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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

17.07.19

Equipado da cabeça aos pés


Rui Pereira

Irritam-me um bocadinho as pessoas que acham que para andar de bicicleta precisam de se equipar da cabeça aos pés, principalmente se vão apenas dar uma voltinha em lazer ou fazer uma deslocação rotineira pela cidade. Parece que vão para uma linha de combate, sem noção que a licra e os corta-vento, entre outros adereços, não são exatamente à prova de bala!
Também acho piada às capas de gel para o selim. Rabinhos sensíveis, certo? A relação do rabo com o selim é… bom, requer hábito! É isso. Sensíveis são todos, até porque se a duração vai para além do que é normal, mesmo para um rabo habituado a estas andanças, é normal que se ressinta. Coincidentemente muitas das pessoas que as usam são as mesmas que vão de bicicleta equipadas para a linha de combate!
A criação de necessidades escusadas, nas quais algumas pessoas embarcam, têm três grandes problemas associados. Gastar dinheiro e acumular objetos desnecessariamente, quando um pouco de determinação e paciência resolveriam a situação facilmente. E complicar aquilo que é simples!
A presença da bicicleta nas minhas deslocações levou-me a optar por um estilo de roupa mais leve, prático e descontraído. Não deixou de ser uma alteração na minha maneira de vestir, mas que fiz voluntariamente, por me facilitar a vida e fazer sentir muito mais confortável. Na realidade, andei equivocado durante algum tempo, já que agora estou em condições de dizer que, a forma como me visto, motivada pela presença das bicicletas, reflete muito mais o meu estilo e aquilo que sou.

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