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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

04.01.17

Bicicleta emprestada…


Rui Pereira

Não gosto de emprestar coisas, nem gosto de ter coisas emprestadas. O verdadeiro valor das coisas é aquele que lhes quisermos dar, mas é sempre complicado, pelo menos para mim, lidar com as coisas dos outros e não saber bem como os outros lidam com as minhas coisas.
Emprestar uma bicicleta é ainda mais complicado!
Não considerando aqueles empréstimos momentâneos para dar uma “voltinha”, já tive por duas vezes bicicletas emprestadas, exatamente bicicletas de teste de uma loja e só fiquei realmente descansado quando as entreguei tal e qual como me foram entregues dias antes. Até porque eram bicicletas, que pelos valores envolvidos, dificilmente poderia ter, e os azares acontecem!
Não foi o caso. Apesar da apreensão e do cuidado extra, não deixei de tirar partido e estas acabaram por ser experiências muito significativas, sendo que o relato da mais relevante pode ser lido aqui.
Foi exatamente este teste que me levou a comprar mais tarde a minha bicicleta de estrada, mesmo que fosse muito diferente daquela que tive possibilidade de experimentar. O facto é que fiquei adepto desta outra vertente do ciclismo, numa altura em que só conhecia BTT.
Mas houveram algumas outras situações em que me foram colocadas bicicletas à disposição e que por falta de à vontade preferi não aceder.
Com a disponibilidade para me emprestarem uma bicicleta até não é muito difícil lidar, basta agradecer de forma simpática, agora confrontado com um pedido de empréstimo, se calhar teria de usar a mesma estratégia que um “amigo” usou quando foi abordado neste sentido por um primo emigrado.

 

Imprestá a besuga?
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Tive cá mê prime Artur, um calafã que vê d'Ámerca.
- Eh cousin, tens uma bike bim nice! Imprestas p'ê dá uns rides p'la cedade?
- Nã percebi! Já sabes qu'ê nã fale amaricane!
- Ême, a tua bcecléte, imprestas?
- Ouh, tenhe qui m'imbora, té logue!
Bêjes e abraces.

Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.