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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

08.01.19

II Ride dos Reis - Monbike


Rui Pereira

– Queres ver que tenho de tirar um curso para conseguir “calçar” estas VeloTóze?
Foi uma das questões que me veio à cabeça nesta desagradável manhã de domingo…
Logo depois do dilema – Vou ou volto para a cama?
E ainda mais um – Levo ou não levo impermeável?
Outro – Ligo ou não ligo ao meu primo a dizer que não vou?
Fui, já não estava a chover, mas estava um ventinho bem desagradável.
Cheguei em cima da hora. Estava frio. Foto de grupo. Partida!
Lá fomos, mais rajada menos rajada…
Sempre com o meu primo, ora com o grupo ora mais isolados.
A minha bicicleta “mandou” uns sons violentos por duas vezes! Não sei… 
O percurso foi encurtado pela organização. E por mim também.
Despedi-me do meu primo, desejei-lhe boa sorte e cortei direto para casa.
Encostei a bicicleta e não olhei mais para ela. Limpa sei que não está…

ride_reis_2.jpg
Imagem: Monbike


Também participei no I Ride dos Reis. Aqui fica o relato.

10.12.18

Mais um passeio de bicicleta sem grande história…


Rui Pereira

Nunca mais tinha ido às Furnas. Foi para lá que fui ontem. E é provável que vá lá novamente para a semana.
Mais um passeio sem grande história, com um ritmo a oscilar entre o calmo e o ligeiro. Optei pelo trajeto Norte/Sul, que não é o mais conveniente para mim, mas acho que é o que gosto mais.
Algures entre a Ribeirinha e o Miradouro de Santa Iria aconteceu uma situação curiosa e engraçada. Começo a avistar ao longe um companheiro de bicicleta. Aos poucos vou-me aproximando até que o alcanço e cumprimento-o à passagem, como é habitual. Já ia uns metros adiantado quando ouço algo do género:

"Bela máquina! Foi bem estimada!"

Era o anterior proprietário da minha Roubaix, que obviamente a reconheceu e fez questão de se manifestar. Não o reconheci. Já lá vai um ano e meio e nunca tinha acontecido cruzarmo-nos. Trocamos algumas palavras e lá segui caminho.
Há voltas em que me cruzo com pouca gente e apenas desconhecidos, esta foi ao contrário. Já tinha acontecido logo antes desta situação, voltou a acontecer depois, e novamente a sair das Furnas pela sua… (escolher o adjetivo mais apropriado) calçada! E ainda na cidade de Lagoa, com repetição na última grande dificuldade.
Esta volta, para mim, tem quatro grandes dificuldades! A subida para a Mata Dr. Fraga, a calçada da Lagoa das Furnas, o Pisão e, finalmente, a Duarte Borges. As restantes sofrem-se… Mas também existem alguns pontos de interesse, Pedras do Galego e a descida Furnas/Vila Franca.
Na cidade de Lagoa, mais uma situação, desta feita não muito agradável. Numa zona a descer em que vinha a rolar bem, um rapaz com uma scooter preparava-se para arrancar, saindo de cima do passeio para a faixa de rodagem, exatamente no momento em que passava. Dou um grito, desvio-me ligeiramente para a esquerda e aperto os travões, tanto que senti a roda traseira a deslizar lateralmente, mas felizmente o rapaz ouviu-me (foi um grande grito!) e parou de imediato. Soltei um valente palavrão (ou vários) e prossegui aliviado. Foi apenas um cagaço!
Mais um domingo, mais um passeio de bicicleta sem grande história…

27.11.17

Nordeste


Rui Pereira

De bicicleta ao Nordeste? Sim, já fui uma vez. Exatamente na última edição de um evento apelidado de Nordbike, organizado por uma grande entusiasta das bicicletas. Curiosamente, no fim de semana de inauguração das novas SCUT’s. Este evento consistia em percorrer o trajeto Ponta Delgada/Nordeste via Norte no sábado e Nordeste/Ponta Delgada via Sul no domingo, com pernoita na então Estalagem dos Clérigos, onde os participantes podiam usufruir de um cuidado e animado programa social. Na altura fi-lo com a única bicicleta de estrada que tinha, a Specialized Allez Steel. Foi duro, principalmente o regresso, mas no geral, uma bela experiência, que me traz sempre boas recordações.

