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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

18.05.10

4 Horas BTT CC/Specialized – A minha participação!


Rui Pereira

Faltavam poucas horas para o fecho das inscrições quando me fui inscrever. Depois de ter dado como certa a minha não participação nesta prova, devido aos trabalhos universitários, com algum esforço, lá consegui.
Já tinha participado numa prova da Taça de XC o ano passado, mas esta foi a minha estreia numa prova de Resistência. Pelo seu carácter mais lúdico e promocional, este último modelo tem mais a ver comigo e com os meus objectivos no que toca ao ciclismo.
Mesmo com a perfeita noção que poderia ser uma prova de exigência acrescida, tanto pela sua duração, como pelo local onde iria decorrer – Pinhal da Paz, já que tinha sido tudo decidido à última da hora, resolvi entrar sozinho, ou seja, como Individual.
Os meus objectivos eram básicos e pouco ambiciosos, fazer as 4 horas e usufruir do traçado e do ambiente que se vive nestas provas. O desafio seria tentar gerir o esforço, sem cair na tentação de ser levado em ritmos para os quais não estou preparado, podendo sofrer uma quebra que me levasse a fazer voltas em sofrimento, mas também não adormecer em cima da bicicleta!
Com algumas dicas de quem sabe mais do que eu, munido de líquido para hidratação e alguns produtos energéticos para as alturas de maior aperto, fiz uma prova regular, sempre nas calmas, rolando ao meu ritmo, ora esticando, ora abrandando, sem nunca entrar no limite, tal como pretendido.
O percurso era muito engraçado, sendo a secção final a minha preferida. Por sua vez, foi nesta mesma secção que apanhei um valente susto na zona de descida, quando levei com um atleta da CC/Specialized em cima! Fora isso, nenhuma queda a registar, apenas dois “engates” em zonas de ganchos, um deles mesmo junto à zona da meta.
No decorrer da prova fiz três paragens para trocar de garrafa, numa das quais, aproveitei para comer algo mais sólido e tirar umas pedras do sapato, no verdadeiro sentido da palavra.
Inicialmente prevista para ter lugar nas margens da Lagoa das Furnas, por falta de condições do local, o Pinhal da Paz surgiu como a alternativa possível, mas em boa hora na minha opinião. Com inúmeras opções de trajecto, mesmo com algumas condicionantes apresentadas, a equipa do Clube NC, teve a imaginação suficiente para traçar um percurso muito interessante e adequado para o que se propunha.
Ah… no final tive direito a prémio! Não, não foi uma taça, nem uma medalha, porque os resultados não chegaram para isso, mas sim uma “recuperação activa” completamente gratuita, até a casa em cima da bicicleta!
Depois de quatro grandes horas… Não presta?!

10.05.10

Fim-de-semana de estrada – Teste à Specialized Roubaix Expert SL


Rui Pereira

Nada melhor do que subir à Lagoa do Fogo num domingo e dar a volta ao concelho de Ponta Delgada numa segunda-feira feriado, logo pela manhã, para fazer a minha estreia numa bicicleta de estrada! Foi assim que dei as primeiras pedaladas na Roubaix de teste da empresa Carreiro & Comp. Lda.
Despertador no telemóvel programado para as 7H30 e aquele nervoso miudinho indicador da minha apreensão relativamente à bicicleta, mas principalmente ao que tinha pela frente. Na madrugada de domingo, eram cerca das 4H00 e estava acordado! O percurso da Lagoa do Fogo já me estava a intimidar e ainda nem tinha sentado o rabo no selim da SL.
Por falar em selim, o “Toupé” gel montado, revelou logo ser uma “pedra”, tal a sua dureza e a minha falta de “calo”! Mas este não é o selim de origem desta bicicleta de “Endurance”, mas sim o “Avatar”, igualmente em gel e consideravelmente mais confortável. Desde logo também acusei a posição de condução bastante mais radical do que estou habituado, as contidas dimensões, a extrema leveza e a rigidez da Roubaix.
Depois de seleccionar a melhor velocidade para o local onde rolava, mesmo à saída de casa, notória foi também a sua rapidez e agilidade. Pelas afirmações que já ouvi de ciclistas de estrada e pelas características que apresentam, tinha ideia que seriam rápidas, mas para ter a verdadeira noção do que estas máquinas são capazes, só mesmo experimentando!
Reactiva, é também uma das suas características, acusando logo, seja o nosso movimento sobre o selim, seja a mudança de posição das mãos sobre o guiador. Depois de alguns km e de agir de forma mais suave e intuitiva, este facto é minimizado. No entanto, qualquer solicitação que se faça no pedaleiro, a reacção não se faz esperar.
A rigidez e os pneus finos fazem-nos sentir todas as imperfeições da via e requer alguma atenção extra com objectos ou buracos de maior dimensão, de forma a evitar sustos, mas por outro lado, toda a energia gerada nos pedais é aproveitada e transformada em velocidade. Aqui avança-se efectivamente. Haja pernas!
De facto, em mau piso, mesmo tendo em conta que este modelo conta com inserções de Zertz para filtrar vibrações, quer na forqueta, quer nos tubos superiores do triângulo traseiro, sente-se muita coisa, conseguindo ser, este e com certeza todos os outros modelos de estrada, autênticos vibradores gigantes a circular no nosso conhecido empedrado (calçada)!
Os travões funcionam de acordo com as características da bicicleta, mas para quem está habituado a uns travões de disco hidráulicos, os Ultegra da Shimano não são mais do que uma espécie de travões, uns “abrandadores”, vá lá…
Percebi que como tudo é preciso menos tensão e maior à vontade que só a experiência traz, mas resumindo e concluindo, esta Roubaix Expert é uma máquina incrível que adorei experimentar. É decidida, contundente e motiva-nos para dar sempre mais, o que a torna uma excelente aliada tanto para treinos mais intensivos, como para passeios mais calmos e longos, já que a sua cuidada geometria, sem descurar a competitividade, permite um conforto que não é apresentado por outros modelos mais radicais.
O ciclismo de estrada tem muito que se lhe diga e nos últimos dois dias pude viver uma pequena parte disso mesmo, com a possibilidade de testar esta Specialized Roubaix Expert SL. Pela bicicleta, pelas pessoas, pelos percursos... Uma Grande Experiência!

