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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

02.06.20

Circunstâncias


Rui Pereira

Nestes tempos de confinamento que passaram tive mais próximo das minhas bicicletas de carreto fixo do que das outras.
Pelas suas caraterísticas e limitado no espaço disponível para o efeito, estas revelaram-se a melhor opção.
As circunstâncias momentâneas ditam muita da adequação de cada uma das minhas bicicletas. E eu tenho a tendência para tomar esta adequação para o uso generalizado.
Com o desconfinamento, as suas limitações, entretanto disfarçadas, voltaram a sobressair. E tive de recorrer a outra bicicleta que melhor se adequava às novas circunstâncias.

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Existem diferenças e terei sempre as minhas preferências, mas a forma tendenciosa que me faz tirar conclusões precipitadas perante circunstâncias restritas não é a mais correta.
As minhas preferências dizem respeito à estética, à tradição, à cultura, ao conceito e aos materiais empregues. Tudo o que seja mais simples e diferente, mais tradicional e alternativo, tem prioridade. No entanto, as que apontam num sentido contrário não são necessariamente desprezadas.
Todas as minhas bicicletas têm os seus pontos fracos e fortes, e a sua função bem definida. A escolha de uma delas estará associada às circunstâncias do momento ou simplesmente ao meu estado de espírito.
São todas boas. São todas úteis. Umas mais do que outras, de acordo com as circunstâncias.

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