 

roubaix_nordeste1.jpg


Daí para cá nunca mais rolei para aqueles lados, mas recentemente surgiu a vontade de fazê-lo. Ontem foi o dia. Mas não foi assim tão bem escolhido, depois de algumas outras tentativas frustradas. Saí relativamente cedo de casa (não o suficiente para chegar aonde queria) e o tempo não me parecia especialmente mau. Não parecia, mas fui bem enganado. Fiz o percurso praticamente todo debaixo de chuva (vá lá que não estava muito vento)! Aliás, se bem (ou mal) me lembro, já no Nordbike, entre Nordeste e Povoação, água foi o que não faltou… Aquando da prova de resistência de BTT nas Sete Cidades, alguém dizia que não se importava de andar com mau tempo e debaixo de chuva, mas que já começava a fartar. Digo o mesmo. Caramba!
Mas paciência, antes assim do que ter ficado em casa. A volta em si é muito boa e vale a pena, mesmo sob condições menos favoráveis. Queria era ter ido um pouco mais além, mas estava condicionado, já que queria chegar a casa a horas. A ida foi feita com tranquilidade, até porque a partir de certa altura não sabia bem o que me esperava, já que tenho poucas referências daquela zona da ilha. Quando vi que já tinha gasto metade do tempo disponível inverti o sentido da marcha para regressar. Vim mais ligeiro, tanto que acabei por chegar antes da hora, o que me deu margem para lavar a bicicleta, que se encontrava  num estado pouco recomendável.

 

roubaix_nordeste2.jpg


Por falar em bicicleta, já é a segunda vez que noto uma situação curiosa e desagradável circulando em piso molhado. A partir de certa altura, torna-se quase impossível rolar com a corrente posicionada nos carretos do meio da cassete, pois sente-se aquele desagradável e instável comportamento de mudança mal engrenada, do querer saltar da corrente, o que não permite de todo uma pedalada fluída. Uma situação a verificar por quem sabe mais do que eu, que transmissão é coisa com que nunca atinei. E se calhar também não seria mal pensado adquirir um lubrificante específico para estas condições.
Claro que terei de ir novamente ao Nordeste. De preferência com mais tempo, menos chuva e sem comportamentos estranhos da bicicleta!

07.11.17

Na companhia da velha guarda!


Rui Pereira

Normalmente só relato as minhas voltas de bicicleta mais relevantes, ou que pelo menos tenham alguma caraterística diferenciadora. A volta deste domingo estava para ser apenas mais uma ida às Furnas…
Com a Roubaix a “descansar” de sábado passado peguei na Allez Steel e fiz-me à estrada. Só depois de ter ultrapassado o obstáculo que tenho mesmo à porta de casa é que reparei que a garrafa tinha ficado atrás! Começo a ficar preocupado, já que é a segunda vez consecutiva que acontece e depois de quase ter acontecido uma outra! Seja como for avancei e havia de beber algures lá em cima, que água é o que não falta.
A caminho de Santa Iria começo a avistar dois ciclistas lá à frente e aos poucos fui-me aproximando, até que os alcancei. Eram dois ciclistas da velha guarda, pessoal do tempo dos pioneiros “Cicloturistas de São Miguel”. Respeito! Se um deles só conheci mais recentemente, o outro é-me bastante familiar, tanto que ainda era eu um miúdo e já ouvia falar das suas aventuras de bicicleta lá em casa! Só que na altura estas tinham um peso relativo, talvez por serem tão fora do comum.
Hoje, numa altura em que quem não está nas redes sociais e não partilha os seus feitos é como se não existisse ou não os fizesse, dou mérito a estas pessoas, que de uma forma bem-disposta e entusiasmada, mas simultaneamente discreta e serena, há décadas que percorrem de bicicleta as estradas e os trilhos da nossa ilha. Gabo-lhes a vontade, a atitude e a união descomprometida, que neste dia por exemplo, tinha dividido o grupo em quem foi de btt e quem foi de estrada.
Não é preciso dizer que mudei de planos, tendo a ida às Furnas ficado fora de questão, já que seguia deliciado na sua companhia, com a conversa, a boa-disposição e a cumplicidade existente, tudo envolto numa toada fluída. Da minha parte, inclusive, ainda deu para conhecer novos caminhos.
O meu regresso (definitivo) às bicicletas está a fazer agora nove anos, mas espero seguir o exemplo destes companheiros de pedal, que acumulam consideráveis números de anos, quilómetros, histórias e peripécias aos comandos das suas bicicletas, tudo da forma mais normal e genuína possível.