16.07.09

2º Passeio Nocturno - Carreiro & Comp., Lda.


Rui Pereira

Estava com alguma expectativa para este passeio, tanto por ser a minha 1ª participação, como por ser a 1ª vez que faria trilhos de bicicleta à noite!
Para além da habitual lavagem, lubrificação e correcção da pressão dos pneus, desta vez tive de colocar luzes sinalizadoras na dianteira e à retaguarda da bike. Estas foram realmente necessárias, já que cheguei ao local onde tinha estacionado o carro às 22H40!
O passeio correu muito bem, o grupo de número razoável, tinha um espírito positivo e o percurso foi muito bem delineado. Não se ficou por passeio BTT só no nome, nem pelo tipo da maioria das bicicletas que participavam, já que fizemos muitos trilhos em terra, com vários tipos de piso, desde os mais moles, aos mais compactos, com muita pedra à mistura. As zonas de mata revelaram-se as mais interessantes, mas também as mais delicadas, até porque foram feitas numa altura em que a luz já era escassa. Como alguém disse e bem, não se viam as pedras, mas sentiam-se!
No fim, foi oferecido um pequeno lanche e foram distribuídos alguns brindes aos participantes que mais rapidamente confirmaram a sua participação.
Nada melhor para fazer o balanço deste 2º Passeio Nocturno do que a questão que muitos já colocavam - Para quando o 3º?

04.12.08

Bicicletas


Rui Pereira

Onde as motas dominavam sem excepções começam agora a aparecer bicicletas?!
É verdade. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, ah pois é!
Apesar das motas terem o seu lugar assegurado e intocável, é normal que uma vez que adquiri uma bicicleta comece a dedicar-me mais a esta, até porque tenho o defeito de criar demasiado entusiasmo à volta das coisas novas que tenho.
Sem mota, por questões práticas (não preciso dela para a minha rotina diária, não tenho tempo para uma utilização de lazer, custa-me ter custos fixos desnecessários e a garagem ocupada que obrigava o carro a “dormir” na rua) mais do que suficientes para esta minha opção.
A bicicleta já era uma ideia antiga, associada ao gosto pelas motas, com a mais valia de contribuir para uma boa forma física e o relacionamento interpessoal que se acaba sempre por criar nestas lides.
Depois de muito pensar, analisar e comparar opções, acabei por agir por impulso, o que já não é novidade para mim, uma vez que não tenho a frieza necessária nos negócios.
Também se não fosse assim, julgo que não tinha nada!
Para não fugir à regra, gastei mais do que aquilo que pretendia inicialmente, mas não tenho dúvidas que fiquei bem servido, pelo menos numa fase de iniciação e tendo em conta os meus propósitos.
A marca de eleição foi a Specialized, pela qual já nutro simpatia há muito tempo, por acaso, representada pela empresa onde já era cliente das motas, a Carreiro & Comp.Lda.
Para além de alguns acessórios originais para a bike, investi um pouco mais no equipamento pessoal, pelo menos no essencial, optando pela Specialized também para estes, o que pela qualidade apresentada se revelará um bom investimento a médio prazo.
Depois do constrangimento inicial de quem praticou exercício físico durante mais de uma década consecutivamente e já está parado há dois anos e meio, a ideia é, gradualmente, atingir a melhor forma física possível, dentro das minhas limitações, no que se refere ao tempo.
Vemo-nos aos domingos de manhã!