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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

23.10.21

O meu verdadeiro eu...

E as minhas bicicletas


Rui Pereira

Falei, anteriormente, da minha nova abordagem às bicicletas motivada por uma delas e respetivas caraterísticas.
Esta nova abordagem também se manifesta na minha forma de vestir para andar de bicicleta. Cada vez mais vejo-me simplesmente de calções e t-shirt (casuais) e menos de licra. Ou seja, mais "normal".
Na verdade, as minhas duas novas bicicletas e inclusive algumas das anteriores fizeram com que isso acontecesse naturalmente. Até porque acompanham as minhas preferências e tendências mais recentes.
Pode parecer um paradoxo querer subir para uma bicicleta da forma mais normal e simples possível, quando esta normalidade foi essencialmente motivada por bicicletas de segmentos tão específicos e até fora da caixa.
Eu próprio sou um normal que me acho simplesmente diferente. Não que ergue a bandeira da diferença, ou seja contra rebanho, mas de facto as minhas opções demarcam-se das restantes, principalmente considerando o meio onde estou inserido. É apenas uma questão de alinhamento comigo próprio.
Vendo bem, não estou inserido em meio nenhum. Sou mais uma pessoa que anda por aí como quer, com as bicicletas que quer.
E queria ser esta mesma pessoa em todos os quadrantes da minha vida, algo que (ainda?!) não consigo!
É que este sou eu, o meu verdadeiro eu...

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20.10.21

Foffa Fixed


Rui Pereira

Ultimamente só tenho andado com as minhas mais recentes bicicletas, principalmente com a Foffa. Perfeitamente normal pelo efeito novidade.

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A dúvida entre deixá-la com roda livre ou passar a carreto fixo rapidamente desapareceu – Fixo!
As minhas anteriores bicicletas de carreto fixo não são diretamente comparáveis entre si, embora partilhem o mesmo conceito. Esta mais recente também não foge à regra, aliás, demarca-se ainda mais. Desde logo, pela sua imagem mais clássica, onde a escolha de componentes e as cores apresentadas serão as principais responsáveis, e por ter um guiador “bullhorn”.

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Mas as diferenças também se sentem em movimento, com a relação de transmissão 48X18, pelo peso total do conjunto e pelo perfil (e pressão) dos pneus 28. Resultado: desce melhor, sobe pior e até rola bem no plano considerando os pneus menos capazes para o efeito. Agora, é sem dúvida mais polivalente e confortável, mesmo que o selim não seja aquele que melhor me assenta.

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Acho que esta bicicleta, com os seus pneus mais largos, pode muito bem marcar uma nova fase e abordagem no que toca às minhas opções daqui para a frente. O conforto é notório, tal como a facilidade de mudar de piso conforme a minha vontade, sem estar demasiado condicionado pelas limitações da bicicleta. De um modo geral, pedalo mais à vontade e descontraído, algo que privilegio cada vez mais. Quero ir observando o ambiente à minha volta e não ter de estar demasiado atento a uma qualquer irregularidade ou obstáculo no piso que me possa atirar ao chão, como já aconteceu.

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Para além disso tudo, a bicicleta é muito bonita e gosto muito de andar com ela.
É o mais importante!

01.10.21

Dez

Berg Beach Cruiser


Rui Pereira

19 de set, 19:47
- Queres trocar o teu capacete Bell pela minha bike custom?

Estava dado o mote para engrossar a minha lista de bicicletas!
Ainda não tinha uma beach cruiser, mas mesmo que já tivesse não seria problema, até porque não sou esquisito.
O capacete era espetacular, mas para que o queria se nunca o usava?
Já a bicicleta, mesmo sabendo que não terá uma grande utilização, é outra coisa. Que seja deformação pessoal, mas objeto por objeto, mil vezes a bicicleta!


Às vezes farto-me. Passam-me pela cabeça coisas más que me levam a pensar que devia era vender a maior parte delas e ficar apenas com aquelas que mais gosto. E depois vejo que isso não faz sentido.
E ter 10 bicicletas faz sentido?
Hummm… Se calhar, não. Também não tem de fazer…
Existem coisas que a razão não consegue explicar!
Esta bicicleta, para além de grande e bonita, é tão suave e confortável. É um gosto andar com ela, logo que se tenha a atitude condizente. Pedalar com calma e tranquilidade, numa de usufruir do passeio e dela própria.
Embora já tenha ficado mais do que evidente, aqui fica a minha resposta:

- Quero!