03.11.17

Azores Challenge Granfondo – A minha participação! (Parte 4)


Rui Pereira

(Continuação!)
Ufa! Esta relato está tão descritivo e realista (e comprido) que até estou a ficar cansado. Ah não, se calhar é porque vim agora de uma volta de bicicleta. Seja como for, estamos na reta final.

Estava determinado a compensar o atraso da asneira feita, só que fui traído por uma dor na perna direita. O que a nossa mente inventa quando está desocupada! Bastou a primeira distração e nunca mais senti dor nenhuma. Continuei. Descer a Duarte Borges sem preocupações é outra coisa. Agora era ir a rolar até à meta, altura em que me cruzei com alguns participantes que já tinham finalizado e já estavam de regresso. Bom sinal, presumindo que, por exemplo quem vinha de automóvel, já tinha trocado de roupa, acondicionado a bicicleta e respetivo equipamento, almoçado, trocado bitaites com os colegas, feito a sesta, trocado sms com a cara-metade, e eu ainda estava a caminho…
Finalmente… cheguei! Fui recebido com um «está feito!» na meta e mais à frente com uns «parabéns» da parte de uma menina que me decorou o peito com a medalha de participação (Eu sei, “finisher”, mas já não disse que não gosto de estrangeirismos?). Uma coisa é certa, a medalha foi muito bem conseguida. Até estava meio preocupado não fosse sujá-la, uma vez que tinha a roupa bastante seca e limpa, como se pode imaginar.
Lá estava o meu colega. O tal da descida do Canário. Breve troca de palavras, busca de um local seguro para encostar a bicicleta (vi para lá algumas que caíam que nem tordos!) e aguardar a vez na fila para o frango (e fofa) do almoço volante. (Porquê volante? Fui pesquisar ao Priberam e uma das definições do adjetivo é “que cada qual come onde quer”. Esclarecido!)
De repente dei por mim a consultar a lista das classificações… Porquê? Não sei. Peço desculpa.
E fico-me por aqui... Apenas acrescento que o nível de satisfação motivado por este evento ciclístico fica patente no número de palavras que dediquei ao mesmo.

Domingo à noite em casa.
- Se me perguntassem se preferia ir trabalhar amanhã ou fazer o percurso do Granfondo, respondia logo que ia fazer o Granfondo!
Ao que obtenho como resposta:
- E se me perguntassem se preferia ir trabalhar amanhã ou ficar todo o dia em casa a fazer comida (nota: não é exatamente uma atividade de eleição), respondia logo que ficava em casa!
?!... Mas isso não tem nada a ver - pensei para mim…

Até para o ano (espero eu)!

medalha_gf.jpg

03.11.17

Azores Challenge Granfondo – A minha participação! (Parte 3)


