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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

16.05.08

A Sétima - Suzuki DR650 SE


Rui Pereira

Esta foi uma moto algo peculiar, pela relação que tive com ela.
Foi a moto que menos tempo tive e que menos andei, mas que mais “mexi”.
Não fiz nenhum passeio em estrada, que faça jus a este termo, basicamente sempre que saí com ela, eram voltas curtas e havia sempre a componente TT pelo meio.
A volta maior que dei aos seus comandos foi num passeio TT de domingo, que teve alguns incidentes pelo meio, mais exactamente uma queda, que mesmo não sendo aparatosa, fez-me repensar a forma como deveria encarar as motos daí para a frente.
Mais uma vez iludi-me, pensando que o TT seria a utilização que mais se adequava à minha realidade, não estando em causa o grande gosto que tenho por esta vertente das 2 rodas. O problema é que cada vez estou menos disposto a sujeitar-me aos riscos inerentes a uma utilização mais radical e isso sobrepõe-se a tudo!
Assim, depois de lhe ter preparado basicamente para fora de estrada, era altura de lhe dar um visual algo diferente, com a inclusão de certos componentes anteriormente retirados, para poder ter uma condução mais segura e legal em estrada, passando assim o TT para segundo plano, embora não ausente de todo.
É certo que perdi alguns milhares de euros nas trocas prematuras que andava a fazer, mas é inegável que de cada moto ficaram experiências únicas. Se da Vespa ficou o gosto por uma utilização descontraída com estilo, da DR650 ficou principalmente a confiança que transmite uma moto deste tipo, quer em utilização efectiva, quer em explorar em bricolage e manutenção, como nunca tinha feito até então e que muito prazer me deu obter os resultados pretendidos, com as minhas próprias mãos.
Relativamente à Suzuki DR650, não sendo uma máquina recente e de grande apuro tecnológico, apresenta um bom equilíbrio e grande polivalência, que a torna apta para uma efectiva utilização mista, não se ficando apenas pelas intenções. É modesta, sim, mas muito fiável e com performances, comportamento geral e economia, que poderão surpreender pela positiva.
Pessoalmente, apesar de gostar dos mais diversos tipos de motos, assumo que sou grande apreciador das características e acerto do segmento “Trail” e às vezes ando às voltas, acabando por cair sempre no mesmo, ainda para mais, vivendo numa ilha, com todas as particularidades geográficas e da rede viária.
Apesar de tudo isso, por razões práticas, uma vez que a utilização que fazia da DR era muito limitada, decidi vendê-la, afastando-me assim, pelo menos fisicamente, das motos.
Pouco tempo depois, a venda concretizou-se e neste momento não tenho moto, depois de diversos anos a andar diariamente em cima de uma.
É com alguma tristeza que escrevo este relato, pois tem uma certa conotação de despedida que não aprecio, mas é certo que não sei quando voltarei a ter moto, embora seja pouco provável não voltar a ter uma, até porque, quando realmente se gosta…