21.09.21

“Tens muita sorte!”


Rui Pereira

Por trás da euforia das novas bicicletas que chegam a um ritmo anormal, existe um trilhar de caminhos não desejados que as redes sociais iludem e que as aparências não mostram.
O espaço quase atestado de bicicletas não é suficiente para preencher o vazio que sinto. Também não tinha de ser. Só a ilusão podia fazer pensar que sim. Já não me iludo.
Continuo meio à toa, mantendo rotinas. Umas só porque sim, outras porque me ajudam. E estas, contam.
Andar de bicicleta ou limpar uma; ouvir música; folhear aquela revista; ler algumas páginas de um livro ou um blogue de alguém que gosto. Ou escrever, como faço agora. Refugiar-me no meu espaço, rodeado de bicicletas, e conciliar (quase) tudo em um.

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Mesmo assim, foge-me o pensamento. Caio no vazio, na inação, na incapacidade, na ausência de soluções.
A partilha continua a iludir. As intencionadas imagens só mostram uma parte da realidade. Aquela que queria que fosse. A boa!
Alguém sentencia - Tens muita sorte!
Se calhar não faz sentido que assim não seja. Que se destaquem fragilidades em vez de pontos fortes. Melancolia em vez de alegria…
Pego no pano e aplico o produto. Embalado pela banda sonora mais extrema debitada pelas colunas, passo-lhe no quadro. A preocupação, agora, é que fique impecável.
Às vezes, não fica!

15.09.21

Atualizando…


Rui Pereira

Dia 13 – Comprei mais uma bicicleta. Já tinha contactado o seu proprietário em julho, mas não chegamos a acordo quanto ao valor. Entretanto, baixou o preço e assim já foi possível efetivar a compra. Mais uma “singlespeed/fixed-gear”. Está parcialmente desmontada à espera da minha decisão: Com ou sem carreto fixo?

Dia 14 – O SapoBlogs destacou um texto que publiquei ontem. Curiosamente, no dia em que comprei uma nova bicicleta partilhei a “aquisição” da anterior, a Sirla. Um reflexo da desatualização do blogue. Já está mais ou menos decidido que a Foffa será mais uma carreto fixo, mas lá continua meia despida e pendurada.

Quero ver se a apresento logo. E quero dar início à limpeza e montagem de acordo com o que pretendo que seja. Se mantê-la com a roda livre não seria despropositado, sendo mais uma alternativa pela diferença, de carreto fixo é realmente a minha opção preferida, por tudo o que já explanei noutras publicações sobre este peculiar conceito.

Uma nova bicicleta é sempre algo satisfatório, mas…

Dilema: Se por um lado a aquisição de mais uma bicicleta com estas características é a afirmação e reforço da minha ligação e preferência, por outro lado afasta-me ainda mais de um hipotético objetivo de investir numa carreto fixo “à séria”…

Ainda por falar em bicicletas de carreto fixo. Se há coisa que me dá gosto é encontrar alguém com quem possa falar, alguém que as reconheça, com quem partilhe ideias. Já não me sinto tão sozinho neste gosto, nesta abordagem. Ontem aconteceu e com mais de uma pessoa.

Às vezes, acho que devia ser mais abrangente e incisivo na partilha. Não no sentido de influenciar, mas no de dar a conhecer.

14.09.21

A Sirla

BTT de outros tempos!


Rui Pereira

Tinha 19 anos quando comprei uma bicicleta de montanha nacional - Top Sirla.
Foi uma tentativa de regresso às bicicletas que durou muito pouco, infelizmente. Em poucos meses estava a vendê-la, para só voltar aos pedais mais de uma dúzia de anos depois.
Um dia destes, andava eu a limpar o carro quando vejo o meu vizinho trazendo a sua Sirla pela mão. Fartou-se de achar que um dia ia andar com ela. Ia para o lixo!
Nem é preciso dizer mais nada…

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Via muitas vezes esta bicicleta na garagem do meu vizinho. E até pensava: «Ele nunca anda com aquilo, está ali parada desde sempre… eu ficava com ela!»
Chegou o dia. E veio carregada de extras: um suporte de garrafa, uma bomba de enchimento de pneus, um cabo antirroubo (sem chave) e muita, mas muita ferrugem!
São mais de 25 anos de idade e de falta de uso, e estava um “pouco” pior do que parecia. Mesmo assim, para minha grande surpresa (e do meu vizinho também), depois de lhe encher os pneus andou como se já não andasse apenas há uma semana! Depois, já tinha um dos pneus vazios e os cabos quase se desfaziam...