Rui Pereira

(Continuação!)
Prossegui então a aguardar confirmação do cancelamento. Entretanto, cruzei-me novamente com o entrosado quarteto do início, mesmo quase à porta de casa, mas desta vez apenas de passagem. Não querendo parecer ingrato, estava a sentir-me bem, daí ter mantido o meu ritmo. Objetivo? Chegar depressa ao segundo abastecimento. Fiquei fã. Este tinha uma mesa bastante mais composta, tanto que fiquei meio sem saber o que comer! Mas antes disso, vamos lá merecer o dito. Lançado em direção à Ribeira Seca, avisto um polícia junto à rotunda que me faz sinal para subir. E riu-se. Muito bem, um agente especialmente simpático, mas mal dobrei a esquina, percebi. Era uma verdadeira parede de vento que só visto! Toca de desmultiplicar a transmissão e só não me deitei sobre a bicicleta porque não me dá muito jeito pedalar nesta posição. Por falar em polícias, forte contingente policial na estrada! E o que gostei de ter sempre prioridade nos cruzamentos, rotundas e afins. Senti-me um verdadeiro atleta. Era sempre a abrir!
Confirmou-se, Granfondo cancelado. Eh pá, não! (Sim!) Pronto, paciência. Vá, tudo a subir Santa Bárbara que é para desgastar os bolos do abastecimento. De repente, vejo incrédulo uma placa de perigo! Perigo? Qual perigo? Devem ter-se enganado no sentido do percurso! Não senhor, «Perigo de ficar a pé!» Se a ideia da organização era desanuviar os concorrentes e fazê-los rir, mesmo tendo em conta as circunstâncias, parabéns. Só posso falar por mim, mas funcionou. E não, não fiquei a pé... os bolos às vezes fazem milagres!
O quê? Outra vez o quarteto? Sim. Ao contrário de mim, eles não eram fãs dos abastecimentos. Lá fui. Passei por um outro colega, mas também prossegui sem ele. Estava fortíssimo (risos)! Muito bem, setas a apontar para a direita e aqui o menino de forma intuitiva (e parva) segue em frente. O colega ainda berrou lá detrás para alertar, mas nem mesmo assim me apercebi logo do erro, até porque lá ao fundo via outro ciclista (se calhar nem estava em prova?!). Espera lá, um cruzamento sem polícia, o polícia está ali em cima e o colega que tinha passado e que berrou já ali estava também. Processei rapidamente toda a informação e… «merd@, enganei-me!» Ainda se fosse um erro para meu benefício, mas não. Mais uns preciosos segundos perdidos e a minha vida de atleta a andar ainda mais para trás! Pronto, vamos lá. Admitir a parvoíce, corrigir a trajetória, passar novamente pelo colega (de fininho) e seguir em frente fazendo de conta que não aconteceu nada. No fim, agradeci-lhe a atenção de me ter chamado à atenção…
(Continua!)

02.11.17

Azores Challenge Granfondo – A minha participação! (Parte 2)


Rui Pereira

(Continuação!)
Quem é que disse que lá atrás as coisas também não podem ser entusiasmantes, hein?
Partindo do princípio que este relato está a ser (muito) empolgante, vamos lá continuar.

Estava então todo contentinho porque íamos começar a descer, por lapso de memória ou pura ignorância, já que esta não é propriamente uma descida tranquila, então considerando as condições, pior. O meu colega desce bem e eu também tenho a mania que o faço, portanto era ir com ele. A certa altura e perante um casal que seguia a par à nossa frente, o avanço que ele levava permitiu ultrapassar-lhes sem problemas, mas com a aproximação de uma curva e sem visibilidade, fui obrigado a abrandar e manter-me atrás deles até ter as condições mínimas de segurança para o fazer. Foi o suficiente para nunca mais vê-lo! Aliás, vi-o, no abastecimento! Depois de descer sempre sozinho e de atravessar “ribeiras” sozinho também. Sim, ribeiras, quase como no BTT, ali a atravessar em vários pontos o caminho das Arribanas. Acho que a partir daí as mudanças nunca mais entraram como antes…
Eu sei, atleta que é atleta não para nos abastecimentos, mas eu como só sou atleta nos relatos, parei. E comi e bebi sem pressas. Mas também não me sentei a apreciar as vistas, até porque não havia muito para ver. Agora sim, nunca mais vi o meu colega, só depois da meta e não foi por causa do nevoeiro! Mas calma, tinha a hipótese de prosseguir com outros dois colegas, tanto que arranquei de biscoito na boca e até pedalei forte com o vento e a inclinação favoráveis para me adiantar, já prevendo não ter pernas para eles quando as circunstâncias passassem a desfavoráveis. Acho que eles entenderam isso como um desafio e nem me deram hipóteses de os acompanhar um metro que fosse! Quase que me vieram as lágrimas aos olhos… por causa do vento! Aliás, já na descida acho que tinha acontecido, só que fiquei confuso com tantos fluidos na cara - água, lágrimas, suor, saliva, ranho…
Daí até ao segundo abastecimento sempre como um triste por lá fora. Os meus colegas teimavam em largar-me, mas o vento não, sempre fiel, sim senhor. Até me dava safanões, não fosse eu adormecer em andamento. Ah, uma coisa importante, foi durante o “lanche” que surgiu a informação que poderia não haver Granfondo e aí vi logo a minha vida de atleta a andar para trás. Toda uma gestão para a prova grande! Mentira, vi-me foi logo a chegar a casa mais cedo! Também é mentira, confesso que fiquei assim um bocadinho dececionado, mas não mexeu tanto comigo como o vento, até porque a informação ainda carecia de confirmação…
(Continua!)

