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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

31.10.19

No Pinhal da Paz em 2010 e 2019

Provas de Resistência em BTT


Rui Pereira

28.10.19

3 Horas BTT CC-Bike Rental – Pinhal da Paz


Rui Pereira

Assim que soube que a segunda prova de resistência em BTT deste ano seria no Pinhal da Paz, fiquei com vontade de participar. A primeira e única resistência realizada neste espetacular local aconteceu em 2010, onde participei na altura, ainda com 4 horas de duração.
Uma bela manhã de domingo, com algum sol a marcar presença, mas com um piso húmido advindo da chuva que caiu nos dias anteriores - tal como gosto. O percurso traçado neste parque florestal era simplesmente fantástico! Sinuoso, variado e divertido, a exigir pernas, alguma condução e trabalho com a transmissão. Gostei dos ganchos a subir, das passagens lado a lado, das duas descidas finais separadas por uma pequena lomba...

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Fotografia: DJ Sousa


O traçado era perfeito para alguém que, como eu, não liga à competição, não tem preparação, tem uma bicicleta da velha guarda, gosta muito de BTT e não tem disponibilidade para ser confrontado com demasiadas dificuldades, mas também não é adepto da monotonia associada à total ausência das mesmas.
Por mais que tenha rodado de forma descontraída, que tenha tentado hidratar-me e alimentar-me a cada hora que passava, com pausas incluídas, e que acima de tudo me estivesse a divertir bastante, existe sempre algum esforço e sofrimento inerentes, pouco habituado que estou a desafios do género. Não vou negar que o regresso a casa me custou um pouco, uma vez que fui e vim da prova pelos meus próprios meios.

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Fotografia: Francisco Carreiro


Deu para recordar o tempo em que saía todos os domingos de BTT e em grupo. Voltas que eram cuidadosamente delineadas mentalmente durante a semana. Onde entusiasmo e boa disposição eram as palavras de ordem. Levar a bicicleta sobre terra, pedras e lama era sinónimo de prazer e divertimento garantidos.
Confesso que estive indecisivo até à última para me inscrever nesta prova. Num impulso final, fi-lo. Decisão certa!

15.10.19

Impávida e serena!


Rui Pereira

Sempre a mesma sequência, o mesmo método, o mesmo ritual. É o dia oficial de sair com ela!
Aperto as fitas de velcro dos sapatos, ajusto o capacete, ponho as luvas e os óculos. Fecho o portão da garagem. Estamos frios, estranhos. A familiarização é rápida, mas as pernas pedalam trôpegas. Alivio a transmissão. Acuso as irregularidades do terreno, mesmo que digeridas pelas suspensões…
Aumento o ritmo, a confiança. A gravilha levantada pelos pneus fustiga o quadro. Isso e o rolar dos pneus compõem aquela velha banda sonora de sempre. O movimento brusco da direção é um aviso para manter a concentração...
Serro os dentes e deixo correr, aliviando a sua frente do meu peso. Seguro-a de forma firme, mas não rígida e tento não pensar no pior. Corrijo a trajetória com um ligeiro de toque de travões...
Esforço, empenho, ritmo e controlo. O resto é estado de fluxo. O resto é prazer!
A minha velha e resistente companheira de “guerra”, muita pancada aguenta!
E quem a vê nunca diria… sempre tão impávida e serena!

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01.10.19

Pose!


Rui Pereira

Peguei-lhe pelo braço e disse:
- Vamos!
Ela acedeu.
Iniciei o diálogo, a tentar medir-lhe o pulso.
Impávida!
A caminhada leva-nos por caminhos algo tortuosos.
Apercebo-me da dificuldade…
Nisso, ela reage com brusquidão!
Ia perdendo o equilíbrio…
Mas não vacilei.
- Olha, vamos por aqui!
Fomos sem oposição.
Avistamos o mar.
- Paramos?
Não responde. Apenas posa relaxada para a fotografia.

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05.09.19

Ilusão


Rui Pereira

Tantas vezes afirmei a minha preferência pelo BTT.
Na prática, o BTT e respetiva bicicleta que lhe dá o nome não passam de uma ilusão presa a um suporte, dia após dia.
O uso esporádico, quase que obrigatório, passa essencialmente pela necessidade de minimizar possíveis danos e gastos correspondentes. Ou porque está a chover. Ou por pena...
Desfazer-me dela não é um cenário possível. Não serei capaz.
A ilusão está presa a um suporte e eu preso a ela estou!

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19.02.19

Porta de entrada!


Rui Pereira

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Não sou de estar a registar locais ou momentos. Sou mais de usufruir deles na altura sem estar preocupado com a sua captação. Sem estar a filtrar a minha visão com ecrãs.
Isso acontece no decurso dos meus passeios de bicicleta. Só de pensar na “trabalheira” e na quebra de ritmo de parar para tirar uma fotografia, desisto.
Um domingo destes, ia de BTT a subir um caminho quando me deparo com uma peculiar entrada e com o que restava da sua porta. Achei curiosa e pensei em tirar uma fotografia…
«… Não vou parar agora. Fica para depois.»
Segui caminho e não pensei mais nisso.
Já de regresso, lembrei-me. Faço um desvio pouco habitual e desço o caminho que há um par de horas tinha subido, para agora fazer o tal registo. Às vezes acontece...
Mais do que a lembrança, as imagens captadas servem de ilustração para o blogue. Aliás, são algumas vezes a base dos meus textos e publicações. São uma porta de entrada. Não é raro ir rascunhando mentalmente um texto enquanto pedalo depois da captura.
Esta publicação é um exemplo disso mesmo. Mas, o texto que imaginei inicialmente e o que pensei depois de ter subtraído a cor da imagem, nada têm em comum com o atual. Já se passaram algumas semanas e com o tempo mudam a visão e as circunstâncias. Ou simplesmente fui traído pela minha memória...

04.02.19

Mais um domingo...


Rui Pereira

O que é que vou fazer? Qual é a que vou levar? Para onde é que vou?
São algumas das questões que me surgem quando penso nas manhãs de domingo. Manda a minha vontade, ajudada pelo sentido prático e pelo estado do tempo. Ontem tudo apontava para o BTT, até porque era esta bicicleta que estava mais à mão. Assim foi.
E como costumamos dizer por cá: Fui sozinhe mais Nôsse Senhô!

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Para cima é que é caminho!