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Ideia: metê-la a andar gastando o menos possível. Ou nada, se possível.
Entretanto, comprei uns pneus baratos (as camaras-de-ar já tinha) e uns cabos de aço. Os punhos de esponja originais serão substituídos por uns semelhantes que também tenho. E está feito.
Se se partir ao meio, tiro-lhe os pneus e os punhos… e que descanse em paz!

10.09.21

Mudança de trajeto!

Mobilidade


Rui Pereira

O modelo de mobilidade vigente assenta essencialmente no transporte individual. Está tudo estruturado para, por um lado, proporcionar a melhor circulação aos automóveis, por outro, o seu estacionamento. Assim, não será de admirar que as nossas cidades tenham sido literalmente invadidas por estes mesmos automóveis.
Que os automóveis não andam sozinhos nem têm vontade própria e são conduzidos por pessoas é óbvio, mas também não terão sido concebidos para serem ocupados maioritariamente por apenas uma pessoa, até porque a maior parte deles tem cinco lugares, nem para fazerem deslocações ridiculamente curtas, até porque as suas caraterísticas técnicas e estruturais indicam exatamente o contrário. 

 

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O automóvel é um meio de transporte muito cómodo, mas o seu uso incorreto e abusivo, estimulado pelo modelo de mobilidade adotado e por toda uma pressão social associada, fez dele um “peso”. Seja pela sua volumosa presença (tanto em movimento como parado), seja pela marca que deixa ao nível ambiental.
As cidades e as vias entupidas de carros revelam um padrão cada vez mais obsoleto e insustentável a pedir urgentemente por alternativas. E estas passarão pelos meios de locomoção suaves e por uma aposta forte nos transportes públicos. E claro, pela forma mais natural de nos deslocarmos - a pé!

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Para que as alternativas sejam validadas pelas pessoas e possam realmente fazer jus a esta designação têm de haver condições para o efeito. Se predomina o sentimento de que é perigoso circular de bicicleta na estrada, é normal que exista medo e resistência em aderir a esta alternativa. A exposição será sempre maior e a segurança poderá ser posta em causa, mas os indícios positivos poderão levar pelo menos os duvidosos a experimentar.
Terá de haver uma verdadeira vontade neste sentido da parte de quem decide, uma mudança de hábitos da parte de quem tem de se deslocar diariamente, e uma nova forma de pensar as deslocações e a mobilidade urbana da parte de todos.
Claro que é um grande desafio com várias dificuldades associadas, mas a mudança do trajeto seguido até então, mais do que uma opção é mesmo uma obrigação!

07.09.21

Entre pedaladas e publicações


Rui Pereira

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Já lá vai o tempo da dinâmica pedala/escreve. Fui-me afastando e as publicações foram sendo cada vez mais escassas e dispersas no tempo. Tantas vezes que já abordei esta questão. Que tentei caracterizar a irregularidade e a quebra de publicações. Sem sucesso, diga-se.
Estou numa fase de abstinência. Com poucas publicações e de regularidade praticamente mensal… coincidentemente. E gosto de escrever… Não faz sentido!
Não faz sentido que, perante as adversidades, corte logo com aquilo que me dá prazer!
Todas as vezes identifico o problema, reconheço a minha fraqueza, não compreendo, arrependo-me e…
As minhas publicações expõem textos onde despejo muito da minha relação com as bicicletas – gosto pela escrita e pelas bicicletas, e são ilustradas com as imagens possíveis, umas mais básicas, outras mais alternativas – gosto pela imagem e fotografia.
A base é sempre a mesma. A minha ilha, as minhas bicicletas, a minha perspetiva e os meus preconceitos.
Não vou fazer promessas, nem dizer que vou regressar em força, aquela de outros tempos, nem sequer que vou tentar. Não, as circunstâncias são outras e muito embora exista outro conhecimento e cenários que se repetem, o certo é que este compromisso não chega para a validação destas mesmas promessas.
Continuo a andar de bicicleta e a captar algumas imagens relativas. Se estas pedaladas ilustradas ficarão registadas em texto, logo se vê…
Gostava de criar uma nova dinâmica. Gostava muito que assim fosse!