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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

12.09.17

Havia necessidade?


Rui Pereira

Tenho por princípio não dar muita importância a certas atitudes menos corretas por parte dos condutores de automóveis que presencio ocasionalmente. Todos cometemos erros e temos atitudes irrefletidas, por isso prefiro aliviar a carga de negatividade e pensar que embora existam claras situações de falta de bom senso, civismo e sensibilidade, notam-se melhorias gerais no comportamento dos condutores em relação às bicicletas e aos ciclistas. Por outro lado, a estupidez de certas pessoas por vezes é tão flagrante que é impossível ficar indiferente.
No último passeio, de uma boa parte dos automobilistas que passaram por nós não temos razões de queixa, minimamente corretos, pacientes e considerando a nossa presença na estrada. Mas outros houveram, felizmente a minoria, que borraram claramente a pintura, já que fomos brindados com rasantes simples, com uma rasante em velocidade e de buzina colada, e ainda, com uma ultrapassagem em que se fez questão de impor superioridade com uma forte aceleradela à passagem. Muito desagradável.
De notar que estamos a falar de situações ocorridas numa calma manhã de domingo, em estradas pouco movimentadas, onde nem sequer rolávamos lado a lado e que sempre que nos apercebíamos da presença de um carro facilitávamos a sua passagem. Mas o que dá para depreender é que para estes intolerantes condutores, independentemente do que pudéssemos fazer, o mal estava feito. E o nosso mal era simplesmente estar ali.
Rasantes e furiosas buzinadelas e aceleradelas…
Havia mesmo necessidade?

11.09.17

As duas Roubaix juntas na estrada


Rui Pereira

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Era hoje, era amanhã, era depois, e, nunca calhou. Foi ontem. A minha Comp e a irmã Expert do meu colega juntaram-se para uma volta ao concelho de PDL. Da volta em si, zero novidade, da companhia, aí sim.
Comprei a minha Roubaix e isso motivou o meu colega a voltar a ter uma bicicleta de estrada. Eu tentei ajudar, e por sorte e acaso, depois de um telefonema, cheguei ao pé dele e disse – Já tenho a bicicleta certa para ti! E assim foi.
Bom, quanto à volta, sem grande história para contar, lá fomos. Encontro ainda antes da hora combinada, ritmo calmo e tranquilo, até porque o meu colega acusou alguma falta de ritmo devido ao défice de pedaladas que regista desde que deixou de ter bicicleta de estrada. Por isso mesmo, separamo-nos antes do previsto. Enquanto fui a pedalar para casa, ele arranjou um transporte alternativo.
Mas não faltou tempo para colocar alguma conversa em dia, fazer comparações entre as bicicletas e respetivos componentes, e trocar impressões relativas às nossas sensações sobre os selins das mesmas.

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15.08.17

Furnas + Volta ao concelho de PDL


Rui Pereira

Hora prevista de saída – 07H00. Hora efetiva de saída - 07H30.
Chegou o dia!
Mesmo com boa parte da logística assegurada no dia antes, por forma a não haver desculpas nem atrasos, atrasei-me. Existem sempre coisas que não conseguimos controlar. Mas também não era meia hora que me iria desviar do objetivo. A Roubaix estava a postos.
A ideia era ir nas calmas e tentar focar-me nas várias etapas intermédias que compunham o percurso, em vez de ir ansioso com o alcançar do destino. Ir rolando e aproveitando etapa por etapa.
09H15 estava nas Furnas. Sair cedo tinha 2 razões – tentar escapar às piores horas de sol e calor, e não chegar demasiado tarde a casa. Pareceu-me que não ia ter sorte com a primeira… De resto, tudo dentro da normalidade. Paragem para atestar a garrafa e comer uma barra de cereais.
O próximo destino era Ponta Delgada e lá cheguei 2 horas depois. Entretanto, o Pisão já tinha ficado para trás. Custou-me, tanto que até tive de recorrer ao “ar forçado”, que é como quem diz, fecho da camisa aberto até lá baixo. Estava bastante calor. Bom, no centro da cidade mais uma paragem. Novo atestar da garrafa, outra barra e xixi.
Decorridas estavam quase 4 horas, mas sentia-me bem. Confesso que estava porreiro para seguir direto para casa! Só que o programa das festas ditavam mais umas horas, quilómetros e pedaladas pela frente. Ia para casa, sim, mas pela via mais longa. Era esse o compromisso. E assim foi.
Com o passar do tempo começava a acusar o cansaço e as respostas às solicitações, além de mais lentas, deixavam marcas. O cansaço era também psicológico. Se calhar mais do que físico até. Menos a parte do rabo dorido…
Fazer uma jornada destas, sozinho, tem as suas vantagens, mas a companhia nestas horas é fundamental para aligeirar as coisas. Distração e força mútua. Aquele apoio que faz a diferença.
Alterei ligeiramente a estratégia e agora as etapas estavam mais divididas. Ir traçando pequenos objetivos para alcançar o grande objetivo. Lá ia com mais ou menos dificuldade, sendo que já na costa norte da ilha, as coisas intensificaram-se. Aqui faltou-me mais um abastecimento. Da vila de Capelas para a frente não via a hora de chegar e já não tinha posição na bicicleta de tão maçado que estava.
Já na reta final tentei aguentar-me o melhor que podia, mas foram quilómetros de sofrimento. O cansaço era ampliado pelo calor e pela falta de água que entretanto acabara.
Cheguei esgotado, confesso. Mas… Dever cumprido. Ou melhor, desafio superado!
E acertei em cheio no tempo total da volta, 7 horas.
Hora prevista de chegada - 14H00. Hora efetiva de chegada - 14H30.

