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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

11.05.06

A Segunda - Honda SA50 Vision Met-in


Rui Pereira

Comprei-a usada ao meu tio por 150 contos, às prestações, em 1995.
Apesar de modesta, esta pequena scooter da Honda deixa-me sempre grandes saudades. É que a tive num momento crucial da minha vida, exactamente quando iniciei a minha actividade profissional a tempo inteiro. E pelas suas características, era muito prática e económica, uma verdadeira "amiga" no dia-a-dia na cidade.
De facto, era “as minhas pernas” para todo o lado, muito leve, ágil, de dimensões contidas, estacionava-se em qualquer “buraco”, gastava pouquíssimo, a manutenção era quase nenhuma e tinha ainda dois excelentes espaços de arrumação, um porta-luvas no avental frontal e um espaço muito interessante debaixo do assento, na altura inovador, denominado pela Honda de “Met-in”, cabendo um capacete integral e mais umas coisas.
O motor não sendo propriamente um recordista de prestações, apresentava acelerações rápidas. A ciclistica era regular, formando no todo, um conjunto muito equilibrado e à altura dos propósitos a que se propõe uma viatura desta natureza.
Esta motinha era também à prova de choque, pois sofreu pelo menos uns três tombos, um deles de dimensão considerável, com o meu irmão aos seus comandos, dos quais apenas resultaram pequenos riscos e a manete direita partida.
O maior senão, era o facto de estar homologada apenas para um ocupante, embora tenha de confessar que o meu irmão acompanhou-me à pendura vezes sem conta.
A sua fiabilidade era incrível, a única “manutenção” que fazia, era colocar o óleo no depósito do auto-lube e troquei uma ou duas vezes a vela, nada mais, e não falhou pegar à primeira, sempre que o seu arranque eléctrico foi solicitado, sem truques, sem comandos do ar (pois nem o tinha), nada! Era dar arranque e andar, com gasolina no depósito, claro.
Outra coisa que me ficou na memória, embora pela negativa, foram as molhas monumentais que apanhei aos comandos da Vision, quer de manhã a caminho do trabalho, quer à noite quando regressava a casa do ginásio, em que não havia peça de roupa que escapasse seca!
Talvez por isso mesmo e com a carta de carro tirada, começasse a pensar desfazer-me dela e a ideia de comprar um carro ganhasse cada vez mais força.
Assim foi, acabei por vender a mota, por acaso a uma pessoa do meu estilo, mas com mais idade, o que me agradou bastante. Certo é, que lá de vez em quando vejo a “minha” Vision preta a circular, mantendo a aparência impecável que tinha há mais ou menos 13 anos atrás, quando a vendi.
Sem dúvida, para além das boas recordações, ficou igualmente, o respeito que as scooter's merecem.

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