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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

25.11.19

A alimentação!


Rui Pereira

Não tenho qualquer formação ao nível da nutrição, mas devido à relação tão próxima entre alimentação e exercício físico, e as duas com o descanso, acabei por estudar, experimentar e adaptar várias práticas, e consegui encontrar um equilíbrio que acredito ser adequado à minha saúde, objetivos e necessidades. Sem grandes complicações, nem fundamentalismos. O que não quer dizer que, às vezes não falhe e fique dececionado com isso.

Gustavo Santos foi capa da Men’s Health em 2013. Indicou a fórmula “70% alimentação + 30% treino = 100% determinação” para este desafio. Aliás, equação esta que defendia para o seu equilíbrio físico geral. Confesso que achei a diferença de valores entre a alimentação e o treino desequilibrados. Hoje, estou perfeitamente ciente da realidade dos mesmos.

De facto, a alimentação é a base de tudo.  A afirmação “nós somos aquilo que comemos” tem tanto de conhecida como de verdadeira!

Como disse a nutricionista Gisèle Magno (2019) - “funcionar é diferente de ser saudável.”

Sei que fazendo um ajuste entre a quantidade de energia que ingiro e a que gasto, mesmo ignorando a qualidade dos alimentos em causa, vou ter resultados. Mas também sei que este equilíbrio não é suficiente porque fica a faltar o fator principal – a saúde! A alimentação deve ser adequada tanto ao nível da quantidade como da qualidade. Mais do que parecer bem, interessa ser saudável.

Tudo isso é mais ou menos do conhecimento geral. E é simples, ou pelo menos devia ser, mas depois há uma tendência para sabotar esta questão por inconsciência ou quando recorremos à comida como forma de compensação e refúgio emocional.

“… Os alimentos que nos proporcionam conforto são, invariavelmente, os que têm elevados níveis de açúcares e/ou gorduras, os que acusam excesso de sal e os que são altamente processados. Como se não bastasse o seu teor, a ingestão emocional dos alimentos implica normalmente doses excessivas.
Quando estamos emocionalmente debilitados não ficamos necessariamente inconscientes. Agimos deliberadamente e desprezamos as consequências, pois o nosso foco está na compensação e no prazer imediato.
Claro que este conforto momentâneo não passa disso mesmo. A comida não consegue solucionar problemas nem colmatar falhas emocionais. Aliás, esta prática frequente pode levar a novos problemas ou agudizar algum já existente, inerentes a uma alimentação pouco saudável e desequilibrada.” – Rui Pereira (2013)

E na presença de desequilíbrios, a solução passa pelo que defende Gisèle Magno (2019) – “... É sermos adultos e aprendermos a dizer não aos impulsos de comer, é criar regras e hábitos saudáveis e excepções com peso e medida, é termos controlo sobre nós, sobre o nosso apetite.”

“É possível consumir todos os alimentos, com a devida atenção à dimensão das doses e à sua frequência, tendo em conta as caraterísticas destes mesmos alimentos. E até é possível encarar os alimentos como fonte de prazer, aliando sabor e saúde, transformando uma refeição num ritual significativo.” – Rui Pereira (2013)

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