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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

15.10.19

Impávida e serena!


Rui Pereira

Sempre a mesma sequência, o mesmo método, o mesmo ritual. É o dia oficial de sair com ela!
Aperto as fitas de velcro dos sapatos, ajusto o capacete, ponho as luvas e os óculos. Fecho o portão da garagem. Estamos frios, estranhos. A familiarização é rápida, mas as pernas pedalam trôpegas. Alivio a transmissão. Acuso as irregularidades do terreno, mesmo que digeridas pelas suspensões…
Aumento o ritmo, a confiança. A gravilha levantada pelos pneus fustiga o quadro. Isso e o rolar dos pneus compõem aquela velha banda sonora de sempre. O movimento brusco da direção é um aviso para manter a concentração...
Serro os dentes e deixo correr, aliviando a sua frente do meu peso. Seguro-a de forma firme, mas não rígida e tento não pensar no pior. Corrijo a trajetória com um ligeiro de toque de travões...
Esforço, empenho, ritmo e controlo. O resto é estado de fluxo. O resto é prazer!
A minha velha e resistente companheira de “guerra”, muita pancada aguenta!
E quem a vê nunca diria… sempre tão impávida e serena!

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01.10.19

Pose!


Rui Pereira

Peguei-lhe pelo braço e disse:
- Vamos!
Ela acedeu.
Iniciei o diálogo, a tentar medir-lhe o pulso.
Impávida!
A caminhada leva-nos por caminhos algo tortuosos.
Apercebo-me da dificuldade…
Nisso, ela reage com brusquidão!
Ia perdendo o equilíbrio…
Mas não vacilei.
- Olha, vamos por aqui!
Fomos sem oposição.
Avistamos o mar.
- Paramos?
Não responde. Apenas posa relaxada para a fotografia.

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05.09.19

Ilusão


Rui Pereira

Tantas vezes afirmei a minha preferência pelo BTT.
Na prática, o BTT e respetiva bicicleta que lhe dá o nome não passam de uma ilusão presa a um suporte, dia após dia.
O uso esporádico, quase que obrigatório, passa essencialmente pela necessidade de minimizar possíveis danos e gastos correspondentes. Ou porque está a chover. Ou por pena...
Desfazer-me dela não é um cenário possível. Não serei capaz.
A ilusão está presa a um suporte e eu preso a ela estou!

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19.02.19

Porta de entrada!


Rui Pereira

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Não sou de estar a registar locais ou momentos. Sou mais de usufruir deles na altura sem estar preocupado com a sua captação. Sem estar a filtrar a minha visão com ecrãs.
Isso acontece no decurso dos meus passeios de bicicleta. Só de pensar na “trabalheira” e na quebra de ritmo de parar para tirar uma fotografia, desisto.
Um domingo destes, ia de BTT a subir um caminho quando me deparo com uma peculiar entrada e com o que restava da sua porta. Achei curiosa e pensei em tirar uma fotografia…
«… Não vou parar agora. Fica para depois.»
Segui caminho e não pensei mais nisso.
Já de regresso, lembrei-me. Faço um desvio pouco habitual e desço o caminho que há um par de horas tinha subido, para agora fazer o tal registo. Às vezes acontece...
Mais do que a lembrança, as imagens captadas servem de ilustração para o blogue. Aliás, são algumas vezes a base dos meus textos e publicações. São uma porta de entrada. Não é raro ir rascunhando mentalmente um texto enquanto pedalo depois da captura.
Esta publicação é um exemplo disso mesmo. Mas, o texto que imaginei inicialmente e o que pensei depois de ter subtraído a cor da imagem, nada têm em comum com o atual. Já se passaram algumas semanas e com o tempo mudam a visão e as circunstâncias. Ou simplesmente fui traído pela minha memória...

04.02.19

Mais um domingo...


Rui Pereira

O que é que vou fazer? Qual é a que vou levar? Para onde é que vou?
São algumas das questões que me surgem quando penso nas manhãs de domingo. Manda a minha vontade, ajudada pelo sentido prático e pelo estado do tempo. Ontem tudo apontava para o BTT, até porque era esta bicicleta que estava mais à mão. Assim foi.
E como costumamos dizer por cá: Fui sozinhe mais Nôsse Senhô!

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Para cima é que é caminho!

28.01.19

BTT a dois


Rui Pereira

Mais uma excelente manhã de domingo. Mais uma volta de bicicleta. Desta vez tive companhia. O meu companheiro de sempre, não necessariamente nas bicicletas, já que pedalar não é uma das suas prioridades no momento. Contudo, saiu animado e por vontade própria. Saímos.

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Não fomos muito longe, mas também o que é que isso interessa? Deu para usufruir do sol, das canadas, das bicicletas. Nas calmas… Deu para fazer alguns vídeos, já que ele anda muito entusiasmado com a sua câmara nova. E ainda deu para recuperar a habilidade sobre a bicicleta que a falta de prática faz sobressair a cada regresso. E deu para fazer trabalhar as suspensões…

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O BTT é sempre consensual. Espetacular, cativante e divertido. E um excelente pretexto para passarmos bons momentos juntos.

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19.11.18

Parque Urbano PDL


Rui Pereira

Em tempos foi anunciada a execução de um circuito permanente para BTT no Parque Urbano em Ponta Delgada. Achei uma excelente ideia, claro, por todas as razões e mais alguma…

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Até hoje, nada!

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Não há circuito, mas há quem, à margem disso, no topo deste parque, continue a arregaçar mangas criando novas linhas e obstáculos para percorrer e ultrapassar de bicicleta!

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Domingo fui lá experimentar alguns destes trabalhos.

15.11.18

Companheira de BTT


Rui Pereira

A Specialized FSRxc Pro de 2009 é a companheira de duas rodas a pedais que tenho há mais tempo. Depois de ter regressado às bicicletas com uma BTT, mais ou menos de entrada de gama, dou o salto um ano depois. Com esta suspensão total entusiasmei-me, arrefeci, arrependi-me, voltei a entusiasmar-me…
Hoje, e com a concorrência da Estrada, olho para ela com um misto de sentimentos. Negativos, essencialmente por não a usar condignamente e em consequência ter despesas escusadas. Positivos, apesar das suas limitações e inerente desatualização perante as BTT atuais, por saber que muito dificilmente terei condições para ter uma bicicleta equivalente e por reconhecer a sua capacidade de me deixar com um sorriso na cara de cada vez que saio aos seus comandos. Já são alguns anos, muitos quilómetros e outras tantas aventuras... Juntos!

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Já passou por diferentes configurações e “calçado”, de acordo com as minhas manias e estado de espírito, mas a sua sólida e bem concebida base está sempre lá presente. É uma Trail com alguma vocação para os trilhos mais acessíveis, disponibilizando 120mm de curso nas suspensões. Não se destaca especialmente em nenhum departamento, mas permite dar a cara em vários sem grandes constrangimentos, já que é dona de uma grande polivalência.
Mais limitado sou eu, já que se mantem firme e (quase) sempre pronta para (todas) as curvas. Ainda um dia destes me perguntaram: «É nova?»
Em tempos, com duas rodas não necessariamente a pedais, fiz trocas que antes tivesse batido com a cabeça na parede! Aprendi. Portanto, teorias, circunstâncias, desejos e funcionalidades à parte, o certo é que não fui, não sou, nem sei se alguma vez serei capaz de me desfazer desta minha companheira!