18.05.17

De bicicleta, claro!


Rui Pereira

Fez recentemente cinco anos que tive a minha primeira experiência com a bicicleta como meio de transporte na cidade. Sem licras, sem encaixes, sem luvas e capacete. Simplesmente a roupa do dia-a-dia, eu e a bicicleta.
Tinha a minha Allez Steel há menos de um ano, quando aproveitei o facto do carro ir à revisão, para a integrar na minha rotina deste dia. E que belo dia fez, lembro-me perfeitamente.
Tal como me lembro das minhas primeiras pedaladas, onde o único peso que sentia era o da pasta que levava ao tiracolo. De facto, satisfação, leveza e até algum orgulho foi o que senti na altura!
Apesar dos sentimentos positivos, com as rotinas muito marcadas, a normal resistência à mudança e o comodismo, não passou de uma experiência única.
Alguns meses depois volto à carga e compro uma bicicleta dobrável para substituir o carro nas deslocações ridículas que fazia do trabalho para o ginásio e vice-versa, no intervalo para almoço. Entre outras. Não foi fácil. O estado do tempo pouco colaborativo e os processos por mecanizar faziam-me perder algum tempo e stressar um bocado, o que juntando à temperatura corporal por normalizar advinda do exercício (Cycling) fazia com que chegasse ao trabalho invariavelmente transpirado. Mas muito transpirado, mesmo. Outras vezes, cheguei molhado também por causa da chuva. Para rematar, com uma semana de utilização, a bicicleta acusa um problema técnico no quadro que comprometia a continuação do seu uso.
Entretanto o problema da bicicleta foi resolvido ao abrigo da garantia. Mas… desisti!
Passado mais de um ano e considerando uma situação que me era alheia - fecho do ginásio, tive de adaptar-me a uma nova realidade. Bem diz a sabedoria popular – “Há males que vêm por bem”. E assim foi. A minha Órbita dobrável sai do vão da escada para a mala do carro, onde passou a ser presença assídua. Não voltei a cometer os erros do passado, já que desta feita, preparei-me melhor para o efeito. Constrangimentos existem sempre e há que saber minimizá-los. Hábito implementado!
O carro continuava a fazer parte da rotina diária, por inerência das circunstâncias, mas deixei-me de deslocações ridículas com ele e a bicicleta marcava agora e definitivamente a sua presença.
Cerca de dois anos depois, a Órbita dobrável cede o seu lugar ao modelo Classic da mesma marca, mais adaptada que estava às necessidades. Mais espaço de carga, melhor ergonomia, maior capacidade de rolamento.
Ainda hoje preciso do carro, até porque vivo fora da cidade onde trabalho e para além de mim desloca mais duas pessoas diariamente, mas no geral a sua utilização fica-se por aí. As vantagens práticas de utilizar a bicicleta no dia-a-dia são largamente superiores aos constrangimentos. E acima de tudo, os níveis de prazer, liberdade e satisfação não têm qualquer comparação.

