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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

10.07.10

Abordagem radical


Rui Pereira

Se é certo que actualmente os jovens têm um acesso mais facilitado a referências e a material adequado, também é certo que mostram grande aptidão e competência na execução das mais espectaculares manobras, algumas de elevado grau de dificuldade e perigosidade.

Com as doses de irreverência e loucura próprias da idade lançam-se a toda a velocidade sobre obstáculos naturais ou artificiais e executam cenas altamente, como dizem.

Olhados muitas vezes com desconfiança, preconceito e consequentemente desvalorizados, inclusive por alguns ciclistas que consideram praticar vertentes mais “nobres” do ciclismo (como se isso existisse?!), estes rapazes dão largas à habilidade e despendem energias de forma positiva.

Ok, vestem-se de maneira desleixada, não são muito adeptos do equipamento de proteção, andam para todo o lado em bicicletas manhosas de selim rebaixado e sem travões, usam um dialecto específico, fazem algumas asneiras… E depois?

Antes estejam a saltar o banco do jardim com a bicicleta e com as boxers à mostra, do que sedentariamente sentados nele a coçarem os respectivos!

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