agora entre o desafio a que submeto o corpo e a natureza que me rodeia.
Tanto verde. Ergo o corpo e carrego os pedais com mais afinco. Doem-me as pernas…
Olho novamente o céu. Suspiro.

 

04.05.22

De comboio


Rui Pereira

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Podia muito bem fazer várias metáforas entre a minha vida e um comboio…

Tenho um certo fascínio por comboios. E nem sei bem porquê?
Talvez porque não os temos. Porque gostava de brincar com eles quando era pequeno...
Marcam a paisagem. Eles e as suas linhas.
São bonitos, característicos e tão úteis…
Motivam o pensamento e a contemplação!
São românticos. Dignos de cena de filme.

Existem vários comboios e alguns não são bem assim, mas os que circulam no meu imaginário são.

 

11.02.22

"On The Dark Waters"

Amorphis


Rui Pereira

Perante a descrição de um qualquer cenário idílico, a minha tendência é para musicar o mesmo. Não no verdadeiro sentido da palavra, o que implicaria a composição de um trecho musical, mas na criação imaginária de uma banda sonora tendo por base uma música poderosa que conheça. Da mesma maneira, a ouvir uma destas músicas, a minha tendência é para imaginar cenários como forma de ilustração.


Conheci os Amorphis com o álbum Tuonela (1999). Este coletivo da Finlândia tem um som que tem tanto de poderoso como de melódico. Progressive/Folk/Death Metal. Vozes limpas e guturais. Instrumental consistente. Forte presença de guitarras.
O mais recente single da banda, "On The Dark Waters" é uma canção fabulosa. Carregada de ambiências, ritmo e melodia. Na dose certa. E com o peso certo!

Na busca imaginativa de um cenário que faz dela banda sonora, invariavelmente estou presente, mas as imagens da minha Terra e as minhas bicicletas têm sempre presença obrigatória.

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07.09.21

“Storm”


Rui Pereira

Esta melodia…
Tem qualquer coisa...
Conheço? Soa-me familiar. Não sei...
É linda!

Repetir. Incrível. Repetir. Wow!!!

Toda a componente rítmica, acompanhada por uma grande voz. À altura!
De uma beleza e atmosfera únicas!
As guitarras! Que melodia!

Ocasionalmente faço uma descoberta destas e rendo-me.

Ah no meu tempo é que era!
Nada mais errado.

Ainda se fazem grandes temas. Grandes músicas!
E dou por mim a sonhar!
Esta “Storm” é simplesmente fenomenal. Bela e incrivelmente melódica.
E vou ouvir-lhe até não poder mais…
Como sempre!

* Soube depois que este tema faz parte do projeto a solo do reconhecido guitarrista e compositor dos finlandeses “Amorphis” - Esa Holopainen. Os Amorphis são apenas uma das minhas bandas favoritas. Não admira!