 

10.05.17

Pedalar à chuva…


Rui Pereira

Este fim de semana, o dia de andar de bicicleta foi sábado. Para quebrar a rotina. Mentira, não foi nada por causa disso, foi apenas porque domingo estava de encomenda. Lá fui com o aliciante extra de testar a nova cassete (11-32).
15 minutos depois estava debaixo de uma forte chuvada. Completamente molhado ainda ponderei antecipar o meu regresso a casa, mas fui-me deixando embalar e passadas duas horas ainda estava na estrada. Com os pés frios e dormentes!
Queria então testar a cassete, por isso, defini um percurso que incluísse algumas subidas. Entretanto o carreto de 11 dentes já se tinha mostrado. E que bela parceria faz com o prato 52 à frente! O carreto de 32 também se mostrou, mas é daquelas coisas que parecem nunca ser suficientes (as pernas não ajudam, eu sei...)! Bom, tenho mesmo de fazer uma subida a sério, seja mais curta como o Pisão, ou mais longa como o Pico da Barrosa. Já agora pelo Sul e com os encaixes de estrada, para ser uma estreia em grande.
Começar uma volta logo debaixo de chuva é um pouco complicado. Não parando a roupa seca, mas, entretanto, podem ocorrer fricções desagradáveis em zonas mais delicadas. E as extremidades do corpo, principalmente os pés, permanecem molhados e dificilmente recuperam a temperatura ideal.
Bem diz o ditado, redundante, mas assertivamente - “Quem anda à chuva, molha-se.”


E por falar em assertividade…


Vrilhas assadas!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Ande desencêvade...
Isse tem side o fim do munde im cuecas!
Houvessim más canadas e caminhes p'andá...
Resultade: A malditcha nã se cansa e ê tou a andá escanchade, tode assade das vrilhas!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

04.05.17

Da realidade às Sete Cidades


Rui Pereira

De regresso à realidade. Depois de um fim de semana em grande, com muitas horas em cima de uma bicicleta que se propõe a isso, este último feriado foi dia de voltar aos comandos da Allez Steel para a reedição de uma volta que fiz em tempos com dois companheiros - norte/norte com descida à freguesia de Sete Cidades - desta feita a solo.

 

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Com o fantasma da lesão e o constrangimento da falta de regularidade presentes, inibo-me de certas aventuras, às vezes erradamente, como se veio a verificar. Sem queixas, apesar do considerável vento de sudoeste que se fazia sentir, num dia típico na ilha, onde circulei sob céu azul e céu muito nublado, sol e até nevoeiro, à maneira que progredia no percurso.
Na descida de cimento para as Sete Cidades estranhei o conforto e a segurança sentidos há uma semana atrás, mas pronto, é o que há… e é bom!

 

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Nestes dois pares de horas equacionei várias situações, normal quando se rola sozinho tanto tempo, e no que toca especificamente à minha montada decidi que iria fazer pequenas alterações dentro em breve. Nada de especial, apenas adaptações para a tornar mais “amiga”, em vez de manter uma postura entre a teimosia, o masoquismo e o deixa estar, mantendo-a inalterada para o bem e para o mal. Na verdade, é mais para o mal!
Mais um dia em que cheguei a casa cansado, mas satisfeito e grato por viver onde vivo, por ter a bicicleta e a disponibilidade que tenho e por ter a capacidade de pedalar até onde desejo.

22.04.17

“Future Shock” – Dia 1


Rui Pereira

Pois é, não gosto de ter bicicletas emprestadas, nem sou grande adepto de muita tecnologia e ontem fui buscar a Specialized Roubaix 2017 para testá-la!
Desde logo, não entendia a escolha da Expert, modelo que está a meio da gama e tem um preço considerável. Na minha ideia, podia trazer o constrangimento ou a frustração de saber-se, previamente, que se vai experimentar uma bicicleta que não se pode ter. Depois foi-me explicado que a escolha teve por base poder proporcionar o contacto com várias tecnologias (todo o novo conceito da Roubaix com destaque para o Future Shock; travões de disco; sistema de transmissão eletrónica; equipamento SWAT exclusivo) aos possíveis interessados, numa só bicicleta. Como se de uma montra tecnológica se tratasse. Faz sentido.
Aliás, o mais correto será atribuir o foco à experiência em si, recolher informações, referências e definir prioridades, independentemente de termos ou não capacidade financeira para comprar a bicicleta em causa. Até porque o futuro é incerto e a experiência fica. E existem modelos mais acessíveis dentro da gama. E depois é sempre um gosto poder testar uma bicicleta diferente, não é?
Mas vamos ao que realmente interessa… a Roubaix.

 

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O selim foi ajustado e arranquei para o lado oeste da ilha junto à costa. O sistema Di2 (mudanças eletrónicas) é aquele que me suscitava (e ainda suscita) mais reservas (não me agrada a dependência de carga na bateria), mas não posso negar que depois de alguma prática começa-se a tirar partido e a beneficiar do mesmo, com passagens rápidas, precisas, suaves e silenciosas, à distância de um toque. Mesmo sendo intuitivo, não quer dizer que ocasionalmente não tenha feito subir mudanças em vez de as descer. Em minha defesa, posso dizer que já são alguns anos a levar as mãos ao tubo inferior do quadro para “meter” mudanças. Se fiquei convencido? Digamos que parcialmente.