01.11.17

Azores Challenge Granfondo – A minha participação! (Parte 1)


Rui Pereira

granfondo_acao.jpg
Imagem: Seg-mento Bike Team

 

Uma vez que nunca serei um atleta a pedalar as minhas bicicletas, pelo menos vou tentar ser um “atleta” a relatar a minha “prova” efetivamente. A escrever posso ser o que quiser. Este relato é apenas a minha perspetiva. Posso pontualmente fazer uso do humor e da ironia, mas qualquer semelhança com a realidade não é necessariamente pura coincidência. Faço referência a outros intervenientes que optei por não identificar exatamente, porque uns gostam, outros não gostam, uns levam na boa, outros a mal, e não tenho paciência para mal-entendidos.

Esclarecimentos feitos. Bicicleta montada. Sapatos encaixados. Vamos a isso!

Acordei cedo, nem precisei do despertador e logo tratei de aliviar cenas internas… muita informação? Pois. Bom, pequeno-almoço reforçado, juntar as tralhas todas e instalar a bicicleta no suporte do carro. Chegamos cedo ao local onde estava sediado o evento e de onde se daria a partida. Estava calmo, apenas um pouco apreensivo pela novidade. Depois de calçar os sapatos e as capas, e meter o capacete, uma breve volta na bicicleta para as verificações finais e então ocupar um lugar na “caixa” (eu sei que é “box”, mas não gosto de estrangeirismos!) a aguardar a largada. Os primeiros quilómetros foram controlados e serviam como aquecimento, mas logo aí vi que se calhar o melhor que tinha a fazer era juntar-me ao entrosado quarteto que, entretanto, passava por mim. E foi com eles que segui, sempre sob as instruções do chefe de fila, que vigorosamente, ora verbalizava, ora gesticulava estratégias. A nós juntou-se um outro colega. O ritmo não era modesto, tanto que alguém do grupo disse algo do género, «a esse ritmo vamos é fazer o Medio!» Devia estar adivinhando.
Já a subida da Vista do Rei ia longa, sob excelentes condições atmosféricas, quando me descolei do grupo, já que o andamento perdeu alguma consistência, tendo seguido no encalço do outro colega que já o tinha feito. - Ah, uma pequena nota: não é boa ideia comer uma barra compacta e viscosa enquanto se faz uma subida que exige todos os orifícios disponíveis para manter o fluxo de ar necessário! - Só o apanhei depois do miradouro, que nem vi, tal era a visibilidade. - Alguém no decorrer da subida falou em fotografias?! - Canário aqui vamos nós e aquilo nada de acabar. As placas informativas disponibilizadas pela organização ainda chateavam mais. Atenção, eram úteis, mas ao mesmo tempo cruéis, obrigando-nos a constatar o quão rápido íamos. Ia sempre a reclamar, até porque daquele local tenho muito poucas referências, quando o meu companheiro diz: «Rui, falta 1km.» Boa, vamos descer! - pensei eu...
(Continua!)

31.10.17

Azores Challenge Granfondo – De Granfondo a Mediofondo!


Rui Pereira

Devido às más condições atmosféricas, a organização viu-se obrigada a cancelar a distância maior, fazendo com que todos os participantes fizessem apenas os 85km da meia distância. Inicialmente e perante esta possibilidade fiquei algo dececionado, mas mais tarde e tendo em conta as condições adversas que se faziam sentir, julgo que foi uma opção sensata. Os 143km e o valor acumulado de 2600m, em contexto de evento desportivo com tempo favorável, já imponham bastante respeito, portanto não é difícil perceber como seria nestas condições. E mesmo por questões de segurança! Claro que fiquei sem saber se o ritmo e a gestão do esforço que vinha a fazer até então seriam condizentes ou não com o percurso grande? Como também não consegui perceber se estaria minimamente preparado para um desafio desta dimensão? Aferições para fazer noutras edições, já que espero que seja um evento a replicar. Agora que ninguém me ouve (lê) - este cancelamento, se calhar, veio mesmo em boa hora…