Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

16.07.15

Capacete obrigatório? Não, obrigado!


Rui Pereira

Um dia destes fui questionado por um amigo sobre a obrigatoriedade do uso do capacete para andar de bicicleta, na sequência de uma situação que lhe tinha acontecido, numa das suas últimas voltas. Um suposto “ciclista” tinha-lhe abordado e apontado a falta do capacete! Este amigo não gostou nem da abordagem em si, nem da forma como foi feita. Já agora, o resultado da mesma foi zero, já que ele continua a circular sem capacete!

Este é um dos temas que tem aquecido o debate e que divide os utilizadores da bicicleta. Considerando uma utilização utilitária e citadina, não concordo com a obrigatoriedade do uso do capacete! É normal que na competição a realidade seja exatamente a contrária e mesmo em lazer, sempre que implique, velocidade, obstáculos, terreno irregular, etc., o seu uso será sempre recomendado.

Por mais contraditório que pareça, nas minhas voltas semanais, seja em que vertente for, não está em causa não usar o capacete, é automático, mas nas minhas deslocações diárias pela cidade, nunca o utilizo! Considero-me um adulto ponderado e com bom senso, e estou plenamente consciente dos riscos que corro.
Seria mais uma coisa para me atrapalhar e preocupar, à qual não estou disposto a submeter-me. Ando todos os dias da forma mais simples e descomplicada possível, que para complicar e render-me ao comodismo pegava antes no carro!

O meu filho gosta de andar de bicicleta e como criança que é, nem sempre consegue medir o perigo de certas situações. Há uns tempos atrás, numa das suas incursões fora de estrada, quando menos esperava teve uma queda tola, na qual caiu mal e com algum aparato de costas sobre umas pedras aguçadas. Nem quero pensar no resultado do sucedido se não fosse o capacete, que ficou bem marcado! Desde sempre que ele só não usa o capacete em algumas situações pontuais e específicas.

Seja como for, argumentos, e muitos deles válidos, não faltarão de ambos os lados. Não gosto é de fundamentalismos, nem mesmo quando estes têm por base o nosso suposto bem-estar e segurança. Não deixam de ser fundamentalismos na mesma! Se me perguntarem se gostaria de ser abordado a apontarem-me a falta do capacete diria prontamente que não! Talvez agradecesse a intenção, mas certamente também a iria ignorar…

Mais do que achar a obrigação do uso do capacete contraproducente para o que se pretende das bicicletas no campo da mobilidade, já que se desvirtua a natureza simples e acessível destas, é essencialmente a liberdade de escolha consciente que acho que não faz sentido perder!

4 comentários

Comentar post