 

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A Roubaix Expert tem um excelente quadro em carbono. Discreta e bonita, com uma pintura a preto e cinza, a única disponível para este modelo. Claro que é muito mais leve do que estou habituado, apesar de ser um quadro mais volumoso. Aliás, é um quadro que se faz sentir e ouvir de uma forma muito particular.

 

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Ah, queria falar daquela “caixinha” ali no fundo do quadro. Para ser sincero e esteticamente falando prefiro um quadro limpo, com os cantos livres. Mas este acessório exclusivo, que faz parte de uma linha de utilitários a que a marca apelidou pomposamente de SWAT, é muito prático. Camara de ar, botija de CO2 e adaptador, desmontas, multifunções e até um grampo para notas (€), há lugar para arrumar tudo e ao abrigo da água por ser estanque. Curiosidade: Fui abordado por um turista estrangeiro que me perguntou se aquela “caixa” era o motor!

 

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Bom, acabei esta primeira volta com a Roubaix muito satisfeito. É uma bela bicicleta. Como não haveria de ser? Não sou muito exigente, mas gostei de tudo, embora tenha faltado um segmento de percurso mais “agressivo” para fazer sobressair ainda mais as suas capacidades. De qualquer forma, nesta volta estava mais interessado em testar até que ponto a sua suavidade se traduzia efetivamente em menos cansaço e em mais tempo em cima do selim.
Cumpriu e mais não fez porque faltaram-me as pernas para lhe acompanhar (era o tal motor do turista!). Mesmo assim foi um longo teste que passou com distinção.

 

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A derradeira prova? Bem, sem certezas relativamente ao que vou fazer amanhã, é quase certo que incluirá um segmento de calçada, não sei é se será O segmento de calçada!

21.04.17

“Future Shock” – Dia 0


Rui Pereira

E depois de amanhã também!

É tarde. Já devia estar deitado. Amanhã é um dia diferente… É um dia especial!
Noite. Um clique no interruptor e faz-se luz. Observo-a. Contemplo-a. É linda!
Está a ocupar um lugar que não é seu, mas que tão competente ocupação. Merece!
A companheira de descanso cede-lhe o cavalete, mas de nada serve porque as suas rodas estão presas por eixos passantes ao invés de apertos rápidos tradicionais.
Improviso um local para a registar digitalmente. Demasiada sombra. Carrego-a pela casa e regresso à rua para a sua primeira imagem minimamente aceitável. É mais fotogénica do que pensava.
Usufruí pouco! Livro-me dos meus equipamentos e deambulo à procura do melhor local para a deixar repousar. Tenho-a debaixo de olho.
Chego. Ainda algo apreensivo e tenso. O selim está demasiado horizontal. Gosto de sentir mais apoio na sua parte posterior.
Venho a rolar rápido por força das circunstâncias. Estou a chegar a casa. Não era isso que esperava para o primeiro contacto. Não foi isso que imaginei. Demasiado fugaz…
O asfalto irregular faz chocalhar bem alguns componentes, mas não perco a compostura sobre os comandos, exemplar que é a forma como filtra toda aquela vibração!
Percorro o mesmo caminho de sempre. Não, vou virar à direita e descer no Pico da Pedra.
Passaram alguns quilómetros, já lhe começo a sentir o pulso…
Para além da novidade, dos ruídos e da diferença (e do valor elevado entre as pernas!) foco-me demasiado nas passagens de mudanças (ia dizer de caixa… manias antigas!), uma vez que estou literalmente às apalpadelas!
Quem é que não gosta de travões de disco (hidráulicos, já agora!) em bicicletas de estrada? Bem, é experimentar e depois falamos.
Fiz a primeira travagem mais a sério. Wow! O que é isso? Isso é conforto, segurança e confiança!
Estou apreensivo e tenso. Demasiado focado na novidade, nos ruídos, nas diferenças. E no valor elevado que tenho entre as pernas!
Que posição é esta? Que conforto é este? Que apoio é este? Que fitas ergonómicas são estas?
Trânsito. Monto-a apressado e agradeço a amabilidade da automobilista que me deixa arrancar.
Entro equipado na loja. Explicações e verificações finais. Cumprimentos e desejos de muitos quilómetros. Bom fim de semana.
Reserva para teste – Specialized Roubaix Expert UDi2 (2017).

 

roubaix_calcada.jpg

A Roubaix sobre calçada, claro!

 

(Sim, o texto está invertido, cronologicamente falando. Deu-me para isso. Culpa da Roubaix que me trocou as voltas. Para facilitar a sua leitura e compreensão é ler-lhe de baixo para cima. Já devia ter avisado? Pois.)